quinta-feira, 29 de julho de 2010

Canadá encontra navio que explorou Ártico há 157 anos

O Canadá anunciou nesta quarta-feira (28) a descoberta de destroços de um navio britânico desaparecido há 157 anos no Ártico e que teve um papel maior na história da exploração desta região do país, no século 19.

Trata-se dos restos do HMS Investigator, navio que havia sido enviado por Londres em 1850, para tentar encontrar a equipe do explorador Sir John Franklin, desaparecido alguns anos antes nesta mesma região.

As partes do Investigator foram localizadas domingo com a ajuda de um sonar, declarou à imprensa um funcionário do serviço de parques nacionais canadenses, Marc-André Bernier.

Ilustração de 1851 mostra o navio britânico de exploração do 
Ártico HMS Investigator, achado pelo Canadá

Os restos estão a 11 metros de profundidade numa baía da ilha de Banks, a oeste do arquipélago Ártico, perto do local onde a tripulação abandonou o navio em 1853, após passar três invernos presa no gelo, explicou Bernier, encarregado da arqueologia submarina a serviço dos parques.

"É verdadeiramente um drama humano, uma história de sobrevivência incrível, e podemos imaginar as esperanças e o desepero desta tripulação até ser socorrida pelo HMS Resolute [outro navio britânico]", disse ele, por telefone, a partir do local da descoberta, em Mercy Bay, norte da ilha Banks, a 75 graus de latitude norte.

"O navio foi o primeiro a navegar no último trecho da passagem Noroeste", via marítima procurada durante séculos, de ligação do Atlântico ao Pacífico pelo norte, informou Bernier.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Que imagem!!


"Mas os livros que em nossa vida entraram
São como radiação de um corpo negro...


Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras"

" (Caetano Veloso)

Azulejos seculares aparecem no Pilar Patrimônio em Pernambuco

Descoberta das peças foi registrada durante as obras de restauração da igreja no Bairro do Recife.


Para quem viu a quase ruína da histórica Igreja de Nossa Senhora do Pilar, no Bairro do Recife, uma construção do século 17, a recuperação do templo é um sinal de esperança e de uma nova etapa de convivência com a comunidade do entorno. Depois de várias tentativas de restauração da igreja, a obra está mais perto do fim.

Igreja terá primeira etapa da obra concluída em agosto. Azulejos foram encontrados 
em alguns pontos do reboco. Foto: Bernardo Dantas/Esp. Aqui PE/D.A Press

Pelo menos em relação à consolidação da edificação. O processo seguinte irá trabalhar os bens móveis integrados. Uma das surpresas da obra é a descoberta de vestígios de azulejos da segunda metade do século 17, no revestimento das paredes internas. Até então, a única igreja no estado com esta característica era a de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte dos Guararapes, em Jaboatão. 

A descoberta foi feita durante a primeira etapa da obra. Mesmo sem um trabalho anterior de prospecção arqueológica, o arquiteto responsável, Jorge Passos, identificou o processo evolutivo da construção. A capela-mor e a sacristia são do século 19 e a nave da igreja do século17. "Identificamos também que, por trás do reboco, existiam marcas de aplicação dos azulejos nas paredes. E em alguns pontos, os azulejos",revelou o arquiteto. Por causa da descoberta, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) montou uma equipe com especialistas do Recife, Rio de Janeiro e Minas Gerais para definir de que forma ela será exposta ao público.

"Essa descoberta torna a edificação ainda mais importante do ponto de vista patrimonial e a preocupação do Iphan é tornar essa informação acessível ao público", revelou o superintendente do Iphan, Frederico Almeida. Além dos azulejos, também foram encontradas algumas pinturas nas paredes laterais próximas dos coaltares. "Um dos cuidados durante a obra é não destruir ou cobrir registros históricos para preservar o máximo de informações", explicou Jorge Passos.

A primeira etapa da obra, orçada em R$ 575 mil, que será concluída em agosto, consistiu na consolidação do templo. O prédio recebeu cobertura, revestimento, estabilização da estrutura e a recuperação da rede elétrica. A segunda etapa, que será licitada também em agosto, com orçamento de R$ 470 mil, irá trabalhar os bens móveis integrados, que incluem a restauração das cantarias, altares, estucaria e a definição do processo evolutivo da construção.

A previsão é que a segunda etapa seja iniciada até setembro com prazo de conclusão em oito meses. Depois de pronto, o templo será entregue à arquidiocese. "A responsabilidade do uso da igreja será da Arquidiocese de Olinda e Recife. A nossa orientação é que, além das celebrações, sejam criados equipamentos sociais junto à comunidade", ressaltou Frederico Almeida. Ele sugere que o próprio espaço da igreja seja usado para atividades sociais. O Iphan também está trabalhando junto com o município a elaboração de oficinas de conscientização da preservação do patrimônio histórico.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

23 de Julho de 1840 - O Golpe da Maioridade

D Pedro II


A Declaracão da Maioridade, também referida em História do Brasil como Golpe da Maioridade, ocorreu em 23 de julho de 1840 com o apoio do Partido Liberal, ao período regencial brasileiro. Os liberais agitaram o povo, que pressionou o Senado a declarar o jovem Pedro II maior de idade aos seus 14 anos incompletos. Esse ato teve como principal objetivo dar o poder para Dom Pedro II para que esse, embora inexperiente, pudesse mediante sua autoridade pôr fim a disputas politicas que abalavam o Brasil. Acreditavam que com a figura do imperador deteriam as revoltas que estavam ocorrendo como: farroupilha, sabinada, cabanagem, revolta dos malês e balaiada.

