segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pernambucanos vencem Olimpíada Nacional em História

Nove estudantes do Colégio Militar do Recife chegaram, na madrugada desta segunda-feira (25), de São Paulo, trazendo medalhas de ouro.


Nove estudantes do Colégio Militar do Recife chegaram de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (25), trazendo na bagagem medalhas de ouro. Os alunos, divididos em três equipes, participaram, no fim de semana, da Olimpíada Nacional em História, realizada na Universidade de Campinas (Unicamp).


No total, 300 equipes, formadas por estudantes dos ensinos fundamental e médio, participaram da etapa final da olimpíada, que teve prova escrita, com temas relacionados à História Nacional. Além de medalhas, os estudantes ganharam passagens aéreas e os colégios, livros para o acervo da biblioteca.

A Esperança ...



Como fazíamos sem Bombeiros

Voluntário e baldinhos já foram a principal forma de combate ao fogo.

O fogo sempre foi uma grande ameaça para a humanidade. Quando os homens eram nômades, eles simplesmente fugiam das chamas. Mas, a partir do momento em que se fixou, surgiu a necessidade de combatê-lo quando ele ameaçava o patrimônio. Era, então, o início de uma longa luta. Como o combate a incêncios era uma tarefa quase impossível até poucos séculos atrás, durante muito tempo a aposta foi a prevenção.


Na Roma antiga, uma lei exigia que as casas, de madeira, fossem contruídas mais separadas umas das outras. Além disso, todas as moradias eram obrigadas a ter cisternas. Foi em Roma também que surgiram os vigiles, homens que patrulhavam as ruas para impedir o surgimento do fogo. Eles formaram a primeira organização de combate a incêndios de que se tem notícias.

É claro que , mesmo prevenindo, muitas vezes era necessário remediar. E, até meados do século XVII, os baldes eram o principal recurso de combate. Quando algúem descobria um incêndio, corria pela vizinhança atrás de ajuda. Voluntários munidos de baldes cheios passando de mão em mão. Esse método, pouco eficazes, não conseguiam combater grandes incêndios, como o de Londres em 1666. O fogo, que durou quatro dias, destruiu grande parte da cidade.


A partir do fim do século XVII, novas téwcnicas foram criadas. Surgiram as bombas manuais, depois substituídas pelas a vapor. Os baldes deram lugar a mangueiras. Iniciava-se uma nova era na luta contra o fogo. Corporações de combate a incêndio começaram a ser criadas, e a profissão de bombeiro passou a ser remunerada.

No Brasil, até o fimn do século XVIII, eram as milícias e os voluntários que corriam para apagar as chamas. Em 1797, o Arsenal da Marinha, que já tinha experiência no combate ao fogo em suas embarcações, passou a ser o órgão público responsável pela extinção de incêndios. O primeiro Corpo de Bombeiros do Brasil, no entanto, só foi criado, por decreto de Dom Pedro II, em 2 de Julho de 1856, no Rio de Janeiro. Ele foi o primeiros do tipo em toda a América Latina.

Fonte: Revista Aventuras na HistóriaEdição 87 - Outubro de 2010

Natal + Ecológico IFSP

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vestígios de 6.500 anos

Peças encontradas em morro sugerem que Joinville foi habitada por pré-sambaquianos

O topo de um morro destinado à ampliação do aterro sanitário de Joinville, na zona Norte, guarda um achado arqueológico de 6,5 mil anos que pode ajudar a explicar a transição dos povos caçadores-coletores do interior do Estado para os sambaquianos do litoral. A descoberta é de pesquisadores da Unisul de Florianópolis e coordenada pelo geólogo Marco De Masi. Responsável por outras descobertas – como a de 96 ossadas indígenas na BR-101, em Jaguaruna, no Sul do Estado –, o pesquisador foi contratado pela Ambiental, empresa que gerencia o aterro, para acompanhar possíveis achados arqueológicos. O serviço é necessário para a emissão de licenças ambientais. Após escavações, em setembro, Marco e um auxiliar encontraram pistas de vida ancestral na área.


