segunda-feira, 31 de maio de 2010

Historiador diz que avô de Hitler pode ter sido também o pai do ditador

'Aparentemente sempre houve indícios de incesto na família de Hitler', diz Gerhard Roth


O professor e historiador alemão Gerhard Roth não descarta que o avô do ditador e criminoso de guerra nazista Adolf Hitler fora tenha sido o pai do homem que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

"Seu avô carnal foi também eventualmente seu pai", afirma Roth em declarações publicadas hoje pelo jornal Bild am Sonntag, nas quais assinala que essa especulação é relativamente nova.

Acrescenta que "aparentemente sempre houve indícios de incesto na família de Hitler. Hitler teve uma relação traumática com suas origens e sempre tentou escondê-las. Isso fez parte de sua psicopatia".

No entanto, o biógrafo de Hitler Ian Kershaw considera essa teoria completamente absurda e sem nenhuma base histórica.

"Essa suposição é para mim completamente nova e bastante grotesca. Não conheço uma só fonte que a respalde", assegura Kershaw no mesmo jornal.

Acrescenta que "é conhecido que existe um mistério acerca do avô paterno de Hitler. As duas pessoas que poderiam tê-lo sido, Johann Georg Hiedler e Johann Nepomuk Hiedler, morreram antes do nascimento de Adolf Hitler".

As biografias do ditador nazista coincidem em assinalar que o pai de Adolf Hitler foi o funcionário de alfândegas Alois Hitler (1837-1903), que nasceu com o nome de Alois Schickelgruber.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hidrelétricas ameaçam ritual indígena protegido pelo Iphan


Em fevereiro de 2009, o projeto Vídeo nas Aldeias, em parceria com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), do Ministério da Cultura, e a Opan (Operação Amazônia Nativa), iniciou as filmagens do mais longo ritual indígena da Amazônia brasileira, o Yaõkwá, dos índios Enawenê Nawê. O Iphan estava iniciando o processo de patrimonialização e ontem, 25 de maio, o Diário Oficial da União trouxe a informação de sua inscrição no livro de Registro de Celebrações. Com duração de sete meses, é um dos quatro cerimoniais que os Enawenê realizam todo ano. Com um ciclo cerimonial de 11 meses para reverenciar, alimentar e agradar o panteão de espíritos que podem ser perigosos ou protetores, os Enawenê se alimentam exclusivamente de peixes.

No ritual, os clãs que incorporam os espíritos naquele ano se esparramam pelos igarapés de suas terras, construindo barragens para capturar os peixes nobres que baixam nos igarapés após a piracema. No ano passado, os peixes não retornaram da piracema como de costume. Era a primeira vez que isso acontecia. O período das chuvas havia se estendido além do normal e todos os sinais da natureza que tradicionalmente indicam o tempo da descida dos peixes falharam. O descompasso da agenda cerimonial Enawenê com as mudanças climáticas parecia visível e desastrosa. Desorientados, os índios se perguntavam por que os peixes não tinham subido.

Dois meses depois, os índios pressionaram a Funai para a compra de peixes de criatório. Em três dias a Funai conseguiu dinheiro das construtoras da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Telegráfica para a compra de três mil quilos de peixe tambaqui para darem início ao capítulo mais importante do Yaõkwá.

Pode parecer muito, mas em tempos normais eles pescariam e moqueariam 10 vezes mais, para serem trocados e consumidos nos quatro meses seguintes na aldeia. Em 2009, por conta disso tudo fez com que o ritual tivesse uma versão compactada, e a tradicional troca generalizada de raquetes de peixes no páteo da aldeia não aconteceu. Além de ser a única fonte de proteína, o peixe ainda é a moeda de troca da sociedade Enawenê. Como mandar colocar o estojo peniano no filho adolescente, como fazer as oferendas para os espíritos pouparem o seu filho que está doente, se não houver peixe para pagar?
 
Os Enawênê Nawê sabem muito bem que terminada a temporada de pesca é preciso romper a tapagem para permitir que no ano seguinte os peixes subam novamente para desovarem nas cabeceiras dos igarapés. Imaginem o pavor quando souberam em 2008 que dezenas de barragens permanentes estavam sendo construídas nos rios que atravessavam suas terras! Impactados com a notícia, em 11 de outubro de 2008, ocuparam e destruíram um dos canteiros de obras. No final de março de 2009, pressionados por outros povos indígenas da região, eles finalmente assinaram o Plano de Compensação de 1 milhão e meio de reais pela construção de oito PCHs no Rio Juruena pelos empreendimentos da empresa do então governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. O Plano de compensação, que não tem nada de ambiental, consiste numa lista de compras de veículos e motores de popa, para quem não tem nem estrada para chegar na aldeia, o que deverá agravar a dependência de recursos para a compra de gasolina.


A única coisa que os Enawênê ainda se recusam a permitir é a pesquisa em seu próprio território, coisa que a EPE – Empresa de Pesquisas Energéticas – insistia em fazer, ameaçando os índios inclusive com intervenção da Casa Civil, respaldada nas ressalvas da sentença dada pelo STF, em março de 2009, no caso da Reserva Raposa-Serra do Sol. Se a mudança climática já revelava a fragilidade da sobrevivência física e cultural dos Enawenê Nawê, imaginem quando as comportas estiverem fechadas e todo este Complexo Hidrelétrico o estiver implantado na região. O que será do ritual do Yaõkwá? Quem sabe agora, inscrito no livro de Registro e Celebrações do Patrimônio Imaterial Brasileiro, o ritual consiga um pouco mais de proteção, apesar das PCHs e das mudanças climáticas.
 

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vem aí a 2ª Olimpíada Brasileira em História do Brasil


 
O Museu Exploratório de Ciências (MC) da UNICAMP recebe a partir do dia 01/06 em sua página na internet, as inscriçõs para a 2ª Olimpíada Brasileira em História do Brasil (ONHB). Composta por 5 fases online e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos.

