terça-feira, 13 de novembro de 2012

Erros históricos em filmes épicos

Gladiador


Gladiador é um filme de 2000, dirigido por Ridley Scott. Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius, o imperador desperta a ira de seu filho Commodus ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus, o comandante do exército romano. Sedento pelo poder, Commodus mata seu pai, assume a coroa e ordena a morte de Maximus, que consegue fugir antes de ser pego e passa a se esconder sob a identidade de um escravo e gladiador do Império Romano.
ERROS HISTÓRICOS:
  • O filme retrata o governo de Commodus como um período de 2 anos. Na verdade, seu governo durou 12 anos. Commodus era filho de Marco Aurélio. Porém, nunca matou seu pai, como mostra o filme.
  • O filme mostra batalhas que não aconteceram, catapultas que não foram usadas, uma raça de cão que simplesmente não existia nesta época e região, e inscrições em latim escritas de forma errada.
  • No filme, os oficiais gritam “fogo” para soldados com arcos e flechas. No entanto, esta expressão só passou a ser usada com o advento das armas de fogo.

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Apocalypto



Apocalypto é um filme de 2006, dirigido por Mel Gibson. Durante o declínio do Império Maia, pouco antes da colonização européia na América Central, um pequeno grupo que vive na floresta tropical é dizimado e capturado. Jaguar Paw é um dos capturados que tenta a todo custo defender sua família dos violentos ataques.

ERROS HISTÓRICOS:

  • Os Maias faziam sacrifícios humanos. Porém, somente os mais fortes guerreiros capturados em batalha eram sacrificados. Além disso, o sacrifício não era uma homenagem ao deus-sol Kulkulkan, como mostra o filme.
  • A civilização maia desapareceu muito antes da chegada dos conquistadores espanhóis. Logo, o encontro que aparece no fim do filme não poderia ter acontecido.

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Pocahontas



Pocahontas é um filme de 1995, dirigido por Eric Goldberg. Um navio parte da Inglaterra com objetivo de encontrar um “Novo Mundo”, tendo, entre os tripulantes, o ganancioso governador da Inglaterra, que só pensa em descobrir ouro, e o aventureiro capitão John Smith. Ao chegarem em uma terra desconhecida, John sai para explorar a região e encontra uma bela índia chamada Pocahontas.

ERROS HISTÓRICOS:

  • No filme, Pocahontas foi retratada como adulta. Porém, segundo os historiadores, ela não tinha mais de 11 anos quando se envolveu com o inglês John Smith.
  • John Smith realmente conheceu uma nativa americana, mas eles nunca se casaram. Ela acabou se unindo a outro inglês, chamado John Rolfe.
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Pearl Harbor


Pearl Harbor é um filme de 2001, dirigido por Michael Bay. Pouco antes do bombardeio japonês em Pearl Harbor, dois amigos que são como irmãos um para o outro se envolvem de maneira distinta nos eventos que fazem com que os Estados Unidos entrem na 2ª Guerra Mundial.

ERROS HISTÓRICOS:
  • No filme, os dois amigos dão um jeito de entrar em seus aviões e abater diversos inimigos no ar. Na vida real, nenhum dos pilotos conseguiram abater tantos aviões.
  • Os personagens são enviados para a missão de bombardear Tóquio, mas, na verdade nenhum piloto de caça foi enviado para esta missão.
  • O filme mostra uma cena onde o presidente americano Franklin Delano Roosevelt levanta de sua cadeira de rodas, o que nunca aconteceu.
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O Homem da Máscara de Ferro



O Homem da Máscara de Ferro é um filme de 1998, dirigido por Randall Wallace. No século XVII, o rei da França, o cruel Luís XIV manda seu irmão gêmeo Philippe para uma masmorra, temendo que ele possa roubar-lhe o trono. Como se torna um tirano, pelo qual nem mesmo os seus súditos mais fiéis tem simpatia, Luís atrai a inimizade dos três famosos mosqueteiros: Athos, Porthos e Aramis.

ERROS HISTÓRICOS
  • Um retrato de Luís XV pode ser visto nos quartos de Luís XIV: o filme se passa quase meio-século antes que o bisneto e sucessor de Luís XIV tivesse sequer nascido.
  • A morte de D’Artagnan é inconsistente com a verdadeira biografia do personagem: o verdadeiro D’Artagnan morreu em batalha.
  • Luís XIV teve, em sua vida real, um irmão chamado Phillipe: o verdadeiro Filipe I d’Orleães, que não é mostrado no filme, e nem era irmão gêmeo do Rei.
  • O enredo sugere que D’Artagnan era o amante de Ana de Áustria (portanto pai de Luís XIV e seu irmão gêmeo), porém nenhuma das obras de Dumas sugeriu tal relacionamento.

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