segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Revoltas camponesas no século XIV


Revoltas camponesas no século XIV


No século XIV, em decorrência da Peste Negra e da Guerra dos Cem Anos (França e Inglaterra), ocorreu uma diminuição da produção agrícola, que ocasionou a falta de alimentos e consequente fome por grande parte da Europa Feudal. Com a situação social alarmada, os senhores feudais passaram a aumentar as taxas de impostos para os camponeses, situação esta que levou a diversas revoltas camponesas e ataques aos senhores feudais. Esses fatos ficaram conhecidos como Jacqueries, que significava “Jacques bom homme” (Jacques, o simples), apelido pejorativo dado aos camponeses pela nobreza.

Nos campos que se encontravam quase vazios, os camponeses sobreviventes reivindicaram melhores condições de trabalho e queriam uma parcela maior da produção agrícola. No Feudalismo, os servos praticavam a agricultura nas terras do senhor feudal, toda a produção do manso senhorial (metade das terras do senhor) era destinada ao senhor, e grande parte da produção do manso servil (terras onde os servos plantavam para sua sobrevivência, porém também pertenciam ao senhor feudal) era destinada ao senhor feudal.

Os servos, insatisfeitos com a pequena quantidade de produção que lhes restava, logo iniciaram movimentos de revolta contra as relações de servidão. Os senhores tentaram evitar as revoltas e reforçaram as leis que proibiam as fugas dos servos. Em 1358, aconteceu uma revolta dos camponeses na França; em 1381, na Inglaterra. As principais reivindicações dos camponeses diziam respeito à luta contra a fome e às más condições de vida acentuadas durante a crise do século XIV. A mais importante reivindicação era o questionamento quanto ao status quo vigente na sociedade medieval, ou seja, a divisão social em estamentos (o primeiro estamento formado pelo clero; o segundo estamento constituído pelos nobres; e a camada inferior era formada principalmente por camponeses).

A revolta camponesa de 1358, na França, foi palco de uma imensa brutalidade, tanto por parte dos camponeses (agindo contra os senhores feudais) quanto pela violenta coibição contra a revolta, realizada pelos senhores feudais. As sublevações camponesas no século XIV contribuíram para a posterior formação das monarquias europeias, pois vários governantes formaram exércitos comandados por um monarca para proteção do seu reino.
Por Leandro Carvalho

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Maias previam retorno de um deus em 2012 e não o fim do mundo, diz estudo


MÉXICO - As previsões dos maias para dezembro de 2012 não se referem ao fim do mundo, mas ao retorno do deus Bolon Yokte, que voltaria ao término de uma era e ao começo de outra, segundo uma nova interpretação divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.



Os especialistas Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade da Trobe (Austrália), divulgaram uma nova interpretação das inscrições maias do sítio arqueológico de Tortuguero, durante a 7ª Mesa Redonda de Palenque, realizada no estado mexicano de Chiapas.
A data de 21 de dezembro de 2012 citada nas inscrições do povo indígena maia gerou diversas especulações sobre supostas "profecias maias do fim do mundo", versão que foi rejeitada pelos arqueólogos e epigrafistas.
Segundo os especialistas, os maias criaram um calendário com base em um período de 400 anos, denominado Baktun. Cada era é composta por 13 ciclos de 400 anos, que somavam 5.125 anos, e, segundo a conta, a era atual concluiria em dezembro de 2012.
Gronemeyer explicou que, de acordo com a visão maia, no final de cada era, completava-se um ciclo de criação e começava outro. Nesta inscrição, menciona-se que 21 de dezembro "seria investida a deidade Bolon Yokote", um deus vinculado à criação e à guerra, que participou do começo da atual era, iniciada em 13 de agosto do ano 3.114 a.C.
O epigrafista alemão indicou que essa inscrição está ligada à história da cidade maia de Tortuguero, na qual se cita o governante Bahlam Ajaw (612-679 d.C.) como futuro participante de um evento do final da era atual.
O texto de caráter narrativo, segundo Gronemeyer, mostra que os governantes maias deveriam "preparar o terreno para o retorno do deus Bolon Yokte, e que o Bahlam Ajaw seria o anfitrião de sua posse".
Conforme este prognóstico, o deus Bolon Yokte presidiria o nascimento de uma nova era, que deverá começar em 21 de dezembro de 2012, e supervisionaria o fim da era atual.
"A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação", comentou Gronemeyer.
O epigrafista mexicano Erik Velásquez disse que, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, "as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios".
"Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos", acrescentou Velásquez.
Fonte: Estadão

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Poluição ameaça Última Ceia de Da Vinci

