Alessandro di Mariano Filipepi, nasceu na Itália em 1445, ficou conhecido no mundo das artes como Sandro Botticelli. Botticelli não é sobrenome, na verdade é um apelido derivado do apelido de seu irmão, Giovanni, conhecido como botticello (pequeno barril). E se tornou um dos maiores pintores do século XV.
Por três anos, de 1467 a 1470, foi aprendiz de Andréa del Verrocchio, juntamente com Leonardo Da Vinci. Ao completar 25 anos abriu seu próprio ateliê e recebeu como encomenda a pintura “A Coragem”, feita para uma instituição judicial de Florença. Com esta obra passou a ganhar mais reconhecimento e começou a trabalhar para as grandes famílias da Toscana italiana, dentre elas os Médici. Botticelli iniciou os trabalhos para os Médici com duas obras: Retrato de Giuliano de Médici e A Adoração dos Magos, com a qual ganhou definitivamente a proteção da família Médici. Para deixar um pouco mais claro, a família Médici, era uma rica, importante e influente família que, basicamente, protagonizava a história de Florença na época.
No ano de 1841, Botticelli foi então chamado pelo Papa Sisto IV, para, juntamente com Ghirlandaio, Luca Signorelli, Cosimo Rosselli e Perugino, pintarem a Capela Sistina. Nela, Botticelli realizou o afrescos As provações de Moisés, O castigo dos Rebeldes e a Tentação de Cristo.
Sandro Botticelli mostra em seus trabalhos a influência que teve dos maiores artistas de sua época como, por exemplo, Fra Filippo Lippi e o pintor e gravador Antonio del Pollaiuolo.
Mas nem tudo foram flores em Florença. A partir de 1494 os tempos se tornaram difíceis para a cidade, para os artistas e, conseqüentemente, para Botticelli. Nem mesmo os Médici poderiam ajudá-lo, pois os mesmos haviam perdido o poder, daí a influência que lhes restou sequer ajudava a família, quanto mais o artista.
A tensão desta época de poucos frutos e a devoção religiosa de Botticelli podem ser vistas nas obras Pietá, Crucificação Mística e Natividade Mística.
Botticelli morreu em Florença em 17 de maio de 1510, quando triunfava o alto Renascimento, a que suas últimas obras não foram alheias, pois várias delas mostram um alargamento de escala e uma imponência típicos da nova fase.
Fonte: Histórica


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