A primeira fase da competição começa em 19 de Agosto, Dia Nacional do Historiador, data que celebra o nascimento e o centenário da morte do jornalista e historiador Joaquim Nabuco.

Poderão participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas ou privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de uma professor de história.

O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estarão disponíveis no site do MC a partir de 6 de agosto. A taxa de inscrição é de R$ 15,00 para equipes de escolas públicas e R$ 35,00 para as equipes de escolas particulares. O valor da inscrição corresponde a inscrição de todos os membros da equipe.

Leia mais sobre a 2ª Olimpíada Brasileira em História do Brasil

terça-feira, 25 de maio de 2010

489 anos da assinatura do Édito de Worms


O Édito de Worms foi um decreto do imperador romano Carlos V, que proíbiu os escritos de Martinho Lutero e o rotulou como inimigo do Estado. O édito, publicado em 25 de maio de 1521, na cidade de Worms (Alemanha), pois fim a uma constante luta entre Martinho Lutero e a Igreja Católica Romana sobre a reforma, especialmente no âmbito da venda de indulgências.

Não obstante, havia outras questões mais profundas que giravam tanto em torno da teologia quanto da política. No plano político, Lutero havia desafiado a autoridade absoluta do papa sobre a Igreja, ao afirmar que a venda de indulgências, autorizada e promovida pelo papa, estava errada. No nível teológico, Lutero afirmou que a salvação era alcançada somente pela fé (sola fide), e não através dos mecanismos jurídicos da Igreja, ou por que as pessoas fizessem por merecê-la. Ele também desafiou a autoridade da Igreja, ao afirmar que todas as doutrinas e dogmas devem ser compatíveis com os ensinamentos da Escritura (sola scriptura).

Para proteger a autoridade do papa e da Igreja, bem como para manter rentável a venda de indulgências, os oficiais da igreja convenceram Carlos V que Lutero era uma ameaça e a autorizar a sua condenação pelo Império. Lutero escapou à prisão e permaneceu em isolamento no castelo de Wartburg por vários anos, onde continuou a escrever e traduzir a Bíblia para o alemão.

Embora o édito tenha sido duro, Carlos V estava tão preocupado com interesses políticos e militares em outros lugares, que nunca foi cumprido. Posteriormente, Lutero foi autorizado a regressar à vida pública e tornou-se fundamental na definição das bases para a Reforma Protestante.

Estação espacial internacional registra ciclone sobre o Atlântico

Tripulante Soichi Noguchi não deu detalhes de localização da tempestade.

Ônibus espacial Atlantis pousa amanhã, após missão no complexo orbital.


Foto do engenheiro de voo Soichi Noguchi, tripulante da estação espacial internacional (ISS), mostra ciclone sobre o Oceano Atlântico. O ônibus espacial Atlantis, que até domingo cumpriu missão de manutenção da ISS, pousa quarta-feira (26) de manhã. (Foto: Soichi Noguchi / ISS - 25-05-2010)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dá pra notar ....


Fonte: Planeta Sustentável

Constantinopla: a queda da última estrela do Império Bizantino

A tomada pelos otomanos da capital, Constantinopla, mais tarde batizada de Istambul, marcou o fim da Idade Média e abriu o caminho para uma era de descobrimentos.


Os presságios para os bizantinos no dia 24 de maio de 1453 eram os piores possíveis. Nesse dia, um eclipse lunar lembrou a todos os que resistiam ao cerco otomano, imposto pelo sultão Maomé II desde o dia 6 de abril, que uma antiga profecia estava para se cumprir. A lenda dizia que a bela Constantinopla (atual Istambul, na Turquia), a jóia do Oriente e capital do Império Bizantino, resistiria a seus inimigos enquanto a Lua brilhasse firme no céu. Para o desespero da população, os sinais da desgraça que estava para se abater sobre os homens do imperador Constantino XI não pararam por aí. No dia seguinte, um ícone da Virgem Maria se espatifou no chão durante uma procissão e, na seqüência, uma chuva de granizo inundou as ruas, encharcando os mais de 22 km de muralhas que protegiam a cidade.

Os Sucrilhos são um acidente culinário


Os famosos Corn Flakes são frito de uma acidente culinário. Em 1894, Will Keith Kellogg e seu irmão, John Harvey, produziam alimentos à base de cereais para a comunidade Adventista de Battle Creek, no Michigan. Um dia, o milho passou do ponto e eles descobriram, sem querer, a receita dos flocos crocantes. Em 1906, o produto chegou ao mercado batizado de Sanita's Toasted Corn Flakes - como o primeiro nome lembrava produto de limpeza, logo foi trocado por Kellog's. Desde então, a industria se expandiu por 17 países, entre eles o Brasil, onde surgiu em 1961. Na época, o símbolo da marca já era o tigre Tony, uma estratégia para conquistar a criançada.

VOCÊ SABIA? ... Sopa de Galinha Azul

Em 1886, o suiço Julius Michael Johannes Maggi lançou duas sopas instantâneas desidratadas (ervilha e lentilha), que cabiam no orçamento dos operários. O sucesso foi estrondoso: dois anos depois, a Maggi já tinha filiais em 11 países. Adiquirida pela Nestlé em 1947, a marca está no Brasil desde 1961 com seis linhas de produtos.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Após 27 dias, remadores terminam travessia entre Manaus e Belém

No caminho, eles distribuíram 30 mil livros a comunidades ribeirinhas.

Dois caiaques afundaram durante o trajeto, mas foram resgatados.


