segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Demolição da Casa da Rua Alferes

Fui informado pelo Vereador Vanderlei Pequeno que a "Casa da Rua Alferes", uma bela propriedade localizada no centro de Cataguases, embora abandonada, está sendo demolida por pessoas sem a autorização da prefeitura. Segue abaixo o e-mail que me foi passado:


"Há poucos instantes, constatamos que o imóvel já conhecido como Casa da Rua Alferes, na rua de mesmo nome, está sendo demolido.
Fomos à Prefeitura e o Procurador do  município nos informou que não há autorização para a demolição.


A defesa civil está indo ao local, já que um dos responsáveis pelo imóvel nos afirmou que a casa está caindo.
No entanto, constatamos a presença de pessoas no interior da casa e o aspecto organizado uma demolição existente."


"A especulação imobiliária começa a ganhar a batalha contra a Cultura em Cataguases.

A Casa da Rua Alferes, imóvel que remonta ao final do século XIX está sendo demolida...e sem a licença do município."



Essa são as fotos atuais da Casa da Rua Alferes







Foi sugerido que passássemos um e-mail para o Jornal Cataguases exigindo providências para o acontecimento. O e-mail é: jornalcataguases@yahoo.com.br. Eu já fiz minha parte, faça a sua.

Assine a petição contra fome, faça a sua parte




Assista o vídeo, assine a petição e encaminhe para seus amigos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jogo dos pensadores absolutistas

Os pensadores absolutistas, a partir do séc. XVI, acabaram contribuindo para a consolidação do poder total nas mãos dos reis europeus. Suas ideias convenceram o povo sobre a necessidade de obedecer aos monarcas sem questionar, num dos trabalhos de marketing político mais eficientes da História.

  


Este jogo operatório trata destes pensadores, no contexto do Absolutismo e surgimento das Monarquias Nacionais na Europa. Para mandar bem no jogo, é necessário ter algum conhecimento sobre o assunto. Sugiro a leitura de alguns artigos antes de encarar o desafio.

Se você já está fera no assunto, é hora de testar seus conhecimentos. Para jogar, você deve primeiro clicar PLAY. Em seguida, as definições vão aparecer na parte de baixo da tela. Use o mouse para atirar na palavra referente as definições. Tome cuidado com o tempo e com as munições, que são limitados.


Para jogar clique aqui

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Nota:

Não é atoa que "História Digital" é considerado o melhor blog de história. É fantástico os jogos postados aí. Proporcionam aos alunos e apaixonados pela história, momentos maravilhosos para fixação da metéria.
Recomendo, leio e sigo no Twitter o blog HISTÓRIA DIGITAL.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Moeda de prata vai homenagear 300 anos de Ouro Preto

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (25) o lançamento da moeda comemorativa aos 300 anos da fundação da Vila Rica do Pilar do Outro Preto. A cidade mineira foi o primeiro município brasileiro declarado patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A moeda de prata é voltada a colecionadores e tem o valor de R$ 5. Um dos lados tem a ilustração da arquitetura da cidade com casarios antigos, destacando a Igreja de São Francisco de Assis ao centro e a de Nossa Senhora das Mercês e Perdões à esquerda.

A tiragem inicial é de 2 mil unidades, com previsão máxima de 10 mil moedas, que começam a circular em meados de 2011.

Fonte: Agência Brasil

Arquivo Histórico da Comarca do Rio das Mortes / MG

Site do Arquivo Histórico da UFSJ

A Comarca do Rio das Mortes foi uma das três primeiras existentes na capitania das

Minas Gerais, sendo instituída em 1714 e tendo como sede a Vila de São João del Rei.

Estendia-se pelo centro-sul, a sudoeste da capitania compreendendo os termos de São José del Rei, Jacuí, Baependi, Campanha da Princesa, Barbacena, Queluz, Nossa Senhora de Oliveira, São José do Rio das Mortes e Tamanduá. No início do século XIX já se configurava como a mais extensa em área habitada e a mais populosa da capitania. Nessa página encontram-se disponibilizados em bancos de dados e imagens digitalizadas os acervos documentais que vêm sendo preservados, identificados e microfilmados através do Projeto Forum Documenta.
 
Mais informações clique aqui

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

História do Circo


No mundo do entretenimento, o circo ocupa uma posição privilegiada entre todas as formas de diversão existentes. Mesmo em tempos de rádio, TV e internet essa antiga arte ainda atrai a atenção de muitos espectadores. Circulando por espaços da cultura erudita e popular, a arte circense impressiona pela grande variabilidade de atrações e o rico campo de referências culturais utilizado.