Primeiro, foram lascas de pedra, o que levou a acreditar que o local pudesse ser um acampamento de caçadores-coletores. Em seguida, desenterraram um polidor de machadinhas, um quebra-coquinho, um macerador e pontas de flechas. Só na superfície do morro, foram achados 640 artefatos. Com menos de 10% de área escavada, juntaram 1,2 mil. Eram os indícios de que uma comunidade viveu no local, segundo o geólogo. Peças com restos de carvão foram enviadas a um centro de estudos, o Beta Analytic Inc., em Miami, nos Estados Unidos, para identificar os materiais. A resposta, ainda em setembro, trouxe a surpresa. As peças eram anteriores aos sambaquianos, que apareceram na região há 5,1 mil anos e, no Estado, há 6,2 mil anos.

Há indícios de que o mar era mais avançado na época (inundava boa parte da zona Norte, por exemplo) e que esses caçadores-coletores viviam perto da orla, mas ainda com o estilo de vida do interior. “Isso permite interpretar que mais tarde esses grupos podem se tornar os sambaquianos [que se alimentam do mar, habitam áreas alagáveis e têm outros hábitos]”, analisa Marco.
 

 
É difícil dizer de que grupo são esses povos, segundo o geólogo. A possibilidade é de que sejam dos gês, os mais antigos do Sul. Os guaranis vieram mais tarde. Todo o material está sendo catalogado e armazenado no Laboratório de Arqueologia da Unisul, com aval do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para dar origem a estudos mais detalhados.



As escavações podem durar de seis meses a um ano e devem virar local de estudo para universitários.

AN.com.br

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Israel e Google irão publicar na internet manuscritos bíblicos.

Documentos de 2 mil anos serão disponibilizados gratuitamente.
Obras foram encontradas entre 1947 e 1956 no Mar Morto.

O departamento israelense de antiguidades e o Google anunciaram nesta terça-feira (19) o lançamento de um projeto para divulgar, na internet, os manuscritos do Mar Morto, que contêm alguns dos mais antigos textos bíblicos.

O plano, que custará US$ 3,5 milhões (2,5 milhões de euros) tem o objetivo de disponibilizar gratuitamente esses documentos, que possuem cerca de 2 mil anos.
 
Manuscritos estão sendo captados com tecnologia da Nasa.
(Foto: Sebastian Scheiner/AP)


"É a descoberta mais importante do século 20 e vamos compartilhá-la com a tecnologia mais avançada do século 21", afirmou a responsável pelo projeto do departamento israelense, Pnina Shor, em uma coletiva de imprensa em Jerusalém.

A administração israelense captará imagens em alta definição utilizando uma tecnologia "multiespectral" desenvolvida pela Nasa. As imagens serão, posteriormente, publicadas na internet pelo Google em uma base de dados. As traduções dos textos também serão colocadas à disposição. Shor afirmou que as primeiras imagens estarão disponíveis nos próximos meses e o projeto terminará em cinco anos.

"Todos os que possuem uma conexão à internet poderão acessar algumas das obras mais importantes da humanidade", disse o diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento do Google em Israel, Yossi Mattias.

Descoberta arqueológica

Acredita-se que os 900 manuscritos encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, no Mar Morto, constituem uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos. No material encontrado, há pergaminhos e papiros com textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como o Antigo Testamento mais velho que se conhece.
 
Traduções dos textos também serão colocadas à disposição.
(Foto: Sebastian Scheiner/AP)
 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Resumindo o Dia dos Professores


"Educação é a bala de prata. Educação é tudo. Não precisamos de pequenas mudanças, precisamos de mudanças gigantescas, mudanças monumentais. Escolas deveriam ser palácios. A competição pelos melhores professores deveria ser selvagem; eles deveriam ganhar salários de  6 dígitos. Escolas deveriam ser incrivelmente caras para o Governo e absolutamente gratuitas para os cidadãos, como a Defesa Nacional"

Rob Lowe, em The West Wing

Arqueólogos descobrem tumba de 4,5 mil anos no Egito

Desenhos indicam que na tumba foi enterrado sacerdote de um dos principais faraós. Foto: EFE

Arqueólogos anunciaram nesta segunda-feira a descoberta de uma tumba com mais de 4,5 mil anos. O local fica ao sul da necrópole dos construtores das pirâmides, no Cairo, Egito. As informações são da agência EFE.

Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawass, é a primeira tumba encontrada na região e se difere das descobertas até hoje pelo desenho arquitetônico.

De acordo com o site da TV Fox News, as autoridades egípcias acreditam que a tumba possa fazer parte de uma grande e desconhecida necrópole em Giza (a região onde ficam as três mais famosas pirâmides).