Após 27 dias na água e quase 2 mil quilômetros de distância, 15 remadores terminaram a travessia pelo Rio Amazonas, de Manaus até Belém. Os atletas chegaram à capital do Pará nesta segunda-feira (16), depois de passar por 21 cidades e 52 comunidades ribeirinhas no trajeto. Nos pontos de parada, os organizadores do evento vestiam fantasias de boto-cinza para divertir as crianças. A iniciativa, que levou cerca de 30 mil livros para comunidades no caminho, foi coordenada pela Associação Ecológica de Canoagem e Vela de Belém em parceria com a Federação de Canoagem de Manaus e a do Pará. (Foto: Divulgação)



Os remadores contaram com um barco de apoio, que os acolhia em momentos de emergência, como temporais, por exemplo. Dois caiaques chegaram a afundar entre as cidades de Almeirim e Prainha, no Pará, perto da Pedra da Velha Pobre. "A lenda diz que não se pode fazer barulho naquela região. Um dos colegas fez uma brincadeira e caiu um temporal. Demoramos três horas pra resgatar os caiaques", diz Evalto Malato, diretor técnico da expedição. Ele lembra que a prática do remo é comum nos rios da Amazônia. "Os índios já usavam antes dos portugueses chegarem aqui. Se fomentarmos o esporte na Amazônia, vamos ter grandes campeões", diz. (Foto: Divulgação)

Fonte: Globo Amazônia

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O pai do Rockabilly e o Padrão Geométrico Penrose

Rei rockabilly 1

Que Bill Haley ou Elvis, que nada. O pai do visual rockabilly foi o rei Edward VII da Inglaterra (1841-1910), o filho ovelha negra da rainha Vitória. Na década de 1860, Teddy (como era chamado) apavorava em Londres com um longo topete e cabelo lambido, terninho e sapatos bicolores como os usados mais tarde por Jerry Lee Lewis e gravata slim jim (de cordão). Para horror da elegante rainha.
 
Rei rockabilly 2

A fase estilosa durou pouco para Edward. Barrigudo ao subir ao trono, em 1901, já não cabia nos ternos da juventude. Em 1953, porém, a imprensa não teve dúvidas: ao ver os jovens membros de gangues nascentes usando as roupas do monarca, batizou-os de “Teddy Boys” (“os garotos de Teddy”).
 
 

Velha descoberta

Uma das maiores descobertas matemáticas do século 20 já havia sido feita... há 800 anos. Foi isso que o professor da Universidade de Harvard Peter J. Lu afirmou recentemente. Trata-se do Padrão Geométrico Penrose – composto por polígonos que se combinam num arranjo infinito sem se repetir. Segundo Lu, ele já era conhecido pelos matemáticos muçulmanos desde o século 12. Um exemplar do padrão pode ser visto nas paredes do santuário da cidade de Isfahan, no Irã, de 1453.

Fonte: Revista Aventuras na História.

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Negócio da China"

Expressão surgiu com as Guerras do Ópio


Não é necessário ter muita imaginação para pensar no potencial de venda de qualquer lojinha em um país com 1,3 bilhão de pessoas. É por isso que, tanto hoje como no passado, os grandes países produtores querem atuar na China. No século 19, esse mercado gigantesco foi assediado pela Inglaterra, que estava no auge da Revolução Industrial e precisava de consumidores para seus produtos. Só que era difícil ter acesso ao país, que permanecia fechado ao Ocidente. O jeito foi partir para a briga. Nessa época, aconteceram as Guerras do Ópio, em duas etapas (1839-1842 e 1856-1860). Vitoriosos, os ingleses impuseram o monopólio da comercialização do ópio com os chineses e ainda ocuparam a ilha de Hong Kong, só devolvida em 1997. Um negócio da China mesmo.
 
Fonte: Revista Aventuras na História

PARA REFLETIR - A Evolução das Espécies

AQUÍFERO NA AMAZÔNIA PODE SER O MAIOR DO MUNDO, DIZEM GEÓLOGOS

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentou um estudo, na sexta-feira 16 de Abril deste ano, que aponta o Aquífero Alter do Chão como o de maior volume de água potável do mundo. A reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água doce, o que seria suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes, ainda de acordo com a pesquisa. Um novo levantamento, de campo, deve ser feito na região para avaliar a possibilidade de o aquífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente pelos geólogos.

Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani - com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. "Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando", disse Milton Matta, geólogo da UFPA.

O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. "Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante", disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.


O geólogo informou que a segunda etapa de pesquisa será a visita aos poços já existentes na região do aquífero. "Pretendemos avaliar o potencial de vazão. Dessa maneira teremos como mensurar a capacidade de abastecimento da reserva e calcular a melhor forma de exploração da água, de maneira que o meio ambiente não seja comprometido", disse

Para Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, em Manaus, a revelação de que o Aquífero Alter do Chão é o maior do mundo comprova que esse tipo de reserva segue a proporção de tamanho da Bacia Hidrográfica que fica acima dela. "Cerca de 40% do abastecimento de água de Manaus é originário do Aquífero Alter do Chão. As demais cidades do Amazonas têm 100% do abastecimento tirado da reserva subterrânea. São Paulo, por exemplo, tem seu abastecimento em torno de 30% vindo do Aquífero Guarani."

Oliveira disse que a reserva, na área que corresponde a Manaus, já está muito contaminada. "É onde o aquífero aflora e também onde a coleta de esgoto é insuficiente. Ainda é alto o volume de emissão de esgoto 'in natura' nos igarapés da região."

Oliveira faz um alerta para a exploração comercial da água no Aquífero Alter do Chão. "A água dessa reserva é potável, o que demanda menos tratamento químico. Por outro lado, a médio e longo prazo, a exploração mais interessante é da água dos rios, pois a recuperação da reserva é mais rápida. A vazão do Rio Amazonas é de 200 mil m³/segundo. É muita água. Já nas reservas subterrâneas, a recarga é muito mais lenta.