De fato, o circo demorou muito tempo até chegar à forma sistematizada por nós hoje conhecida. Somente no século XVIII é que o picadeiro e as mais conhecidas atrações circenses foram se consolidando. Na China, vários contorcionistas e equilibristas apresentavam-se para as autoridades monárquicas chinesas. Em Roma, o chamado “Circo Máximo” era o local onde as massas plebéias reuniam-se para assistir às atrações organizadas pelas autoridades imperiais.

Na Idade Média, vários artistas saltimbancos vagueavam pelas cidades demonstrando suas habilidades ao ar livre em troca de algumas contribuições. O primeiro a sistematizar a idéia do circo como um show de variedades assistido por um público pagante foi o inglês Philip Astley. Em 1768, ele criou um espaço onde, acompanhado por um tocador de tambor, apresentava um número de acrobacia com cavalos. Nesse período, o crescimento das populações urbanas garantiu um bom número de espectadores ao seu espetáculo.

Com a expansão de seu empreendimento, Astley passou a contar com vários outros artistas. Dado o sucesso de suas atrações, sua companhia passou a apresentar-se em Paris. Nessa época, o domador Antoine Franconi ingressou na companhia de Astley. A instabilidade causada com os arroubos da Revolução Francesa, em 1789, forçou Astley a abandonar a França. Com isso, Franconi se tornou um dos maiores circenses da França. Com o passar do tempo, a tradição itinerante dos artistas circenses motivou a expansão das companhias de circo.

No século XIX, o primeiro circo atravessou o oceano Atlântico e chegou aos Estados Unidos. O equilibrista britânico Thomas Taplin Cooke chegava com seu conjunto de artistas na cidade de Nova Iorque. Com o passar dos anos, sua companhia transformou-se em uma grande família circense que, ao longo de gerações, disseminou o circo pelos Estados Unidos.

A grande estrutura envolvendo o espetáculo circense, trouxe o desenvolvimento de novas tecnologias ao mundo do circo. As constantes mudanças de cidade em cidade incentivaram a criação de técnicas logísticas que facilitavam o deslocamento dos espetáculos. Tais técnicas, devido sua grande eficácia, chegaram a despertar o interesse dos altos escalões militares que se preparavam para os conflitos da Primeira Guerra Mundial.

Na Europa, até metade do século XX, o circo sofreu um período de grande retração. As guerras mundiais, ambas protagonizadas em solo europeu, e as crises econômicas da época impuseram uma grande barreira às artes circenses. Ao mesmo tempo, o aparecimento do rádio e da televisão também inseriu uma nova concorrência no campo do entretenimento.

Mesmo com o advento das novas tecnologias, o circo ainda preserva a atenção de multidões. Reinventando antigas tradições e criando novos números, os picadeiros espalhados pelo mundo provam que a criatividade artística do homem nunca estará subordinada ao fascínio exercido pelas máquinas. Talvez por isso, podemos dizer que “o show deve continuar”.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Museu exibe escultura artística de mamute com 35 mil anos de idade

O Museu de Neandertal de Mettmann, cidade a oeste da Alemanha, abriu uma mostra temática sobre mamutes nesta sexta-feira.

Entre os objetos expostos, há uma escultura artística do animal feita em marfim, com data aproximada de 35 mil anos, considerada uma das mais antigas do mundo.

O artefato foi encontrado a sudoeste da Alemanha.
 
Funcionária do Museu de Neandertal, na Alemanha, exibe peça de marfim que reproduz um mamute.

Fonte: Folha de São Paulo

Arqueologia de um pedaço do Brasil

Recôncavo da Baía de Guanabara tem sítios arqueológicos de até 4 mil anos. Escavações encontraram cachimbos que podem ter resíduos de Cannabis


Exagerando um pouco, conhecer o passado da área em torno da Baía de Guanabara é conhecer um pouco de toda a História do Brasil, tamanha a referência a cada período histórico brasileiro. Na Vila Santo Antônio de Sá, hoje Itaboraí, considerada a primeira vila do Recôncavo da Baía de Guanabara, os sítios arqueológicos são tão ricos que é possível encontrar registro de populações até de antes de Cristo.

“Estamos estudando essa área desde o início da ocupação até hoje”, diz a antropóloga Madu Gaspar, que organiza o projeto, e explicou, cuidadosamente, todo o processo. 