Quadro sofre com o ar de Milão



Depois de sobreviver a séculos, conflitos políticos e mesmo ao bombardeio durante a Segunda Guerra, a obra-prima de Leonardo Da Vinci, a Última Ceia, agora enfrenta o risco de danos pela poluição do ar, por estar em Milão, uma das cidades mais poluídas da Europa Ocidental.
No final de 2009, instalaram no refeitório da igreja Santa Maria Delle Grazie, onde fica a pintura, um sistema sofisticado de aquecimento, ventilação e ar-condicionado, para proteger o quadro do ar poluído da cidade. A igreja foi construída pelo duque Lodovico Sforza. L’Ultima Cena e também Il Cenacolo, em italiano, representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado como descreve a Bíblia. É um dos maiores bens conhecidos e estimados do mundo.
Para testar a eficácia destas medidas contra a poluição, o governo chamou Constantinos Sioutas, professor de engenharia ambiental na Faculdade de Engenharia de Viterbo. Ele projetou coletores de amostras. “Estas tecnologias de amostragem de poluição do ar são idealmente adequadas para locais sensíveis, como galerias e museus. Elas não interrompem o dia-a-dia de seu funcionamento”, disse ele.
Uma equipe multinacional de cientistas usou os coletores para determinar que a poluição foi drasticamente reduzida dentro da igreja, embora visitantes continuem sendo fonte potencial de danos. Os resultados dos trabalhos serão apresentados no mês que vem em Milão.
A equipe instalou dois conjuntos de monitores de qualidade do ar, que ficaram na igreja durante um ano – e descobriram que a entidade estatal responsável pela conservação da igreja (Soprintendenza per i Beni Architettonici e per il Paesaggio di Milano) está ganhando a batalha contra a poluição. Concentrações de matéria particulada foram reduzidas em cerca de 90% em relação ao nível encontrado no exterior da igreja.
Mas a poluição trazida pelos próprios visitantes ainda é um problema para a Última Ceia. Nancy Daher, da Universidade do Sul da Califórnia e uma das autoras do estudo, disse que lipídios gordurosos da pele das pessoas ainda apareciam em quantidades significativas em torno da pintura – mesmo quando visitantes tiveram acesso estritamente controlado. Grupos muito pequenos podem apreciar a pintura por vez, e ficam no local apenas por 15 minutos. Os lipídios que se desprendem da pele destas pessoas se combinam com a poeira do ar e, se entrarem em contato com a superfície da pintura, podem prejudicá-la.
“Mesmo a própria pintura é uma emissora”, disse Daher. Pequenas partículas de cera usadas em esforços de reparos também podem entrar em contato com o ar e virarem um problema, informa o ClickGreen.
Foto: Wikimedia Commons

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Lições de liderança das insurreições latinoamericanas do século 19


No recém-lançado Fuzilar Heróis e Premiar Covardes, Alfredo Behrens mergulhou na história da América Latina em busca de padrões culturais capazes de influenciar hoje a formação de equipes vencedoras

Por Nelson Blecher


O economista Alfredo Behrens, 60 anos, é PhD pela Universidade de Cambridge e professor de Gestão Intercultural no MBA Internacional da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo. Estudioso dasdiferenças culturais e de como elas se refletem no mundo dos negócios, Behrens alerta para os riscos de importar sem critério práticas de gestão forjadas no exterior. Fuzilar Heróis e Premiar Covardes – O Caminho Certo para um Desastre Organizacional é o título sugestivo de seu segundo livro sobre o assunto, lançamento da Editora Beĩ. Nele, o autor mergulha nas insurreições latino-americanas do século 19 para concluir que o êxito de algumas milícias reúne ingredientes de práticas positivas para as empresas. A seguir, a íntegra da entrevista exclusiva de Behrens para Pequenas Empresas & Grandes Negócios

De que trata seu livro? A cultura administrativa e de liderança que prevalece no país não está em sintonia com a dos brasileiros e latinos em geral. Foi toda importada dos Estados Unidos. Como era antes que adotássemos o estilo norte-americano? Fui investigar as insurreições populares do século XIX na América Latina. As colunas ou milícias tinham um líder que comunicava uma visão, avaliava o desempenho, punia ou promovia e assegurava a logística. São funções típicas de uma organização empresarial. Eram eficazes porque havia laços de lealdade entre os milicianos, todos recrutados geograficamente. 

Qual a diferença que fazem esses laços de lealdade? 
Eles se forjam no convívio e sinalizam em quem confiar e até que ponto. Isto galvaniza as equipes, tornando-as coesas e eficazes. 

É um processo bem diferente do norte-americano? 
Os Estados Unidos se converteram, com o início de sua industrialização, em uma sociedade móvel. O sujeito migrava em busca de trabalho e se tornava um ser autônomo. Recortado de sua rede familiar de afetos, se juntava à equipe de trabalho indiferente aos seus colegas. Nós, latinos, ao contrário, precisamos gostar das pessoas com quem trabalhamos. É por isso que deslanchar uma equipe para atingir objetivos leva mais tempo no Brasil, quando a equipe é recrutada à americana. Já isso não ocorre numa escola de samba, onde as pessoas são cooptadas na comunidade. 

Quais são as outras diferenças? 
A grande diferença é que entre os povos mediterrâneos os laços de família são mais intensos, operam por clãs, e seus santos são pobres, não acumulam. Podem ser os mesmos santos, mas a ênfase na veneração os diferencia. Nossos heróis lutam por objetivos intangíveis, como “justiça”. São heróis muito diferentes dos anglo-saxões, germânicos e nórdicos. Para os calvinistas, herói é quem venera Deus trabalhando e mostra a acumulação como evidência da sua compulsão cristã. E esses traços se transferem para o Novo Mundo. Mas há outro fator que torna o Brasil diferente também da Argentina e de seus vizinhos hispânicos. O português é o espanhol que deu certo, porque descobriu o caminho para a Índia que ambos perseguiam. Por três séculos Portugal atuou na atividade mercantil antes de focar no Brasil. Ao contrário dos espanhóis, que permaneceram aristocráticos e beligerantes, os portugueses viraram comerciantes, gente afável que procura soluções ganha-ganha. E foi essa cultura pragmática, fruto de uma aristocracia mercantil, que chegou ao Brasil e não à America hispânica. 

