
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Império Romano
Quando olhamos para a extensão do Império Romano em um mapa, mal chegamos a imaginar que esta civilização se originou de um pequeno povoado da Península Itálica. Encravada na porção central deste território, a cidade de Roma nasceu por meio dos esforços dos povos latinos e sabinos que, por volta de 1000 a.C., teriam erguido uma fortificação que impediria a incursão dos etruscos.
As poucas informações sobre as origens de Roma são encobertas pela clássica explicação mítica que atribuem sua fundação à ação tomada pelos irmãos Rômulo e Remo. Após a fundação, Roma teria vivenciado seu período monárquico, onde o rei estabelecia sua hegemonia política sobre toda a população e contava com o apoio de um Conselho de Anciãos conhecido como Senado.
Os membros do Senado eram oriundos da classe patrícia, que detinha o controle sobre as grandes e férteis propriedades agrícolas da região. Com o passar do tempo, a hegemonia econômica desta elite permitiu a formação de um regime republicano em que o Senado assumia as principais atribuições políticas. Entre os séculos VI e I a.C., o regime republicano orientou a vida política dos cidadãos romanos.
Entretanto, a hegemonia patrícia foi paulatinamente combatida pelos plebeus que ocupavam as fileiras do Exército e garantiam a proteção militar dos domínios romanos. Progressivamente, a classe plebeia passou a desfrutar de direitos no interior do regime republicano e a criar leis que se direcionavam aos direitos e obrigações que este grupo social detinha.
Apesar de tais reformas, a desigualdade social continuava a vigorar mediante uma sociedade que passava a depender cada vez mais da força de trabalho de seus escravos. As conquistas territoriais enriqueciam as elites romanas e determinavam a dependência de uma massa de plebeus que não encontravam oportunidades de trabalho. De fato, as tensões sociais eram constantes e indicavam as diferenças do mundo romano.
Paulatinamente, as tensões sociais se alargaram com a ascensão de líderes militares (generais) que cobiçavam tomar frente do Estado Romano. As tentativas de golpe sinalizavam a ruína do poder republicano e trilharam o caminho que transformou Roma em um Império. No século I a.C., o general Otávio finalmente conseguiu instituir a ordem imperial.
Durante o Império, observamos a ascensão de governos que mantiveram a ordem, bem como de outros líderes que se embebiam do poder conquistado. No século I d.C., o desenvolvimento da religião cristã foi um ponto fundamental na transformação do Império. A doutrina religiosa e expansionista contrariou as crenças (politeísmo) e instituições (escravismo) que sustentavam o mundo romano.
Por volta do século III, o advento das invasões bárbaras e a interrupção da expansão dos territórios caminhavam em favor da dissolução deste Império. Apesar da derrota imposta aos romanos, suas práticas, conceitos e saberes ainda são fundamentais para que compreendamos a feição do mundo Ocidental. De certa forma, todos os caminhos ainda nos levam (um pouco) a Roma.
Dona Filipa de Vilhena

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Há 99 anos...
Revoltados com a decisão presidencia que permitia a expulsão da Marinha dos envolvidos na Revolta da Chibata, fuzileiros navais alojados na Ilha de Cobras se amotinaram no pátio em vez de se dirigirem a suas camas ao ser dado o toque de recolher, às 21h30. O governo, alarmado com as conspirações que começaram no Encouraçado Minas Gerais (foto), inicia uma repressão sangrenta ao levante. A luta que durou toda a madrugada, resultou na morte da maioria dos rebelados.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sem Provisões
O Africano – Socorro, socorro! Os antropófagos!
Na charge de J. Carlos para Careta em 1941, uma perspicaz inversão de valores retrata a invasão da África pelas forças européias.
Decifre se for capaz

Armando a encrenca
HERMES – Estamos na hora, conselheiro! Pode-se armar uma grande safarrascada...
RUY – Em verdade lhe digo, marechal, que, se nos juntarmos, pintaremos o sete...
HERMES – Teremos, então, corpo e cabeça...
RUY – E não se falará mais na careca...
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Dica de Leitura para as férias: "O Príncipe Maldito" de Mary Del Priore
A história esquecida de Pedro Augusto, o neto de dom Pedro II que foi preparado para lhe suceder