Primeira fase de restauro da Biblioteca Mário de Andrade é concluída

Edifício projetado na década de 1940 pelo arquiteto francês Jacques Pilon é considerado um marco da arquitetura Art Déco em São Paulo.

Área onde funcionava a sala de leitura da Biblioteca Mário de Andrade 
foi reformada para abrigar a seção circulante

A seção circulante da Biblioteca Mario de Andrade, uma das mais importantes do país, reabre ao público hoje, depois de um período de reformas iniciado em 2007. Trata-se da primeira fase do projeto de restauro e modernização do edifício histórico, que está sendo desenvolvido pelo escritório Piratininga Arquitetos Associados.

A área reaberta ao público funcionará na antiga sala de leitura da biblioteca. As intervenções incluem a recuperação da fachada e dos revestimentos e do mobiliário interno do edifício de 1942. O prédio, localizado na Rua da Consolação, no centro da cidade, foi projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon e é considerado um marco da arquitetura Art Déco em São Paulo. Por isso, é tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).

Esses órgãos também aprovaram a construção de uma passarela de vidro, que a conecta ao Grande Hall, com entrada pela Rua da Consolação, e a Biblioteca Circulante, na Avenida São Luiz. Com a nova estrutura, os usuários podem acessar a biblioteca circulante sem passar pelo valioso acervo da Biblioteca Mário de Andrade. Dessa forma, garantem-se as condições ambientais adequadas para a conservação das obras.

A prefeitura da cidade estima que as obras no edifício estejam concluídas até o final deste ano, e que a biblioteca seja completamente reaberta ao público no primeiro semestre de 2011.


Intervenções incluem a recuperação dos revestimentos 
internos e do mobiliário do edifício

Patrimônio ganha iluminação especial em Ouro Preto

Sistema especial de luzes será adotado inicialmente em áreas externas das igrejas.


Ao cair da noite, os grandes tesouros barrocos de Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte, vão ganhar mais brilho e destaque. Monumentos, igrejas, praças e parte do casario colonial da cidade, reconhecida como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), terão nova iluminação e um sistema específico para valorizar, por meio das luzes, os pontos históricos, arquitetônicos e turísticos. O primeiro teste será feito na noite desta quinta-feira, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, obra-prima do século 18, localizada no Largo do Rosário.

O projeto-piloto é o passo inicial para a elaboração de um plano diretor de iluminação dos monumentos. A previsão, segundo o secretário municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Gabriel Gobbi, é de que o serviço seja concluído até o fim do ano, quando, então, Ouro Preto vai começar a pleitear o título de “Cidade Luz”, já concedido pelo Lighting Urban Community International (Luci, que, em português, significa comunidade internacional de iluminação urbana) a vários destinos turísticos da Europa, a exemplo de Paris, na França. Parte dos recursos necessários para a nova iluminação da cidade foi assegurada por leis federais de incentivo à cultura. A expectativa é de que os R$ 164 mil repassados até agora sejam investidos em projetos nas igrejas do Rosário e de São Francisco de Assis, ambas no Centro Histórico.

Depois de três anos de pesquisas e projetos, a Agência de Desenvolvimento de Ouro Preto (Adop) definiu os cinco eixos principais do plano diretor de iluminação. Na primeira etapa estão as igrejas. Em seguida, serão incluídos espaços públicos, como praças e áreas de convivência. Depois, virão monumentos históricos, prédios públicos e casarões barrocos. “Não é simplesmente jogar um holofote, é investir em produtos de última geração, com tecnologia avançada, para realçar a beleza do nosso patrimônio. O teste de luzes na Igreja do Rosário será a apresentação desse projeto e marca o início da elaboração do plano diretor de iluminação”, explica o secretário Gabriel Gobbi, que prevê a necessidade de investimentos da ordem de US$ 300 mil.


O projeto de iluminação a ser testado nesta quinta-feira é assinado pela engenheira, arquiteta e light-designer Norah Turchetti, que atuou em parceria com dois especialistas em luzes do México, ambos reconhecidos por seus trabalhos: Gustavo Aviles e Mirian Jimenez. Segundo Norah, os projetores de LED (sigla em inglês, que quer dizer diodos emissores de luz) e lâmpadas de vapores metálicos vão respeitar o conceito histórico da cidade. “Ouro Preto não é Las Vegas, por isso pensamos numa iluminação que respeita os monumentos e condiz com a forma como a comunidade já convive com o local. A proposta é tornar a cidade mais interessante para o turismo também à noite, pois a maioria dos visitantes passa o dia em Ouro Preto e retorna para BH no fim da tarde por falta de um atrativo”, afirma Norah.

Tricentenário

O plano diretor de iluminação faz parte das ações de comemoração dos 300 anos da Vila Rica de Ouro Preto, data que começou a ser festejada no início deste mês e será celebrada até 8 de julho do ano que vem. Ao longo deste ano jubilar, serão lembrados também os três séculos das vilas do Carmo de Mariana e Real de Sabará.

Fonte: UAI

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Viagem ao Egito em 3D

Museu de Belas Artes de Boston reconstrói em três dimensões o planalto de Gizé, onde ficam as três maiores pirâmides do tempo dos faraós.

Parte da reconstrução digital da famosa necrópole. Além da visão exterior,
será possível visitar o interior das casas, túmulos, porões e pirâmides.