“Há registro de populações com 4 mil anos, que construíam sambaquis. Em seguida, essa área foi invadida por tupis, ceramistas, até a chegada dos portugueses. Os tupis, que vieram da Amazônia, expulsaram os sambaqueiros, ou os eliminaram com guerras. Todo o território ficou com os grupos ceramistas. Então, se deu a colonização portuguesa. Nessa área, os primeiros europeus usavam a região como celeiro do Rio, retirando os recursos naturais como lenha e madeira para construção, além fazer plantações de alimentos.”


A antropóloga, de 56 anos, conta que a região foi o seu primeiro trabalho de campo, em 1976. Ela diz que, por conta da construção do pólo petroquímico da região, a região ficou mais segura e ela pôde voltar a estudar a região.

“Esses produtos da época colonial eram transportados pelos rios da região até a Praça XV. Há várias representações de Debret mostrando os escravos desembarcando com lenha, por exemplo.”


Açúcar, mandioca e até maconha

A região, muito por conta das plantações de açúcar e mandioca, era densamente ocupada por africanos e descendentes. Por conta disso, hoje, são encontrados vasilhas, cerâmicas e quase 200 cachimbos com símbolos de tribos da África.



“Já se sabia que era um hábito dos africanos fumar. Os historiadores que estudam o período tinham interesse em saber que tipo de material era carburado. Sabia-se que era um fumo mais forte”, conta a arqueóloga, explicando que, para descobrir o seu conteúdo, foi feito uma pesquisa pioneira. “Em um dos cachimbos há indícios que seria carburado Cannabis [gênero de plantas comumente conhecida como maconha]. Ainda é preciso confirmar, mas é muito provável. Até a dimensão dos cachimbos já sugeria isso.”

Madu Gaspar contou que, para chegar a esses resultados, foram necessários quase dois anos de trabalho de campo. Em um primeiro momento, os arqueólogos investigaram o terreno em uma metodologia de amostragem sistemática, em intervalos de 50 em 50 metros. Foi possível identificar 45 sítios, sobre as diversas ocupações que a região presenciou.

“Os restos africanos tem baixa visibilidade. Só pesquisa sistemática consegue encontrar.”

Mas, afirma ela, o resultado é compensador, como o encontro dos vestígios das primeiras olarias em Itaboraí, região onde até hoje é comum o trabalho.

“Chegamos a encontrar uma porção de barro amassado em que aparece a mão do artesão”, conta empolgada. Ela também cita as fôrmas de pão-de-açúcar, que são vasilhas de cerâmicas onde se purgava o açúcar e que lembram o famoso ponto turístico.


Exposição

Para exibir todos esses achados, a arqueóloga está organizando uma exposição no Museu Nacional, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, chamada “Arqueologia do Recôncavo da Baía de Guanabara”.

“Os arqueólogos trabalham com material brasileiro. Eles têm que dar retorno à sociedade. Faz parte de nossa História.”

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"As Meninas" de Diego Velázquez

Obra-prima do pintor Velázquez provoca admiração e dúvidas mais de 350 anos depois.


Diego Velázquez tinha acabado de fazer 57 anos quando, em 1656, deu por concluída mais uma encomenda dos reis da Espanha. Principal artista da corte de Filipe IV, Velázquez ficou satisfeito com As Meninas, tela que se tornaria a sua obra-prima. Exposto no Museu do Prado, em Madri, o quadro, de 3,18 por 2,76m, foi chamado assim porque "menina" era jeito de se referir às aias, damas de companhia da família real. Na tela, Margarida Teresa, 5 anos, filha de Filipe IV, aparece entre duas delas. Além das três, outros oito personagens estão representados. E a aura de mistério do quadro envolve as explicações sobre que são essas pessoas, a disposição de todos na tela. Mas, afinal, o que Velázquez está pintando?


Duas teorias principais respondem a essa pergunta. A mais difundida delas defende que Vezázquez está retratando os reis, que estariam no mesmo lugar do observador do quadro e aparecem refletidos em um espelho ao fundo. Os demais estariam ali entretendo os dois. Outros dizem que ele está pintando a pequena infanta. Mas como isso seria possível se o artista está atrás dela? A explicação estaria em outro espelho, posicionado na frente de todos e que teria permitido ao pintor ver o reflexo das meninas e o seu próprio. O casal real estaria ali para assistir a filha. Independentemente de qual teoria vale, uma coisa é certa: a obra entrou para a história como um elogio à arte do retrato e ao papel do artista.