A historiografia brasileira convive, há 140 anos, com uma sombra. É a parte que trata da vida do príncipe Pedro Augusto de Bragança Saxe e Coburgo, primogênito da princesa Leopoldina, a filha mais nova de dom Pedro II. Quase ninguém ouviu falar nele, apesar de ter sido preparado pelo avô, durante quase uma década, para ser o futuro imperador do Brasil. Era visto assim no país e até nas cortes européias. A infância gloriosa, cercada dos mimos que se conferem a um futuro monarca, foi progressivamente substituída pelo amargor de uma juventude sob intensa disputa familiar e intrigas políticas. Mas nem mesmo uma vida de fortes emoções e disputas políticas lhe foi possível. Suas chances de lutar para liderar um império se dissolveram com a proclamação da República. Pedro Augusto, jogado ao ostracismo, enlouqueceu e acabou morrendo em um manicômio na Áustria. Apesar dessa trágica sucessão de fatos, sua vida foi esquecida pelos livros escolares e pelos historiadores em geral. Essa é a bruma que começa a se dissipar em O Príncipe Maldito – Traição e Loucura na Família Imperial (Editora Objetiva; 36,90 reais; 296 páginas), da historiadora Mary Del Priore, que chega às livrarias no fim do mês.
A história de Pedro Augusto também ajuda a compreender melhor o drama da sucessão que mobilizou o Brasil na segunda metade do século XIX. Dom Pedro II chegou a ter dois filhos homens, mas ambos morreram antes de completar 3 anos. A princesa Isabel, a filha mais velha do imperador, não conseguia engravidar nos primeiros anos de seu casamento com o conde d'Eu. A aflição da falta de um sucessor era intensa. Foi em meio a essa angústia que surgiu a notícia da gravidez da princesa Leopoldina, a filha mais nova do imperador. Pedro Augusto nasceu em 1866, no Rio de Janeiro, e desde o primeiro momento catalisou a atenção da corte. Com ele, a sucessão estaria garantida. "Como era o neto predileto de dom Pedro II, espalhou-se a sensação de que ele poderia suceder ao avô no trono", afirma o historiador José Murilo de Carvalho. O império, enfim, dormia mais tranqüilo.
Pedro Augusto parecia talhado à perfeição para o trono. E o país o tratava assim, até que a princesa Isabel finalmente engravidou, dez anos depois do casamento. Pela Constituição do império, o filho mais velho de Isabel seria o natural sucessor de dom Pedro II. E esse passaria agora a ser Pedro de Alcântara, que nasceu em 1875. Começou ali o drama pessoal que viria a se converter na trágica história do príncipe Pedro Augusto. A idéia de que não seria mais o ocupante do trono era devastadora. "O menino começou a somatizar o drama. Tinha insônia e tremores nas mãos", diz Mary Del Priore. A vida não teria sido tão aflitiva se a possibilidade de suceder ao avô tivesse se encerrado ali para sempre. Mas a discussão se arrastou, porque servia aos interesses políticos de então.
O Brasil vivia as tensões da campanha abolicionista e do movimento republicano. Era o tipo de ambiente no qual florescem as mais cruéis intrigas palacianas. A rede de boatos do império se pôs a funcionar para semear a discórdia na família imperial. Pedro Augusto se tornou um instrumento útil. Sobretudo diante da indisfarçável predileção de dom Pedro II por ele. Faziam programas juntos, iam ao teatro e passavam horas observando as estrelas, um dos hobbies do imperador. Formado em engenharia, Pedro Augusto tornou-se estudioso dos minerais. O que o fazia ainda mais cativante, segundo Mary Del Priore, era o fato de ser inteligente, divertido e envolvente. Acompanhando o avô em viagem pela Europa, era recebido com entusiasmo pelas cortes locais. Estava ali o sucessor ideal do monarca. Nas ruas, Pedro Augusto passou a ser conhecido como "o favorito", evidenciando a disputa que foi travada aos sussurros nos corredores do palácio imperial. O sucesso do príncipe na Europa, comentado em jornais da época, acirrou os ânimos da princesa Isabel e de seu marido, o conde d'Eu.
O clima na família era conturbado. Pedro Augusto não se dava bem com o primo, Pedro de Alcântara. Havia uma rivalidade latente. Também não simpatizava com os tios, por mais que as diferenças não fossem públicas. Ciente das pretensões de Pedro Augusto ao trono, Isabel questionava o pai sobre a sucessão, à qual se referia como la grosse question (a grande questão, em francês). Em meio à turbulência política da época, ganhou força o boato de que dom Pedro escolhera a data de seu aniversário, 2 de dezembro, para abdicar em favor de Isabel. Os que disseminavam essa versão sustentavam também que a princesa, por sua vez, abdicaria em favor do sobrinho. Mas a proclamação da República roubou os últimos sonhos de Pedro Augusto. Ele tinha 23 anos quando, já abatido por surtos psicóticos, fugiu com a família para a Europa. Os surtos se agravaram progressivamente. Chegou a ser atendido por Freud, então um jovem médico austríaco. Aos 27 anos tentou o suicídio, transtornado pelo boato de que o primo que odiava havia assumido o trono brasileiro. Viveu solitário e teria morrido virgem, aos 68 anos, após passar 41 deles atrás das grades de um manicômio. Seu esquecimento foi quase completo. Essa lacuna começa a ser preenchida agora, restituindo à historiografia brasileira um personagem fascinante.
Publicado na Revista Veja por Ronaldo Soares.
Recomendação de Filme: "Amistad"
DIREÇÃO: STEVEN SPIELBERG
ELENCO: Morgan Freeman, Anthony Hopkins, Matthew McConaughey, Nigel Hawthorne, Djmon Housou, David Paymer, Anna Paquin; 162 min.