E como isso se refletiu no Brasil? 
Há uma forte influência dos coronéis na cultura nacional, que é o resultado da nossa herança aristocrática, e que sacrifica a eficácia da polícia e do judiciário. Diante da injustiça, os brasileiros trocam lealdade por proteção. É o oposto dos americanos, que se vêem como indivíduos autônomos e iguais perante a lei. Vingou por aqui uma cultura corporativista e paternalista de que Getúlio Vargas é o melhor exemplo. É por isso que os sistemas meritocráticos individualistas não floresceram por aqui, mas nos Estados Unidos. 

Mas há hoje uma forte influência americana... 
As teorias administrativas americanas penetraram no Brasil na Guerra Fria por meio da Aliança para o Progresso, inicialmente através da Fundação Getúlio Vargas. Virou um maná, ao ponto de que os brasileiros só valorizam um trabalho quando publicado em revista acadêmica internacional. Para a qual é conveniente abordar a resolução dos problemas deles e não os nossos. Tudo isso é obstáculo à reflexão sobre uma administração genuinamente brasileira. 

Os brasileiros que presidem subsidiárias de múltis não estão criando essa cultura? 
Mesmo com a tropicalização, as multinacionais erram até porque não acharão instrumentos de gestão adaptados à nossa cultura. Se você quiser aplicar uma avaliação de desempenho não encontrará mais do que ferramentas estrangeiras, do tipo avaliação de 3600. 

E por que esse instrumento seria menos eficaz entre nós? 
Justamente porque somos mais corporativistas e não vamos ficar colocando em evidência negativa os colegas de trabalho. Então deturpamos a aplicação da ferramenta manobrando para influenciar a escolha dos colegas que responderão mais favoravelmente a questões sobre o desempenho dos integrantes de um time. 

Haveria instâncias da gestão que não dependeriam de ferramentas estrangeiras? 
Há, sim e são extremamente importantes, como o recrutamento de pessoas. Ao privilegiar o estilo de recrutamento americano, por competências, a empresa excluirá socialmente sem perceber. Se recrutassem mais entre os hoje socialmente excluídos, os líderes das empresas estariam abrindo uma inovação capaz de gerar o engajamento que hoje não há, ao mesmo tempo em que contribuiriam com a paz social. 

Mas porque as empresas internacionais não inovariam nesse sentido? 
Porque selecionam para chefiar as subsidiárias pessoas semelhantes às da matriz, onde os problemas são diferentes. Vejamos: as empresas se internacionalizam quando já são maduras e nessa fase são complexas e administradas por controladores, não pelos criativos que as pariram. Já maduras e conservadoras, promovem aqui personalidades parecidas com as deles na matriz e assim excluem os mais criativos que se empolgariam com inovações, com o desenvolvimento de novos mercados, ou com novas formas de recrutamento. As multinacionais privilegiam a rotina sobre a criatividade. Por isso no livro as comparo a saladeros, os abatedouros latinos onde se produz charque, uma atividade que não empolga ninguém. 

Há alguma esperança em relação às companhias estrangeiras? 
Sim, principalmente entre as empresas com mais cara de start-ups. Estas trabalham com a inteligência e por isso são menos presas a processos. São companhias como Google, os pequenos laboratórios da área farmacêutica e outras de finanças e publicidade, música, moda. Essas são as indústrias criativas onde há esperança de desafios para brasileiros instruídos, que são cada vez mais exigentes e numerosos. 

E nas outras, que são a maioria? Menos. Os executivos brasileiros são domesticados nas subsidiárias das multinacionais e é muito baixa a permeabilidade no alto escalão. As pesquisas evidenciam que 85% dos presidentes de subsidiárias no Brasil fizeram suas carreiras em múltis. Quem trabalha em uma multinacional, se chegar a ser presidente, será um coordenador sem autonomia para decidir. Para tudo é preciso autorização da matriz. Um funcionário do Bradesco responde com autonomia por empréstimos varias vezes superiores ao de seu par num banco estrangeiro. 

Que tipo de cultura um empreendedor brasileiro deve cultivar? 
Deve seguir uma administração à brasileira, do estilo de direção ao recrutamento. O melhor exemplo atual disso é a escola de samba, uma organização espontânea com um nível de engajamento extraordinário de pessoas que vão lá trabalhar de graça depois do expediente. Por que? Porque a escola de samba tem um objetivo intangível que legitima o engajamento dos integrantes ao assinalar que os chefões não estão ali apenas em benefício próprio. Além do mais, a escola de samba integra melhor chefias em diversos níveis, com seus próprios laços de lealdade e o reconhecimento é imediato e não sujeito ao calendário. O que no livro chamo de montoneras, que nos Pampas eram bandos de milicianos. Nossas organizações poderiam ser como agrupamentos de montoneras. Isso facilita o engajamento, promove um senso de pertencimento e desenvolve novas lideranças. Algo semelhante às milícias que encontrei nas insurreições latino-americanas. 

