quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Períodos da História da Grécia Antiga II

Período Homérico






O período Homérico caracteriza-se basicamente com a chegada dos Dórios à Grécia, povo que arrasou a hélade e provocou a dispersão populacional tanto para o interior do continente quanto para a Ásia Menor e outras regiões do mediterrâneo (este acontecimento é denominado de Primeira Diáspora Grega). Com todas estas distorções organizacionais, a base social da Grécia passou a ser os Genos (reunião em um mesmo lar de todos os descendentes de um único antepassado, neste caso ou era um herói ou um semideus), cada um de seus membros, os Gens, eram dependentes da unidade familiar e o grupo em geral, tinha uma grande independência econômica, podendo ser até denominada de organização fechada.
Sobre esta independência econômica, pode-se salientar que foi alcançada devido a grande autonomia política obtida pelos Genos. Todo trabalho dentro desta organização social, era de caraáter individual, porém que fosse para o bem da comunidade. Cada um com seu papel escolhido pelo chefe, caso se recusasse a fazê-lo, era expulso da mesma. Tudo que era produzido era distribuído igualitáriamente para cada Gens, impedindo assim a ascensão de algum deles. Caso a família fosse pouco numerosa ou não dominasse certo tipo de trabalho, era sadio ir em busca de trabalhos escravos ou de artesãos.
Apesar da distribuição da produção ser de caráter igualitário, existia uma organização social cabível ao grau de parentesco com o chefe o Genos... Quanto mais distante este grau de parentesco, menos a importância social. No plano político, o poder do chefe do Genos (paters) tinha sua base no monopólio de 'fórmulas secretas' que permitiam um contato com os ancestrais e os deuses que protegiam aquela família.

Com o decorrer do tempo, o Genos começou a encontrar dificuldades para manter sua organização econômica e social, por causa de técnicas arcaicas, a produção e a população passaram a ser carácteres inversalmente proporcionais. Outro factual problema, foi que o Genos tendeu à dividir-se em núcleos menores, pois a pressão dos parentes mais distantes por melhores condições de vida e o descontentamento de alguns com a rotina do Genos, fizeram com que vários rompessem os laços familiares, levando ao enfraquecimento e à terrível fagilização do Genos. Neste processo, os beneficiados foram apenas os parentes mais próximos do chefe do Genos, enquanto os mais afastados foram realmente afastados! Esta desintegração fez com que as diferenças sociais fossem aumentadas consideravelmente, o grupo dos que quase nada possuíam formou uma camada marginal que vivia de míseros salários e esmolas, enquanto o poder do chefe diluía-se entre seus parentes mais próximos, os eupátridas, que passaram a monopolizar os equipamentos de guerra, a justiaça, a religião, e tudo aquilo que envolvesse poder. Isto fez com que se consolidasse uma aristocracia que teve base na posse de terra.
Os eupátridas herdaram a tradição dos patres ou paters, monopolizando o poder político e constituindo uma aristocracia fundiária.

Com o tempo a união das tribos, deu origem a pequenas cidades-estado, as pólis. Nessa época ( por volta do séc IX e VIII aC), surgiram cerca de 160 cidades-estado. Cada uma com um templo constuído em sua parte mais elevada,chamado Acrópole.

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