Os interessados pela história do Egito não precisarão mais visitar o país africano para percorrer o seu mais famoso sítio arqueológico. Isso porque o Museu de Belas Artes de Boston (MFA), em parceria com a Dassault Systèmes, empresa especialista em desenvolvimento de conteúdo digital, está construindo uma versão em 3D do planalto de Gizé, localizado nas proximidades da cidade do Cairo.

A ação, coordenada pelo diretor do Arquivo do MFA e por um egiptólogo da Universidade Harvard, reuniu durante a última década fotografias de expedições no sítio, diários de escavações, mapas, plantas e croquis dos túmulos de Gizé. Todo esse material está servindo de base para a reconstrução digital do planalto, além de ter possibilitado a criação do maior banco de dados digital sobre o assunto, batizado de The Giza Archives (www.mfa.org/Giza). Nesse site, todo em inglês, é possível acessar textos, fotografias, artigos e até versões digitais de livros relacionados ao sítio.

A versão em 3D do planalto só estará disponível gratuitamente na rede em março do ano que vem. No entanto, já é possível ter uma prévia de como será a navegação pelo sítio de Gizé: a Dassault Systèmes disponibilizou no endereço http://www.3ds.com/company/3d-experiences/giza-3d/#vid1 dois vídeos que demonstram o resultado final dessa reconstrução em três dimensões do complexo funerário.

O planalto de Gizé, mais conhecido pelas três grandes pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, é parte da antiga necrópole de Mênfis. Hoje território pertencente à capital do Egito, Cairo, o enorme sítio arqueológico é um patrimônio mundial da Unesco, e a chamada Grande Pirâmide, construída por volta de 2550 a.C. para abrigar o corpo do rei Quéops, é a única maravilha do mundo antigo ainda de pé.

Fonte: Revista História Viva

História não é maconha, para ser queimada

"Uma comissão de sábios decidiu tocar fogo na
memória dos processos cíveis do povo brasileiro."

A PROFESSORA SILVIA Hunold Lara, da Unicamp, pede que o Congresso socorra a história do Brasil. Há cerca de um mês, uma comissão de sábios entregou ao Senado um anteprojeto de reforma do Código de Processo Civil que prevê a incineração, depois de cinco anos, de todos os processos mandados ao arquivo. Querem reeditar uma piromania de 1973, revogada dois anos depois pelo presidente Ernesto Geisel.

Se a história do Brasil for tratada com o mesmo critério que a Polícia Federal dispensa à maconha, irão para o fogo dezenas de milhões de processos que retratam a vida dos brasileiros, sobretudo daqueles que vivem no andar de baixo, a gente miúda do cotidiano de uma sociedade. Graças à preservação dos processos cíveis dos negros do século 19 conseguiu-se reduzir o estrago do momento-Nero de Rui Barbosa, que determinou a queima dos registros de escravos guardados na Tesouraria da Fazenda.

Queimando-se os processos cíveis, virarão cinzas os documentos que contam partilhas de bens, disputas por terras, créditos e litígios familiares. É nessa papelada que estão as batalhas das mulheres pelos seus direitos, dos posseiros pelas suas roças, as queixas dos esbulhados. Ela vale mais que a lista de convidados da ilha de Caras ou dos churrascos da Granja do Torto.

A teoria do congestionamento dos arquivos é inepta. Eles podem ser microfilmados ou preservados digitalmente. Também podem ser remetidos à guarda de instituições universitárias. O que está em questão não é falta de espaço, é excesso de descaso pela história do povo. Pode-se argumentar que os processos com valor histórico não iriam ao fogo, mas falta definir "valor histórico".

Num critério estritamente pecuniário, quanto valeria o contrato de trabalho assinado nos anos 50 por uma costureira negra de Montgomery, no Alabama? Certamente menos que um manuscrito de Roger Taney, o presidente da Corte Suprema dos Estados Unidos que deu o pontapé inicial para a guerra civil. Engano. Uma simples fotografia autografada de Rosa Parks, a mulher que desencadeou o boicote às empresas de ônibus de Montgomery e lançou à fama um pastor de 29 anos chamado Martin Luther King, vale hoje US$ 2.500. O manuscrito encalhado de Taney sai por US$ 1.000.

O trabalho dos sábios incineradores está com o presidente do Senado, José Sarney, cuidadoso curador de sua própria memória e membro da Academia Brasileira de Letras. Como presidente da República, autorizou a queima dos arquivos da Justiça do Trabalho. Com isso, mutilou a memória das reclamações de trabalhadores, de acordos, greves e negociações coletivas.


A piromania é fruto do desinteresse, não da fatalidade. O STF, os Tribunais de Justiça de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Rondônia, bem como o TRT de Rio Grande do Sul, acertaram-se com arquivos públicos e universidades para prevenir o incêndio.

Há mais de uma década, a desembargadora Magda Biavaschi batalha na defesa dos arquivos trabalhistas, mas pouco conseguiu. Lula ainda tem mandato suficiente para agir em relação à fogueira trabalhista e para alertar sua bancada na defesa dos arquivos cíveis. Milhares de processos estimulados pelas lideranças sindicais dos anos 70, quando ele morava no andar de baixo, já viraram cinzas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A grande jogada do general George Marshall

No alvorecer da Guerra Fria, o secretário de Estado americano expôs seu plano para conter o avanço soviético na Europa: ressuscitar a indústria do Velho Continente.

