terça-feira, 24 de agosto de 2010

24 de agosto de 1954 - Vargas sai da vida e entra para a História


Há exatos 55 anos, na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, o presidente da República Getúlio Vargas encerrou, com um tiro no peito, a mais grave crise política que seu governo já enfrentara até então, caracterizada por pressões de militares, políticos e da imprensa para que renunciasse a seu cargo de líder da nação. Ao suicidar-se no Palácio da Catete, no Rio de Janeiro, Getúlio deixava duas cartas endereçadas ao povo brasileiro, uma manuscrita e outra datilografada, em que explicava suas ações e acusava a oposição e o poderio americano de coibir as iniciativas de seu governo, não lhe deixando escolha senão a renúncia ou a morte.

As manifestações populares consequentes ao suicídio do presidente foram imediatas. No dia seguinte, quando uma das cartas testamento chegou ao conhecimento dos brasileiros pelos rádios, manifestações de indignação e revolta contra os adversários do "pai dos pobres" tomaram as ruas do Brasil, apedrejando embaixadas e consulados norte-americanos, e as redações de jornais opositores a Vargas. O udenista Carlos Lacerda, um dos grandes inimigos políticos de Vargas, fugiu do país com receio da ira popular. Em diversas cidades houve distribuição de fotos do ex-presidente.

O corpo de Getúlio Vargas foi enterrado na sua cidade natal, São Borja, no Rio Grande do Sul. Sua família recusou a oferta de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar o corpo para o sul, assim como todas as homenagens oficiais oferecidas pelo novo presidente, Café Filho.

O atentado da Rua Toneleros

O último mandato de Getúlio Vargas como presidente da República foi polêmico e tumultuado, com frequentes acusações de corrupção. Entretanto, o auge dos problemas de seu governo veio com o atentado da Rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954. Nele, Alcino João Nascimento e Climério Euribes de Almeida, membros da guarda pessoal de Getúlio, atiraram contra Carlos Lacerda, jornalista opositor a Vargas, atingindo-o no pé e matando o major Rubens Florentino Vaz, da Força Aérea Brasileira (FAB). Na época, devido à crise que se desenrolou a partir do episódio, Getúlio declarou: "Carlos Lacerda levou um tiro no pé. Eu levei dois tiros nas costas". Menos de 20 dias depois o presidente se suicidaria.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cataguases perde mais um MONUMENTO NACIONAL

LUTO NACIONAL

Nota na coluna ANCELMO GOIS, JORNAL "O GLOBO" em 17/8/2010:



 
"É Pena. O Cine Edgar, único de Cataguases, MG, terra de Humberto Mauro, que exibiu ali seu primeiro longa, "Na primavera da vida", em 1926, está para virar...supermercado."
Postei ontem um vídeo de uma turma fez que fez um curta-manifesto que será exibido em canais abertos e em festivais. Quem puder divulgá-lo, Cataguases agradece.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Campanha em defesa da revitalização do Cine Teratro Edgarg em Cataguases

 

O Filme “Regard Edgar– uma fita manifesta”, é uma campanha em defesa do Cine Teatro Edgard de Cataguases, tombado pelo IPHAN em 1994 e hoje em péssimas condições. Uma atitude pública pela recuperação de um patrimônio cultural brasileiro em uma cidade considerada berço do cinema nacional, sobretudo, por meio da obra de Humberto Mauro. Essa campanha começa na Internet e esperamos ganhar, em breve, difusão em canais de TV e Festivais. Contamos com o seu apoio - Divulgue!

19 de Agosto - Dia do Historiador


Historiador


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um historiador é um indivíduo que estuda e escreve sobre a história e é considerado uma autoridade neste campo. Historiadores se preocupam com a narrativa contínua e metódica, bem como a pesquisa dos eventos passados relacionados ao ser humano, e o estudo dos eventos ocorridos ao longo do tempo. Embora o termo historiador possa ser usado para descrever tanto os profissionais quanto os amadores da área, costuma ser reservado para aqueles que obtiveram uma graduação acadêmica na disciplina. Alguns historiadores, no entanto, são reconhecidos unicamente com mérito em seu treinamento e experiência no campo. Tornou-se uma ocupação profissional no fim do século XIX.

