sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento entre Brasil e Argentina


Em 29 de Novembro de 1988, o então presidente do Brasil José Sarney e o então presidente da Argentina Raúl Alfonsín assinam o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento entre Brasil e Argentina. Seu principal objetivo era construir em um prazo de 10 anos um espaço comum por meio da liberalização integral do comércio recíproco e previa a eliminação de todos os obstáculos tarifários ao comércio de bens e serviços entre os dois países.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Conferência de Teerã


A Conferência de Teerã foi o primeiro dos acordos firmados entre as superpotências durante a Segunda Guerra Mundial. A ocasião reuniu pela primeira vez os três grandes estadistas do mundo da época: Josef Stalin, da União Soviética, Winston Churchill, do Reino Unido, e Franklin Delano Roosevelt, dos Estados Unidos. Esta conferência teve lugar em Teerã, entre 28 de Novembro e 1 de Dezembro de 1943.
Além de lançarem bases de definições de partilhas, decidiu-se que as forças anglo-americanas interviriam na França, completando o cerco de pressão à Alemanha, juntamente com as forças orientais soviéticas, o que concretizou-se com o desembarque dos Aliados na Normandia no Dia D. Decidiu-se ainda sobre a divisão da Alemanha e as fronteiras da Polônia ao terminar a guerra, além de se formularem propostas de paz com a colaboração de todas as nações. Os Estados Unidos e o Reino Unido reconheceram, ainda, a fronteira soviética no Ocidente, com a anexação da Estônia, da Letônia, da Lituânia e do Leste da Polônia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Intentona Comunista no Rio de Janeiro

Monumento aos soldados mortos na Intentona Comunista
localizado na Praia Vermelha, Urca, Rio de Janeiro


A Intentona Comunista foi uma espécie de rebelião contra o governo de Getúlio Vargas. Na realidade, o movimento tinha por objetivo derrubar o presidente e tomar o poder. Liderada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), a Intentona eclodiu em novembro de 1935, mas foi rapidamente combatida pelas Forças de Segurança Nacional.

O movimento ganhou adeptos dentro dos batalhões. Militares de baixa patente inclinados ao comunismo iniciaram a rebelião na noite do dia 23 de novembro de 1935, em Natal, no Rio Grande do Norte, onde os revolucionários chegaram a tomar o poder durante três dias. Depois se estendeu para Maranhão, Recife e por último para o Rio de Janeiro, no dia 27.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pérolas do Enem 2012



As "pérolas" do ENEM 2012
Pensaram que neste ano não haveria?
Demorou mas...


Infelizmente chegaram:
(COM COMENTÁRIOS)

"O Brasil não teve mulheres presidentes mas sim várias primeiras-damas
foram do sexo feminino".
(Ou seja: alguns ex-presidentes casaram-se com travestis.)

"Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas
sem queimar".
(Alguém poderia traduzir?!)

"O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo
federal capixaba".
(Vende-se máquina de escrever faltando algumas letras.)

"Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos".
(Esse aí deve comer capim.)

"Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou
promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo
da violência Urbana".
("Sarneamento” deve ser o conjunto de medidas adotadas por Sarney no
Maranhão. Quer dizer, eu “axo”, mas não me “pré-ocupo” muito.)



"A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais
estudada hoje".
(Esqueceu a História em Quadrinhos.)

"Os índios sacrificavam os filhos que naciam mortos matando todos
assim que naciam".
(Mas e se OS índios não matassem OS mortos????)

"Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos".
(Ou era uma "biga" macho que tinha duas "bigas" fêmeas, puxada por um burro?!)

"No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando".
(Deve ter sido no tempo em que lá chegaram as primeiras prostitutas.)

"Os pagãos não gostavam quando
Deus pregava suas dotrinas e tiveram a
idéia de eliminá-lo da face do céu".
(Como será que eles pretendiam fazer isso?!)

"A principal função da raiz é se enterrar no chão".
(E a "principal" função do autor deveria ser a mesma. E ainda vivo...)

"As aves tem na boca um dente chamado bico".
(Cruz credo.)

"Respiração anaeróbica é a respiração sem AR, que não deve passar de 3 minutos".
(Senão a anta morre.)


