quarta-feira, 15 de maio de 2013

Escavadeira destrói pirâmide maia de 2,3 mil anos em Belize



Um desastre "arqueológico" foi causado por uma escavadeira que destruiu uma pirâmide maia de 2,3 mil anos durante uma obra para construção de uma estrada, em Belize, na América Central. A destruição de uma das maiores pirâmides do país foi detectada na semana passada, no complexo de Nohmul, no norte do país.
O diretor do departamento de Arqueologia de Belize, Jamie Awe, declarou que o que aconteceu no complexo de Nohmul, no norte do país, próximo da fronteira com o México, foi como levar um "soco no estômago". "É uma sensação incrível de descrença por causa da ignorância e insensibilidade. Eles estavam usando isso para cascalho de estrada", disse Awe. "É como levar um soco no estômago de tão horrível que é isso."
Além disso, a associação Grupo de Cidadãos Organizados pela Ação da Liberdade classificaram a destruição do sítio arqueológico como "um exemplo obsceno de desrespeito ao meio ambiente e à história".
Nohmul estava localizado no meio de um canavial e, mesmo sem as laterais da pirâmide, a estrutura era frequentemente submetida a processos de reconstrução e preservação. Para Awe, dificilmente os construtores não estariam cientes do que estavam fazendo, já que o monte da pirâmide tem em torno de 30 metros de altura, é uma formação conhecida e está no meio de uma área naturalmente plana.
Fotos do local mostraram as escavadeiras cavando nas laterais da pirâmide, deixando um núcleo  isolado de pedras de calcário no centro, o que parece ser uma estreita câmara maia pendurada acima da parte escavada.
Infelizmente, esta não é a primeira vez que uma área histórica de povos pré-colombianos é destruída, já que há relatos de destruições no México, Guatemala e Honduras. Em 2007, por exemplo, pedreiros que operavam uma máquina escavadeira para construir os alicerces de um imóvel na ilha de Cozumel, no Caribe mexicano, destruíram vestígios maias de quase 1.500 anos.
A polícia de Belize está investigando o caso e um processo criminal poderá ser aberto. O complexo Nohmul fica em terras privadas, mas, de acordo com a lei, as ruínas estão sob proteção do governo.

Fonte: Seu History

terça-feira, 14 de maio de 2013

Comunico, logo existo

Primeiro dicionário de sinais publicado no Brasil buscava popularizar os gestos utilizados pelos surdos e facilitar sua comunicação com ouvintes




No Brasil, o primeiro passo em direção a uma política de educação para surdos ocorreu com a fundação, no Rio de Janeiro, do Imperial Instituto de Surdos-mudos (hoje Ines), em 1857. Quase 20 anos depois, Flausino da Gama, ex-aluno do Instituto que atuava como “repetidor de lições”, publica a Iconographia dos Signaes dos Surdos-mudos (1875). Guardado na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, o livro é o primeiro dicionário de sinais publicado no país.
O Instituto dos Surdos foi criado pelo professor surdo Edward Huet (1822-1882), sob os auspícios de D. Pedro II. Contava com professores formados na França, como o próprio Huet, e recebia alunos de diversas regiões do Brasil. Na introdução daIconographia, o diretor do Instituto à época, Tobias Leite (1827-1896), traz informações importantes sobre a publicação. Ao que parece, a obra nasce de um esforço editorial coletivo. Flausino da Gama teria manifestado interesse em publicar a versão brasileira de um livro francês do surdo Pierre Pélissier (1814-1863),encontrado na biblioteca do Instituto.
No entanto, apesar de ser um bom desenhista, Flausino não dominava a técnica da litografia, naquela época o recurso mais comum para ilustrar impressos. Seria muito caro contratar um profissional para fazer as ilustrações e pagar os serviços de impressão da obra. Mas Flausino teve sorte: o litógrafo holandês Eduard Rensburg, dono da Oficina Litográfica de Heaton & Rensburg, que imprimiu obras como O Brasil pitoresco e monumental, de Pieter Bertichen, e A Lanterna Mágica, primeiro jornal de caricaturas do Brasil, ofereceu-se para ensinar a técnica ao aluno em sua oficina para que pudesse levar adiante o projeto. Terminado o trabalho, “em poucos dias” a obra estava pronta e editada. Não se sabe se Rensburg também patrocinou a impressão, mas a folha de rosto indica que o livro saiu dos prelos da Typographia Universal de Laemmert, uma das mais importantes da Corte.
A obra foi pioneira em valorizar a linguagem gestual-visual na comunicação entre surdos e ouvintes, assim como a capacitação dos ouvintes para se comunicarem com os surdos em sua própria linguagem. A iniciativa rompia com o modelo de comunicação oralizada, amplamente assumido na Europa como mais adequado para a educação e a integração social dos surdos. Segundo Tobias Leite, “os pais, os professores primários, e todos os que se interessarem por esses infelizes ficarão habilitados para os entender e se fazerem entender”.


Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional. Edição de Maio de 2013. nº 92. Ano 8.

domingo, 12 de maio de 2013

Garota Inca é encontrada intacta depois de 500 anos congelada


Museu dos Andes exibiu em 2007 pela primeira vez menino e meninas sacrificados há 500 anos.
Ritual do império levava crianças nobres a morrer de frio no alto de montanhas.



Além da donzela Llullaillaco (15), também foram encontrados o menino (7) e a menina do relâmpago (6): três crianças incas, que estavam sepultados em uma montanha árida e gelada há 500 anos como um sacrifício religioso. Perto da fronteira com o Chile, seus corpos congelados estão entre as múmias melhor preservadas já encontradas, ainda com sangue, orgãos internos são encontrados intactos como o coração, pulmões, apenas pele e características faciais foram pouco afetados. Nenhum esforço especial foi feito para preservá-los. O frio eo ar seco e fino fez todo o trabalho. Eles congelaram até a morte enquanto dormiam, e 500 anos depois, ainda se parecia com crianças dormindo, e não múmias.

As crianças foram sacrificados como parte de um ritual religioso, conhecido como "capacocha", no qual são colocadas em uma dieta de ganho de peso durante um ano inteiro antes de seu sacrifício e, em seguida, eles foram drogados e deixados em cima do vulcão Llullaillaco. Eles caminharam por centenas de quilômetros para cerimônias em Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco (yoo-yeye-YAH-co), e, uma vez que eles estavam dormindo, colocadas em nichos subterrâneos, onde eles congelaram até a morte. Bonitas, saudáveis, as crianças fisicamente perfeitos foram sacrificados, e foi uma honra serem escolhidas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas como os anjos.


Uma das crianças, uma menina de 6 anos de idade, tinha sido atingida por um raio em algum momento depois que ela morreu, resultando em queimaduras no rosto, parte superior do corpo e do vestuário. Ela e o menino, que tinha 7 anos, tinham crânios levemente alongados, criado deliberadamente por envolvimentos na cabeça - um sinal de status social elevado, possivelmente até mesmo realeza.



Os cientistas trabalharam com os corpos em um laboratório especial, onde a temperatura do laboratório inteiro poderia cair para 0 graus, e as múmias nunca foram expostas a temperaturas mais elevadas por mais de 20 minutos a uma hora de tempo, para evitar o descongelamento.
Testes de DNA revelaram que as crianças eram independentes, e tomografias mostraram que eles estavam bem nutridos e não tinham ossos quebrados ou outros ferimentos. A "Donzela" aparentemente tinha sinusite, bem como uma doença pulmonar chamada bronquiolite obliterante, possivelmente o resultado de uma infecção.
"Há dois lados", disse Dr. Miremont. "O científico - podemos ler o passado das múmias e os objetos. O outro lado diz que essas pessoas vieram de uma cultura que sobreiveu, e um lugar santo na montanha. "


"Vamos respeitar os seus desejos," disse Dr. Miremont, acrescentando que três múmias foram suficientes. "Não é necessário quebrar túmulos mais. Gostaríamos de ter boas relações com o povo local." 


Fonte: SAJNotícias

terça-feira, 7 de maio de 2013

Arqueólogos em Derbyshire descobriram o que acreditam ser o túnel ferroviário mais antigo do mundo.



O túnel encontra-se na rota do Butterley Gangroad, uma ferrovia construída por volta de 1793 para ligar o Canal Cromford com as pedreiras de calcário em Crich.
Trevor Griffin, responsável pelo projeto de gestão do trabalho para a Sociedade Arqueológica de Derbyshire, disse que pensou que o túnel poderia ser mais velho do que o outro encontrado há alguns anos também em Derbyshire.
Disse ainda que "o túnel que atualmente era considerado o mais velho do mundo era no Tramway Floresta Peak e foi construído em 1795.

O Viajante Mecânico

O projeto de dois anos, começou em janeiro. A sociedade trabalhou com Wessex Archaeology para reabrir o túnel e fez um modelo de computador tridimensional do interior através de varredura a laser.
Provas escritas sugeriu que a ferrovia estava operando por volta de 1793 o que foi fundamental para provarem que a linha poderia ter sido executada através do túnel.
Existe ainda, uma versão maior da locomotiva, com o nome The Traveller mecânico, operado no Nordeste. Esta versão maior matou 13 pessoas quando a sua caldeira explodiu, em 1815, no primeiro acidente ferroviário gravado.
A linha Butterley continuou a ser utilizado por máquinas a vapor até 1933. O túnel foi usado como um abrigo antiaéreo durante a Segunda Guerra Mundial.
A Sociedade Arqueológica de Derbyshire foi abordada pelos proprietários atuais para investigar o túnel.
Segundo pessoas responsáveis pelo projeto, o túnel será selado novamente para que se possa preservá-lo.

Fotos:





sexta-feira, 3 de maio de 2013

 "Se um jornalista faz uma pesquisa bibliográfica, consegue me falar sobre 1808 e vende 30, 40, 50 mil livros, que bom. Ruim é para nós, historiadores, que não sabemos escrever."        Manolo Florentino, historiador


Fonte:
Entrevista concedida a Revista de História da Biblioteca Nacional. Mês de Março de 2013.