TEMÁTICA:
Em 1839 dezenas de africanos a bordo do navio negreiro espanhol La Amistad matam a maior parte da tripulação e obrigam os sobreviventes a leva-los de volta à África.Enganados, desembarcam na costa leste dos Estados Unidos, onde, acusados de assassínios, são presos, iniciando um longo e polêmico processo, num período onde as divergências internas do país entre o norte abolicionista e o sul escravista, caracterizavam o prenúncio da Guerra de Secessão.
CONTEXTO HISTÓRICO:
O filme mostra o processo de julgamento de negros nos Estados Unidos, 22 anos antes do início da Guerra Civil, num contexto marcado pelo expansionismo em direção ao Oeste e pelo acirramento das divergências do norte protecionista, industrial e abolicionista, com o sul livre-cambista, agro-exportador e escravista.Na passagem do século XVIII para o XIX, os Estados Unidos recém-independentes formavam uma pequena nação, que se estendia entre a costa do Atlântico e o Mississipi. Após a independência, o expansionismo para o Oeste foi justificado pelo princípio do "Destino Manifesto", que defendia serem os colonos norte-americanos predestinados por Deus a conquistar os territórios situados entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A crescente densidade demográfica, a construção de uma vasta rede ferroviária iniciada em 1829 e a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, também representaram um estímulo para conquista do Oeste.A ação diplomática dos Estados Unidos foi marcada por um grande êxito nas primeiras décadas do século XIX, quando através de negociações bem sucedidas os Estados Unidos adquirem os territórios da Lousiana (França), Flórida (Espanha), além do Oregon (Inglaterra) e até o Alasca da Rússia, após a Guerra de Secessão.Em 1845, colonos norte-americanos proclamaram a independência do Texas em relação ao México, iniciando-se a Guerra do México (1845-48), na qual a ex-colônia espanhola perdia definitivamente o Texas, além dos territórios do Novo México, Califórnia, Utah, Arizona, Nevada e parte do Colorado. Destaca-se ainda a incorporação de terras indígenas, através de um verdadeiro genocídio físico e cultural dos nativos.O intenso crescimento do país, acompanhado de uma grande corrente de imigrantes europeus atraídos pela facilidade de adquirir terras, torna ainda mais flagrante, o antagonismo entre o norte e o sul. No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado encontravam-se no trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.Essas divergências tornam-se praticamente irreconciliáveis com a eleição do abolicionista moderado Abraham Lincoln em 1860, resultando no separatismo sulista, iniciando-se assim em 1861 a maior guerra civil do século XIX, a Guerra de Secessão, também conhecida como "Guerra Civil dos Estados Unidos", que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Dicas de Leitura para as férias
Uma delas é escolher um dos livros da coleção "Terra Brasilis" do escritor Eduardo Bueno.
São livros muito interessante que contam detalhes da "Descoberta do Brasil" graças a relatos de viajantes e documentos históricos. É só escolher e viajar pela fantástica história do Brasil colonial.