Fonte: Revista Aventuras na História. Edição 88 - Nov. 2010

Baile da Ilha Fiscal: o último da monarquia

Seis dias depois da festança, golpe derrubou dom Pedro II.



O vaivém dos convidados era constante. Eles desciam das barcas a vapor e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias. O tilintar das taças de bebida se misturava aos risos e à música. Nunca se havia visto no Brasil tanto luxo. Tudo havia sido planejado para tornar inesquecível o baile da Ilha Fiscal, promovido por dom Pedro II no sábado, 9 de novembro de 1889. Aquela foi a última festa do Império. Seis dias depois, o imperador seria deposto.

O evento, que reuniu mais de 2 000 pessoas, oficialmente homenageava o alto escalão do couraçado chileno Almirante Cochrane, ancorado no Rio de Janeiro havia duas semanas. Mas, na verdade, comemorava as bodas de prata da princesa Isabel e do conde D’Eu. Além disso, a intenção do imperador era provar que a monarquia seguia viva e forte – o que, aliás, estava longe de ser verdade.

Naquele novembro de 1889, enquanto as senhoras se preparavam para o rega-bofe, homens conspiravam em confeitarias. Durante a festa, o clima de rivalidade entre monarquistas e republicanos não se manifestou. Apesar do sucesso do baile, o imperador pouco se divertiu. Ficou sentado o tempo todo e foi embora à 1h da manhã, sem jantar. Forçado a deixar o país em 17 de novembro, morreu dois anos depois, em Paris.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Descoberta língua do Peru pré-hispânico

Documento do século XVI revela que indígenas herdeiros da cultura moche, precursora dos incas, tinham um sistema de escrita próprio

Lista anotada no verso de um documento centenário com a tradução dos números em espanhol e em numerais aráicos para a linguagem moche

Não é de hoje que a pechincha é praticada no Peru. Um documento da cultura moche, encontrado em Magdalena de Cao Viejo, no complexo arqueológico de El Brujo, ao norte do país, revela uma discussão sobre o preço de um tipo de tecido datada do século XVI. Mais importante do que a barganha, o verso do documento apresenta uma lista de anotações com a tradução dos números em espanhol para numerais arábicos e para a linguagem moche.

Para Jeffrey Quilter, diretor do projeto arqueológico de Magdalena de Cao Viejo e curador do Museu Peabody, em Harvard, a descoberta mostra que as interações entre os nativos sul- americanos e espanhóis eram muito mais complexas do que se havia imaginado.

O pequeno pedaço de papel foi encontado em 2008, mas a recente análise do documento revela a tentativa de quem o escreveu de compreender o funcionamento do sistema numérico da antiga civilização. Outra revelação importante trazida pelo documento foi a de que o povo moche provavelmente adotava o sistema decimal.

A cidade de Magdalena de Cao Viejo foi construída sobre um antigo templo moche abandonado e tornou-se uma redução, povoado no qual grupos de nativos eram forçados a viver sujeitos às tentativas dos colonizadores espanhóis de civilizá-los e cristianizá-los.
 
Fonte: História Viva

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cientistas analisam esqueleto de cavalo pré-histórico achado na França


Ossos de animal de 100 mil anos foram localizados em Moriat. Descoberta foi feita por um fazendeiro.

Ossatura completa do cavalo pré-histórico foi descoberta por um fezendeiro (Foto: Thierry Zoccolan / AFP)

Cientistas franceses analisam o esqueleto completo de um cavalo pré-histórico, de 100 mil anos, perfeitamente preservado. Os ossos foram encontrados por um fazendeiro em Moriat, na região central da França, enterrados a aproximadamente 2 metros da superfície.

Esqueleto completo estava enterrado sob aproximadamente 2 metros de terra (Foto: Thierry Zoccolan / AFP)

A capa da Revista Veja nos primeiros meses de 1888

Caminhos subterrâneos de Ouro Preto (MG) escondem riqueza histórica do país

Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto estão identificando as mais de duas mil minas que existem na região.