Ele destaca a qualidade da água que pode ser explorada no Alter do Chão. "A região amazônica é menos habitada e por isso menos poluente. No Guarani, há um problema sério de flúor, metais pesados e inseticidas usados na agricultura. A formação rochosa é diferente e filtra menos a água da superfície. No Alter do Chão as rochas são mais arenosas, o que permite uma filtragem da recarga de água na reserva subterrânea", disse Oliveira.


Fonte: globo.com

Dia Internacional do Museu

Museo del Oro

Acervo de metais nobres mostra a vida dos povos pré-colombianos



Um dos mais completos museus de metais do mundo fica no tradicional bairro de La Candelaria, em Bogotá, Colômbia. O acervo, pertencente à coleção do Banco de la República, é organizado em cinco seções fixas. Suas relíquias resgatam os primeiros manuseios do ouro e de outros metais nobres na América Latina, mais de mil anos antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Mais que satisfazer a curiosidade sobre o metal em si, o espaço apresenta a rotina das nações pré-colombianas e deixa claro que, até o século 16, os povos da região conciliavam arte, religião, cultura e guerras.


Site oficial: www.banrep.org/museo

No princípio

Ao chegar, o visitante é recebido por um vídeo que conta a história dos metais: a descoberta, as primeiras formas de utilização, a identificação de seu valor e as aplicações modernas. A apresentação ainda lembra que essas riquezas foram responsáveis por grandes guerras e massacres.

Luz divina

Com o passar do tempo, novas técnicas de polimento foram desenvolvidas. Cada povo tinha a sua, que podia deixar o resultado mais brilhante, fosco ou com graduações. Mas uma coisa todos valorizavam: quanto mais brilhante a peça, mais poderoso e imponente era o adereço. Por meio delas, os caciques refletiam a luz, símbolo dos deuses.

Poder além da vida

Na tradição yotoco-malagana (de 200 a.C. a 1300), as máscaras de ouro estáticas, ricamente lapidadas, respaldavam o poder daqueles que as exibiam por transmitir a imagem de liderança firme. Assim como na vida, na morte elas também eram fundamentais; apenas ganhavam um formato diferente, mais plano.

Riqueza cotidiana

De acordo com relato do século 16 do frei Pedro Simón, na América não havia homem nem mulher que não tivesse joias, brincos, gargantilhas, coroas... Cocares, brincos para o nariz, pulseiras e tornozeleiras ornamentavam os índios diariamente. Os brincos abaixo são de tradição zenú (de 200 a.C a 1000).

Interatividade

Um espaço dedicado a oficinas simula o trabalho arqueológico de investigação das peças que compõem o acervo do museu. Uma projeção simula as diferentes etapas do processo, desde a seleção da área até a retirada dos objetos. Além disso, uma outra sala interativa simula a cerimônia anual de oferendas das tribos.

Música brilhante

Os instrumentos musicais eram de suma importância. Segundo a mitologia indígena, os deuses os entregaram aos homens para que pudessem, por meio dos sons, livrar o mundo dos males. Só eram usados durante as cerimônias religiosas mais importantes.

Molde natural

A primeira galeria do museu mostra as diferentes formas de garimpo, manuseio e trabalho em metais, principalmente ouro. Algumas tribos usavam cera de abelha como molde. Outras trabalhavam com o ouro plano, obtido por meio de marteladas. Também era comum usar objetos da natureza como moldes. É o caso desse exemplar da região colombiana de Calima, cuja civilização se desenvolveu de 200 a.C. a 1300. A concha se desfez, mas a peça se manteve.

Força instintiva

Para os nativos das Américas pré-colombianas, algumas espécies de animais possuíam poderes extraordinários. Em muitas das representações da época, jaguares e morcegos em especial aparecem fundidos à imagem humana. Os artesãos acreditavam que, quando o homem se unia a um desses animais, ganhava imensos poderes e passava a controlar a chave que dá acesso aos segredos da vida e da morte.

Estética feminina

Quando se tratava de embelezar o corpo com joias e adereços, as diferentes etnias tinham critérios distintos. Enquanto algumas possuíam peças rebuscadas, outros optavam por um manuseio mais limpo. É o caso deste vaso, uma das poucas peças não americanas da coleção. Encontrada em Antioquia no século 19, tem formas arredondadas que fazem referência ao corpo feminino. Esta foi a peça que deu origem à coleção do Museo del Oro, em 1939.

Múmias douradas

Da mesma forma que no Egito antigo, a mumificação era muito praticada pela maioria das tribos da América Latina. Os órgãos eram retirados e distribuídos em pequenos jarros feitos de barro. Depois, o corpo embalsamado ganhava adereços. Quanto mais importante fosse a pessoa, mais enfeites ela recebia.

Os cientistas advertem ...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Somália, o país mais tóxico do mundo

Sem lei, sem governo, quase sem vida.

Guerras, piratas, milícias, secas, pobrezas e a total ausência da lei criaram as condições mais tóxicas do mundo. A Somália tem a maior costa do continente africano, e nos últimos vinte anos vive em total anarquia. Quase 3 milhões de pessoas deixaram o país. As florestas, pastagens, recursos naturais e a saúde do que sobrou lá de população humana se encontram em grave perigo.

Alguns sobrevivem cortando árvores e as convertendo em carvão. E, com a costa sem proteção, predadores de todo o mundo para lá afluíram, como barcos do Japão que pescam toneladas de peixes com métodos hediondos, pelo fato de que não há ninguém que possa dizer qualquer coisa a respeito.