"Os egipícios dezenvoveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais".
(Precisa "dezenvover" o cérebro. Será que egipício é para rimar com estrupício?)

"O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro".
(Esse aí não deve ter o tal nervo, ou seu cérebro não seria tão obscuro.)

"O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".
(Verdade: de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquadutos para
levar as inundações.)

"Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de Ferro asfaltadas".
(Juro que eu não li isso.)

"As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de
dia porque o calor do Sol queimaria elas".
(Hum...Desconfio que vai ser poeta!)

"Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".
(Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)

"A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".
(Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)

"O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou
epara construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".
(Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?)

"Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".
(Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)

"Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba".
(Enquanto praticavam “Tiro ao Álvaro”.)

"Onde nasce o Sol é o nacente, onde desce é o decente".
(Indecente: o Sol não nasceu pra todos.)

Agora reparem no perigo: "todaEssaGente vota"...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Portal Índio Educa tem 200 artigos escritos por indígenas para ajudar professores e estudantes


Ainda nos primeiros anos da escola, quando as crianças têm seus contatos iniciais com a história brasileira, uma das perguntas propostas por muitos professores é “Quem descobriu o Brasil?”. A esta indagação, é comum que se espere que a criançada em coro responda “Pedro Álvares Cabral”.
Ao atribuir ao navegador português a descoberta do país, esta versão dos acontecimentos desconsidera as estimadas 5 milhões de pessoas que aqui viviam antes da chegada dos europeus. Para tentar minimizar este e muitos outros desrespeitos à cultura indígena, a ONG Thydêwá resolveu criar uma plataforma online para que os índios desenvolvam materiais didáticos que contem sua história e atualidade.
No site Índio Educa, é possível encontrar artigos a respeito de diferentes etnias e tribos brasileiras, todos escritos por indígenas. Os assuntos são diversos, e vão de aspectos históricos ao cotidiano. ”A época do índio sem voz está terminando. Este projeto tem o objetivo de empoderar o indígena para dialogar. Trabalhamos em cima dos preconceitos que existem, como pessoas que acham que eles ainda vivem nus”, conta o presidente da Thydêwá, Sebastian Gerlic.

A ideia surgiu em 2008, quando a Lei 11.645 tornou a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” obrigatória no currículo oficial da rede de ensino. Desde então, a ONG começou a reunir jovens indígenas interessados em produzir material de apoio a professores e alunos, e o Índio Educa foi lançado em 2011.
“Percebemos uma carência de material didático para dar subsídio a essas disciplinas. Então, chamamos indígenas que estão em universidades para formar um grupo de trabalho. Hoje o site tem 200 matérias provenientes de 10 etnias diferentes”, explica Gerlic.
O conteúdo do site é todo em formato de Recurso Educacional Aberto, com licença Creative Commons. Isso significa que o material pode ser utilizado e modificado por outras pessoas, como professores que queiram montar um conteúdo didático próprio.
Fonte: Catracalivre

quinta-feira, 25 de julho de 2013

2º Festival de História


www.festivaldehistoria.com.br

O "misterioso" caixão enterrado perto do rei Ricardo III


Um enigmático caixão de pedra do século 14 foi encontrado próximo ao corpo do rei Ricardo III por arqueólogos da Universidade de Leicester, no Reino Unido. A escavação aconteceu em um estacionamento em Leicester.   O incomum caixão é o único de pedra encontrado completamente intacto. A tampa de chumbo já foi foi levantada, e não há sinais de identificação, dizem os arqueólogos. Suspeita-se que ali esteja enterrado um cavaleiro medieval ou algum poderoso franciscano do mosteiro de Greyfriars, que existia ali há séculos.   O caixão misterioso foi desenterrado na mesma época que o esqueleto de Ricardo III, porém os estudos se concentraram no rei, que teve o corpo exumado em setembro de 2012. O monarca, retratado como um tirano por William Shakespeare, governou a Inglaterra somente por dois anos no século 15 e morreu na Batalha de Bosworth, em 1485. Agora a grande dúvida é: quem foi enterrado ao lado do rei? 