Menina austríaca carrega balões com os dizeres
"Plano Marshall, 1951 - um dia bens e produtos vão circular
livremente numa Europa próspera e unida"

No dia 5 de junho de 1947, o general George Catlett Marshall recebeu o título de doutor honoris causa pela prestigiosa Universidade Harvard. Na ocasião, Marshall, então secretário de Estado do presidente americano Harry Truman, pronunciou um discurso que entraria para a história: anunciou ao mundo aquele que ficou conhecido como o Plano Marshall.

As pessoas bem informadas já sabiam que os Estados Unidos estavam dispostos a oferecer uma ajuda econômica a pelo menos uma parte da Europa – desde maio de 1947, especialistas do Departamento de Estado americano estavam sendo questionados sobre o assunto no escopo do Programa de Recuperação Europeia. Evidentemente, também se sabia que um dos principais motivos da boa vontade americana era o receio de um novo avanço soviético sobre o oeste do Velho Continente.

Isso porque desde maio de 1945 e depois da capitulação da Alemanha, Stalin estava movendo seus peões. Enquanto o Exército Vermelho continuava mobilizado, a maioria dos 7 milhões de soldados americanos comandados por Marshall, na época chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, já tinha voltado para casa. É bem verdade que o país possuía a bomba atômica, mas ninguém ousaria afirmar que ele teria condições de enfrentar uma ofensiva soviética com os efetivos que mantinha na Europa ocidental. Um diplomata americano que serviu em Moscou durante a Segunda Guerra Mundial, George Kennan, foi o primeiro a dar o alarme.

Gladiadores gordinhos

Estudo mostra que os lutadores eram vegetarianos e não tinham músculos


Baixinho, gordinho e nada musculoso. Esqueça aquela imagem do cinema: era exatamente esse o porte físico dos gladiadores romanos. A descoberta foi feita por uma equipe do Instituto Arqueológico Austríaco, que analisou ossadas encontradas em um cemitério de gladiadores em Éfeso, na Turquia.
A partir de uma minuciosa análise forense em 67 esqueletos, os cientistas verificaram que os lutadores não tinham nada de extraordinário: eram jovens comuns, entre 20 e 30 anos, com cerca de 1,68 m (a estatura média da população de 2 a.C), pouco músculo e umas gordurinhas extras.
Na análise, foram utilizadas sondas para examinar a estrutura microscópica dos ossos e determinar a composição química absorvida por eles durante a vida. Assim, descobriu-se a proporção de carne, legumes e frutas que faziam parte da dieta dos gladiadores. E o estudo mostrou que os lutadores eram vegetarianos: sua dieta era rica em cevada, feijão e frutas secas. Uma dieta equilibrada registra índices de zinco e estrôncio em proporções iguais nos ossos. A ossada dos lutadores mostrou altos índices de estrôncio e pouco zinco.
“A densidade de estrôncio encontrada nos ossos era maior que o normal, até mesmo para os atletas de hoje em dia”, afirma Fabian Kanz, responsável pelo estudo.
A dieta rica em carboidratos conferia peso extra, massa e força – requisitos ideais para as brigas que eram assistidas por até 25 mil pessoas (tamanho da arena de Éfeso, metade do Coliseu). A gordura era uma grande aliada durante os combates, pois funcionava como um escudo para os golpes feitos com lanças. Segundo Kanz, é provável que os gladiadores tentassem ganhar peso antes das lutas para se proteger. “Mas isso não significa que não se esforçavam para emagrecer assim que colocavam o pé fora da arena”, diz.
O mesmo estudo revelou ainda que a selvageria não podia existir nas arenas como os filmes mostram. A ausência de múltiplas lesões e de mutilações indica que as lutas tinham regras estritas. Cada lutador tinha armas e oponentes específicos. E mais: eles lutavam descalços.


Fonte: Revista Aventuras na História

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Seu nome em cuneiforme


Essa dica foi enviada pelo twitter pelo grande amigo Willian Spengler. Trata-se de um site que converte qualquer nome digitado em caracteres da antiga língua mesopotâmica cuneiforme.

Clique aqui e saiba mais.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Iniciativa privada ajuda a preserva o patrimônio em Santa Bárbara

Dono da Fazenda Barão de Capanema, em Santa Bárbara, recuperou capela de mais de 300 anos

Além dos braços das instituições federais de preservação do patrimônio histórico, a iniciativa privada dá mostras de valor no trabalho pela memória cultural do país. A Fazenda Barão de Capanema, que se abriga num vale em formato de ferradura na serra de mesmo nome, em Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais, assumiu a restauração da capela de Santo Antônio, datada de 1792, e mantém vivas as ruínas da casa do lendário barão. Tão importante quanto a iniciativa de investir dinheiro na reconstituição, as duas relíquias estão abertas à visitação pública, apesar de estar em propriedade particular.


Adquirida há 25 anos pelo industrial Luiz Otávio Pôssas, dono da cachaça Vale Verde e de um parque ecológico instalado em Betim, na Grande BH, a Fazenda Barão de Capanema foi abrigo do naturalista, engenheiro e ativo pesquisador de bens minerais no século 18. Com assistência dos técnicos do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), a restauração da capela de Santo Antônio devolveu ao prédio as pedras portuguesas que se desgarraram da fachada e as molduras originais das janelas e porta.

O mezanino em madeira de ipê, dos fundos da igrejinha, que havia desabado, também foi recomposto como na versão original. A exemplo dele, a balaustrada lavrada a mão, conta Luiz Pôssas. “Nosso trabalho tem sido o de manter vivo esse lugar histórico”, conta. O madeirame e telhas foram recompostos, e as paredes, com 1 metro de espessura, passaram por revitalização.

