segunda-feira, 2 de março de 2009

Igreja e Poder na Idade Média

Igreja e Poder na Idade Média

Surgimento
Saulo era um judeu cujo objetivo era perseguir os cristãos que existiam na Antiguidade. Junto com outros judeus, Saulo matou centenas de líderes cristãos que diziam que somente as palavras de Jesus Cristo estavam corretas e não as que os fariseus pregavam no templo.
Diz a Bíblia e outros relatos que Saulo ouviu a voz de Jesus e se converteu ao cristianismo, passando a se chamar Paulo e tornando-se um grande pregador dos ensinamentos de Cristo, mesmo não O conhecendo pessoalmente, pois Saulo nasceu 10 anos após a morte de Jesus.



Acredita-se que Paulo, juntamente com outros apóstolos de Jesus tenha fundado a Igreja Católica (Katholiko) que quer dizer Universal.


Paulo, Pedro e outros discipulos se organizavam em um pequeno grupo, no qual denominava-se Corpo Eclesiástico, conhecido mais tarde por Clero. Neste pequeno grupo, algumas pessoas se tornaram líderes, exercendo funções de extrema confiança de Pedro, que era considerado o responsável pelo grupo, assim surge a hierarquia no Corpo Eclesiástico, ou seja, o Clero.
Hoje, a Igreja Católica possui a seguinte hierarquia:





Expansão
Durante muitos séculos, a Igreja Católica se expandiu por toda a Europa e se tornou a religião mais oficial dos reinos. Com tanto poder que conseguiu, ela começou a fazer uma certa separação entre seus sacerdotes. Quem possuía mais posses facilmente chegaria aos posto máximo da Igreja Católica, esses eram chamados de Alto Clero, mas quem não possuía muitas posses conquistaria somente os postos mais baixos do clero, esses eram conhecidos por Baixo Clero.
Isto tudo pelo motivo de que os monges quando se filiavam a alguma ordem eclesiástica, toda sua herança passava a ser da Igreja Católica, assim, a Igreja Católica se tornou a mais rica até hoje.
O clero medieval é dividido em duas categorias:
Claro Secular, composto pela “elite” da Igreja Católica, cuida da parte administrativa da mesma.
Clero Regular, composto por padres e monges responsáveis pela conversão de fieis ao catolicismo. Eram eles que faziam o “trabalho de Campo” da Igreja Católica.


No século VI, várias ordens religiosas passaram a construir mosteiros para abrigar seus monges. A primeira ordem eclesiástica a fazer isso foram os Beneditinos (São Bento), logo em seguida os Franciscanos (São Francisco de Assis) e a Dominicana (São Domingos).
Hoje vemos representações da cultura de cada ordem em seus mosteiros.

















Questionamentos do poder da Igreja Católica
Várias pessoas e monges passaram a pregar que a Igreja Católica não fazia o que pregava. Ela só privilegiava o lucro em suas ações e não o amor ao próximo como Jesus ensinava.Algumas denominações se destacaram por suas ações contra a Igreja Católica. Destacamos aqui os monges do Mosteiro beneditino de Cluny, na França.




Os monges que viviam neste mosteiro, diziam que a Igreja Católica estava vendendo indulgências e lucrando com isso. Também pregavam que a Igreja estava se submetendo aos poderes terrenos e que somente Deus poderia comandar Sua igreja na Terra.
A “confusão” ficou ainda maior quando um dos monges do Mosteiro de Cluny foi escolhido para ser papa.
Gregório VII altera todas os erros que viu na Igreja Católica com os outros beneditinos do mosteiro de Cluny, isso gerou certos conflitos com o grande Imperador do Sacro Império Romano-Germânico Henrique IV.


Henrique IV, rei do Sacro Império Romano-Germânico não concordou com as atitudes do Papa Gregório VII principalmente no fato da escolha de bispos para determinado local. Pelas ordens do Papa, somente o clero poderia escolher bispos e padres para a região, o que não acontecia até aquela época, onde as eleições do clero era feita em comum acordo entre os nobres e o Alto Clero.
Isso resultou na excomunhão de Henrique IV e ordens ao clero local de não obediência aos Sacro Império Romano-Germânico, isso ficou conhecido por “Questão de Investidura”.A paz só veio reinar em 1122 com a assinatura da “Concordata de Worms” onde ficou decidido que a Igreja iria escolher seus membros, mas todo eleito deveria pagar tributos ao seu soberano.



Outro conflito foi a “Cisma do Oriente”, onde os atos da Igreja Católica levaram a fundação de uma nova igreja com sede em Bizâncio.
O cristianismo teve várias alterações durante os anos, essas alterações levaram muitos cristãos a se distanciar da Igreja Católica e fundar novas denominações que passariam a pregar o que o cristianismo ensinava. A Cisma do Oriente deu origem a Igreja Ortodoxa que se difere em alguns princípios e valores.














Outro conflito que conhecemos na Idade Média foi quando o rei francês Felipe, o Belo obrigou ao clero a pagar mais impostos ao reino da França.
O Papa Bonifácio VIII não concordou com as ordens do monarca e prendeu o líder católico de quase 70 anos em uma prisão, isto levou-o a morte em poucas semanas.
Para substituir o Papa Bonifácio VIII foi eleito o papa francês Clemente V, que resolve transferir a sede da Igreja Católica de Roma para Avignon, na França, onde ficaria mais perto do soberano Francês.
Assim, criou-se um rixa entre os defensores da Igreja Católica com sede em Roma contra os defensores com sede em Avignon. Os problemas pioraram quando ambas as sedes resolveram escolher seus papas, o que aconteceu. Por quase 40 anos a Igreja Católica teve dois papas, um em Roma e outro em Avignon, isso enfraqueceu bastante a Igreja Católica que estava desmoralizada pelo poder francês. Isto ficou conhecido como a “Cisma do Ocidente”.
Somente em 1417 ouve uma negociação entre as duas igrejas cuja conclusão foi a volta da sede da Igreja para Roma. Essa negociação ficou conhecida por “Concílio de Constança”.


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