E quais são os pontos críticos? 
Numa cultura muito hierarquizada como a nossa é difícil ser criativo. Aos olhos dos outros, quem pensa de forma independente se converte em um individualista ou contestador, o que não é bom para a carreira. Nós, latinos, temos muito pouca tolerância com a diversidade. Nossa cultura reafirma isso com expressões autoritárias como “cada macaco no seu galho” ou “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Precisamos melhorar nesse aspecto. Mas é também uma sociedade em que, sabendo seu lugar, o indivíduo constrói sua rede e se sente satisfeito, feliz e encaixado. 

Qual a maior virtude desse estilo? 
A capacidade de trabalhar em equipe. Se o seu estilo de administração desagrega as equipes ao fazer seus membros concorrerem entre si você estará matando a competitividade natural do negócio. É mais fácil recrutar uma boa equipe aqui se ela for por critério geográfico, por referência interna de colegas e relações pessoais. Curiosamente, há até multinacionais adotando essa prática hoje porque poupa muito dinheiro no processo de seleção. Mas poucas ainda perceberam que o que ganham são equipes melhores e mais ágeis.

Fonte: Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Arqueólogos acham moedas romanas no Muro das Lamentações


Descoberta pode mudar teorias sobre a história do local. Construção fica em Jerusalém e é sagrada para os judeus.


Arqueólogos israelenses descobriram nesta quarta-feira (23) moedas da época dos romanos debaixo do Muro das Lamentações, em Jerusalém, local sagrado para os judeus. As moedas foram cunhadas por volta do ano 15 d.C. e podem mudar as teorias sobre a construção do muro, há cerca de 2 mil anos.
Durante séculos, se pensou que o muro havia sido construído pelo rei Herodes -- que, na tradição cristã, também é considerado infame por seus esforços de caçar o menino Jesus na história original do Natal.
Porém, Herodes morreu em 4 a.C., cerca de 20 anos antes da produção das moedas. Isso indica que o muro foi finalizado por seus sucessores.
Uma das 17 moedas encontradas sob o Muro das Lamentações (Foto: AP Photo/Sebastian Scheiner)
Arqueólogo israelense Eli Shukron, à esquerda, mais abaixo, mostra onde foram achadas as moedas (Foto: AP Photo/Sebastian Scheiner)
Fonte: G1

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Arqueólogos descobrem moedas de bronze de Roma antiga na França


Relíquias datam de 300 d.C., acreditam os pesquisadores.
Material estava enterrado em vasos.


Moedas romanas encontradas perto de Toulouse, na França (Foto: AFP Photo/Direction Régional des Affaires Culturelles)

Arqueólogos franceses anunciaram nesta segunda-feira (7) a descoberta de milhares de moedas romanas no campo de L'Isle-Jourdain, perto de Toulouse, no sudoeste da França.
Os pesquisadores acreditam que as moedas de bronze provavelmente foram cunhadas entre os anos 290 e 310 de nossa era em Roma, Londres, Lyon (atual França), Cartago (atual Tunísia) ou Trier (atual Alemanha). Estavam enterradas em três vasos.
No final de semana, foram desenterradas e guardadas, disse o responsável regional por descobertas arqueológicas, Michel Vaginay.
"É um achado importante, na medida em que não é frequente falar de objetos do tipo desse período", disse à AFP.
Dois pesquisadores encontraram há dois anos 250 peças num campo arado já mencionado antes, pelo serviços de arqueologia, que entrou logo em contato com o proprietário do terreno. Este pediu que as escavações fossem organizadas só depois da colheita de milho", informou Vaginay.
Assim, durante meses, os arqueólogos torceram para que não houvesse nenhum vazamento da notícia.
Fonte: G1

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

#FaltadeEducação


Halloween nas escolas?


Prós e contras de celebrar o Dia das Bruxas, 31 de outubro, no Brasil


Texto Thais Romanelli



No dia 31 de outubro, algumas escolas brasileiras celebram o Halloween, o Dia das Bruxas. As crianças, principalmente do ensino infantil, vestem fantasias de bruxas, vampiros, fantasmas e outros monstros para comemorar... Comemorar exatamente o quê? A festa, que é popular nos Estados Unidos, chegou às crianças brasileiras por meio de programas televisivos. Os fãs dos Padrinhos MágicosLazyTown,Ben 10 e Barney cultivam a brincadeira do doces ou travessuras? nas salas de aulas, muitas vezes sem critérios. Fica a pergunta: em que situação o Halloweenpode ser utilizado dentro da escola? Até que ponto é interessante para as crianças participarem de uma manifestação cultural estrangeira?