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"A História é o passado ressignificado"
 
 
Parabéns a todos que já são historiadores e também àqueles que estão trilhando os caminhos da História...


LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009.

Institui o Dia Nacional do Historiador a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.

O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

17 de Agosto: Dia do Patrimônio Histórico - Obras arquitetônicas de Cataguases

Em Cataguases, podemos ver grandes obras arquitetônicas, reconhecidas por todos. A seguir estão algumas fotos dessas maravilhas de Cataguases.


Fachada do Colégio Cataguases, projeto de Oscar Niemeyer encomendado por Francisco Inácio Peixoto em 1945

Esculto "O Pensador" de Jan Zach, localizado no Colégio Cataguases.

Colégio Cataguases, projeto de Oscar Niemeyer

Escultura "Mulher" de Jan Zach, encontrada nos jardins do Hotel Cataguases

As Fiandeiras de Cândido Portinari, localizado na Praça José Inácio Peixoto.

Estas são algumas das muitas outras obras do Patrimônio Histórico de Cataguases.

Quiz: "A Origem dos Gregos"

Segue anexo o link da "Educação Adventista" contendo um quiz sobre a origem dos gregos.



Fonte: Educação Adventista

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Brincando de arqueólogo

Por meio de escavações simuladas, projeto da Unicamp vai levar crianças a entrar em contato com o ofício dos exploradores do passado.

Estudantes que participaram dos pilotos do projeto "Escava-Ação"

O Museu Exploratório de Ciências da Unicamp está preparando uma nova atração que vai mostrar às crianças fascinadas por arqueologia que escavar é uma ciência muito mais complexa do que sugerem as aventuras de Indiana Jones. A instituição pretende organizar, até o fim do ano, os primeiros grupos do projeto “Escava-Ação”, que vai levar jovens em idade escolar a entrar em contato com simulações de escavações arqueológicas. A iniciativa vai contar com a participação de historiadores e arqueólogos do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) e alunos de vários cursos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuarão como monitores das atividades.

Segundo a professora Adriana Rossi, uma das idealizadoras e coordenadoras do projeto, os espaços que simulam os sítios arqueológicos – caixas com terra e diferentes objetos enterrados – foram preparados pelo professor Pedro Paulo de Abreu Funari e pela pesquisadora Aline Carvalho, ambos do Departamento de História da Unicamp. A ideia foi se aproximar o máximo possível de uma situação real de escavação.

Outro ponto de destaque do “Escava-Ação” é a sua multidisciplinaridade. Os alunos selecionados para trabalhar no projeto vieram de diferentes cursos da universidade – inclusive de fora da área de humanas – o que permitiu o desenvolvimento de discussões variadas a partir das ações práticas. Esses estudantes passaram por uma formação técnica e teórica: além de se preparar para receber os visitantes, o grupo entrou em contato com um repertório básico de textos sobre a disciplina arqueológica.

Durante o período de férias, o museu já realizou quatro pilotos do projeto, com filhos de funcionários, docentes e alunos da Unicamp. Atualmente as visitas ao museu precisam ser agendadas, mas a partir de outubro a instituição vai abrir suas portas ao público em geral. A expectativa é que as primeiras turmas do “Escava-Ação” sejam organizadas já em novembro.

MUSEU EXPLORATÓRIO DE CIÊNCIAS DA UNICAMP. ONDE: Estrada Municipal Unicamp – Telebrás, km. 1, s/nº., Campinas - SP QUANDO: de terça a quinta (a partir de outubro) CONTATO: (19) 3521-1810 / setoreducativo@reitoria.unicamp.com.br
Fonte: Revista História Viva

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Livros do século 19, pertencentes ao Mosteiro, são encontrados no lixo

Dois dos livros são edições datadas de 1835 e 1836, de Schiller


No domingo à tarde, o funcionário público Benedito Maciel de Oliveira Filho, passava pela Pça. Frei Baraúna, onde era realizada uma feira de artesanato, quando teve sua atenção chamada para um contêiner de lixo. Dentro dele, junto com restos de comida e outros detritos, estavam livros que, pela aparência, sugeriam ser antigos. Maciel conseguiu retirar quatro volumes, já que os outros (ele não sabe precisar quantos, mas eram muitos) estavam praticamente deteriorados.