Ouro Preto, Minas Gerais, uma cidade cheia de segredos e caminhos subterrâneos. Parte da história do Brasil está escondida entre as montanhas. São centenas de minas de ouro, do período colonial. A pequena abertura de difícil acesso vai revelando os traços de uma corrida desenfreada pelo precioso metal. “A mina é toda torta, não tem uma direção preferencial. Era assim seguindo a direção do veio de quartzo”, explica o professor Hernani Mota de Lima.
O trabalho de extração formou corredores estreitos e baixos. É difícil ficar na mina muito tempo, porque há pouco oxigênio e nenhuma luz. A repórter Viviane Possato chegou ao fundo da mina. Ela caminhou, mais ou menos, 20 minutos para chegar ao local, é uma galeria com várias aberturas. Podemos contar, pelo menos, cinco aberturas, o que indica que provavelmente saiu muito ouro dessa mina.
Uma riqueza histórica que pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto tentam resgatar. Eles estão identificando as minas que existem na região. Pelos cálculos, são mais de duas mil. A maioria está abandonada há mais de 100 anos.
Uma mina ficou famosa, porque, segundo uma lenda da região, ela teria pertencido a um escravo, que conseguiu comprar a liberdade dos outros escravos usando o ouro extraído dela.
A exploração esculpiu a rocha e revelou uma beleza que pode ser vista pelos turistas. Quem se aventura também descobre mais sobre o século XVIII.
“Do lado direito da mina, tem uns buracos que se chama ‘buchos’, que eram onde colocavam as lamparinas, as candeias, que era para iluminar o trabalho. Do lado esquerdo, tem os ‘nichos’. Os nichos são buracos destinados aos escravos. Os escravos tinham que preencher ele de ouro. Era o pulso do escravo. O escravo mais forte tinha o nicho maior, e o escravo mais fraco o nicho menor. Quando o capataz vinha recolher o ouro, isso aqui tinha que está cheio. O escravo que não cumpria a tarefa era castigado”, explica o herdeiro da mina Antônio da Alcântara Lima.
“Esses pedacinhos trazem uma coisa desconhecida da gente, porque a gente sempre fala do ouro, vê o ouro, usa o ouro, mas não sabe de onde ele vem e como ele é encontrado aqui, nessas rochas, uma coisa muito fantástica”, lembra o dentista Antônio Carlos de Oliveira.

Fonte: G1

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Novas esfinges são achadas em avenida que unia templos de Luxor e Karnak


Uma equipe de arqueólogos descobriu 12 novas esfinges, estátuas com corpo de leão e cabeça humana ou de carneiro, na antiga avenida que unia os templos faraônicos de Luxor e Karnak, a 600 quilômetros ao sul do Cairo.

Segundo um comunicado do Conselho Supremo de Antiguidades estas esculturas datam da época do último rei da 30ª dinastia (343-380 a. C.).
A avenida, ladeada por uma dupla fila de esfinges que representavam o deus Amon, tem cerca de 2.700 metros de comprimento e 70 de largura e foi construída por Amenhotep III (1372-1410 a.C.) e restaurada, posteriormente, por Nectanebo I (380-362 a.C.).
Por outro lado, os arqueólogos descobriram também um novo caminho que une a avenida onde foram achadas as estátuas, com o rio Nilo.
A nota explica que, até o momento, só foram desenterrados 20 metros dos 600 que compõem o novo caminho, e que continuam as escavações para descobrir o resto deste trajeto, construído com pedra de arenito, um sinal da importância que tinha em seu tempo, esclarece o comunicado.
O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, explicou que o caminho achado era o que se utilizava para transferir em procissão a imagem do deus Amon em sua viagem anual ao templo de Luxor, para se encontrar com a imagem de sua mulher Mut.
Além disso, esta via era utilizada pelo rei quando participava de cerimônias religiosas, segundo Hawas.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quito luta para tirar 200 mil chicletes de Centro Histórico

Homem limpa a Praça Santo Domingo, em Quito, na campanha do governo para remover chicletes colados.

O doce sabor do chiclete se transformou em uma amarga experiência para o município de Quito, que lançou uma campanha para retirar os 200 mil chicletes grudados no Centro Histórico da cidade.

O município descobriu que o custo de retirar os grudes mascados é maior que o preço do próprio chiclete, que custa 5 centavos.

Calcula-se que no centro de Quito, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, há aproximadamente 10 chicletes grudados na calçada por metro quadrado, sendo que o custo de limpeza para a cidade é de 20 centavos cada.

Num estudo feito por alunos de colégios, mais de 47 mil pontos foram contabilizados só na praça da Igreja de Santo Domingo, que mede um pouco mais de meio campo de futebol, disse o diretor da Empresa Pública Metropolitana de Asseio de Quito (Emaseo), Carlos Sagasti à Agência Efe.