Comemorar apenas por comemorar, além de, muitas vezes, ocupar o tempo de aulas realmente importantes não acrescenta nada na formação das crianças. Não adianta celebrar uma data na escola que não represente nada para a realidade do estudante. "É preciso explicar como a festa surgiu e contextualizá-la para que os alunos criem uma identificação. Só assim a comemoração fará sentido", diz a professora de inglês do Colégio Augusto Laranja, Cristina Malville Alonso, que trabalha o processo durante todo o mês de Outubro com seus alunos de 4 a 6 anos. Com a ajuda de fotos, vídeos e outros materiais didáticos, ela resgata a história original da data e de seus personagens. As crianças descobrem que a origem do Halloween remete às crenças celtas. Para quem não sabe, este povo da Irlanda acreditava que, no último do verão no hemisfério norte, os espíritos saíam do cemitério para tomar conta dos corpos dos vivos. Aterrorizante, a comemoração pagã, foi condenada na Europa, passando a ser conhecida como Dia das Bruxas. Graças à imigração dos irlandeses para a América, o Halloween se tornou uma data especial nos Estados Unidos.

Halloween ou Dia do Saci 

Limitar a comemoração à disciplina de inglês pode ser uma boa alternativa, bem como introduzir, de maneira sutil, a questão da influência de outras culturas graças à imigração e à globalização. Vale também apontar às crianças as diferenças culturais entre os vários países e até, quem sabe, discutir o choque cultural.

Voltar às atenções no mês de outubro para o Dia das Bruxas é realmente um problema. É preciso ter cuidado e lembrar às crianças que, originalmente, esta data não faz parte da nossa história e tradição. Pensando nisso, o Governo do Estado de São Paulo decretou, em 2005, o Dia do Saci, o mesmo dia 31 de outubro. Coincidência? Sem dúvida não, a iniciativa foi uma forma de valorizar a cultura brasileira e tentar coibir a americanização - já que, no imaginário do Brasil, o Saci é um símbolo.

Integrar o inglês com as demais disciplinas, proporcionando discussões que vão além da comemoração do Halloween é uma boa maneira de não enaltecer a data de forma prejudicial. É interessante estudar inicialmente a própria cultura, para depois conhecer as demais. Realizar um projeto sobre o folclore brasileiro aproxima as crianças da cultura brasileira e ajuda a introduzir a questão da americanização. Foi o que fez a professora Cristina: "Trabalhamos muito com interdisciplinaridade e grandes projetos, o mês de agosto é dedicado ao folclore. Com a ajuda de livros sobre lendas colocamos os alunos frente a frente com uma coisa extremamente brasileira e assim os preparamos para conhecer novas culturas", diz.

E as escolas bilíngues, como devem se posicionar? 

Como o próprio nome já diz, a escola faz os alunos aprenderem simultaneamente duas línguas, no limite, duas culturas. Priorizando na maioria das vezes o português e o inglês, durante todo o processo de aprendizado é importante que nenhuma das duas seja esquecida, em momento algum. Assim, vale comemorar tanto tradições brasileiras, como as norte-americanas, lembrando sempre de contextualizar e proporcionar novos aprendizados aos alunos. "O contato com outras culturas é importante para a formação de todas as crianças, mas, principalmente, para as que vivem em escolas bilíngues", afirma Adília Torres Cristófaro, coordenadora do Augusto Laranja, unidade Campo Belo, que em 2009 adotou o método das duas línguas no método de ensino.

Para a diretora da unidade Tatuapé do Colégio Santa Amália, Teca Antunes, a comemoração tem sim sua importância, exatamente pelo fato da escola ser bilíngue. "Termos, por princípio, trabalhar com as crianças aspectos culturais do país falante da língua inglesa (e não apenas o idioma). Dentro disso, o Halloween é uma data importante na escola, pois as crianças canadenses têm o costume de brincar nesse dia".

No dia 31, os alunos da Educação Infantil podem vir fantasiadas, já os do Fundamental 1 podem trazer adereços para que todos, no momento de intervalo, brinquem de "trick or treat" ("doces ou travessuras"), trocando doces com os colegas. Apesar de cultuar uma tradição norte-americana, Teca Antunes acredita que as comemorações não são prejudiciais ao aprendizado das crianças. "Hoje, com a globalização, as crianças brasileiras também têm acesso a essas comemorações e isso lhes permite construir conhecimentos a respeito do mundo e da forma como outras crianças, que vivem em outras partes, brincam e divertem-se", diz.

Mesmo assim, a cultura nacional não é descartada, Teca conta que o Saci não deixa de ser apresentado às crianças. "Ele também faz parte da comemoração, juntamente com os símbolos típicos do Halloween. A parte da Cultura Brasileira é garantida, em nossa proposta pedagógica, por meio de aulas específicas que tratam da cultura da infância brasileira: tradições, músicas, cantigas de roda, brincadeiras, poesias, histórias etc."

Fonte: Educar para Crescer

De olho no bullying


O bullying tem sido tema constante de debates entre professores e coordenadores de escola, de noticiários e de fóruns de debate. Sabe-se que o bullying é um tipo de comportamento violento que consiste deconstantes agressões físicasverbais e virtuais (cyberbullying) a um indivíduo. Sua motivação não é aparente, e o agressor pode ser um ou mais indivíduos.  

O aluno vitimado passa a vivenciar sentimentos de dor e angústia diante dessa relação desigual de poder. Pode também apresentar baixo desempenho escolar e resistir ou recusar-se a ir para a escola, simulando doenças, trocando de escola com frequência e até abandonando os estudos. Em casos extremos, observa-se o desenvolvimento de quadro depressivo.