Fonte: Seu History

terça-feira, 23 de julho de 2013

Golpe da Maioridade


Em um dia como este, no ano de 1840, um importante passo era dado na política do Brasil com a "Declaração da Maioridade" de Dom Pedro II, fato que entrou para a história como "Golpe da Maioridade". Desda maneira, o jovem Pedro II ganhou a maioridade legal antes de completar 14 anos, o que o tornava apto a assumir o cargo de imperador do Brasil.

A instabilidade política teve início com a abdicação do trono de Pedro I, em 7 de abril de 1931, quando Pedro II tinha apenas cinco anos. A partir de então, teve início um conturbado período regencial brasileiro e também uma série de rebeliões pelo território, que chegaram ao fim somente com o "Golpe da Maioridade".

Na proclamação da Assembleia Geral ao povo sobre a maturidade naquele 23 de julho de 1840, estas questões são abordadas e também é enfatizado um desejo da população em relação à ascensão de D. Pedro II ao trono: "reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais e presenciando o desejo unânime do povo desta capital; convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil".

No dia 18 de julho de 1841, Pedro II era aclamado, coroado e consagrado imperador do Brasil.

Fonte: Seu History

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Palácio do lendário Rei Davi teria sido descoberto em Israel

 

Pesquisadores acreditam que podem ter encontrado o palácio do lendário Rei Davi, um importante personagem para o cristianismo, judaísmo e islamismo. Ele é bastante conhecido pelo episódio do Antigo Testamento em que derrotou o gigante Golias.


O castelo do Rei Davi seria um dos dois edifícios reais, com cerca de 3 mil anos na antiga cidade fortificada de Khirbet Qeiyafa, descoberta por pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade Hebraica de Jerusalém. A outra edificação seria um tipo de depósito real, acreditam os pesquisadores.
O palácio de Davi teria em torno de mil metros quadrados e está na região mais alta do antigo sítio. O local seria ideal para enviar mensagens de fumaça e também para fazer um controle espacial da área. Durante as escavações arqueológicas, também foram encontrados objetos destinados a práticas religiosas. Estima-se que o palácio foi destruído 1.400 anos após sua construção, no período do Império Bizantino.
O segundo edifício, um depósito, seria o local para guardar produtos agrícolas que eram usados como pagamento dos impostos. Diante desta hipótese, ganha corpo a ideia de que havia ali um uma estrutura de governo montada e, possivelmente, outros centros administrativos.



Fonte: Seu History

Ossos de indígenas encontrados no Tocantins revelam ritual pós-morte

Depois da decomposição, ossos eram lavados para ficarem 'purificados'. Urnas foram achadas em lugar que está inundado por usina hidrelétrica.



O Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA) da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) está analisando oito restos de esqueletos encontrados na Ilha dos Campos, em 2002, próxima ao rio Tocantins, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Os restos, que provavelmente são de índios guaranis, estavam dentro de urnas – com formato oval e feitas de cerâmicas - no sítio abrigo Santa Helena (uma espécie de caverna formada por paredões rochosos, lugar que foi submerso depois da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito).
A antropóloga física Eugênia Cunha, presidente da Sociedade Europeia de Antropologia Forense e coordenadora do Mestrado em Evolução e Biologia Humana da Faculdade de Coimbra, Portugal, esteve em Palmas no mês de junho para ajudar na análise dos esqueletos. Segundo ela, as formas como os corpos foram guardados revelam um ritual pós-morte bastante peculiar. Os enterramentos eram chamados de secundários. Os indígenas, primeiramente faziam o enterro superficial. Depois que a carne havia se decomposto, eles tiravam os ossos, lavavam e depois os colocavam em urnas. “Um prova de que o povo se preocupava com a morte e com seus familiares”, segundo a antropóloga.