Os estudantes desenharam um círculo ao redor de cada chiclete grudado decorando a praça da Igreja com inúmeras bolas brancas, evidência do silencioso e pegajoso mau-trato à cidade.

Na Praça da Independência, uma das mais movimentadas da cidade e próxima do Palácio de Carondelet, sede do Executivo, estima-se que há outros 50 mil chicletes grudados. "É uma loucura", define Sagasti.

Na luta contra os chicletes, o Município usará duas modernas hidrolavadoras avaliadas em US$ 131 mil.

A Emaseo levará entre três a quatro meses para retirar todos os chicletes e aplicará uma multa de US$ 24 para quem voltar a sujar a calçada.

"É uma batalha", comentou Sagasti comparando o chiclete com armamento.

O município divulgou que aumentará o número de lixeiras nas ruas e prepara uma mostra de 25 fotografias de instalações criadas a partir de produtos reciclados, que serão expostos nos oito maiores shoppings de Quito.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Uma visão crítica da proclamação da República

Longe de ser um fato pontual, a instauração do novo modo de governo foi consequência de uma série de fatores. Confira como expor essa realidade aos alunos, privilegiando a visão da História como processo.

Nas clássicas representações do golpe militar que marcou o fim da Monarquia no Brasil e o início da República, a imagem do marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), erguendo seu quepe cheio de glórias, é a que prevalece. No quadro de Henrique Bernardelli (1857-1936, mostrado à esquerda), o militar é propositadamente recuperado como a figura central, o representante maior dos ideais de liberdade associados ao novo período. Esses e outros retratos da época ajudaram a disseminar uma visão parcial do episódio, apagando outros personagens que desempenharam papel relevante na mudança. Iluminar esses grupos esquecidos é o ponto de partida para apresentar uma visão crítica da proclamação da República aos estudantes.

O ponto fundamental é esclarecer que, longe de ser um fato pontual, a instauração do novo modo de governo decorre de uma série de fatores que contribuíram para criar um cenário propício à República (veja o quadro abaixo). Expor essa realidade aos alunos, privilegiando a visão de processo histórico, permite um entendimento mais profundo da realidade política, econômica e social da época. Com base nessa revisão histórica, o próprio papel dos militares no episódio passa a ser relativizado, uma vez que outros agentes com importante função no gradativo enfraquecimento do antigo governo são trazidos à luz.

É possível, por exemplo, reavaliar o que de fato ocorreu no dia da proclamação. Em 14 de novembro de 1889, os republicanos fizeram circular o boato de que o governo imperial havia mandado prender Deodoro e o tenente-coronel Benjamin Constant, líder dos oficiais republicanos. O objetivo era instigar o marechal, um militar de prestígio, a comandar um golpe contra a monarquia. Deu certo: no dia 15, ele reuniu algumas tropas, que em seguida rumaram para o centro do Rio de Janeiro e depuseram os ministros de dom Pedro II.

O imperador, que estava em Petrópolis, a 72 quilômetros do Rio de Janeiro, retornou para a capital na tentativa de formar um novo ministério. Mas, ao receber um comunicado dos golpistas informando sobre a proclamação da República e pedindo que deixasse o país, não ofereceu resistência e partiu para a Europa. Tamanho era o temor de que o Império pudesse ser restaurado que o banimento da família real durou décadas: apenas em 1921 os herdeiros diretos do imperador deposto foram finalmente autorizados a pisar em solo brasileiro.

Vale discutir o peso da participação de Deodoro da Fonseca explicando alguns detalhes dos bastidores do acontecimento. Fosse ou não ele a figura central do fato, que não enfrentou praticamente nenhuma resistência - daí as representações não o mostrarem de espada em punho -, muito provavelmente a história teria o mesmo desfecho. Conte que o "herói da proclamação" fez parte do Estado monárquico e era funcionário de confiança de dom Pedro II. Relutou em instaurar o novo sistema e aderiu à causa dias antes.

No dia fatídico, ele saiu de casa praticamente carregado por seus companheiros - Deodoro estava doente, com problemas respiratórios. Cavalgou quase a contragosto, ameaçado pela ideia de que o governo imperial, ao saber dos boatos sobre a proclamação, pretendesse reorganizar a Guarda Nacional e fortalecer a polícia do Rio de Janeiro para se contrapor ao Exército. Foi o republicano José do Patrocínio que, horas mais tarde, dirigiu-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, presidindo o ato solene de proclamação da República. Deodoro, a essa altura, estaria em casa, possivelmente assinando a carta que chegaria a seu amigo pessoal, o imperador Pedro II, informando, com grande pesar, o banimento da família real.

