quinta-feira, 17 de junho de 2010

Torre científica de 63 metros de altura desmorona no Amazonas

Estrutura ficou partida em três; ninguém se feriu.
Construção era usada para medições climáticas.
 
Uma torre de metal de 63 metros de altura - o equivalente a um edifício de 20 andares - usada para medições climáticas em São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, desmoronou depois que um dos cabos de aço que garantiam sua sustentação foi atingido por uma árvore.
 
A torre científica é uma espécie de andaime gigante de alumínio e estava instalada em meio à floresta. Como tem uma base relativamente pequena, era sustentada por cabos de aço laterais.

Técnicos haviam identificado que uma árvore quebrada poderia atingir um dos cabos. Manobras para tentar retirá-la não deram certo, o cabo foi atingido e a torre se partiu em três pedações. Ninguém se feriu.
 
 
“A floresta é dinâmica, tem árvores que caem com rajadas de vento”, observa Antonio Manzi, gerente-executivo do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera (LBA), do qual a torre faz parte. Segundo ele, é normal que pedaços de árvores caiam sobre a estrutura. “Isso já aconteceu outras vezes”, diz. “Em Santarém (PA) já caíram duas (torres). A de Manaus também”, cita.

O LBA é um conjunto de pesquisas integradas com participação de instituições e cientistas brasileiros e estrangeiros, que busca melhorar a compreensão do funcionamento da Amazônia e do impacto das mudanças dos usos de sua terra pelo homem, além das interações entre a floresta e o clima global.

O LBA tem atualmente 11 torres espalhadas pela Amazônia para fazer medições. Uma nova torre de 300 metros – portanto, muito mais alta que as já existentes - deve ser completada até 2011 em parceria com o governo da Alemanha. A partir dela os equipamentos terão um raio muito maior de medição.

Quando a torre de São Gabriel caiu, a principal preocupação era recuperar rapidamente os equipamentos que estavam presos a ela, para então poder reconstruir a estrutura. A queda aconteceu no dia 3 de junho e uma equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) foi para o local na última quinta-feira (10) para recuperar os equipamentos com apoio do Exército.
 
Fonte: Globo Amazônia

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