Ainda segundo o site, os arqueólogos dizem que os desenhos encontrados no local indicam que na tumba foi enterrado Rudj-ka, o sacerdote que liderou o culto mortuário do faraó Quéfren, construtor de uma das três grandes pirâmides.

Final da 2ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil será nos dias 23 e 24 de outubro

Jovens de todas as regiões do país participam, desde agosto, da 2º edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). Das 18 mil equipes inscritas, 300 disputarão a final, que acontecerá no campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nos dias 23 e 24 de outubro.

Foram, ao todo, cinco fases virtuais com questões e atividades propostas pelos organizadores e agora a final, na qual o estudante faz uma prova dentro do campus da universidade. Cada equipe tem três membros e um professor de história, que atua como orientador do grupo.

A ONHB premiará as instituições de ensino, alunos e professores, com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados de participação. E as escolas vencedoras ainda receberão doações de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.

O jovem é desafiado a analisar a história do Brasil por meio de textos, documentos, letras de músicas, imagens e mapas, além de realizar tarefas construtivas, que envolvem até a elaboração de uma gazeta na última etapa online.
 
Fonte: O Globo - Publicada em 15/10/2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mensagem aos Professores

Caros colegas:

Muito mais do que uma profissão, ser professor é ter um papel importante na construção de um mundo melhor.

Mesmo não tendo muito a comemorar, faço votos de que a esperança de dias melhores continue nos mobilizando.

Um forte abraço pelo dia de hoje!
 
Prof. Hermínio Sexto

Como fazíamos sem professor?


Na Pré-História, a tarefa de educar cabia a todos os adultos.



Dadores foi fundada no século seguinte, em 1835, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.esde que a linguagem surgiu, a educação ajuda o homem a garantir a sobrevivência. Ela permite que as habilidades e os conhecimentos adquiridos com a experiência sejam repassados para as gerações seguintes. Mas, por muitos séculos, não existiam professores, e todos os adultos transmitiam informações aos jovens. Isso acontecia de forma oral e espontânea. Com o desenvolvimento da escrita, apareceu a necessidade de que pessoas especializadas garantissem a formação, realizada de formas diferentes, dependendo da cultura local. Esparta, por exemplo, priorizava o treinamento físico. Todo menino tinha um tutor, que exercia a função por amizade e não recebia pelo serviço. Já os atenienses foram os primeiros a cobrar para transmitir seus ensinamentos, inaugurando assim a profissão docente. Para eles, a educação era constituída pela parte física, com professores chamados de kitharistés, e pela intelectual, ministrada pelos paidotribés. Mais tarde, surgiu um outro tipo de cargo, o grammatistés, cuja função era ensinar a ler e a escrever. No século 5 a.C., ganharam espaço os sofistas, educadores ambulantes remunerados. Em Roma, também esses profissionais itinerantes se chamavam retores. Havia ainda os lud magister, professores primários que alfabetizavam os mais pobres. Durante a Idade Média, a educação ficou a cargo da Igreja, que a restringia a membros do clero. A partir do ano 789, todo mosteiro tinha uma escola. Os professores não faziam cursos para ministrar aulas, situação que só mudou a partir do século 19. No Brasil, os jesuítas dominaram o sistema de ensino de 1549 até 1759, quando foram expulsos do país. Ainda no século 18, surgiram os educadores profissionais. Nossa primeira escola de formação de educ

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cristóvão Colombo descobriu a América. FALSO !

Ele foi o primeiro europeu a chegar ao Novo Mundo e revelou aos homens de seu tempo a existência de um continente até então desconhecido. Certo? Errado!


Embora tenha aberto caminho para a conquista do continente, Colombo não foi o primeiro estrangeiro a aportar na América.

Oficialmente, o título de “descobridor da América” pertence ao navegante genovês Cristóvão Colombo, mas ele não foi o primeiro estrangeiro a chegar ao chamado Novo Mundo. Além disso, o próprio Colombo nunca se deu conta de que a terra que encontrou era um continente até então desconhecido.

A arqueologia já revelou vestígios da passagem dos vikings pelo continente por volta do ano 1000. Leif Ericson, explorador que viveu na região da Islândia, chegou às margens do atual estado de Maine, no norte dos Estados Unidos, no ano 1003. Em 1010 foi a vez de outro aventureiro nórdico, Bjarn Karlsefni, aportar nos arredores de Long Island, na região de Nova York. Além disso, alguns pesquisadores defendem que um almirante chinês chamado Zeng He teria cruzado o Pacífico e desembarcado, em 1421, no que hoje é a costa leste dos Estados Unidos.