Longe de ser um fato pontual, a instauração do novo modo de governo foi consequência de uma série de fatores. Confira como expor essa realidade aos alunos, privilegiando a visão da História como processo.
 
Fonte: Nova Escola

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

10 de novembro de 1937 – Vargas instaura o Estado Novo


"A constituição hoje promulgada criou uma nova estrutura legal, sem alterar o que considera substancial nos sistemas de opinião; manteve a forma democrática, o processo representativo e a autonomia dos Estados, dentro das linhas tradicionais da federação orgânica", disse Getúlio Vargas.

Por meio de um pronunciamento veiculado pelo rádio, Getúlio Vargas anunciou uma nova fase política na qual o Brasil estava entrando. O Estado Novo, instaurado a partir da promulgação da nova Constituição Federal, consolidava-se como uma forma de governo mais dura e autoritária, cuja prioridade era garantir a segurança nacional diante da silenciosa ameaça comunista, que “aterrorizava” a classe média brasileira desde que fora descoberto o suposto Plano Cohen, no final de setembro do mesmo ano.
 

A Constituição de 1937, elaborada sob a luz do fascismo europeu e inspirada na Carta polonesa (também de ordem ditatorial), dava bases legais ao governo autoritário que então iniciava o primeiro dos seus oito anos de vigência. O golpe dentro do golpe também suspendia as eleições presidenciais marcadas para o ano seguinte, dissolvia o Congresso Nacional, criava a censura estatal aos meios de comunicação e dava inúmeros poderes ao Exército – o que contribuiu para a formação de uma elite militar que, em 1964, derrubaria João Goulart da Presidência e tomaria o controle do país.

Neste período em que Vargas tramava o golpe com sua cúpula de governo – auxiliados pelas forças militares -, a agitação política e social no Brasil era grande. Num período eleitoral, no qual se começava a fazer campanha para as eleições democráticas – suspensas havia sete anos, desde que Vargas tomara o poder -, a população estava insegura com os inimigos comunistas e Getúlio Vargas ascendia como um homem poderoso, o único capaz de conter o mal que pairava invisível nos meandros da República.

“O homem de Estado, quando as circunstâncias impõem uma decisão excepcional, de amplas repercussões e profundos efeitos na vida do país, acima das deliberações ordinárias da atividade governamental, não pode fugir ao dever de tomá-la, assumindo, perante a sua consciência e a consciência de seus concidadãos, as responsabilidades inerentes à alta função que lhe foi delegada pela confiança nacional”, declarou Vargas à Nação.

Fonte: Jornal do Brasil (JBlog)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O verdadeiro Egito

O mundo moderno, que só conhecia o povo das tumbas de faraós, agora descobre como ele valorizava a vida

Festa e trabalho

Pinturas egípias em tumba do Vale dos Reis retratam músicos, dançarinos e agricultores

Esqueça aquela imagem dos egípcios antigos como um povo sombrio, obcecado pela morte, que morava no deserto e construía pirâmides magníficas à base de muita chicotada nos pobres escravos. Para dizer o mínimo, ela é injusta. Os egípcios, um povo moldado pelas enchentes do Nilo, isolado por desertos de um lado e cercado por mares de outro, eram detentores de uma cultura que hoje se chamaria "alto-astral" e tão bem-sucedida que pouco mudou durante um período de quase 4 mil anos. Eles gostavam de cantar, dançar, perfumar-se, a mulher tinha um papel importante na sociedade. Eram artistas, arquitetos e possuíam uma literatura riquíssima. Por tudo isso, o Egito virou moda com os livros do egiptólogo francês Christian Jacq, que já vendeu mais de 12 milhões de exemplares em 29 países. Agora, exposições no Brasil devem mostrar um pouco mais desse povo, e nos cinemas estréia O Retorno da Múmia, para quem quiser se divertir com as fantasias sobre as maldições dos faraós. Mas saiba que elas são mais representativas do costume dos modernos de arrombar tumbas atrás de riquezas do que dos antigos de construí-las.