A Coroa, a Cruz e a Espada

Abraços,
Prof. Hermínio Sexto
Trabalhos sobre a história de Cataguases
Entre eles destaco alguns, feitos com documentos históricos do Judiciário ornanizados e mantidos pelo Centro de Documentação Histórica (C.D.H.), projeto da mesma instituição.
- A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases. Práticas eleitorais, representação e memória. Dissertação de Mestrado defendida na UFMG pela Profª. Odete Valverde de Oliveira, em 2004 sob orientação do Prof. Dr. Rodrigo Pato.
- “Conquistando a liberdade: de escravos a libertos”. Dissertação de Mestrado defendida na Universidade Severino Sombra pela Profª. Silvana Fani Oliveira, em 2006 sob orientação da Profª. Drª. Claudia Regina Andrade dos Santos.
- Epidemias e urbanização: surtos de febre amarela na Cataguases oitocentista. Dissertação de Mestrado defendida na Faculdade de Medicina da UFRA/NESC pelo Prof. Alen Batista Henriques, em 2005 sob orientação da Profª. Drª. Diana Maul de Carvalho e do Prof. Dr. Jorge Luiz Prata de Sousa.
- As Condições de Saúde do Operário Têxtil na Zona da Mata Mineira, 1941 em Cataguases. Dissertação de Mestrado defendida na Faculdade de Medicina da UFRA/NESC pela Profª. Lucilene Nunes da Silva, em 2005 sob orientação da Profª. Drª. Diana Maul de Carvalho e do Prof. Dr. Jorge Luiz Prata de Sousa.
- “Cultura Operária: vida social e familiar do operariado têxtil, Cataguases – 1889 a 1940”. Dissertação de Mestrado defendida na Universidade Salgado de Oliveira pela Profª. Claudia Cristina da Silva Baião, em 2009 sob orientação do Prof. Dr. Jorge Luiz Prata de Sousa.
O Centro de Documentação Histórica também possibilita a alunos do curso de história a apresentarem monografias de conclusão de curso e trabalhos de iniciação científica como "A riqueza dos documentos. Um levantamento do Inventário e Testamento de um empreendedor cataguasense - Dr. Norberto Custódio Ferreira" apresentado por Maria Izabel Souza Lima nas Faculdades Integradas de Cataguases sob a orientação do Prof. Mestre Rodrigo Fialho Garcia, no ano de 2007.
Alguns trabalhos ainda não estão no site do Instituto Francisca de Souza Peixoto, mas em breve estaremos disponibilizando para que todos possam ler esses trabalhos.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Cruz furtada de igreja é devolvida após 60 anos em MG
Pacheco disse ao G1 que o autor do furto, ainda anônimo, relata que se sente arrependido pelo 'vandalismo'. "Ele chegou a visitar a igreja de onde ele furtou a cruz, em julho deste ano, mas não teve coragem para devolver a peça. Na carta, ele pede desculpas aos fiéis e à Igreja pelo ato."

Sobre o fato de ter sido eleito para receber a cruz de volta, Pacheco disse que tem idade para ser conhecido por muita gente em Mariana. "Recebemos muitos visitantes do Brasil e do exterior. Não acho impossível que quem furtou a cruz tenha me conhecido um dia. Por isso sentiu confiança em deixar o envelope na porta de minha casa", explicou o religioso. Pacheco espera que outras pessoas que tenham furtado peças sacras tenham a mesma iniciativa de arrependimento.
O remetente da carta com a cruz indicava um endereço na Rua Barata Ribeiro, no Rio de Janeiro. "Tanto o nome como o endereço são falsos. Não encontramos ninguém no local", disse Pacheco.
Para Nelson Vieira de Souza Filho, ministro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, a sensação pela devolução da cruz foi das melhores. "Corremos para a igreja, seguindo as coordenadas que o autor da carta nos escreveu. Ele nos mostrou de onde havia tirado a cruz. Claro que ele está perdoado."
Souza Filho acredita que o furto tenha sido feito para tentar abastecer o mercado ilegal de colecionadores de arte sacra. "Ele deve ter tentado vender a peça para algum colecionador, mas viu que não se tratava de um trabalho de artista renomado e percebeu que ela tem pouco valor."