Foram encontradas quatro urnas, em uma delas tinham três esqueletos – um bebê de seis meses, o outro de três anos e o terceiro de sete anos. Segundo a antropóloga física, o fato de ter três restos guardados em uma só urna pode significar o grau de parentesco entre os mortos. Junto a um dos esqueletos foi encontrado um objeto, chamado de tembetá, que era um adorno utilizado nos rituais de passagem, para perfurar o queixo do indígena, que ao fazer 13 anos, passava da infância para a fase adulta, quando ele já poderia constituir família.
A etnia guarani não é originária do Tocantins. Mas, eles são povos semi nômades. De acordo com Ivan Guarani, 43 anos, integrante do movimento indígena no estado e estudante de direito na Universidade Federal do Tocantins, este ritual foi perdido no tempo, pela inserção de outras culturas e pela falta de terra.
A lavagem dos ossos, na verdade, significa purificação, segundo Ivan. “Quando os portugueses, também chamados de paraíbas pelos indígenas, chegaram no Brasil, eles contaminaram a terra. Quando algum indígena era enterrado, ficava contaminado, por isso era necessário que os ossos fossem lavados para que as almas ficassem limpas e fossem em paz”. Ele diz que este ritual faz parte da crença religiosa, um mandamento do Deus Nhãm Jdará.
Hoje os 46 guaranis que vivem no município de Xambioá, norte do Tocantins, dividem a terra com os carajás. O grupo, do qual o indígena Ivan faz parte, veio de Mato Grosso do Sul e fixou moradia no norte do estado. “Os carajás nos acolheram e a cultura deles é muito diferente da nossa. Além disso nós não temos área própria, razões pelas quais não praticamos mais essa forma de ritual”.
A forma como os indígenas – guaranis e carajás, mais especificamente -  enterram os mortos, nos dias de hoje, é bem parecida com a praticada pelos brancos, segundo Ivan. O ritual foi mudando com o tempo. “Quando eu era criança lembro que o índio guarani era enterrado numa esteira feita de madeira”.
Agora resta saber de qual época pertenciam os povos que praticavam o ritual de purificação dos corpos. De acordo com a professora e coordenadora do NUTA, Antônia Custódia, os exames de DNA, que serão feitos posteriormente revelarão a época em que estes povos viveram.


NUTA
O trabalho feito pelo NUTA tem o objetivo de resgatar histórias e fazer um monitoramento histórico e cultural das regiões impactadas. No local, onde hoje só se vê água da Usina Hidrelétrica de Estreito foram identificados, antes da construção da usina, 100 sítios arqueológicos. Além dos corpos, foram catalogadas cerca de três mil peças artesanais. Os resultados das análises dos achados serão entregues ao Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

sexta-feira, 19 de julho de 2013


Em 19 de Julho de 1799, durante uma campanha do exército de Napoleão Bonaparte no Egito, um soldado francês descobriu uma placa de pedra com inscrições antigas, próximo da cidade de Roseta, localizada, aproximadamente, a 56 quilômetros de Alexandria. A pedra, com formato irregular, contém fragmentos de textos escritos em três diferentes idiomas: grego, hieroglifos egípcios e textos coloquiais egípcios. O grego antigo da pedra de Roseta foi escrito por religiosos que estavam fazendo uma homenagem ao rei do Egito, Ptolemeu V, no ano 2 a.C.

O mais surpreendente, contudo, foi que a passagem em grego anunciava que os outros três trechos da pedra tinham o mesmo significado. Desta maneira, o artefato forneceu a chave que faltava para resolver o enigma dos hieróglifos, uma linguagem que era considerada "morta" por aproximadamente dois mil anos. Os hieroglifos usam figuras para representar objetos, sons e grupos de palavras. Desde que as inscrições na Pedra de Roseta foram traduzidas, a linguagem e cultura do Antigo Egito foram, de uma hora para a outra, abertas aos pesquisadores como nunca havia sido  anteriormente.


Quando Napoleão invadiu o Egito, em 1798, ele levou consigo um grupo de especialistas que deveriam avaliar a importância cultural destes artefatos para a França. Pierre Bouchard, um dos soldados de Napoleão, estava ciente desta "orientação" do imperador quando encontrou a Pedra de Roseta, um objeto de basalto, com quase 4m de comprimento e 2,5m de largura. Quando os britânicos derrotaram Napoleão em 1801, eles tomaram posse da Pedra de Roseta, que, atualmente, está no Museu Britânico de Londres, desde 1802, com exceção de um curto período durante a Primeira Guerra.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Assassinato do Czar Nicolau II e família

Neste dia 17 de julho, é relembrado o assassinato do Czar Nicolau II, da Rússia, e sua família por membros do partido bolchevique em consequência da Revolução Russa.
Durante seu governo, Nicolau II foi considerado um dos czares mais sanguinários da Rússia Imperial por causa das atrocidades cometidas ao seu comando. O mais conhecido foi o Domingo Sangrento.


