quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Absolutismo Francês

O Absolutismo surge na Europa como um novo sistema de governo onde o rei, que era uma figura quase sem autoridade, agora pudesse governar com o poder absoluto em sua nação, daí vem o nome de Absolutismo.
O Absolutismo francês é considerado como modelo para outras nações como, por exemplo, a Inglaterra.
Com a centralização política da França iniciada pela Dinastia Capetíngia no final da Alta Idade Média, os governantes franceses procuram aprimorar esse sistema que mais tarde chegaria ao Absolutismo.


O monarca Henrique IV, da dinastia Bourbon, assume o poder na França procurando acabar com a intolerância que ocorria no campo religioso entre católicos e protestantes, acaba sendo morto por um católico.
Com a morte de Henrique IV, o seu filho homem mais velho Felipe assumiria a Coroa, mas como este tinha apenas 9 anos de idade, sua mãe Maria de Médici assume o poder como tutora de seu filho até a maioridade do mesmo.





Quando Luis XIII assume o governo, nomeia como seu primeiro-ministro o Cardeal Richelieu, que trabalhou incessantemente para o rei da França Luís XIII. O Cardeal Richelieu “compra” uma batalha com a burguesia local e com a alta nobreza, aumentando os impostos. Unidos, a alta nobreza e a burguesia tentam de diversos modos tirar o Cardeal Richelieu do governo o que não conseguem pois o mesmo tem apoio de Luís XIII e seu exército.


Outro problema enfrentado pelo Cardeal Richelieu, foi a expansão do Sacro Império Romano Germânico liderado pela dinastia de Habsburgo. Interessado em interromper o avanço do Sacro Império Romano Germânico, o Cardeal Richelieu apóia alguns movimentos que se opunham aos Habsburgo e ao Sacro Império Romano Germânico conseguindo fazer com que a França estende-se seu território nos ricos territórios do Sacro Império.

Luís XIV, também conhecido por Rei Sol, sucessor de Luís XIII, traz para a França o verdadeiro Absolutismo. Por ainda ser muito jovem, seu tutor, o Cardeal Mazarino assume o poder na França ajudando a sufocar várias revoltas na nobreza descontente com a perda de poder.



Com a morte do Cardeal Mazarino, Luís XIV é coroado rei e não convoca ninguém para o cargo de primeiro-ministro, sendo ele mesmo o rei absoluto na França. Luís XIV convoca somente Jean Baptiste Colbert para ser seu conselheiro de finanças que acaba investindo muito no mercantilismo.
Seguindo as idéias de Jacques Bossuet, Luís XIV apoiava-se na concepção absolutista de que a França deveria ter um rei, uma lei e uma fé, como o rei era católico, limitou-se a liberdade religiosa na França, revogando o Edito de Nantes, o que fez com que milhares de pessoas mudassem para outros países vizinhos. Este ato fez um rombo nos cofres reais e a crise econômica assolou a França. Luís XIV tentou ainda manter o território que havia sido conquistado pelos seus antecessores, mas foi em vão.
No século XVII, Luís XIV investe na arte e incentiva com pensões os escritores, pintores e artistas a desenvolverem trabalhos sobre a Coroa, mas os artistas em sua maioria só criticavam o governo de Luís XIV. Entre muitos artistas estavam: Molière, Racine, La Fontaine, Pascal, Descartes.


Luís XV assume o governo no lugar de Luís XIV, em sua administração as dificuldades econômicas apenas se acentuaram e gastos em guerras neste mesmo período a perda de territórios foi ainda mais destacado, como a perda do território do Canadá.


Com Luís XVI, sucessor de Luís XV, as dificuldades aumentam cada vez mais chegando a Revolução Francesa em 1789 e o fim da monarquia e início da República.

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