Quem desejar conhecer a capela e as ruínas pode agendar a visita pelo telefone (31) 3079-9171. Há duas datas particularmente ricas para se apreciar o patrimônio deixado pelo Barão de Capanema. Em junho, no Dia de Santo Antônio, e durante as festividades da Folia de Reis, a igrejinha é aberta para receber os moradores das comunidades do entorno, como de Glaura, em Ouro Preto, Acuruí e Maracujá, de Itabirito. A tradição oral conta que Capanema era filho bastardo de Dom Pedro II, mas não há esse registro na história documentada.

Pesquisadores citam Guilherme Schüch, favorecido pelo título de Barão de Capanema, nascido em 1824 na Fazenda Timbopeba, no distrito de Antônio Pereira. Era filho do austríaco Rochus Schüch, que esteve no Brasil em 1817 na missão de cientistas que acompanharam a princesa Leopoldina, futura imperatriz. A fazenda fica a 6 quilômetros de estrada de chão, partindo-se do Centro de Itabirito, trecho que dá acesso a um cinturão de montanhas de extrema beleza.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Orla de Santos vira patrimônio histórico

Maior jardim à beira mar do mundo é tombado para preservar um dos principais cartões postais do litoral paulista

Vista panorâmica dos Jardins da orla de Santos, o mais novo
pratrimônio histórico brasileiro


O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) acabou de tombar os Jardins da Orla de Santos, um dos principais cartões postais da cidade do litoral paulista. A obra, que tem mais de 5 km de extensão, é o maior jardim à beira-mar do mundo.

O tombamento pretende conservar não somente os contornos e curvas da construção, que abriga mais de 70 espécies de flores e 1088 palmeiras. Também monumentos como a Praça das Bandeiras e a Fonte dos Sapos serão preservados a partir de agora. Além da proteção do jardim histórico, a prefeitura de Santos já anunciou, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, uma reforma na orla da cidade, orçada em cerca de R$ 13 milhões.


A história da construção do mais novo patrimônio brasileiro começou em 1914, data em que o renomado engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito idealizou os jardins. Mas somente em 1922 a prefeitura da cidade, durante a gestão de Joaquim Monteiro, conseguiu a posse do terreno, iniciando, em 1930, a construção do primeiro trecho da obra.

O complexo passou por ampliações entre as décadas de 1930 e 1950, mas somente nos anos 60 ganharia o traçado que hoje conhecermos, projetado pelo engenheiro Armando Martins Clemente.

Na década de 1950, o jardim perdeu mais de 15 km² para que a Avenida Newton Prado (que na região de Ponta da Praia muda seu nome para Carlos de Campos) pudesse ser duplicada. A ação do Condephaat espera evitar que esse tipo de perda ocorra novamente, preservando uma das principais obras arquitetônicas do litoral de São Paulo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Caçador de tesouros inglês encontra mais de 52 mil moedas romanas.

Avaliadas em R$ 9,4 milhões, moedas trazem imagem de imperador romano.

Um caçador de tesouros achou cerca de 52.500 moedas romanas, uma das maiores descobertas arqueológicas na Inglaterra, confirmaram autoridades na quinta-feira (8).

O tesouro, avaliado em US$ 5 milhões (R$ 9,4 milhões), inclui milhares de moedas com a imagem do imperador Marcus Aurelius Carausius, que tomou o poder na Grã-Bretanha e no norte da França no final do século III e proclamou-se imperador.
O caçador de tesouros David Crisp mostra o local onde vaso cheio de
moedas romanas foi achado (Foto: AP)

Dave Crisp, um caçador de tesouros usando um detector de metais, localizou as moedas em abril num campo no sudeste da Inglaterra, de acordo com o conselho do Condado de Somerset e o Portabel Antiquities Scheme, departamento do British Museum que lida com descobertas arqueológicas.
 
As moedas estavam enterradas num grande vaso numa profundidade de apenas 30 centímetros e pesava cerca de 160 quilos.
 
As moedas com a figura do imperador romando Marco Aurélio (Foto: AP)

Segundo Crisp, um estranho sinal no detector de metal que usava o fez começar a cavar no local.

“Coloquei minha mão e tirei um pedaço de barro junto com uma pequena moeda romana de bronze, tão pequena quanto a minha unha”, disse Crisp em entrevista à rede britânica BBC.

Ele retirou cerca de 20 moedas até perceber que elas estavam em um grande jarro e que precisaria da ajuda de um especialista.

O tesouro é um dos maiores já encontrados no país, e vai revelar mais sobre a história inglesa no século III, disse Roger Bland, do British Museum. A descoberta inclui mais de 760 moedas do reinado do imperador romano, que reinou de 286 d.C. até 293 d.C, quando foi assassinado.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Historiadores dizem ter localizado a “Távola Redonda” do Rei Arthur

Historiadores afirmam ter encontrado finalmente o “Távola Redonda” do Rei Arthur.


Os investigadores exploram a lenda do cavaleiro mais famoso da Grã-Bretanha. Acreditam que a fortaleza de Camelot foi construído no local de um anfiteatro romano descoberto recentemente em Chester.

Diz a lenda que seus cavaleiros se reuniam antes da batalha em uma mesa redonda onde receberiam instruções de seu rei.