Polêmicas à parte, Cristóvão Colombo jamais se deu conta de que havia descoberto um novo continente. A leitura de suas anotações de bordo ou de suas cartas deixa claro que ele acreditou até a morte que tinha chegado à China ou ao Japão, ou seja, às “Índias”. É o que o navegador escreveu, por exemplo, em uma carta de março de 1493.

Mesmo nos momentos em que se apresenta como um “descobridor”, Colombo se refere aos arredores de um continente que o célebre Marco Polo – do qual foi leitor assíduo – já havia descrito. Em outubro de 1492, depois de seu primeiro encontro com nativos americanos, o explorador fez a seguinte anotação em seu diário de bordo: “Resolvi descer à terra firme e ir à cidade de Guisay entregar as cartas de Vossas Altezas ao Grande Khan”. Guisay é uma cidade real chinesa que Marco Polo visitara. Nesse mesmo documento, Colombo escreveu que, segundo o que os índios haviam informado, ele estava a caminho do Japão. Os nativos tinham apontado, na verdade, para Cuba.

Suas certezas foram parcialmente abaladas nas viagens seguintes, mas o navegador nunca chegou a pensar que aportara em um novo continente. Sua quarta viagem o teria levado, segundo escreveu, à província de “Mago”, “fronteiriça à de Catayo”, ambas na China.

Apesar disso, Colombo revestiu seus relatos com um tom profético. “Estou convencido de que se trata do paraíso terrestre”, disse a respeito da foz do rio Orinoco, no território das atuais Colômbia e Venezuela. Quando voltou à Europa, ele chegou a redigir um “livro de profecias”, no qual juntou citações bíblicas a textos de cosmografia e de profetas medievais numa tentativa de, aparentemente, relacionar o Novo Mundo aos reinos míticos de Társis e Ofir, citados no Antigo Testamento. A obra não chegou a ser terminada.

Somente nos últimos anos de sua vida o genovês considerou a possibilidade de ter descoberto terras realmente virgens. Mas foi necessário certo tempo para que a existência de um novo continente começasse a ser aceita pelos europeus. Américo Vespúcio foi um dos primeiros a apresentar um mapa com quatro continentes. Mais tarde, em 1507, a nova terra seria batizada em homenagem ao explorador italiano. Um ano depois da morte de Colombo, que passou a vida sem entender bem o que havia encontrado.

Fonte: Revista História Viva

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Patrimônio submerso no litoral espanhol

Governo de Madri lança programa para vasculhar as costas do país em busca de embarcações e tesouros naufragados entre os séculos XVI e XIX.

Tela de Francis Sartorius mostra o naufrágio do Nossa Senhora de Mercedes.
Governo espanhol não quer repetir o problema de 2007

A Marinha Espanhola lançou no último dia 08 de setembro um programa para proteger o patrimônio histórico que está submerso nas costas do país. Equipada com navios, submarinos, dois caça-minas e cerca de 100 profissionais, a instituição vai passar dois meses vasculhando o litoral da cidade de Cádiz, no sul da península Ibérica, em busca de vestígios de naufrágios que ocorreram nos séculos passados.

Nesse primeiro mês de atividades, a Marinha já identificou uma centena de possíveis sítios na região, o que totalizaria, segundo informações publicadas pelo jornal inglês The Guardian, algo entre 500 e 800 embarcações afundadas. O chamado Golfo de Cádiz é uma das áreas que mais abriga tesouros submersos, já que a região recebia boa parte dos navios espanhóis que durante os séculos XVI, XVII e XVIII traziam ouro e prata das colônias americanas.

Por enquanto, nenhum dado foi confirmado pelo governo espanhol, que encaminhou os vestígios encontrados para análises laboratoriais e de arqueólogos. Comprovada a sua originalidade, esses materiais devem ser encaminhados para instituições como o Museu Naval de Madri e o Museu Nacional de Arqueologia Subaquática.

Segundo informações do mesmo periódico, esse programa da Marinha seria uma resposta do governo espanhol a um incidente ocorrido em 2007 envolvendo o navio Nossa Senhora das Mercedes. A embarcação, afundada pelos ingleses em 1804 no sudoeste de Portugal, foi encontrada pela empresa transnacional Odyssey Marine Exploration, que retirou do local cerca de 500 milhões de dólares em moedas e artefatos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quais são os maiores impérios da história?

