No alvorecer da Guerra Fria, o secretário de Estado americano expôs seu plano para conter o avanço soviético na Europa: ressuscitar a indústria do Velho Continente.
Menina austríaca carrega balões com os dizeres
"Plano Marshall, 1951 - um dia bens e produtos vão circular
livremente numa Europa próspera e unida"
No dia 5 de junho de 1947, o general George Catlett Marshall recebeu o título de doutor honoris causa pela prestigiosa Universidade Harvard. Na ocasião, Marshall, então secretário de Estado do presidente americano Harry Truman, pronunciou um discurso que entraria para a história: anunciou ao mundo aquele que ficou conhecido como o Plano Marshall.
As pessoas bem informadas já sabiam que os Estados Unidos estavam dispostos a oferecer uma ajuda econômica a pelo menos uma parte da Europa – desde maio de 1947, especialistas do Departamento de Estado americano estavam sendo questionados sobre o assunto no escopo do Programa de Recuperação Europeia. Evidentemente, também se sabia que um dos principais motivos da boa vontade americana era o receio de um novo avanço soviético sobre o oeste do Velho Continente.
Isso porque desde maio de 1945 e depois da capitulação da Alemanha, Stalin estava movendo seus peões. Enquanto o Exército Vermelho continuava mobilizado, a maioria dos 7 milhões de soldados americanos comandados por Marshall, na época chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, já tinha voltado para casa. É bem verdade que o país possuía a bomba atômica, mas ninguém ousaria afirmar que ele teria condições de enfrentar uma ofensiva soviética com os efetivos que mantinha na Europa ocidental. Um diplomata americano que serviu em Moscou durante a Segunda Guerra Mundial, George Kennan, foi o primeiro a dar o alarme.

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