Nicolau II e família

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Manuscrito mais misterioso do Mundo



O Manuscrito Voynich tem sido apelidado de “O manuscrito mais misterioso do mundo”, o único documento datado da Idade Média cuja escrita ainda nao foi decifrada. O nome do manuscrito é uma homenagem ao seu descobridor, o vendedor de livros antigos e colecionador americano, Wilfrid M. Voynich, que a descobriu em 1912, entre uma coleção de manuscritos antigos mantidos em Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma, que tinha sido até então se transformou em um Colégio dos Jesuítas (encerrada em 1953)

Não é um manuscrito qualquer. É o mais misterioso manuscrito do mundo. Um livro cujo conteúdo é incompreensível até hoje. Estima-se que tenha sido escrito por volta de 1500 por um autor desconhecido através de uma linguagem incompreensível. Descoberto em 1912, o Manuscrito Voynich é também conhecido como o livro que ninguém pode ler.

Muitos pesquisadores tentaram “descriptografar” as 204 páginas do manuscrito, mas até hoje nenhuma palavra sequer foi decifrada. Diversas técnicas foram utilizadas pelos maiores especialistas do mundo, sem sucesso.

Uma das características do livro é que ele foi escrito sem pontuação. Ao todo, existem 170 mil caracteres. São cerca de 35 mil palavras ao todo. O misterioso alfabeto utilizado no manuscrito é único. Foram reconhecidas entre 19 a 28 possíveis letras, que não possuem nenhuma ligação com nenhum alfabeto conhecido. Outra característica marcante é a total ausência de erros ortográficos, como rasuras (palavras riscadas), diferentemente de todos os outros manuscritos antigos já encontrados.

Mas não somente de palavras o manuscrito é composto. Existem inúmeros figuras, um pouco mais fáceis de serem entendidas. O livro foi dividido em 5 seções principais:

I – possui ilustrações de mais de 110 plantas desconhecidas, contudo há uma planta muito semelhante à um girassol, que passou a existir na Europa Ocidental somente a partir de 1492.

II – representa a astronomia e astrologia, cujos 25 diagramas se referem a estrelas e signos do zodíaco.

III – possui muitos desenhos de mulheres, geralmente imersas até os joelhos em estranhos vasos que possuem um escuro fluído.

IV – possui desenhos de frascos semelhantes à antigos recipientes de farmácias. Há ainda alguns desenhos de pequenas raízes e ervas medicinais.

V – Não há imagens, somente texto, e prossegue nas últimas páginas do manuscrito.

Ainda existem muitos debates em torno da data do manuscrito. Uma análise realizada através de radiação infravermelha revela uma assinatura legível bastante apagada: Jacobi a Tepenece. A assinatura faz referência à Jacobus Horcicki, alquimista falecido em 1622. Jacobus recebeu o título de Tepenece somente em 1608, ou seja, o manuscrito só pode ter sido feito após esse ano.

Contudo, análises feitas recentemente sugerem que o manuscrito tenha sido escrito em período relativamente curto entre 1404 e 1438, aumentando ainda mais o mistério.

“É tão próximos do que conhecemos, mas tão distante do que podemos decifrar”, foi a conclusão de um dos especialistas que tentou descriptografá-lo.

Foi exibido um excelente documentário pelo History Channel sobre o tema

O volume pertenceu ao Imperador Rodolfo II do Sacro Império Romano e, desde então, houve muitas tentativas para decifrar o texto, inclusive por especialistas em criptografia da marinha norte-americana, mas não houve sucesso algum.

O livro está hoje guardado na “Biblioteca Beinecke de manuscritos e livros raros” da Universidade de Yale, Estados Unidos, a disposição para quem pretenda decifra-lo

Será que o Manuscrito de Voynich possui segredos ocultos e sombrios? Quem e quando o escreveu? Será que a linguagem empregada possui alguma relação com algum antigo idioma perdido ao longo da história? São muitas as perguntas, e o Manuscrito de Voynich permanece sendo hoje tudo aquilo que foi nos últimos séculos: um verdadeiro enigma. 