Em casa, ao ver do que se tratava, ele descobriu o que considera “um verdadeiro tesouro”. Dois dos livros são edições datadas de 1835 e 1836, da obra do dramaturgo alemão Friederich Schiller. Tratam-se dos textos integrais, versados no idioma germânico, de “Mary Stuart” e “Turandot”. As publicações, conforme carimbado numa das páginas, pertenciam ao acervo da Biblioteca do Mosteiro de São Bento. Maciel não entendeu o “descaso” com as obras: “Talvez fosse o caso de doar, ou dar outro destino que não esse”.

O diretor da Biblioteca Infantil, José Rubens Incao, compara o descarte de livros a “um pecado”. “Não gostaria de polemizar, mas tratam-se de verdadeiras raridades que poderiam servir de fonte de consulta, ou outra finalidade.” O Mais Cruzeiro conversou com o diretor do Mosteiro, Dom José Carlos Camorin Gatti. Ao receber a reportagem, ele mostrou as luvas que usava e contou que trabalha, no momento, na remoção das obras que compõem o acervo da biblioteca lá mantida.

Dom José Carlos calcula que o total de volumes ultrapasse, “em muito”, a casa das cinco mil unidades. Sobre os livros encontrados no contêiner disse que, como não podiam ser mais aproveitados, foram jogados. A biblioteca ocupa um espaço que passará por reformas, daí as mudanças. O diretor do mosteiro disse que não vê nada de irregular e que tem submetido os livros do acervo a tratamento e catalogação. (José Antônio Rosa)

Lançamento do livro: Presidentes do Brasil





PRESIDENTES DO BRASIL
Presidentes do Brasil: biografias políticas é um retrato da vida republicana do país em seus últimos 120 anos. República e presidencialismo caminharam praticamente juntos no Brasil no decorrer desse período e o papel de cada um dos presidentes do país é destacado, dentro de seu contexto, valorizando não apenas o indivíduo, mas as transformações socioeconômicas e políticas vividas pelo país.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Descoberto um “novo” Stonehenge

Pesquisadores ingleses localizam vestígios de círculo de pedra a menos de um quilômetro da misteriosa construção neolítica.


Uma equipe de especialistas britânicos descobriu vestígios de um “novo” Stonehenge, enterrado a cerca de um quilômetro do círculo de pedras mais conhecido do mundo. O achado, que data do fim do período neolítico, animou os pesquisadores, que esperam poder compreender melhor a cultura milenar que construiu tais monumentos.

A descoberta é fruto do projeto Paisagens Escondidas do Stonehenge ( Stonehenge Hidden Landscapes Project, no original), pesquisa que há mais de três anos mapeia uma área de 14 km.² ao redor do círculo de pedras, buscando compreender como era o seu entorno no período em que foi construído. Dessa forma, os especialistas esperam entender melhor a sociedade do período e a função do Stonehenge para os homens que o criaram.

A descoberta do novo monumento representou um enorme avanço para tais estudos. No site da Universidade de Birmingham, uma das instituições que participam do projeto, o professor Vince Gaffney explica que costumava-se pensar em Stonehenge como um local único e isolado; a descoberta do novo círculo, que mantém contato visual com o primeiro monumento, vai mudar completamente a compreensão que se tinha desses ambientes e de suas funções sociais e religiosas.

A próxima etapa do projeto será uma espécie de “raio X” do novo Stonehenge. Os especialistas esperam conseguir uma imagem em três dimensões do monumento enterrado e seu entorno para prosseguir com os estudos.

Fonte: História Viva

11 de Agosto - Dia do Estudante

Aula em Slides: Grandes Navegações - França, Inglaterra e Holanda


Instituto Francisca de Souza Peixoto - Cia. Gargalhada

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Slides sobre "Idade Moderna"

Caros alunos do 7º Ano do Colégio Soberano, estou postando os slides que possivelmente iremos utilizar em sala de aula. A primeira parte é um início básico sobre a Idade Moderna, nos próximo slides estarei portando sobre as Grandes Navegações.