Em contraste com a existência do bullying, entende-se que o ambiente escolar tem um importante papel no desenvolvimento infantil e adolescente e, entre suas diversas funções, proporciona a oportunidade de desenvolvimento de relacionamentos interpessoais.

Considerando esses conhecimentos conceituais sobre o bullying, já amplamente difundidos, como podemos passar para a próxima etapa, de construção de medidas preventivas contra esse comportamento violento entre crianças e adolescentes? Artigos e relatos de experiência argumentam que um dos principais pontos para a implementação de programas que visem à prevenção do bullying é a inclusão de toda a comunidade envolvida: família, professores, técnicos, alunos. Outro fator importante é a elaboração de um projeto metodológico que inclua o debate e reflexão sobre o tema entre alunos e professores de diversas disciplinas.

Os projetos interdisciplinares podem proporcionar mecanismos coletivos que reduzam e previnam esse tipo de prática no ambiente escolar. Por exemplo, nas aulas de História, podem-se apresentar notícias do passado relacionadas ao bullying; em Educação Física, pode-se trabalhar o respeito ao próximo; enfim, as possibilidades são diversas.

Os professores e técnicos devem estar atentos à interação entre os alunos a todo momento, nos corredores, no intervalo, e intervir imediatamente se necessário, chamando a atenção dos alunos e explicando-lhes a dimensão de seu comportamento. Se agirmos de forma multifatorial e reconhecendo a complexidade do bullying, poderemos reduzir a incidência e o alastramento da violência entre estudantes nas escolas.

Abaixo, assista à reportagem sobre o trabalho realizado pelos colégios adventistas de São Paulo com professores e pais de alunos para prevenir o bullying.



Fonte: Educação Adventista

Como surgiu a expressão UAI?


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fase Final da 3a ONHB‏


Fase final da 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil traz 1,2mil estudantes de todo país à UNICAMP


Após cinco etapas on-line e mais de 65 mil inscritos, 300 equipes finalistas foram convocadas para a última fase da 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), que acontecerá na Universidade Estadual de Campinas, nos dias 15 e 16 de outubro.  
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa inédita no país. Mais comum nas áreas das Ciências Exatas, a inserção do estudo da História em uma competição envolvendo estudantes do ensino fundamental e médio evidenciou uma imensa demanda reprimida por atividades nesse sentido. A Olimpíada acontece uma vez por ano e, em sua terceira edição, em 2011, contou com mais de 65 mil inscritos, com representantes de todos os estados do território nacional.
Envolvendo conhecimentos fundamentais para a formação, tanto científica, quanto cidadã do estudante, a Olimpíada Nacional em História do Brasil envolve as equipes em um estudo não apenas de conteúdo, mas de olhar e pensar criticamente a história.
O trabalho coletivo é um dos princípios da Olimpíada. Todas as suas fases são realizadas em equipes, compostas por três estudantes e um professor. As provas são estruturadas para serem realizadas em conjunto pela equipe e com consulta, favorecendo processo de aprendizagem dos conteúdos durante toda a competição.
A metodologia utilizada permite aos estudantes e professores trabalharem como historiadores, pelo contato direto com documentos históricos, imagens e informações que precisam ser analisadas e processadas. As respostas apresentam graus diferentes de acerto, demandando debate entre o grupo.
A utilização da internet é outro aspecto inovador do projeto, que possibilita a participação de um maior número de estudantes das redes pública e privada de todo país. A Olimpíada é composta por cinco fases pela internet e uma final presencial na Unicamp.
Nesta edição da Olimpíada, no dia 15 de outubro, cada equipe realizará em conjunto, mas dessa vez sem o professor, uma prova dissertativa. No dia seguinte (16 de outubro), serão conhecidas as 75 equipes vencedoras e entregues medalhas de ouro, prata e bronze, por autoridades das principais entidades ligadas à área de História, ao ensino, à pesquisa e ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia. Comporão a mesa de premiação: Prof. Dr. Edgar Salvadori De Decca (historiador e coordenador-geral da Unicamp), Prof. Sergio Gotti da Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação (SEB/MEC), Prof. Dr. Marcelo Knobel (Unicamp), Prof. Dr. Benito Bisso (presidente da ANPUH), Prof. Dr. Luciano Figueiredo (Editor da Revista de História da Biblioteca Nacional), Prof. Dr. Ildeu Moreira (Diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia e membro do Conselho Nacional de Política Cultural e do CTC da Educação Básica CAPES), além dos diretores do Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP Prof. Dr. Marcelo Firer, Profa. Dra. Cristina Meneguello e Profa. Dra. Adriana Vitorino Rossi.

Programação
Dia 23 – Sábado - Dia da Prova
7:30 às 8:30 – Chegada das equipes ao Pavilhão Básico 2 – Unicamp
9:00 às 12:00 - Prova da Olimpíada, para os estudantes, e Palestra para os professores, no Centro de Convenções.
12:00 às 14:00 - Almoço
14:00 às 18:00 – Programação de lazerLocal: Ginásio Multidisciplinar - Unicamp
Dia 24 – Domingo - Cerimônia de Premiação
9:00 às 12:00 - Cerimônia de premiação e encerramento
Local: Ginásio Multidisciplinar - Unicamp
12:00 às 14:00 Recepção festiva e despedida

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Qual área eu devo seguir?