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Absolutismo Francês
O Absolutismo francês é considerado como modelo para outras nações como, por exemplo, a Inglaterra.
Com a centralização política da França iniciada pela Dinastia Capetíngia no final da Alta Idade Média, os governantes franceses procuram aprimorar esse sistema que mais tarde chegaria ao Absolutismo.

O monarca Henrique IV, da dinastia Bourbon, assume o poder na França procurando acabar com a intolerância que ocorria no campo religioso entre católicos e protestantes, acaba sendo morto por um católico.
Com a morte de Henrique IV, o seu filho homem mais velho Felipe assumiria a Coroa, mas como este tinha apenas 9 anos de idade, sua mãe Maria de Médici assume o poder como tutora de seu filho até a maioridade do mesmo.


Outro problema enfrentado pelo Cardeal Richelieu, foi a expansão do Sacro Império Romano Germânico liderado pela dinastia de Habsburgo. Interessado em interromper o avanço do Sacro Império Romano Germânico, o Cardeal Richelieu apóia alguns movimentos que se opunham aos Habsburgo e ao Sacro Império Romano Germânico conseguindo fazer com que a França estende-se seu território nos ricos territórios do Sacro Império.

Seguindo as idéias de Jacques Bossuet, Luís XIV apoiava-se na concepção absolutista de que a França deveria ter um rei, uma lei e uma fé, como o rei era católico, limitou-se a liberdade religiosa na França, revogando o Edito de Nantes, o que fez com que milhares de pessoas mudassem para outros países vizinhos. Este ato fez um rombo nos cofres reais e a crise econômica assolou a França. Luís XIV tentou ainda manter o território que havia sido conquistado pelos seus antecessores, mas foi em vão.
No século XVII, Luís XIV investe na arte e incentiva com pensões os escritores, pintores e artistas a desenvolverem trabalhos sobre a Coroa, mas os artistas em sua maioria só criticavam o governo de Luís XIV. Entre muitos artistas estavam: Molière, Racine, La Fontaine, Pascal, Descartes.
Luís XV assume o governo no lugar de Luís XIV, em sua administração as dificuldades econômicas apenas se acentuaram e gastos em guerras neste mesmo período a perda de territórios foi ainda mais destacado, como a perda do território do Canadá.

Com Luís XVI, sucessor de Luís XV, as dificuldades aumentam cada vez mais chegando a Revolução Francesa em 1789 e o fim da monarquia e início da República.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
21 anos da Constituição Democrática

Em 5 de Outubro de 1988, o então presidente da Câmara dos Deputados Ulysses Guimarães prmulga uma nova Constituição para o Brasil, que ainda está em vigor. A Carta passava a prever eleições diretas para presidente, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Ainda previa o direito de voto a maiores de 16 anos e analfabetos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Amador encontra maior tesouro anglo-saxão da Grã-Bretanha


Um inglês que caçava objetos antigos no campo usando um detector de metais encontrou o que especialistas dizem ser a maior coleção de ouro anglo-saxão já descoberta na Grã-Bretanha.
O arqueólogo Kevin Leahy, responsável por catalogar o material, disse que a qualidade das peças indica que teriam pertencido à realeza anglo-saxã.
São centenas de objetos, entre eles, peças usadas para adornar espadas e fragmentos de elmos (capacetes de armaduras medievais).
O tesouro inclui também três cruzes e uma placa de ouro trazendo uma inscrição bíblica.
"Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se o tesouro resulta de saques feitos após uma única batalha ou se foi acumulado ao longo de uma longa e bem-sucedida carreira militar", disse Leahy.
"Não sabemos como (o tesouro) acabou sendo enterrado naquele campo, talvez tenha sido um tributo aos deuses pagãos", especula o arqueólogo. "Ou talvez tenha sido escondido por conta de uma ameaça muito real".
Para Leahy, a terrível ameaça que levou alguém a enterrar o tesouro provavelmente se concretizou, já que as peças nunca foram desenterradas.
"Quando fizermos mais estudos sobre o maerial, poderemos dizer mais", disse.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Períodos da História da Grécia Antiga V