Mas há algo ainda mais perigoso que o roubo de peixes ou o tráfico de armas, drogas e seres humanos. Há anos, empresas ligadas a grandes grupos mafiosos usam a costa somali como depósito de lixo. De tudo, de metais pesados a lixo nuclear radioativo. E isto começa a aparecer nos corpos contaminados dos habitantes locais. As fotos que acompanham a matéria da Environmental Grafitti são de sentar na calçada e chorar.
 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

6 de Maio - Dia do Cartógrafo


Talvez a maioria das pessoas não perceba mas, a pergunta mais importante da existência não é "quem eu sou", mas, "onde estou". Fazemos mapas astrais, mapas genealógicos... Tudo com o objetivo de encontrar o nosso lugar no universo. Ao longo da história do homem no mundo os mapas representaram os medos, as aspirações, as crenças, as percepções de diversos grupos sociais. Já hoje, como em tantas épocas, a cartografia é usada pelos "poderosos" para manter seu poder. No dia do cartógrafo meu desejo é que todos parem um minuto de suas vidas e reflitam acerca de nossa humanidade, e de tudo aquilo que nos torna mais conhecedores de nós mesmos. Um salve à Cartografia, à Geografia, à História, à Filosofia, ao estudo da linguagem....

Como fazer uma escola sustentável

Atitudes como combater o desperdício e consumir de forma consciente são bons caminhos para a preservação da natureza.


Quando o assunto é trabalhar meio ambiente e fazer da escola um espaço sustentável, é comum achar que isso implica em reformas na estrutura física do prédio e altos investimentos. Não é bem assim. O fundamental é permitir que os alunos incorporem ao cotidiano atitudes voltadas à preservação dos recursos naturais.


"As crianças precisam iniciar esse processo desde cedo. Não basta falar e ensinar apenas com livros", diz Lucia Legan, autora do livro A Escola Sustentável, pedagoga e diretora do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro Ipec), em Pirenópolis, a 120 quilômetros de Goiânia. Também não adianta fazer um projeto de combate ao desperdício da água e deixar torneiras vazando e mangueiras abertas no jardim da escola.

Ser ecologicamente sustentável significa apostar num desenvolvimento que não desrespeite o planeta no presente e satisfaça as necessidades humanas sem comprometer o futuro da Terra e das próximas gerações. Tal postura se enquadra no conceito de permacultura, criado em 1970 e segundo o qual o homem deve se integrar permanentemente à dinâmica da natureza, retirando o que precisa e devolvendo o que ela requer para seguir viva. Parece complicado, mas pode ser posto em prática com ações simples, como não desperdiçar água, cultivar áreas verdes e preferir produtos recicláveis.

Sabe-se que, em pequena escala, tais procedimentos não revertem os danos causados ao meio ambiente, porém têm grande impacto na rotina escolar. "Temos consciência de que as iniciativas da escola são fundamentais para promover a conscientização dos alunos, os futuros adultos que tomarão conta do planeta", afirma Neide Nogueira, coordenadora do programa de Educação Ambiental do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.

ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA: UM PROJETO QUE MOBILIZA TODA A EQUIPE

A Educação Ambiental é um dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), do Ministério da Educação (MEC). Ela garante que os alunos aprendam a tomar decisões sustentáveis, num processo chamado de ecoalfabetização. "A sustentabilidade se apoia no cuidado com as pessoas, a Terra e os recursos naturais. Esses eixos estão na escola e cabe ao diretor mobilizar a comunidade em torno deles", diz Sueli Furlan, docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

Os gestores podem iniciar o processo, envolvendo funcionários e famílias do entorno. As faxineiras, por exemplo, devem atentar ao descarte de lixo e produtos de limpeza e ao bom uso de água e energia. Já aos professores fica a tarefa de discutir as várias questões ambientais com os conteúdos das disciplinas. "Tudo isso passa à comunidade a mensagem de que a escola se preocupa com a Terra", afirma Neide.

Foi nessa mobilização que investiu a diretora Iolanda José Naves, da EE Comendador Joaquim Alves, em Pirenópolis, com a ajuda do Ecocentro Ipec. Os alunos estudaram o assunto e, em seguida, fizeram desenhos sobre como gostariam que a escola fosse em termos ambientais. Surgiram elementos como coletores de chuva, ainda não implantados, e a ampliação das áreas verdes, aspiração já concretizada.

Hoje, 600 alunos do 6º ao 9º ano cuidam do descarte de resíduos, mantendo uma composteira com a ajuda dos professores, e do cultivo de árvores, participando de projetos de reflorestamento do entorno. Também auxiliam a equipe a separar o papel que será encaminhado para a reciclagem e combatem o desperdício de comida, água e energia.

Transformar valores e atitudes cotidianas requer cuidado especial por parte da gestão. É um erro comum, por exemplo, tocar no assunto apenas em datas comemorativas. Campanhas de reciclagem também devem ser vistas com bastante cautela, pois promovem concursos que premiam quem mais reúne garrafas PET ou latas de alumínio - longe de ser uma atitude sustentável, elas acabam promovendo o consumo desnecessário. "A criança não deve separar o lixo para vencer uma aposta, mas por ser essa uma postura essencial para o meio ambiente", afirma Neide. Outras ações nada eficazes são ensinar apenas com palestras e projetos tão complicados que acabam sendo abandonados.

A questão ambiental é um assunto cada vez mais em pauta na sociedade e ela pode estar integrada às práticas cotidianas de uma escola. Esse, segundo Lúcia Legan, é o jeito mais eficaz de transmitir o aprendizado necessário sobre meio ambiente e sustentabilidade. Confira o projeto institucional elaborado com base nas iniciativas desenvolvidas na Comendador Joaquim Alves e em outras escolas de Pirenópolis, em parceria com o Ecocentro Ipec.

Nosso primeiro serial killer

Na década de 1920, o Brasil conhecia os primeiros assassinatos em série de sua história. Três jovens foram estrangulados e estuprados em São Paulo. A polícia logo apontou o culpado: José Augusto do Amaral, mineiro, 55 anos, ex-soldado da Força Pública, confessou os homicídios – mas morreu antes de ser julgado.