Descobrimos o que se passa na cabeça de um aluno do Ensino Médio (ainda prefiro chamar de Colegial) quando a professora pergunta: “O que vocês vão fazer no futuro?”. Graças à moderna tecnologia do lápis, pudemos ter acesso ao resultado do escaneamento da mente de um aluno no exato momento da pergunta maldita/bendita.




Fonte: Histórica

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Jogo da Memória - Maiores ditadores da atualidade


Você sabe reconhecer os maiores ditadores da atualidade?

Eles estão no poder de seus países há anos - e numa lista dos piores ditadores de nossa época. No jogo da memória, relacione os chefes de estado autoritários aos países que governam. Bom jogo!





Clique aqui para jogar

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

10 Fatos Históricos [Muito] Mal Contados

Existem fatos na história que se tornam senso comum, de tão repetidos que são, não é mesmo? A história é uma ciência que está sempre mudando e, de vez em quando, acreditamos em certas "verdades" sem questionar. Esta lista vai mostrar 10 fatos históricos que não foram contados corretamente. E serve para provar que, mesmo errando, não podemos perder o bom humor. 
Esta lista foi adaptada da Revista Mundo Estranho.


1- Buda e o Peso

[Você ouviu falar que...] Buda era gordo

Sabe que aquela imagem de um careca cheinho, com pouca roupa, barrigão de fora e bem sorridente? O gordinho simpático representa Buda, fundador do budismo. A religião budista, uma das maiores do mundo, nasceu na região onde hoje fica o Nepal e atualmente tem cerca de 400 milhões de seguidores.
[Mas a verdade é que...] Buda era magrinho

De acordo com os textos budistas, Sidarta, fundador da religião, teria sido um príncipe que saiu pelo mundo para descobrir a cura do sofrimento humano. O cara viveu como mendingo e passou dias sem comer, em meditação. Por isso, na Índia as estátuas do Buda mostram um homem alto e magro meditando.


2- Calendário Maia e 2012


[Você ouviu falar que...] O calendário dos Maias prevê o fim do mundo em 2012

A civilização que habitou o sul do México entre 2000 a.C. e o século 17 dominava astronomia e criou um calendário de 365 dias. Está tudo gravado em uma pedra circular que marca os dias até 21 de dezembro de 2012. Aí não tem saída: o mundo acaba junto com o calendário desse povo que foi dizimado pelos espanhóis.

[Mas a verdade é que...] O "calendário Maia" é Asteca e não acaba em 2012

O resultado da busca por "calendário maia" no Google é um calendário circular de outro: os Astecas. A Pedra do Sol foi construída com base no calendário Maia – que era retangular e mais complexo – e não acaba em 2012. Tanto para maias como para astecas, o fim de um ciclo astronômico iniciava outro.

3- Cristóvão Colombo e a América




[Você ouviu falar que...] Colombo descobriu a América

Viajando a serviço da Espanha, o navegador italiano procurava chegar às Índias viajando para o oeste. Dez semanas após partir, seus três navios, Santa Maria, Pinta e Niña, atracaram na ilha de San Salvador, onde hoje ficam as Bahamas. A missão saiu melhor que a encomenda, já que Colombo descobriu um continente novinho em folha.

[Mas a verdade é que...] Colombo não descobriu a América

No livro 1421: o Ano em que a China Descobriu o Mundo, o ex-comandante da marinha britânica Gavin Menzies analisa mapas e rotas e afirma que durante a dinastia Ming, os chineses tinham recursos para ir e voltar da América. Para completar, um mapa-múndi de 1418, encontrado na China, mostra todos os continentes em seus devidos lugares.

4- Galileu Galilei e o Heliocentrismo


[Você ouviu falar que...] Galileu foi severamente punido por descobrir o sistema solar

Na Idade Média, a Igreja Católica punia fisicamente quem ia contra seus princípios. A heresia de Galileu foi defender o heliocentrismo, ou seja, que os planetas giravam ao redor do Sol, e não da Terra. Após escrever "Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Universo", o astrônomo foi condenado a passar o resto de seus dias na cadeia, onde sofreu torturas.

[Mas a verdade é que...] Galileu não descobriu o sistema solar e teve uma punição leve

Quem descobriu o heliocentrismo foi Nicolau Copérnico, meio século antes. Galileu, que era católico fervoroso e amigo do papa Urbano VIII, apenas comprou a ideia e resolveu defendê-la escrevendo um livro. A obra acabou inclusa no Index, a lista dos proibidões da época, e o cientista teve que se explicar com a igreja, sem sofrer tortura alguma.

5- Isaac Newton e a Maçã




[Você ouviu falar que...] Newton descobriu a gravidade com uma maçã caindo em sua cabeça

O físico, matemático, astrônomo, filósofo, alquimista, teólogo e professor Isaac Newton estava descansando debaixo de uma árvore em um parque de Londres quando uma maçã caiu em sua cabeça. Eureka! De repente ele entendeu tudo: o que fazia a maçã cair era a atração da Terra sobre corpos ao seu redor. Logo formulou a Lei da Gravitação Universal.