Designa-se por período helenístico o período da história da Grécia compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Macedónia em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C..
Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava. Foi naquele período que as ciências particulares têm seu primeiro e grande desenvolvimento. Foi o tempo de Euclides e Arquimedes. O helenismo marcou um período de transição para o domínio e apogeu de Roma.
Durante o Helenismo foram fundadas várias cidades de cultura grega, entre elas Alexandria e Antioquia, capitais do Egipto ptolemaico e do Império Selêucida, respectivamente.
Períodos da História da Grécia Antiga IV

O Período Clássico estende-se entre 480 a.C. e 359 a.C. e é dominado por Esparta e Atenas. Cada um destas póleis desenvolveu o seu modelo político (a oligarquia militarista em Esparta e a democracia aristocrata em Atenas).
No campo externo verifica-se a ascensão do Império Persa Aqueménida quando Ciro II conquista o reino dos medos. O Império Aqueménida prossegue uma política expansionista e conquista as cidades gregas da costa da Ásia Menor. Atenas e Erétria apoiam a revolta das cidades gregas contra o domínio persa, mas este apoio revela-se insuficiente já que os jónios são derrotados: Mileto é tomada e arrasada e muitos jónios decidem fugir para as colónias do Ocidente. O comportamento de Atenas iria gerar uma reação persa e esteve na origem das Guerras Médicas (490-479 a.C.).
Em 490 a.C. a Ática é invadida pelas forças persas de Dario I, que já tinham passado por Erétria, destruindo esta cidade. O encontro entre atenienses e persas ocorre em Maratona, saldando-se na vitória dos atenienses, apesar de estarem em desvantagem numérica.
Dario prepara a desforra, mas falece em 485, deixando a tarefa ao seu filho Xerxes I que invadiu a Grécia em 480 a.C. Perante a invasão, os gregos decidem esquecer as diferenças entre si e estabelecem uma aliança composta por 31 cidades, entre as quais Atenas e Esparta, tendo sido atribuída a esta última o comando das operações militares por terra e pelo mar. As forças espartanas lideradas pelo rei Leónidas I conseguem temporariamente bloquear os persas na Batalha das Termópilas, mas tal não impede a invasão da Ática. O general Temístocles tinha optado por evacuar a população da Ática para Salamina e sob a direcção desta figura Atenas consegue uma vitória sobre os Persas em Salamina. Em 479 a.C. os gregos confirmam a sua vitória desta feita na Batalha de Platéias. A frota persa foge para o mar Egeu, onde em 478 a.C. é vencida em Mícale.
Períodos da História da Grécia Antiga III

Em termos artísticos o período caracteriza-se pela edificação dos primeiros templos inspirados nas habitações micénicas, pelas tipologias escultóricas kouros e kore, e pelo início do registo de pintura negra em cerâmica.
Períodos da História da Grécia Antiga II

Sobre esta independência econômica, pode-se salientar que foi alcançada devido a grande autonomia política obtida pelos Genos. Todo trabalho dentro desta organização social, era de caraáter individual, porém que fosse para o bem da comunidade. Cada um com seu papel escolhido pelo chefe, caso se recusasse a fazê-lo, era expulso da mesma. Tudo que era produzido era distribuído igualitáriamente para cada Gens, impedindo assim a ascensão de algum deles. Caso a família fosse pouco numerosa ou não dominasse certo tipo de trabalho, era sadio ir em busca de trabalhos escravos ou de artesãos.
Apesar da distribuição da produção ser de caráter igualitário, existia uma organização social cabível ao grau de parentesco com o chefe o Genos... Quanto mais distante este grau de parentesco, menos a importância social. No plano político, o poder do chefe do Genos (paters) tinha sua base no monopólio de 'fórmulas secretas' que permitiam um contato com os ancestrais e os deuses que protegiam aquela família.
Com o decorrer do tempo, o Genos começou a encontrar dificuldades para manter sua organização econômica e social, por causa de técnicas arcaicas, a produção e a população passaram a ser carácteres inversalmente proporcionais. Outro factual problema, foi que o Genos tendeu à dividir-se em núcleos menores, pois a pressão dos parentes mais distantes por melhores condições de vida e o descontentamento de alguns com a rotina do Genos, fizeram com que vários rompessem os laços familiares, levando ao enfraquecimento e à terrível fagilização do Genos. Neste processo, os beneficiados foram apenas os parentes mais próximos do chefe do Genos, enquanto os mais afastados foram realmente afastados! Esta desintegração fez com que as diferenças sociais fossem aumentadas consideravelmente, o grupo dos que quase nada possuíam formou uma camada marginal que vivia de míseros salários e esmolas, enquanto o poder do chefe diluía-se entre seus parentes mais próximos, os eupátridas, que passaram a monopolizar os equipamentos de guerra, a justiaça, a religião, e tudo aquilo que envolvesse poder. Isto fez com que se consolidasse uma aristocracia que teve base na posse de terra.
Os eupátridas herdaram a tradição dos patres ou paters, monopolizando o poder político e constituindo uma aristocracia fundiária.
Com o tempo a união das tribos, deu origem a pequenas cidades-estado, as pólis. Nessa época ( por volta do séc IX e VIII aC), surgiram cerca de 160 cidades-estado. Cada uma com um templo constuído em sua parte mais elevada,chamado Acrópole.
Períodos da História da Grécia Antiga I