As supostas vítimas de Preto Amaral, como era conhecido, foram atacadas em menos de um mês. Em 5 de dezembro de 1926, Antônio Sanchez, 27 anos, foi achado morto no Campo de Marte, zona norte, após aceitar um convite para almoçar. “Com a certeza de que o rapaz não dava sinais de vida, sodomizou-o e fugiu em seguida. Para ele, não fazia diferença o fato de fazer sexo com Antônio já morto”, escreveu Ilana Casoy no livro Serial Killers Made in Brasil. José Felippe de Carvalho, 12 anos, abordado na véspera do Natal, quando ia para a missa, foi também levado para o Campo de Marte, estrangulado e estuprado. A última vítima foi Antônio Lemes, 15 anos, morto em 1º de janeiro de 1927, depois de ganhar um almoço.

As investigações levaram a polícia até Preto Amaral, que confessou os crimes, sem demonstrar emoção. Embora tenha sido reconhecido por testemunhas, a dúvida da autoria dos homicídios permanece. Amaral morreu de tuberculose em 12 de julho de 1927, na Cadeia Pública, antes de ir ao tribunal. “Ele foi julgado pela sociedade sem nunca ter ocorrido um julgamento nos tribunais”, afirma o pesquisador Paulo Fernando de Souza Campos, que defendeu uma tese sobre o criminoso na Unesp.
 
É do Brasil


Conheça outros assassinos seriais que ficaram famosos:

Chico Picadinho

Francisco Costa Rocha ficou conhecido como Chico Picadinho por conta dos dois homicídios que cometeu: além de matar, ele retalhou os corpos das vítimas, depois de manter relações sexuais. Suas vítimas foram a bailarina austríaca Margareth Suída, em 1966, e a prostituta Ângela de Souza da Silva, em 1976.

Vampiro de niterói


Marcelo Costa de Andrade matou e sodomizou 13 crianças em 1991, no Rio de Janeiro. Após os crimes, ele bebia o sangue das vítimas, para ficar “tão puro e bonito como elas”. E deu uma justificativa estranha para seus atos: segundo ele, crianças menores de 13 anos mortas de forma violenta alcançariam o reino dos céus.

Monstro de Guaianazes

Entre estupros e tentativas de violência sexual, BeneditoMoreira de Carvalho cometeu 29 crimes na Grande São Paulo na década de 50. Dez de suas vítimas acabaram mortas. O “Monstro de Guaianazes” pedia a elas que fizessem sexo com ele. Ao ouvir a recusa, arrastava-as para locais ermos e cometia os crimes.

Maníaco do Parque


O ex-motoboy Francisco de Assis Pereira ganhou fama nacional após estuprar e matar pelo menos dez mulheres em São Paulo, em 1998. Ele dizia ser fotógrafo e convencia as vítimas a acompanhá-lo até o Parque do Estado, zona sul da cidade. A polícia acredita que outras onze pessoas foram violentadas pelo bandido.

RESENHA - História ambiental paulista: temas, fontes, métodos


Senac-SP. 304 páginas.
Paulo Henrique Martinez (org.)

Considerado um dos temas mais relevantes da atualidade, o meio ambiente ainda não encontrou o espaço devido na academia. Por isso, são bem-vindas iniciativas como a deste livro, uma seleção de quinze artigos.

O prefácio anuncia a intenção de colaborar para a formação continuada de professores e para o avanço das metodologias do ensino de História. O livro alcança o objetivo e vai além. Desperta a curiosidade do leitor comum ao tratar de temas tão variados como os primórdios das práticas pesqueiras, o imaginário das religiões afro-brasileiras a respeito da natureza, os parques e jardins botânicos e a história das rotas fluviais.

Se é possível estabelecer um pano de fundo para todos os textos, este é o acelerado desenvolvimento econômico de São Paulo nos séculos XIX e XX, analisado a partir de seus impactos sociais e ambientais. Da cafeicultura e das primeiras hidrelétricas aos problemas do esgoto e dos resíduos industriais, a ocupação das terras paulistas aparece como um processo contínuo e coerente, explicável tanto pelos eventos históricos como pelos valores culturais. E resulta em transformação radical da paisagem original. Símbolos máximos disso são o Rio Tietê e a cidade de Cubatão. Um dos destaques é o artigo de Roberto Carlos Massei, que relaciona a construção civil ao rastro de degradação ambiental causado pela extração de argila.

Embora em alguns momentos se afaste do propósito ambiental em si — como nos artigos sobre culinária e trabalho doméstico —, o livro já nasce como referência obrigatória para uma compreensão mais ampla das relações do homem com os recursos naturais. Não só em São Paulo.

(http://www.senac.com.br/)
(Lorenzo Aldé

Perdeu a guerra, mas ganhou a fama

Retratado de muitas formas, Napoleão já foi Cristo e o Diabo. O Imperador também foi tema do debate de abril da RHBN, que revelou a posição na qual ele perdeu a guerra.
Adriano Belisário

Em plena véspera de feriadão, dezenas de pessoas lotaram o auditório da Biblioteca Nacional no dia 21 de abril para conhecerem mais a fundo um personagem já bastante famoso na História. “Tem muitas pessoas com ódio e inveja, mas ele não foi um homem comum. Foi um gênio!”, exclamou um espectador exaltado.

Garoto-propaganda de maionese, baixinho careca, nome para peça de fuscas e galã conquistador. Napoleão já foi retratado de muitas maneiras. Em meio a esta diversidade, a historiadora da USP Raquel Stoiani apresentou imagens do Imperador, discutindo o contexto político que influenciou as representações. Já Lúcia Maria Bastos, pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, tratou das biografias escritas sobre Bonaparte, no debate de abril do projeto Biblioteca Fazendo História.
 