Fonte Yale University

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Quando a juventude se levanta para manifestar uma vontade, para exprimir uma aspiração, pode-se ficar tranquilo: há esperanças bem vivas de afirmação de uma nacionalidade".

Cecília Meireles (Diário de Notícias, 6/12/1930) 
Extraído do livro "Crônicas de Educação 2".

terça-feira, 18 de junho de 2013

Batalha de Waterloo


Em 18 de Junho de 1815, perto de Waterloo, atualmente a Bélgica, Napoleão Bonaparte e seu exército foi derrotado pelos soldados da Sétima Coligação Britânica e uma força especial prussiana. Essa derrota marca o fim do governo de Napoleão Bonaparte como Imperador.

terça-feira, 4 de junho de 2013


Corporações de Ofício


Na Europa do século XII, em plena “Era das Trevas”, como era conhecida a Idade Média, grupos de pessoas, se reúnem para se precaverem de possíveis crises que poderiam assolar a economia local. Estes grupos denominavam-se Corporações de Ofício. Pedreiros, carpinteiros, padeiros e comerciantes, se reuniam para discutir as novidades de sua profissão, acredita-se que quando haviam desobediências por parte de um membro da corporação, ele poderia ser expulso da cidade. Nestes grupos, existiam uma hierarquia que deveria ser obedecida a todo custo e era composta por: aprendizes, oficiais e mestres.

Os membros destes grupos se reuniam também para compras de matéria-prima com preços melhores e distribuírem entre seus membros. Com isso, houve um grande incentivo na produção e consequentemente mais lucros para uma nova classe social denominada Burguesia.


Acredita-se que as Corporações de Ofício deram origem a inúmeras sociedades secretas que existem até os dias de hoje.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Escavadeira destrói pirâmide maia de 2,3 mil anos em Belize



Um desastre "arqueológico" foi causado por uma escavadeira que destruiu uma pirâmide maia de 2,3 mil anos durante uma obra para construção de uma estrada, em Belize, na América Central. A destruição de uma das maiores pirâmides do país foi detectada na semana passada, no complexo de Nohmul, no norte do país.
O diretor do departamento de Arqueologia de Belize, Jamie Awe, declarou que o que aconteceu no complexo de Nohmul, no norte do país, próximo da fronteira com o México, foi como levar um "soco no estômago". "É uma sensação incrível de descrença por causa da ignorância e insensibilidade. Eles estavam usando isso para cascalho de estrada", disse Awe. "É como levar um soco no estômago de tão horrível que é isso."
Além disso, a associação Grupo de Cidadãos Organizados pela Ação da Liberdade classificaram a destruição do sítio arqueológico como "um exemplo obsceno de desrespeito ao meio ambiente e à história".
Nohmul estava localizado no meio de um canavial e, mesmo sem as laterais da pirâmide, a estrutura era frequentemente submetida a processos de reconstrução e preservação. Para Awe, dificilmente os construtores não estariam cientes do que estavam fazendo, já que o monte da pirâmide tem em torno de 30 metros de altura, é uma formação conhecida e está no meio de uma área naturalmente plana.
Fotos do local mostraram as escavadeiras cavando nas laterais da pirâmide, deixando um núcleo  isolado de pedras de calcário no centro, o que parece ser uma estreita câmara maia pendurada acima da parte escavada.
Infelizmente, esta não é a primeira vez que uma área histórica de povos pré-colombianos é destruída, já que há relatos de destruições no México, Guatemala e Honduras. Em 2007, por exemplo, pedreiros que operavam uma máquina escavadeira para construir os alicerces de um imóvel na ilha de Cozumel, no Caribe mexicano, destruíram vestígios maias de quase 1.500 anos.
A polícia de Belize está investigando o caso e um processo criminal poderá ser aberto. O complexo Nohmul fica em terras privadas, mas, de acordo com a lei, as ruínas estão sob proteção do governo.

