terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dinastias da Idade Média

Os Francos foram os primeiros germanos a chegarem na Europa Ocidental. Um de seus grandes líderes foi Meroveu, um antigo chefe franco. Seu neto, Clóvis, conquista um grande território para os Francos e funda a primeira dinastia da Idade Média. A "Dinastia Merovíngia" (século V-VIII).














Nela Clóvis funda um laço de lealdade entre seus súditos, trata-se do "Tratado Vassálico" onde o rei ou um senhor feudal protegia seus servos em troca de sua lealdade.

Durante esta dinastia, o rei perdeu muito de seu poder que passou a estar nas mãos de grandes proprietários de terras, os "Prefeitos do Palácio", o mais conhecido dentre eles foi Carlos Martel.



Quando os árabes tentaram invadir a Europa, Carlos Martel conseguiu derrotá-los na batalha conhecida por "Batalha de Poitiers, em 732d.C.


No ano de 751d.C., o filho de Carlos Martel, Pepino, O Breve assume o cargo de Prefeito de Palácio que pertencia a seu pai e derrota o rei franco Childérico III. Com a ajuda das autoridades Francas e da Igreja Católica, Pepino é eleito "Rei pela Graça de Deus" e doa para a Igreja a Península Itálica, onde hoje está localizado a cidade de Roma, com isso ele conquista também a autoridade temporal, assim finda a Dinastia Merovíngia e inicia a segunda dinastia da Idade Média, a "Dinastia Carolíngia"(século VIII-X)


Na Dinastia Carolíngia nasceu um dos grandes líderes da Alta Idade Média, Carlos Magno, filho de Pepino, o Breve.

O governo de Carlos Magno foi marcado por uma estreita ligação com a Igreja Católica, acreditava-se que estava renascendo o Império Romano do Ocidente.
Carlos dividiu o território franco em diversas áreas dando poderes a diversas pessoas para comandá-las em troca de proteção do império Franco contra invasões e parte dos impostos recolhidos.
No governo de Carlos Magno foi elaborado e empregado o primeiro código de leis da Idade Média, os Capitulares. Eles regiam os costumes, o comércio, a educação, etc. Alguns historiadores dizem que houve no governo de Carlos Magno um Renascimento Cultural, onde ele pode criar a Escola Palatina, uma escola no palácio real para ensinar aos francos (nobres) a gramática, a retórica, a aritmética, a geometria e a música. Neste época também surgiram os monges copistas, que copiavam textos da Antiguidade, alguns textos em formas de iluminuras, representações desenhadas por artistas que demonstravam a vida dos cavaleiros e nobres da Idade Média.




Com a morte de Carlos Magno, Luís, o Piedoso, único filho que sobreviveu a ele, assume o poder. Seu governo foi marcado por fortes intervenções da Igreja Católica, o que gerou grandes conflitos entre seus filhos. Esses conflitos só terminariam em 843d.C. quando foi assinado o "Tratado de Verdun" onde dividiu-se o reino franco em três reinos: Reino de Luis, Reino de Lotário e Reino de Carlos.




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