 
Stoiani contou que seu interesse em pesquisar a iconografia de Napoleão surgiu quando ela conheceu “General Bonaparte na Ponte de Arcole”, quadro do artista francês Antoine-Jean Gros que retrata o comandante de modo pouco usual. “Não conseguia imaginar como esse rapaz esbelto e cheio de energia fosse também aquele retratador por Jacques-Louis David”, disse.

A imagem de Napoleão em seu gabinete com a mão dentro do casaco se tornou um paradigma para a representação de outros grandes estadistas, como Stálin e D. Pedro II, que possuem quadros com “poses napoleônicas”. “Há quem diga que ele sofria de úlceras e a mão poderia estar como que aliviando as dores, mas não existe nada categórico afirmando isto”, explica a historiadora.

Como não poderia deixar de ser, uma das questões levantadas pela plateia para as especialistas tentava descobrir qual foi afinal a posição em que Napoleão perdeu a guerra. Raquel Stoaini apresentou duas anedotas sobre o assunto que são conhecidas na História. “A primeira conta que muitos soldados franceses morreram congelados e caiam duros com o bumbum para cima. Já outra diz que Napoleão teve um desarranjo intestinal durante a batalha de Waterloo”, disse. Ao que Lúcia relembrou de um episódio semelhante em nossa história: “Também dizem que D. Pedro também teve um problema parecido e, por isso, foi ao rio Ipiranga. Será que ele estava imitando Napoleão até nisso?”, brincou.


Outro quadro de Gros destacado por Stoaini foi o "Bonaparte visitando as vítimas da peste de Jaffa". A obra retrata um episódio polêmico da vida de Napoleão. Em 1799, o estrategista ordenou a morte de milhares de soldados otomanos que haviam se rendido em troca da garantia de continuarem vivos. O massacre durou três dias e se tornou uma das maiores manchas na biografia de Bonaparte.

Cinco anos depois, Napoleão solicitou a Gros um quadro sobre sua passagem por Jaffa. Mas o que se vê nele está longe de ser o general impiedoso descrito nos livros de História. “Gros se inspirou nas pinturas renascentistas de Lázaro e mostra Napoleão como um Jesus Cristo. Ele aparece tocando vítimas da peste, enquanto um de seus oficiais parece recomendar que ele se afaste. Depois de anos de revolução, Napoleão aparece como o imperador taumaturgo. Não é mais o homem que mata, é aquele que toca, que vem curar”, analisou Stoiani.

Já no Brasil, a imagem de Napoleão no Brasil não era nada cristã. Segundo Maria Bastos, existem cerca de cinco mil escritos da época que circularam no Rio de Janeiro mencionando o Imperador. Nas críticas, havia de tudo. “Dizia-se que ele era demônio vomitado pelo inferno, um castigo de Deus contras os homens por estarem se afastando da Igreja Católica. Existiam até receitas para se fazer Napoleão com ingredientes como unha de tigre, calda de pavão e etc”, relata a historiadora.
 
 

Mesmo no caso de obras sob encomenda, nem sempre o resultado era o ideal. A escultura de Napoleão como “Marte Pacificador”, do artista italiano Antonio Canova, por exemplo, não agradou o Imperador, que rejeitou a obra depois de pronta. A proposta por trás do título da obra é clara: demonstrar Bonaparte como um estrategista que usa a guerra para instaurar a paz, uma retórica viva até hoje entre as grandes potências.

Canova levou a sério a inspiração em Marte e esculpiu Napoleão nu, quase como um deus grego. “Bonaparte ficou horrorizado com aquela idealização física. Depois falam que Photoshop é coisa de hoje em dia. Napoleão já tinha uma barriguinha e não tinha nada daquele porte da estátua”, comentou Raquel Stoaini.

O que não se sabe é se isto teria sido intencional, para “alfinetar” o Imperador, uma vez que Canova se ressentia pela espoliação artística de Napoleão durante a conquista da Itália. Tanto que, após a queda do militar, o artista foi encarregado pelo Papa de repatriar as obras. “Napoleão como Marte Pacificador” teve um destino inusitado: foi vendida ao governo inglês. Por sua vez, a Rainha a doou para o Duque de Wellington, que derrotou Bonaparte em Waterloo. Assim, a estátua de Napoleão como o deus da guerra foi parar na porta da casa de seu algoz.

O contraponto na visão brasileira da época sobre Bonaparte ficou por conta de Caetano Lopes de Moura, baiano que serviu no exército do Imperador e dizia ter dois ídolos: D. Pedro II e Napoleão. A admiração foi tanta que Caetano escreveu uma biografia sobre Bonaparte. Maria Luísa de Áustria, tia do último Imperador brasileiro, também era segunda esposa de Napoleão. E, quando Caetano morreu, D. Pedro II ordenou a construção de um túmulo em sua homenagem em Paris.

Se a figura de Napoleão como estadista é ultrapassada, o mesmo não se pode dizer do Imperador francês como legislador. Segundo Stoaini, há uma forte influência dos ideais napoleônicos em nosso Código Civil, por exemplo. Prova irrefutável de que Napoleão foi definitivamente deglutido no caldo cultura e político brasileiro.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Os cinco animais que mais reciclam



Enquanto os seres humanos insistem em jogar lixo no chão, resíduos recicláveis no compartimento de não recicláveis e também o contrário, certos animais fazem, naturalmente, um belo trabalho de reciclagem. É de se questionar quem é mesmo a espécie mais evoluída por aqui.


A blogueira Jennifer Viegas, do Discovery News, elegeu os cinco animais que mais reciclam no planeta. São eles, do quinto para o primeiro:

Esponjas – a espécie Halisarca caerulea cresce em cavidades escuras e profundas de recifes de corais e, segundo os cientistas do Royal Netherlands Institute for Sea Research, consomem carbono orgânico dissolvido na água em quantidade equivalente à metade de seu próprio peso, por dia. Elas utilizam esse carbono para produzir novas células – os coanócitos – que alimentam outros habitantes do mesmo recife. Isso significa que elas transformam energia perdida em alimento.