Fonte: Seu History

terça-feira, 14 de maio de 2013

Comunico, logo existo

Primeiro dicionário de sinais publicado no Brasil buscava popularizar os gestos utilizados pelos surdos e facilitar sua comunicação com ouvintes




No Brasil, o primeiro passo em direção a uma política de educação para surdos ocorreu com a fundação, no Rio de Janeiro, do Imperial Instituto de Surdos-mudos (hoje Ines), em 1857. Quase 20 anos depois, Flausino da Gama, ex-aluno do Instituto que atuava como “repetidor de lições”, publica a Iconographia dos Signaes dos Surdos-mudos (1875). Guardado na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, o livro é o primeiro dicionário de sinais publicado no país.
O Instituto dos Surdos foi criado pelo professor surdo Edward Huet (1822-1882), sob os auspícios de D. Pedro II. Contava com professores formados na França, como o próprio Huet, e recebia alunos de diversas regiões do Brasil. Na introdução daIconographia, o diretor do Instituto à época, Tobias Leite (1827-1896), traz informações importantes sobre a publicação. Ao que parece, a obra nasce de um esforço editorial coletivo. Flausino da Gama teria manifestado interesse em publicar a versão brasileira de um livro francês do surdo Pierre Pélissier (1814-1863),encontrado na biblioteca do Instituto.
No entanto, apesar de ser um bom desenhista, Flausino não dominava a técnica da litografia, naquela época o recurso mais comum para ilustrar impressos. Seria muito caro contratar um profissional para fazer as ilustrações e pagar os serviços de impressão da obra. Mas Flausino teve sorte: o litógrafo holandês Eduard Rensburg, dono da Oficina Litográfica de Heaton & Rensburg, que imprimiu obras como O Brasil pitoresco e monumental, de Pieter Bertichen, e A Lanterna Mágica, primeiro jornal de caricaturas do Brasil, ofereceu-se para ensinar a técnica ao aluno em sua oficina para que pudesse levar adiante o projeto. Terminado o trabalho, “em poucos dias” a obra estava pronta e editada. Não se sabe se Rensburg também patrocinou a impressão, mas a folha de rosto indica que o livro saiu dos prelos da Typographia Universal de Laemmert, uma das mais importantes da Corte.
A obra foi pioneira em valorizar a linguagem gestual-visual na comunicação entre surdos e ouvintes, assim como a capacitação dos ouvintes para se comunicarem com os surdos em sua própria linguagem. A iniciativa rompia com o modelo de comunicação oralizada, amplamente assumido na Europa como mais adequado para a educação e a integração social dos surdos. Segundo Tobias Leite, “os pais, os professores primários, e todos os que se interessarem por esses infelizes ficarão habilitados para os entender e se fazerem entender”.


Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional. Edição de Maio de 2013. nº 92. Ano 8.

domingo, 12 de maio de 2013

Garota Inca é encontrada intacta depois de 500 anos congelada


Museu dos Andes exibiu em 2007 pela primeira vez menino e meninas sacrificados há 500 anos.
Ritual do império levava crianças nobres a morrer de frio no alto de montanhas.



Além da donzela Llullaillaco (15), também foram encontrados o menino (7) e a menina do relâmpago (6): três crianças incas, que estavam sepultados em uma montanha árida e gelada há 500 anos como um sacrifício religioso. Perto da fronteira com o Chile, seus corpos congelados estão entre as múmias melhor preservadas já encontradas, ainda com sangue, orgãos internos são encontrados intactos como o coração, pulmões, apenas pele e características faciais foram pouco afetados. Nenhum esforço especial foi feito para preservá-los. O frio eo ar seco e fino fez todo o trabalho. Eles congelaram até a morte enquanto dormiam, e 500 anos depois, ainda se parecia com crianças dormindo, e não múmias.

As crianças foram sacrificados como parte de um ritual religioso, conhecido como "capacocha", no qual são colocadas em uma dieta de ganho de peso durante um ano inteiro antes de seu sacrifício e, em seguida, eles foram drogados e deixados em cima do vulcão Llullaillaco. Eles caminharam por centenas de quilômetros para cerimônias em Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco (yoo-yeye-YAH-co), e, uma vez que eles estavam dormindo, colocadas em nichos subterrâneos, onde eles congelaram até a morte. Bonitas, saudáveis, as crianças fisicamente perfeitos foram sacrificados, e foi uma honra serem escolhidas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas como os anjos.