É difícil pensar no Egito Antigo sem levar o Rio Nilo em conta. Foi graças às suas enchentes periódicas que este povo se estabeleceu em suas margens, no que parecia à primeira vista ser um ambiente hostil. Em junho, a inundação do rio se inicia, e se prolonga até outubro. No recuo das águas, o que sobra é um solo fértil, pronto para a agricultura.

Era do rio que os egípcios dependiam. Eles seguiam com atenção suas enchentes e cultivavam cada milímetro de terra fertilizada pelas águas. Para tanto, é natural que tivessem uma administração rígida. Canais eram construídos para aproveitar o máximo do rio, pois não podia haver desperdícios. Sob esse aspecto, os egípcios eram extremamente rígidos; um simples descuido poderia significar fome para o ano inteiro.

O trabalho, principalmente para os agricultores, era árduo. Nos primeiros mil anos desta civilização, eles tinham poucos direitos, mas isso foi mudando ao longo do tempo. Adoravam seus deuses, normalmente podiam sustentar suas famílias, decoravam suas casas de barro com motivos florais e admiravam o faraó como a um deus. "Os egípcios eram um povo como qualquer outro. Eles não viviam esperando a morte", conta o egiptólogo Antônio Brancaglion Jr., da USP. "As tumbas, principalmente as das pessoas comuns, celebravam a vida. Nelas são retratadas festas, caçadas, passeios com a família etc."

Fonte: Revista Galileu

20 ano da Queda do Muro de Berlim

Vinte e oito anos após sua construção, o Muro de Berlim era enfim derrubado pelo governo da Alemanha Oriental, até então país satélite da União Soviética. Além da demolição de um dos maiores ícones da bipolarização ideológica do mundo na Guerra Fria, o debilitado governo comunista do bloco oriental abria suas fronteiras para o livre trânsito de pessoas e mercadorias entre as duas Alemanhas.

“As viagens para fora do país poderão ser feitas através de todos os postos fronteiriços entre o nosso país e a Alemanha Ocidental ou outros vizinhos”, declarou um dos dirigentes reformistas do Partido Comunista.
 

Nos Estados Unidos, George Bush [pai] comemorava o suposto triunfo de seu regime político e ideológico. Para ele, assim como para grande parte do Ocidente, a queda do muro demonstrava que eram irresistíveis os ventos democráticos que varriam o mundo no fim da década de 1980: “Este foi o maior triunfo do Ocidente desde o fim da Segunda Guerra Mundial”.

Com a derrubada do muro e a permissão para a emigração da população oriental, a onda de protestos contra o governo da RDA aumentou ainda mais. Dado o primeiro passo para uma possível reunificação, o povo saía às ruas para pedir a total redemocratização. Dias antes da decisão de abrir as fronteiras, uma passeata de um milhão de alemães orientais ocasionou a demissão de 44 ministros e 18 membros da alta cúpula política do PC. Era a maior crise no governo da RDA em 40 anos de existência.



Em outubro do ano seguinte, as pernas cansadas da velha gestão comunista não mais seriam capazes de sustentar o peso da pressão internacional e popular, os fortes abalos econômicos na estrutura debilitada do sistema, e as violentas discussões ideológicas dentro do partido: o PC finalmente cairia. A RDA e a RFA voltariam a formar apenas uma Alemanha. Não tardaria também em desaparecer o governo central da URSS, após um turbulento processo de emancipação política das demais colônias soviéticas do Leste europeu.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Arqueólogos sauditas descobrem inscrições do tempo dos faraós

Arábia Saudita vem aumentando esforços para promover achados.
No começo do ano, governo exibiu resultados no Museu do Louvre.
 

A Arábia Saudita descobriu as primeiras inscrições em hieróglifos no reino, as quais mencionam um faraó egípcio de mais de 3 mil anos atrás, informou a imprensa local.

As inscrições, encontradas numa rocha perto da cidade de Tabuk, no norte do país, citam o nome do faraó Ramsés III e se referem ao século 12 antes de Cristo, segundo informou a agência estatal de notícias SPA no fim da noite de domingo.

Ramsés III governou o Egito Antigo de 1.192 até 1.160 a.C

A descoberta foi feita em julho no oásis de Tayma, que, segundo dizem agora os arqueólogos, era um ponto importante na rota terrestre entre a costa oeste da Arábia e o vale do rio Nilo, no Egito.

Nos últimos anos, a Arábia Saudita vem aumentando os esforços para promover descobertas arqueológicas e culturais. No começo deste ano, o governo exibiu alguns dos achados no Museu do Louvre, em Paris.

Fonte: G1