Aranhas – espécies que constroem teias arredondadas, como a Cyclosa ginnaga, as decoram com pedacinhos de folhas, pequenos galhos e outros resíduos de plantas e adicionam penugens e fios de seda para criar uma verdadeira obra prima para atrair suas presas.

Elefantes – são eles os responsáveis por comer as árvores de Natal antigas. Segundo Jeniffer Viegas, a prática está cada vez mais comum em diversos zoológicos ao redor do mundo.

Pássaros – usam desde gazes até fios de cabelo, passando por bolas de pêlo de gatos em seus ninhos e provam que os resíduos de uns podem ser matéria-prima para outros.

Escaravelhos – Algumas espécies de besouros não só moram no cocô como também se alimentam dele. Impossível ganhar desses bichos no quesito reciclaglem!

Fotos: (NOAA; Daiqin Lee; Thure Cerling, University of Utah; Wikimedia Commons; National Park Service, Tom Kopp)

Jogo Ambiental - Secrets Of Six Seas

"Banque o salvador dos oceanos e livre o planeta de uma catástrofe ambiental a bordo de um submarino estiloso."





Estamos no século 24. A humanidade tenta se livrar de seres mutantes que se desenvolveram nas profundezas dos oceanos vítimas de uma catástrofe ambiental. Calma! Este é apenas o enredo de Secrets Of Six Seas, um game muito divertido e desafiador no famoso estilo “ligar pedras e cores”. Apesar do cenário de catástrofe, ele não é nada disso, pois muitas cores, peixes e raciocínio farão parte desta aventura do começo ao fim.

Limpeza nas profundezas

Seu objetivo é tentar limpar a poluição dos mares a bordo de um submarino. Para isso, você precisa atirar bolinhas coloridas contra bolinhas de cores aleatórias e tentar construir sequências com três cores iguais. Além de ser super divertido, Secrets Of Six Seas é em 3D, desta forma é preciso acertar a pontaria para não errar nenhuma bolinha no alvo. Confira no vídeo abaixo o que o aguarda no fundo do mar.

Quer ler mais e baixar: http://www.baixaki.com.br

Food Force - Game




Uma crise de proporções monstruosas se desenvolveu numa ilha do Oceano Índico, a ilha de Sheylan. Nós estamos mandando um novo time participante do World Food Programme (WFP), um programa contra a fome criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ajudar a alimentar milhões de pessoas que passam fome em todo o planeta.


Um avião sobrevoa a zona da crise. Há guerra, sede e as pessoas passam fome. A aeronave sobe um pouco antes de lançar seu primeiro estoque de comida. Um caminhão luta encalhado na lama, a estrada é traiçoeira e os rebeldes se revoltam. A população está ansiosa, apenas esperando numa calamidade com a escassez da comida. Este é o cenário fictício de Food Force.

Este game não é um filme de ação, mas o primeiro jogo humanitário sobre o problema da fome mundial, lançado oficialmente pela ONU em prol da conscientização e da busca de auxílio contra uma das maiores aflições do mundo contemporâneo.

O grande objetivo é comunicar-se com os jovens e crianças. E nos dias de hoje isso significa o uso de tecnologias de ponta. As crianças de países desenvolvidos não sabem o que é ir para cama sob o jugo da fome. Esse foi um dos motivos pelos quais este jogo foi desenvolvido de forma dinâmica e educativa, gerando o interesse e explicando sobre a fome, matanças e chacinas, AIDS, malária, tuberculose e pessoas menos favorecidas economicamente.
Para saber mais acesse: http://www.baixaki.com.br/

segunda-feira, 3 de maio de 2010

S.O.S. Amazônia

A devastação da Amazônia preocupa governos, ONGs e cientistas. Mas será que ainda dá tempo de conter o estrago? Conheça os maiores problemas da floresta e entenda as estratégias de preservação que podem garantir um futuro mais verde


Ela tem 5,2 milhões de km2 somente no Brasil. Nesse território, caberiam 20 estados de São Paulo. Fora o 1,7 milhão de km2 em países vizinhos... É terra – e árvore, e rio, e bicho – que não acaba mais. Ou, pensando bem, que pode acabar, sim.

Boa parte das matas da região não é virgem há muito tempo, mas a devastação pegou pra valer nas décadas de 1960 e 1970, quando o governo brasileiro inaugurou duas grandes rodovias que cortam a área: a Belém-Brasília e a Transamazônica, que liga a Paraíba ao estado do Amazonas.

Com as estradas, veio o desenvolvimento, mas também a ocupação desordenada, as madeireiras, a apropriação ilegal de terras... Saiba como essas atividades detonam a região e entenda o que os ambientalistas têm tentado fazer para proteger a floresta.

Navegue pelos mapas da Amazônia e entenda as áreas mais ameaçadas dentro da floresta




QUEM AMA PRESERVA

Cuidar da Amazônia não é problema só do governo. Saiba que atitudes você pode tomar para manter a floresta de pé!

Não adianta chorar o leite derramado – nem a floresta devastada. No lugar de apontar culpados, as estratégias de proteção, hoje, miram no cidadão comum. “Além da política, temos de apelar para o poder do mercado”, diz o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia. “É fundamental, por exemplo, inibir o consumo de madeira, carne e grãos que vêm de áreas desmatadas ilegalmente”, afirma Veríssimo.

Algumas empresas brasileiras lançaram selos que garantem a procedência de seus produtos. O argumento econômico também é usado pelo Ibama. “As populações da Amazônia poderão ter grandes benefícios usando bem os recursos naturais sem destruir o maior bioma do planeta”, diz Roberto Messias Franco, presidente do órgão.