Mas ao invés dessa “mesa redonda” ser uma peça de mobiliário, historiadores acreditam ter sido uma estrutura de pedra onde teria permitido que mais de mil de seus seguidores a se reunir.

Os historiadores acreditam que nobres regionais teriam sentado na primeira fila de um local de encontro circular, os nobres de menor poder, se assentavam sobre os bancos de pedra agrupados em torno na parte exterior.


Alegam, em vez de Camelot sendo um castelo construído propositadamente, que teria sido alojados em uma estrutura já construída e deixou a cargo pelos romanos.

Chris Gidlow historiador de assuntos como Camelot disse: "Os primeiros relatos da Távola Redonda mostram que não era nada como uma mesa de jantar, mas era um local de encontro para mais de 1.000 pessoas por vez.”

"Nós sabemos que uma das duas principais batalhas de Arthur foi travada em uma cidade denominada Cidade das Legiões. Havia apenas dois lugares com este título. Um deles foi St. Albans, mas o local do outro permaneceu um mistério."

A recente descoberta de um anfiteatro com uma pedra de execução e memorial de madeira de mártires cristãos, levaram os investigadores a concluir que o outro local é Chester.

Chris Gidlow disse: "No século 6, um monge chamado Gildas, escreveu o primeiro relato da vida de Arthur, referido-se ao Município de Legiões e o santuário de um mártir dentro dela. Esse é o argumento decisivo. A descoberta do santuário no anfiteatro significa que Chester foi a casa da Corte do Rei Artur e sua lendária ‘Távola Redonda’".

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Descoberta no Egito tumba que conserva cores vivas após 4.200 anos

Como se tivessem sido pintados ontem, assim podem ser descritas as cores da tumba construída há 4.200 anos no sítio arqueológico de Saqara, 25 quilômetros ao sul do Cairo e apresentado pelo chefe do Conselho Supremo de Antiguidades egípcio, Zahi Hawas.


"São as cores mais incríveis jamais encontradas em uma tumba", disse Hawas aos jornalistas, que sob o forte sol de julho tentavam tomar nota das antiguidades encontradas e das explicações do egiptólogo mais famoso do país.

Para chegar a tumba, que na realidade são duas, é preciso percorrer vários quilômetros por uma inóspita pista de areia, de onde é possível ver a pirâmide escalonada do faraó Zoser.
 

Tumba de 4.200 anos descoberta no Egito; supreendentemente, cores na pared ainda preservam cores vivas

Na cripta descansam os restos de dois altos funcionários da 5ª dinastia faraônica (2.500-2.350 a.C): Sin Dua, sepultado na sala principal do túmulo, e seu filho Jonso, cujos restos foram depositados em uma sala adjacente à de seu pai.

Ambos ostentam os cargos de "supervisor de funcionários", títulos dos quais não se tinha conhecimento até agora, e de "chefe dos escribas", entre outros.

No entanto, o que chama mais atenção na descoberta são as cores luminosas com as quais a "porta falsa" da tumba de Jonso está pintada, porta pela qual, como acreditavam os egípcios, a alma do morto devia entrar no mundo dos mortos.

Sobre um fundo branco, nítidos tons de marrom, rosa, amarelo, azul e preto mostram quem foi o chefe dos escribas, junto a hieróglifos que indicam seus diferentes cargos e seu nome.

"O túmulo do filho, Jonso, é único e incrível" explicou o especialista, que acrescentou que na "porta falsa" há "um altar de sacrifícios" e pode se ver Jonso "em diferentes posições que mostram a beleza" das cores. "Uma beleza que possivelmente nunca foi encontrada em outra tumba", disse Hawas.

Na sala reservada a Sin Dua, com dimensões maiores e, assim como a de Jonso, enterrada a quatro metros de profundidade, também se destacam as cores nítidas da "porta falsa", na qual Sin Dua aparece sentado em frente a uma mesa de oferendas.

"Como estas cores, na minha opinião as mais incríveis descobertas em uma tumba, puderam se manter durante 4.200 anos?", questiona Hawas, que ressaltou que os trabalhos de catalogação e conservação começaram no momento da descoberta.

Perante a "porta falsa" da tumba de Sin Dua foi encontrado também um poço, agora coberto, de 16 metros de profundidade, no qual foram encontrados os restos do caixão do morto, afetado pela umidade.

Além disso, os arqueólogos desenterraram diversos artefatos e objetos utilizados nos ritos fúnebres do antigo Egito que, aparentemente, se mantiveram a salvo dos saqueadores de túmulos graças à profundidade na qual foram depositados.

Entre eles, vários recipientes de pedra em formato de pato que continham ossos destas aves, uma cabeça de madeira e um pequeno obelisco de 30 centímetros.

Segundo Hawas, postado em uma plataforma de madeira situada sobre o poço, os egípcios da 5ª e 6ª dinastias costumavam colocar em suas tumbas obeliscos como símbolo de sua crença no deus sol Ra.


Estes sepulcros "fazem parte de um enorme cemitério descoberto recentemente na área de Saqara por uma missão arqueológica egípcia que trabalha na região desde 1988", explicou Hawas.

Esta necrópole, da qual não se tinha notícia, como comentou Hawas, se encontra dentro do complexo arqueológico de Saqara, em uma área conhecida como "Yiser al Mudir" e na qual o arqueólogo egípcio espera realizar muitas descobertas.