Dúvidas, me procurem no Colégio após as aulas.

Historiadores desenterram esqueletos em encontro surpreendente

Setecentos anos de história foram descobertos debaixo de um parque de estacionamento fora de uso em uma cidade do Sul de Yorkshire.

Fantasmas do passado medieval de Bawtry, perto de Doncaster, foram libertados a partir de apenas 4m sob o asfalto, após uma escavação arqueológica descobriu-se uma dúzia de esqueletos intactos.


Especialistas da Universidade de Sheffield passaram semanas no sítio Tickhill off Road e agora esperam aprender mais com os restos mortais sobre a história do que se acredita ter sido um cemitério de um hospital medieval.

A descoberta do cemitério foi feito originalmente há alguns anos atrás, quando os operários foram alargando a entrada Pemberton Grove com sua escavadeira e desenterraram alguns ossos humanos.

Uma pequena escavação ocorreu após isso, mas, sob a supervisão do Dr. Dawn Hadley, professor de arqueologia medieval na universidade de Sheffield, tem sido mais ampla e completa.

Uma equipe de 20 estudantes, alguns do exterior, gostaram da experiência de desenterrar esqueletos reais em cenas dignas da série de televisão.


Eles sabem que um hospital administrado por monges estava no local, mas não houve registros escritos de enterros desde antes do início do século 17.

Os esqueletos de adultos, crianças e bebês já foram cientificamente datado do século 14 e um deles é um caso confirmado de escorbuto, uma doença de deficiência de vitamina causado por dieta pobre e comum entre as pessoas pobres daquela época.

Por Bawtry ter sido um porto fluvial, durante o século 13 e 14, alguns restos podem ter pertencido aos estrangeiros.

"Ao analisar os restos mortais ao longo de um período de tempo, vamos esperar para descobrir mais sobre suas vidas e como eles morreram.", disse Hadley.

A escavação não encontrou nenhuma evidência de caixões ou outros artefatos, e os enterros foram hermeticamente embalados em conjunto.

"É difícil dizer quantos enterros foram feitos neste local, mas temos a estimativa de ser em torno de 100. Eram apenas 1,2 metros abaixo da superfície do antigo parque de estacionamento Masonic Hall", disse Hadley.

Após uma análise detalhada dos esqueletos serão re-enterrados em solo sagrado sob uma licença especial, possivelmente de volta em Bawtry.

Tereré se transformará patrimônio histórico de Mato Grosso do Sul



O tereré irá se tornar patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul, conforme deliberação do Conselho Estadual de Cultura. A bebida foi considerada a mais tradicional e popular, tornado-se típica e repassada de ‘pai para filho’. O próximo passo é que a deliberação seja aprovada pelo governador do Estado, André Puccinelli.

O registro de bem imaterial é equivalente ao tombamento de uma edificação histórica. O resultado da reunião do Conselho Estadual de Cultura, feita no dia 16 de julho, foi publicado hoje no Diário Oficial do Estado. A arquiteta e analista de atividades culturais, Adriana Gardin, explica que o processo inicial foi levado pela prefeitura de Ponta Porã, para registro de bem imaterial do ‘Tereré de Ponta Porã’.


A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul resolveu ampliar a iniciativa para o Tereré, sem distinção de Município. A equipe da instituição montou um dossiê, em que foi contada a história da bebida e a importância cultural para o Estado.

No texto publicado nesta quarta-feira, ainda consta a influência em relação a Ponta Porã. “(…) Seu consumo no município remonta ao passado, ao surgimento das comunidades de Ponta Porã (Brasil) e Pedro Juan Caballero [Paraguai], que floresceram face ao ‘Ciclo da Erva-Mate’, continuando presente nos hábitos da população desta região”. E acrescenta: “(…) Tornou-se bebida típica da região, cuja tradição é passada de pai para filho, elimina as diferenças sociais, promove a interação cultural, propicia o diálogo entre os integrantes das “rodas” – que aproveita o momento para repassar as novidades”.

