Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto estão identificando as mais de duas mil minas que existem na região.
Ouro Preto, Minas Gerais, uma cidade cheia de segredos e caminhos subterrâneos. Parte da história do Brasil está escondida entre as montanhas. São centenas de minas de ouro, do período colonial. A pequena abertura de difícil acesso vai revelando os traços de uma corrida desenfreada pelo precioso metal. “A mina é toda torta, não tem uma direção preferencial. Era assim seguindo a direção do veio de quartzo”, explica o professor Hernani Mota de Lima.
O trabalho de extração formou corredores estreitos e baixos. É difícil ficar na mina muito tempo, porque há pouco oxigênio e nenhuma luz. A repórter Viviane Possato chegou ao fundo da mina. Ela caminhou, mais ou menos, 20 minutos para chegar ao local, é uma galeria com várias aberturas. Podemos contar, pelo menos, cinco aberturas, o que indica que provavelmente saiu muito ouro dessa mina.
Uma riqueza histórica que pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto tentam resgatar. Eles estão identificando as minas que existem na região. Pelos cálculos, são mais de duas mil. A maioria está abandonada há mais de 100 anos.
Uma mina ficou famosa, porque, segundo uma lenda da região, ela teria pertencido a um escravo, que conseguiu comprar a liberdade dos outros escravos usando o ouro extraído dela.
A exploração esculpiu a rocha e revelou uma beleza que pode ser vista pelos turistas. Quem se aventura também descobre mais sobre o século XVIII.
“Do lado direito da mina, tem uns buracos que se chama ‘buchos’, que eram onde colocavam as lamparinas, as candeias, que era para iluminar o trabalho. Do lado esquerdo, tem os ‘nichos’. Os nichos são buracos destinados aos escravos. Os escravos tinham que preencher ele de ouro. Era o pulso do escravo. O escravo mais forte tinha o nicho maior, e o escravo mais fraco o nicho menor. Quando o capataz vinha recolher o ouro, isso aqui tinha que está cheio. O escravo que não cumpria a tarefa era castigado”, explica o herdeiro da mina Antônio da Alcântara Lima.
“Esses pedacinhos trazem uma coisa desconhecida da gente, porque a gente sempre fala do ouro, vê o ouro, usa o ouro, mas não sabe de onde ele vem e como ele é encontrado aqui, nessas rochas, uma coisa muito fantástica”, lembra o dentista Antônio Carlos de Oliveira.
Fonte: G1

Um comentário:
OI, sou encantada pela história da época da exploração de pedras em Ouro Petro. Parabéns pelo teu trabalho!eeputhor152
Postar um comentário