Antes de abandonar a tumba subindo por uma escada de madeira rudimentar e junto com seu inseparável chapéu, Hawas fez questão de lembrar aos jornalistas: "Você nunca sabe os segredos que as areias do Egito podem esconder".
 
Fonte: Folha.com

Patriotismo paulista

Neto de veteranos da Revolução de 32 monta “museu virtual” do conflito e disponibiliza centenas de imagens de um acervo único sobre o período

Alegoria de José Wasth Rodrigues em homenagem
ao combatente Clineu Braga de Magalhães

Os interessados pela Revolução Constitucionalista de 1932 ganharam uma espécie de “museu virtual” sobre este importante capítulo da história brasileira: o blog Tudo por São Paulo 1932 (http://tudoporsaopaulo1932.blogspot.com/). A página foi montada pelo publicitário Ricardo Della Rosa, neto de veteranos do conflito e aficionado pelo assunto. O blogueiro reuniu mais de 300 objetos ligados ao levante paulista e desde fevereiro vem disponibilizando na internet imagens em boa resolução dessas peças e textos que contam um pouco de sua história.

O acervo montado pelo pesquisador é bastante amplo: Ricardo coletou selos, medalhas, fotografias, documentos, pins (espécies de broches) de propaganda e, especialmente, vestimentas e acessórios do período, como uniformes, capacetes, túnicas e baionetas. O colecionador também conseguiu alguns objetos raros: Ricardo conta que encontrou em uma feira de antiguidades uma alegoria (técnica mista de aquarela e colagem de fotografias) feita pelo artista José Wasth Rodrigues em homenagem a um combatente morto na Revolução. Rodrigues é nada menos que o criador dos brasões do estado e da cidade de São Paulo.

A principal vantagem do “museu virtual” criado por Ricardo é a interação com os internautas. Além do acesso gratuito a um acervo pouco conhecido, o blog permite que o visitante comente as postagens. O pesquisador conta que acabou conhecendo vários outros colecionadores e aficionados pelo tema, com quem troca informações frequentemente. Vale a pena conferir.

Desfile marca as comemorações dos 78 anos da Revolução de 1932

Evento aconteceu no Parque do Ibirapuera.

Veteranos do MMDC também participaram do desfile.


A Revolução Constitucionalista de 1932 comemora 78 anos nesta sexta-feira (9), feriado no estado de São Paulo. Para festejar a data, o Comando do Exército Constitucionalista, junto com os veteranos do MMDC (como são conhecidos os que lutaram na Revolução Constitucionalista), desfilaram no Parque do Ibirapuera.

O evento começou às 8h e contou com a presença do governador Alberto Goldman, além do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, do delegado geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, e do comandante geral da Polícia Militar, Álvaro Batista Camilo, entre outras autoridades.

Durante a cerimônia, a professora Dorina de Gouvêa Nowill, de 91 anos - segunda mulher a comandar o exército simbólico da Sociedade Veteranos de 1932 - passou o comando para o veterano Jorge Michalany, de 94 anos.

Pontos históricos de SP ajudam a relembrar a Revolução de 1932Urnas com as cinzas de heróis combatentes da Revolução de 1932 foram depositadas no mausoléu, após as salvas de tiros dos policiais do 3º Batalhão de Choque. As autoridades também depositaram flores no 'Túmulo Herói Jacente', que representa os jovens estudantes Martins, Miragaia, Draúsio e Camargo (MMDC).

Revolução de 32

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.

No total, foram 87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último, dois dias depois da rendição paulista) com 934 mortos, embora estimativas não oficiais reportem até 2.200 mortos. São Paulo, depois da revolução de 1932, voltou a ser governado por paulistas.
 
Fonte: G1

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nenhum de 15 mil textos maias profetiza fim do mundo em 2012

Em nenhum dos 15 mil textos existentes dos antigos maias está escrito que em 2012 haverá grandes cataclismos, crença originada em escritos esotéricos da década de 1970, asseguraram nesta terça-feira fontes oficiais. O diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya (Ajimaya) do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), Carlos Pallán, disse que só em dois deles há "duas inscrições" que falam em 2012, mas "só como o final do período".


Perante este fechamento do ciclo, os profetas modernos afirmam que um buraco negro no centro da galáxia, quando se alinhar com o sol, romperá o equilíbrio. Com isso, será modificado o eixo magnético da Terra e as consequências serão nefastas.

O cientista destacou em comunicado que estas versões apocalípticas foram geradas em publicações esotéricas nos anos 1970, as quais assinalavam o fim da civilização humana para 2012, data que coincide com o décimo terceiro ciclo no calendário maia, no dia 21 de dezembro. Pallán explicou que "para os antigos maias, o tempo não era algo abstrato, era formado por ciclos e estes às vezes eram tão concretos que tinham nome e podiam ser personificados mediante retratos de seres corajosos. Por exemplo, o ciclo de 400 anos estava representado como uma ave mitológica".

Os maias "jamais mencionam que o mundo vai acabar, jamais pensaram que o tempo terminaria em nossa época, o que nos reflete à consciência que alcançaram sobre o tempo, a partir do desenvolvimento matemático e da escritura". Ele acrescentou que os maias se preocupavam em efetuar rituais que de algum modo garantissem que o ciclo por vir seria propício, e no caso particular de 2012 é notada uma insistência em "que ainda em data tão distante vai ser comemorado um determinado ciclo. Este foi o miolo da confusão".