Uma das crianças, uma menina de 6 anos de idade, tinha sido atingida por um raio em algum momento depois que ela morreu, resultando em queimaduras no rosto, parte superior do corpo e do vestuário. Ela e o menino, que tinha 7 anos, tinham crânios levemente alongados, criado deliberadamente por envolvimentos na cabeça - um sinal de status social elevado, possivelmente até mesmo realeza.



Os cientistas trabalharam com os corpos em um laboratório especial, onde a temperatura do laboratório inteiro poderia cair para 0 graus, e as múmias nunca foram expostas a temperaturas mais elevadas por mais de 20 minutos a uma hora de tempo, para evitar o descongelamento.
Testes de DNA revelaram que as crianças eram independentes, e tomografias mostraram que eles estavam bem nutridos e não tinham ossos quebrados ou outros ferimentos. A "Donzela" aparentemente tinha sinusite, bem como uma doença pulmonar chamada bronquiolite obliterante, possivelmente o resultado de uma infecção.
"Há dois lados", disse Dr. Miremont. "O científico - podemos ler o passado das múmias e os objetos. O outro lado diz que essas pessoas vieram de uma cultura que sobreiveu, e um lugar santo na montanha. "


"Vamos respeitar os seus desejos," disse Dr. Miremont, acrescentando que três múmias foram suficientes. "Não é necessário quebrar túmulos mais. Gostaríamos de ter boas relações com o povo local." 


Fonte: SAJNotícias

terça-feira, 7 de maio de 2013

Arqueólogos em Derbyshire descobriram o que acreditam ser o túnel ferroviário mais antigo do mundo.



O túnel encontra-se na rota do Butterley Gangroad, uma ferrovia construída por volta de 1793 para ligar o Canal Cromford com as pedreiras de calcário em Crich.
Trevor Griffin, responsável pelo projeto de gestão do trabalho para a Sociedade Arqueológica de Derbyshire, disse que pensou que o túnel poderia ser mais velho do que o outro encontrado há alguns anos também em Derbyshire.
Disse ainda que "o túnel que atualmente era considerado o mais velho do mundo era no Tramway Floresta Peak e foi construído em 1795.

O Viajante Mecânico

O projeto de dois anos, começou em janeiro. A sociedade trabalhou com Wessex Archaeology para reabrir o túnel e fez um modelo de computador tridimensional do interior através de varredura a laser.
Provas escritas sugeriu que a ferrovia estava operando por volta de 1793 o que foi fundamental para provarem que a linha poderia ter sido executada através do túnel.
Existe ainda, uma versão maior da locomotiva, com o nome The Traveller mecânico, operado no Nordeste. Esta versão maior matou 13 pessoas quando a sua caldeira explodiu, em 1815, no primeiro acidente ferroviário gravado.
A linha Butterley continuou a ser utilizado por máquinas a vapor até 1933. O túnel foi usado como um abrigo antiaéreo durante a Segunda Guerra Mundial.
A Sociedade Arqueológica de Derbyshire foi abordada pelos proprietários atuais para investigar o túnel.
Segundo pessoas responsáveis pelo projeto, o túnel será selado novamente para que se possa preservá-lo.

Fotos:





sexta-feira, 3 de maio de 2013

 "Se um jornalista faz uma pesquisa bibliográfica, consegue me falar sobre 1808 e vende 30, 40, 50 mil livros, que bom. Ruim é para nós, historiadores, que não sabemos escrever."        Manolo Florentino, historiador


Fonte:
Entrevista concedida a Revista de História da Biblioteca Nacional. Mês de Março de 2013.

segunda-feira, 25 de março de 2013

O “Vikingskipsmuseet” ou Museu dos barcos Vikings é um museu situado na ilha de Bygdøy, em Oslo. Faz parte do conjunto de museus dedicados a história e cultura da Noruega sob a direção da Universidade de Oslo. A instituição abriga barcos vikings do período medieval encontrados em diversas sepulturas e sítios arqueológicos (Tune, Gokstad, Oseberg e Borrehaugene), alguns inclusive submersos nas águas do Atlântico norte. O museu ainda exibe alguns artefatos em madeira e metal que testemunham a arte, cultura e parte da mitologia dos povos escandinavos do século Ca. VII a X AD.

Algumas fotos do museu:








Fonte: História e Historiografia (Facebook)