A Aliança Nacional Libertadora (ANL) foi uma frente de luta contra o imperialismo, o fascismo e o integralismo, contou com a participação de amplas esferas ideológicas e
culturais da sociedade brasileira. Com o lema “pão, terra e liberdade” teve um crescimento rápido a partir de seu
lançamento no teatro João Caetano na cidade do Rio de Janeiro. MAis de 1600
comitês foram realizados em todo País até a ANL entrar na ilegalidade em 11 de
julho de 1935.
A organização foi fundada pelo
Partido Comunista do Brasil (PCB), nascida em março do ano de 1935 tinha como
finalidade livrar o País do nazi-fascismo. No Brasil a Ação Integralista Brasileira (AIB) exibia sua total afeição pelo fascismo. Em resposta formaram-se frentes
antifascistas que congregavam tenentes socialistas e comunistas descontentes
com o Governo Vargas.
Em meados de 1934 um
pequeno grupo de intelectuais e militares contrariados com os rumos do governo
de Getúlio Vargas organizou varias reuniões no Rio de Janeiro, com a intenção
de criar uma organização política capaz de dar base nacional as lutas que se
travavam. Dessas reuniões surgiu a ANL, cujo primeiro manifesto político foi
lido na Câmara Federal. A Aliança Nacional Libertadora tinha como
fundamentos:
- Interrupção do pagamento da dívida externa do
Brasil;
- Nacionalização das corporações estrangeiras;
- Reforma
agrária e o amparo aos pequenos e médios
proprietários;
- Garantia de amplas liberdades democráticas;
- Constituição de um governo popular;
No final do mês de março a ANL
foi oficialmente lançada na Capital Federal. Na ocasião, dezenas de pessoas
assistiram a solenidade; o manifesto foi lido pelo estudante Carlos Lacerda, que nos
anos seguintes se tornaria um grande oponente do comunismo.
Na época Luiz Carlos Prestes, o “cavaleiro da esperança”, achava-se exilado na União Soviética, porém fora
proclamado presidente de honra da organização. Prestes gozava de admirável
consideração devido a seu papel de líder na Coluna Prestes que na
década precedente havia tentado derrubar o governo pelas armas. Nos meses
posteriores dezenas de pessoas se filiaram a ANL, cavalheiros ilustres mesmo
sem se filiar mostraram-se atraídos pelo movimento, varias manifestações
publicas foram realizadas em diversas cidades brasileiras inclusive com artigos
divulgados nos jornais.
Em 1935 Prestes, na
clandestinidade retorna ao Brasil, encarregado pela Intentona Comunista de desenvolver no País um levante armado para estabelecer um governo revolucionário, em sua companhia veio um grupo de
ativistas estrangeiros, entre os quais estava sua mulher a alemã Olga Benário.
Ao passo que a ANL
ascendia, aumentava a crise política no País com incansáveis conflitos entre
integralistas e comunistas. No dia 5 de julho a ANL realiza manifestações
publicas para celebrar o aniversário dos levantes tenentistas da década de
1920. Sem o consentimento de muitos dirigentes da organização, Carlos Prestes
faz um discurso fervoroso ordenando a derrubada do governo e reclamando todo o
poder para a ANL. O Presidente aproveita a repercussão do episódio para com
base na lei de Segurança Nacional fechar a organização.
A ANL passa a ser
ilegal e não pode mais realizar comícios perdendo contato com a população e,
por conseguinte seu apoio entusiasmado. Alguns componentes da ANL resolveram
explodir um levante para destituir o governo. Em novembro de 1935 estoura no
Rio Grande do Norte uma agitação em nome da ANL. Este motim dominou a cidade
por quatro dias. As manifestações ocorreram também em Recife e Rio de Janeiro,
porém foram rapidamente abafadas pelo Governo Federal – Getúlio inicia um
processo de prisões a todos os membros.
Fonte: Brasil Escola

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