Em Mato Grosso do Sul, a cerâmica terena e o banho de São João já são considerados bens imateriais. Com a deliberação do conselho, o governador deve aprovar e publicar o decreto, em que institui o Tereré como bem imaterial, deliberação que deve constar no Livro de Registro das Celebrações.

Fonte: Portal do MS

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Aulda sobre "Civilização Olmeca"


Arqueólogos acham complexo subterrâneo em Teotihuacán

Arqueólogos mexicanos localizaram um complexo subterrâneo sob a pirâmide de Quetzalcoatl, no sítio arqueológico de Teotihuacán, no centro do México, onde podem estar sepultados vários governantes da época pré-colombiana, informou o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

Balões flutuam junto das pirâmides do Sol de Teotihuacan, durante festival mexicano
Henry Romero/Reuters-21.mar.2010

Um grupo de cerca de 30 arqueólogos encontrou "a entrada de um túnel que leva a uma série de galerias sob o Templo da Serpente Emplumada (Quezalcoatl), na zona arqueológica de Teotihuacán, onde podem estar sepultados os corpos de governantes", disse Sergio Gómez, diretor do projeto.

Já foram escavados cerca de 12 metros, mas a entrada do túnel está a 14 metros sob a terra e seu interior mede em torno de cem metros de comprimento, com uma série de câmaras subterrâneas.
 
O túnel, fechado pela população de Teotihuacán há cerca de 1.800 anos, foi descoberto com uma sofisticada tecnologia de georadares e scanners a láser, que criaram um mapa tridimensional.

O complexo é anterior à construção do templo de Quetzalcoatl e as escavações já permitiram encontrar milhares de pequenos ornamentos fabricados com concha, jade importado da Guatemala, ardósia e obsidiana, que eram jogados no local como oferendas.
 
Imagem esquemática de túnel que leva a uma série de galerias sob o templo de Quezalcoatl, em Teotihuacán
CNMH INAH/Divulgação
 
Fonte: Folha.com

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Memória indígena.

Escavações no interior de Santa Catarina revelam a maior concentração de estruturas subterrâneas do Brasil, que podem ter servido de moradia para povos antigos no Sul – e podem trazer informações sobre os habitantes da região no início da era cristã.

Sítio arqueológico de São José do Cerrito (SC), onde foram encontradas 104 estruturas subterrâneas. Os arqueólogos supõem que esses buracos tenham servido de moradia para povos tradicionais (foto: Unisinos/ Divulgação).

Arqueólogos do Instituto Anchietano de Pesquisas, da Universidade do Vale do Rio Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), estão desvelando um passado ainda desconhecido de nossa história. Recentemente eles encontraram estruturas subterrâneas que podem ter servido de moradia para povos antigos que habitavam o Sul do Brasil.

Os sítios estão no interior de Santa Catarina, no município de São José do Cerrito, cerca de 300 km a oeste de Florianópolis. Ao observador desatento, são apenas buracos – de aproximadamente 20 m de diâmetro por sete de profundidade. Mas, para os estudiosos, trata-se de um legado arqueológico importante, com informações valiosas sobre povos que viviam nos planaltos sulinos no início da era cristã.
 
Parte de uma das estruturas subterrâneas de São José do Cerrito, onde
supostamente ficaria a fogueira (foto: Unisinos/ Divulgação).
 
“Trabalho com estruturas subterrâneas desde a década de 1960, e esse é com certeza um dos sítios mais especiais que já vi”, conta o padre Pedro Ignácio Schmitz, coordenador da pesquisa.

É fácil entender o entusiasmo de Schmitz. É que os sítios encontrados até agora tinham apenas uma, no máximo duas casas. Mas o sítio de São José do Cerrito tem nada menos que 104 estruturas. São buracos dispostos de forma circular, estando todos eles a 400 m equidistantes do centro.

A hipótese mais aceita é a de que tais buracos funcionavam como sistemas de moradia. “Ainda não temos certeza disso, mas todos os indícios apontam nessa direção”, pondera Schmitz.

Os construtores dessas aldeias jamais desenvolveram sistemas de escrita, e hoje tudo o que sabemos sobre eles é baseado em vestígios materiais que deixaram. E, infelizmente, mesmo esses vestígios são escassos.