[Mas a verdade é que...] Newton descobriu a gravidade, mas não foi inspirado por uma maçã

A história da maçã não está na obra do físico - a hipótese mais provável é que tenha sido usada para explicar a seus alunos a teoria que formulou após muitos cálculos e estudos. Em mémorias que William Stukeley, arqueólogo e biógrafo de Newton, publicou em 1752, há até menção a maçãs. Mas elas só enfeitavam o jardim que o cientista passeava.

6- Graham Bell e o Telefone


[Você ouviu falar que...] Graham Bell inventou o telefone

Alexander Graham Bell era professor de fisiologia vocal na Universidade de Boston. Nas horas livres, com o assistente Thomas Watson, tentava criar um aparelho que usasse eletromagnetismo para transmitir a voz humana à distância. Um dia, testando um de seus protótipos, chamou pelo fone: “Watson, venha aqui”. Estava criado o aparelho telefônico, em 1873.

[Mas a verdade é que...] Graham Bell não inventou o telefone

Em 2002, o Congresso dos EUA reconheceu Antonio Meucci como pai do telefone. Em 1856, o italiano criou um aparelho que transmitia a voz à distância. Com dificuldades financeiras, vendeu sua patente para Graham Bell no início dos anos 1870. Malandro, Bell registrou a patente em seu nome, ficando rico e levando a fama pelo invento.

7- Einstein e os Estudos




[Você ouviu falar que...] Einstein foi mau aluno

O físico alemão Albert Einstein é sinônimo de inteligência. Quando criança, porém, tirava péssimas notas em matemática. Aos 12 anos, ouviu de uma professora que não ia dar em nada na vida. Estudando por conta própria, virou gênio. Radicado nos EUA, foi professor da Universidade Princeton, ganhou um prêmio Nobel e foi eleito pela revista Time como personalidade do século 20.

[Mas a verdade é que...] Einstein era um aluno genial

O pequeno Albert achava as aulas de matemática e física fracas. Preferia ficar em casa estudando sozinho e, aos 12 anos, dominava cálculo integral e diferencial, que só se aprendem na faculdade. A lenda de Einstein como mau aluno pode ter surgido porque ele foi reprovado, aos 16 anos – dois anos mais novo do que o habitual -, para ingressar na escola Politécnica de Zurique.

8- Santos Dumont e o Avião




[Você ouviu falar que...] Santos Dumont inventou o avião

O brasileiro foi o primeiro a voar com um aparelho mais pesado que o ar. No arredores de Paris, o 14-Bis ficou 21 segundos no ar, percorrendo 220 metros. Os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright, que garantem ter inventado o avião antes de Dumont, não se apresentaram em público, não deram provas consistentes de seus voos e usavam uma catapulta para levantar voo.

[Mas a verdade é que...] Santos Dumont não inventou o avião

Fora do Brasil, pouca gente duvida que Orville e Wilbur Wright inventaram o avião. Três anos antes do 14-Bis, eles voaram com o Flyer I nos EUA. Os irmãos usavam catapulta, mas podiam decolar sem o mecanismo. E houve, sim, apresentações públicas: em 1905, diante de dezenas de testemunhas, o avião dos Wright voou durante 39 minutos, fazendo curvas e oitos no ar.

9- Gandhi e o Pacifismo




[Você ouviu falar que...] Gandhi era pacifista

Mahatma Gandhi tornou a Índia independente do Império Britânico, em 1947, por meio da satiagraha, a doutrina da não-violência. Dizia não ser correto “usar a violência contra um adversário, pois ele deve ser desarmado de seus erros com paciência e compaixão”. A não-violência tornou Gandhi um símbolo mundial de luta por justiça, liberdade e paz.

[Mas a verdade é que...] Gandhi era racista

O herói indiano viveu na África do Sul entre 1893 e 1914. Nesse tempo, lutou contra rebeldes negros e pregou a inferioridade negra. Considerava correto, por exemplo, proibir negros de usar armas ou partilhar vagões de trem com brancos ou indianos. “A raça mais elevada pode continuar assim evitando que os negros se armem”, escreveu para o jornal Indian Opinion.


10- Feministas e o Sutiã




[Você ouviu falar que...] As feministas queimaram os sutiãs

Feministas americanas que consideravam o concurso de beleza Miss America um baita machismo protestaram com os seios de fora, incendiando lingeries em Atlantic City. Afinal, para se manifestar contra a opressão masculina, nada melhor do que queimar sutiãs, símbolos das diferenças entre homens e mulheres. Pegava fogo a luta pela igualdade de direitos entre os sexos.

[Mas a verdade é que...] As feministas não queimaram sutiãs

Cerca de 400 mulheres jogaram sapatos, maquiagem, revistas femininas e até sutiãs em uma lata de lixo. Alguém deu a ideia de pôr fogo em tudo, mas seguranças impediram. Mesmo assim, a jornalista Lindsay van Gelder escreveu a reportagem Queimadoras de Sutiãs e o Miss America. Com o tempo, a metáfora foi esquecida e os sutiãs queimados viraram história.


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