O arqueólogo disse que, no entanto, de acordo com os cálculos científicos atuais, a data astronômica precisa do fim de seu ciclo seria 23, e não 21 de dezembro. Também esclareceu que os maias legitimavam seu poder mediante os calendários e vinculavam os governantes com esses ciclos e com deuses citados em relatos ancestrais ou em mitos.
 
Fonte: Terra

terça-feira, 6 de julho de 2010

França prepara “lista da vergonha”

Governo do país anuncia a publicação na internet dos nomes dos cidadãos que colaboraram com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial


Colaboracionista punida por civis por ter mantido relações com um alemão durante a guerra

O governo da França anunciou que, a partir de 2015, disponibilizará na internet uma lista com os nomes de todos os cidadãos que colaboraram com a ocupação alemã do país durante a Segunda Guerra. A data marca o fim do “prazo de validade” de 75 anos do sigilo legal dos registros produzidos durante o período de invasão nazista, entre 1940 e 1944.

Essas informações virão de relatórios policiais que até agora são mantidos em arquivos governamentais franceses e no Museu de Coleções Históricas da Prefeitura de Polícia, em Paris. O governo promete escanear todos os documentos do período, incluindo interrogatórios e registros de prisões.

As informações reveladas ajudarão a escrever novos capítulos da história da França na Segunda Guerra Mundial. Conforme apontou a jornalista Nabila Ramdani em nota no jornal inglês The Guardian, a existência de dados mais precisos sobre a colaboração francesa com o regime de Hitler e com a deportação de judeus e demais opositores do nazismo pode levar os pesquisadores a reavaliar a história da Resistência Francesa.

Os documentos produzidos em 1940 serão divulgados em 2015. A partir de então, gradativamente os demais registros serão publicados ao longo de quatro anos.

Fonte: Revista História Viva

Chateaubriand, o magnata das comunicações

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, o conhecido “Assis Chateaubriand”, nasceu em 1892, no município de Umbuzeiro, Paraíba. Filho de Francisco José Bandeira de Melo e de Maria Carmem Guedes Godim Bandeira de Melo, foi batizado com o sobrenome de François-René de Chateaubriand, poeta e pensador francês, por quem seu pai tinha grande admiração.


Chateaubriand formou-se na Faculdade de Direito do Recife, mas sua paixão estava no jornalismo. Começou aos 15 anos na Gazeta do Norte, escrevendo também para grandes jornais pernambucanos da época. Em 1915, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde colaborou com o Correio da Manhã.

Em 1924, assumiu a direção e em seguida comprou O Jornal, o primeiro do maior conglomerado de comunicação do país: os Diários Associados. A partir de então, começou a formar o império das comunicações do Brasil, adquirindo os maiores jornais das principais capitais do país. Os Diários Associados eram formados por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, várias revistas e uma editora.


Grande parte da ascensão do império de Chateaubriand deveu-se à política. Ele apoiou o movimento revolucionário de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. Estava intimamente ligado ao cenário político, a ponto de conseguir o decreto que lhe concedeu o direito à guarda de uma filha após sua separação conjugal. Foi eleito senador pela Paraíba em 1952 e pelo Maranhão em 1955.

Chateaubriand também ficou conhecido por utilizar a chantagem para captar anunciantes “de peso” para seus veículos de comunicação. De acordo com o livro Chatô, o rei do Brasil, de autoria de Fernando Morais, quando um grande empresário se recusava a anunciar num de seus jornais, ele publicava matérias que prejudicavam a imagem deste.

Além da comunicação, Assis Chateaubriand esteve envolvido em outros campos da sociedade. No ano de 1941, promoveu a Campanha Nacional de Aviação. A campanha visava à doação de dinheiro e materiais para a compra ou construção de aviões para formação de aeroclubes no país. Em 1947, fundou o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Após a morte de Getúlio Vargas, em 1954, assumiu a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras.

O grupo encabeçado por Chateaubriand sempre esteve ligado às tecnologias da época. Com o tempo, ele passou a dar mais importância aos empreendimentos ligados ao rádio e à televisão. Na década de 1950, colocou no ar a primeira emissora de televisão do país, a TV Tupi, tornando-se o pioneiro nas transmissões televisivas.

Em 1960 o jornalista foi acometido por uma trombose que o deixou paralisado, levando-o a comunicar-se por uma máquina de escrever adaptada. Com seu império se esfacelando, morreu em 1968, deixando-o a um grupo de 22 funcionários.
 
Fonte: Portal da Educação Adventista

segunda-feira, 5 de julho de 2010

CATAGUASES VAI RECEBER 29,9 MILHÕES DO PAC CIDADES HISTÓRICAS EM MINAS GERAIS

01 - O Governo Lula está retribuindo à altura o apoio que recebeu dos Cataguasenses. Cataguases irá receber, entre 2010 e 2013, verba de R$ 29,9 milhões, para aplicar na restauração e recuperação histórica da cidade;


02 - A solenidade de assinatura das ações de proteção ao patrimônio cultural do PAC Cidades Históricas em Minas Gerais, entre municípios e o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi realizada no dia 29 de junho na Superintendência do órgão, em Belo Horizonte.

03 - Em Cataguases será feito o Restauro dos Elementos Artísticos do Colégio Cataguases, a recuperação da Praça Rui Barbosa e a Requalificação Urbanística da Praça Santa Rita.

04 - As obras a serem contempladas foram escolhidas em seminário com o Conselho Municipal de Cultura, com a participação do trabalho do Vereador Cataguasense Vanderlei Pequeno.
 
Fonte: Vereador Vanderlei Pequeno