“Não estamos encontrando qualquer tipo de objeto”, lamenta o arqueólogo da Unisinos. Isso sugere que esses povos usavam artefatos construídos provavelmente em palha ou madeira, materiais que não resistem à ação do tempo.
 
De Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, já foram identificadas centenas de estruturas subterrâneas
semelhantes às encontradas pelos pesquisadores da Unisinos (foto: Unisinos/ Divulgação).


Praça de São Cristóvão, em Sergipe, recebe título Patrimônio Mundial



O Brasil possui agora 18 bens inscritos na lista de Patrimônio Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – Unesco. Reunido em Brasília, o Comitê do Patrimônio Mundial aprovou a indicação do Brasil e incluiu na lista a Praça São Francisco, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. O monumento foi o único candidato brasileiro entre os 39 bens que estão sendo avaliados na sessão do Comitê deste ano. O presidente do Comitê e ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, ressaltou que a inclusão da Praça de São Francisco na lista de Patrimônio Mundial “representa um reconhecimento à singularidade da formação do acervo cultural brasileiro”.

Não foi necessária votação para a inclusão da Praça São Francisco. Apesar da manifestação contrária do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios – Icomos, entre os 21 Estados-Partes 16 haviam apresentado por escrito manifestações favoráveis à candidatura brasileira. O órgão consultivo da Unesco alegava que o Brasil deveria reapresentar a proposta, adicionando justificativas para comprovar o valor universal excepcional da Praça São Francisco, como a ampliação do perímetro a ser protegido. No entanto, o presidente Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Luiz Fernando de Almeida, argumentou que os limites para a delimitação do bem correspondiam ao valor universal excepcional e que o espaço urbano é a melhor representação no Brasil do período da União Ibérica, no Século XVI, quando Portugal e Espanha estavam sob uma só coroa. “A Praça de São Francisco é exemplo único daquele momento histórico”, afirmou Luiz Fernando, destacando ainda o contexto natural exuberante e preservado que confere à Praça uma paisagem construída singular.

Para Luiz Fernando de Almeida, além de ter grande importância para a comunidade de São Cristóvão e para o estado de Sergipe, a decisão do Comitê é uma “vitória das políticas públicas do patrimônio no Brasil. O processo de reconhecimento da Praça São Francisco com Patrimônio Mundial é um marco para o que defendemos: a cultura tem um grande papel para do desenvolvimento do país”. O ministro Juca Ferreira também ressaltou a qualidade do relatório e parabenizou o Iphan “por ter assumido um verdadeiro embate com o Icomos. A defesa apresentada foi extremamente representativa não apenas para a aprovação de São Cristóvão, mas para os esforços que temos realizado dentro do Comitê do Patrimônio Mundial no sentido de tornar os parâmetros de avaliação da Unesco mais generosos e abrangentes, menos etnocêntricos e eurocêntricos”, concluiu o presidente do Comitê.
 
O documento apresentado pelo Iphan ao Comitê apontou que o Conjunto Arquitetônico da Praça, em que está erigido o Convento de São Francisco, é um dos mais expressivos remanescentes entre os que foram edificados no Brasil Colônia. Possui uma composição dinâmica própria em função da monumentalidade do adro e do cruzeiro e da ruptura com a idéia de equilíbrio e simetria comuns a outros conventos franciscanos, sendo que a Praça remete claramente às disposições da Lei IX das Ordenações Filipinas; o que a torna única no processo de ocupação do território brasileiro.

Com relação à justificativa para a valoração da Praça São Francisco, o documento se apoiou na própria Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco em seus critérios II e IV, ressaltando que o monumento é testemunha de um intercâmbio de valores e também é exemplo representativo de construção que ilustra um período significativo da história humana. Além disso, o documento assinalou que a Praça São Francisco é a prova da fusão das influências das legislações e práticas urbanísticas espanholas e portuguesas na formação de núcleos urbanos coloniais. Desta forma, a autenticidade da Praça São Francisco está explícita em seu desenho, entorno, técnicas, uso, função, contexto histórico e cultural.
 

Blog sobre Educação Patrimonial