Durante o período de formação da civilização grega observamos a chegada de diferentes povos à região da Península Balcânica, do Mar Egeu e no litoral da Ásia Menor. Contando com uma geografia acidentada e poucas terras férteis disponíveis, os povos que habitavam essa região dedicavam-se principalmente ao comércio e à colonização de outras regiões próximas do Mar Tirreno e Adriático.
A civilização cretense, ou pré-homérica, foi a primeira a se fixar na região insular (ilhas) do mundo grego. Fixados na Ilha de Creta, essa civilização construiu várias cidades ao longo da ilha e de outras partes da Grécia Continental. Desenvolvendo intensa atividade comercial, os cretenses alcançaram o apogeu de sua civilização. Cerâmica, tecidos, vinhos, mármores e metais eram os principais itens negociados entre as cidades cretenses.
Em sua cultura, podemos destacar a existência de uma estrutura familiar onde a mulher ocupava papel de destaque. No campo religioso essa mesma valorização da figura feminina percebe-se no culto à Deusa-Mãe, representante da fertilidade e da terra. Tal ponto característico da cultura cretense pode ser observado dentro da futura Cidade-estado de Esparta, onde as mulheres exerciam importantes papéis.
Por volta do século XV a.C., a chegada dos aqueus iniciou um processo de miscigenação cultural responsável pelo surgimento da civilização micênica. Nesse mesmo período, os eólios e jônios passaram a ocupar a região, ampliando a população e a diversidade cultural dos povos pré-homéricos.
A chegada dos dórios, em meados de XII a.C., através de um violento processo de conquista, inaugurou um novo período na história da Antiga Grécia. Nesse período, os grandes centros urbanos e a intensa atividade comercial antes observada deram lugar ao predomínio das atividades agrícolas.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Renascimento Cultural
Divina Comédia de Dante AliguiereDurante os séculos XV e XVI intensificou-se, na Europa, a produção artística e científica. Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença.
As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.
Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.
Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.
Características Principais:
- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;
- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;
- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus ( teocentrismo ), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo);
- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.
Durante os séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo, Gênova, Veneza e Florença, passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes ricos comerciantes, conhecidos como mecenas, começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do Renascentismo. Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Países Baixos.
Principais representantes do Renascimento Italiano e suas principais obras:

Pintor e arquiteto italiano. Um dos percursores do Renascimento.

Destacou-se em arquitetura, pintura e escultura.Obras principais: Davi, Pietá, Moisés, pinturas da Capela Sistina (Juízo Final é a mais conhecida).

Pintou várias madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus).
Leonardo da Vinci (1452-1519)

Pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor, etc.
Obras principais: Mona Lisa, Última Ceia.

Renascimento Científico
Na área científica podemos mencionar a importância dos estudos de astronomia do polonês Nicolau Copérnico. Este defendeu a revolucionária idéia do heliocentrismo (teoria que defendia que o Sol estava no centro do sistema solar). Copérnico também estudou os movimentos das estrelas.
Na mesma época, Galileu Galilei desenvolveu instrumento ópticos, além de construir um telescópio para aprimorar os estudos celestes. Este cientísta também defendeu a idéia de que a Terra girava em torno do Sol. Esta descoberta fez com que Galileu fosse perseguido, preso e condenado pelo Tribunal da Inquisição da Igreja Católica, que considerava esta idéia um heresia. Galileu teve que desmentir suas idéias para fugir da fogueira.





