quinta-feira, 16 de junho de 2011

Africa do Sul relembra os 35 anos do massacre estudantil de Soweto


A África do sul comemora e lembra hoje (16 de Junho) o 35º 
aniversário do massacre estudantil de Soweto como data dedicada à juventude, em memória aos heróis negros que derramaram o seu sangue para alcançar a liberdade dos sul-africanos, indica a embaixada deste país numa nota chegada à Angop.
 
Segundo o documento, por ocasião da data, o governo encoraja os seus jovens a tornarem-se participantes activos no desenvolvimento da economia do país, trabalhando juntamente com as instituições nacionais para encontrar soluções para o futuro. 
 
Cientes de que a juventude africana encara grandes desafios para vencer a 
pobreza, obter um emprego e tornar-se voz activa no desenvolvimento dos seus países, os jovens sul-africanos apelam para uma maior atenção a esta franja da sociedade como o garante de um futuro sustentável da nação.
 
A embaixada sul-africana reconhece que o seu país precisa de ajudar os jovens que se dedicam às actividades criminosas e ao consumo de drogas, devendo os mesmos ser amparados “porque o seu papel é imperativo para fazer da África do Sul uma nação vencedora”.   
Adianta que, por este motivo, as autoridades criaram a agência nacional de 
desenvolvimento da juventude (NYDA) para ajudar a geração juvenil a ter um  futuro melhor.   
“Os jovens são a energia de qualquer sociedade e, por isso, jogam um papel 
fundamental na construção da nação através do desporto, das artes e da cultura, o que os torna pilares das relações internacionais, por unir uma nação e por juntar várias nações, como vimos na copa do mundo de Futebol de 2010, na copa do mundo de Rugby de 2005, nos jogos olímpicos e em muitos outros  eventos”, sublinha a nota.  
De acordo com o informe, a liberdade duramente conquistada não terá valor “se não se fizer com que o governo sul-africano capacite a nossa juventude para sustentar esta liberdade para as gerações vindouras”. 
 
Há 35 anos, em 1976, cerca de 10 mil estudantes negros protestavam contra o ensino obrigatório do afrikaans (a língua dos governantes do Apartheid) nas escolas do país.
 
A manifestação em Soweto era pacífica, mas foi respondida com violência pela polícia. Estima-se que entre 300 e 600 pessoas tenham perdido as suas vidas durante este movimento de resistência contra o Apartheid.






Alemães constroem centro cultural com 1.000 caixas de cerveja

A fama dos alemães se serem beberrões e fabricaram boas cervejas está "invadindo" o mundo sustentável.
O site Eco4Planet publicou este post:



Um centro cultural sustentável foi construído na cidade de Magdeburgo, na Alemanha. Ok, existem centros assim por todo o mundo, mas esse é novidade por usar 1.000 caixas de cerveja em sua construção!
No centro cultural, além de área verde e palco para apresentações, existe também uma biblioteca 24 horas com mais de 30 mil livros. Todos doados pela comunidade.




Fonte: Eco4Planet

terça-feira, 7 de junho de 2011

517 anos do Tratado de Tordesilhas



Durante a época das grandes navegações, os espanhóis começaram a ascender na exploração de novas terras. Em 1492, Cristóvão Colombo tinhas suas expedições financiadas pelo governo espanhol e, com estes recursos, realizou uma das maiores descobertas de terras, situadas a Oeste. Desta maneira o reino espanhol foi inserido no processo de expansão marítimo-comercial, que era mais utilizado e que havia gerado significantes resultados para os portugueses.
Com a ascensão dos espanhóis, os portugueses sentiram-se ameaçados. Para evitar que um conflito entre os dois reinos acontecesse o Papa Alexandre VI foi chamado para negociar os limites de exploração colonial, tanto em terras já descobertas quando em  terras ainda por descobrir. Portugal queria manter o monopólio na costa da África, enquanto a Espanha queria legitimar a exploração das terras descobertas a Oeste.
Em 1943, para dar fim a possibilidade de conflito entre Portugal Espanha, o Papa criou então a Bula Inter Coetera, que fixava uma linha imaginária onde as terras situadas a até 100 léguas da Ilha de Cabo Verde seriam de Portugal, as que ficassem além dessa linha seriam da Espanha. Tudo certo? Não! No ano seguinte o Rei Dom João II, acreditando que a Bula não satisfazia os interesses da Coroa Portuguesa, pressionou para que a Bula fosse revista. Os espanhóis, pra não criarem caso, evitando um conflito maior, aceitaram a revisão do acordo.
O novo acordo firmado entre Espanha e Portugal, denominado Tratado de Tordesilhas, foi assinado no dia 7 de junho de 1494. A partir dele a linha imaginária passava a ser de 370 léguas a Oeste de Cabo Verde, onde as terras situadas até este marco seriam de Portugal e as que estivessem além dela, seriam da Espanha. Esse novo acordo propiciou que os lusitanos explorassem as terras que hoje fazem parte do Brasil. Desta maneira, alguns pesquisadores afirmam que Portugal já tinha conhecimento destas terras e, por este motivo, pressionaram para que o novo acordo fosse feito.
Pouco tempo depois outras nações também queriam uma fatia do bolo. Passaram então a questionar o direito das terras sob o princípio de posse útil da terra para legitimar a exploração colonial. Portugal, que não queria perder as terras, foi forçado a a intensificar os mecanismos de controle e dominação sobre seus territórios. Em 1530, Portugal envia então Martin Afonso para o Brasil, para fundar o primeiro centro de exploração colonial. Franceses e ingleses acabaram então por buscar terras no norte do continente americano.
Fonte: Histórica

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Fêmeas de hominídeo migravam e machos ficavam em casa, diz estudo


Pesquisa analisou o metal de dentes encontrados em ossadas.
Resultados indicam cooperação entre machos do mesmo grupo.


Ossada mais famosa de 'Australopithecus africanus' encontrado nas cavernas da África do Sul (Foto: Darryl de Ruiter/Nature)

A ideia de que os homens têm mais dificuldade para deixar a casa da mãe pode ser piada de feminista hoje em dia, mas tinha até algum fundamento entre os nossos antepassados. Um estudo americano divulgado nesta semana mostra que as fêmeas de um hominídeo ancestral do homem tinham o costume de abandonar suas comunidades natais para viver com outros grupos, enquanto machos quase nunca deixavam seus grupos de nascimento.
A pesquisa, publicada na revista “Nature”, estudou ossadas de duas espécies,Australopithecus africanus e Paranthropus robustus, que viviam em cavernas da África do Sul.
Através de análises de um metal encontrado no esmalte do dente dos hominídeos, o grupo descobriu que as fêmeas (identificadas por serem de menor tamanho) tinham características diferentes do grupo onde estavam – o que significa que elas teriam vindo de outras áreas.
Imagem de um molar do 'Australopithecus africanus' usado no estudo (Foto: Darryl de Ruiter/Nature)
Já a maioria dos machos era, quase sempre, do grupo onde a ossada foi encontrada. De acordo com a paleontropóloga Sandi Coleman, líder do estudo, esse comportamento pode ser um sinal de que os machos da comunidade cooperavam entre si.
“O fato de que os machos ficavam ‘em casa’ pode indicar que essas primeiras comunidades de hominídeos cooperavam proximamente. Afinal de contas, os outros machos da comunidade seriam seus irmãos, tios, pais”, afirmou ela.
Segundo a cientista, a dispersão das fêmeas pode ser explicada pela formação de “casais” com machos de outros grupos. “É possível que quando as fêmeas deixaram seus grupos ela se juntaram a machos de outras comunidades”, disse Coleman.
Fonte: G1