Uma possível visão elege o romano, o russo e o britânicos entre os maiores.

Para definir os grandes impérios da história, não basta levar em conta apenas a extensão territorial. "Existiram os muito grandes, mas que foram também muito efêmeros", diz o professor doutor Pedro Paulo Funari, do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ele, a duração e o legado de cada um deles também são fatores importantes nessa definição. É a partir desses critérios que são apontados o romano, o russo e o britânico como exemplos de grandes impérios da história. "O mongol teve extensão maior que o romano, por exemplo, mas sua duração foi muito curta. Já o de Alexandre, o Grande, durou somente dez anos e chegou ao fim com sua morte", cita. "O império romano, por sua vez, além de ser muito extenso, existiu por quase oito séculos e deixou consequências muito duradouras, como as estradas construídas na época e que são usadas até hoje, e as leis, que foram transmitidas para diversas civilizações. Já os britânicos expandiram a língua inglesa e difundiram aquilo que caracteriza o mundo de hoje, que é a industrialização e a globalização", destaca o professor.

Embora tenham ocorrido em épocas diferentes, os três impérios carregam algumas características em comum. "Eles conviviam com um poder central e a diversidade cultural dos povos dominados - porém, de maneiras diferentes em cada um deles. Além disso, nos três casos fazia-se uso de uma língua de comunicação entre as elites: o latim, no romano; o inglês, no britânico; e o russo. Não é à toa que esses idiomas se tornaram tão importantes mundialmente", explica Pedro Funari. Mas as semelhanças não passam muito para além dessas esferas. Individualmente, cada um possuía características muito peculiares, desde a forma de conquista e administração até na sua relação com os povos dominados.

Império Romano


É o mais antigo entre os três. Teve suas origens no século 4 a.C.O poder centralizado não era tão forte, mas utilizavam-se mecanismos que garantiam a dominação dos povos conquistados. "O exército romano era poderosíssimo, baseado na tecnologia do ferro. Havia uma organização militar bem consolidada. Além disso, os colonizados eram aceitos como cidadãos romanos. Isso foi muito importante", afirma o professor Funari. Sua administração também era bastante organizada. "Era um tipo de império fundado em cidades, onde a vida girava em torno delas. Havia um excelente sistema viário - o melhor até a invenção dos trens - que fazia a comunicação entre elas, permitindo o transporte das tropas". O império teve seu fim entre os anos de 410 e 480, quando diversas áreas começaram a se desmembrar no ocidente e deixou de existir um governo centralizado, dando origem à formação de reinos bárbaros.

Império Russo


Teve início no século 16 e terminou com a Revolução Russa em 1917. "Formalmente, ele acabou, mas de certa forma continuou existindo como União Soviética até 1989", diz Pedro Funari. "Hoje em dia, a Rússia ainda mantém características de império. Sua extensão não é mais tão ampla como foi no passado, porém, ela chega até a China e ainda possui várias regiões que falam línguas diferentes". Essa foi, aliás, uma marca importante do poder russo: ao conquistar povos tanto do oriente quanto do ocidente, permitia-se que eles mantivessem suas línguas e culturas. Isso porque o poder político era fortemente centralizado na figura do czar. "Era um governo teocrático, e o principal elemento de aglutinação foi a igreja ortodoxa. Os chefes locais eram mantidos prestando tributos ao czar", explica o historiador. O império foi o maior em continuidade geográfica, diferentemente do romano, que se organizava em torno do Mar Mediterrâneo, e do britânico, que teve colônias espalhadas por todos os continentes.

Império Britânico


Foi o maior império descontinuo da história. Já no século 16, conquista a Irlanda, formando seus primeiros embriões. Mas foi só nos séculos 18 e 19 que os britânicos se consolidaram como grande império, ao dominar parte do continente africano e países como Índia, Austrália e Canadá. "Havia uma frase que dizia: 'O sol nunca se põe no império britânico", porque ele se espalhou por todo o mundo", comenta Pedro Funari. As principais características foram as suas bases na marinha e no domínio econômico sobre suas colônias, que produziam matéria-prima para a Inglaterra e consumiam seus produtos industrializados. "Era um império capitalista, enquanto o romano era escravista, e o russo, de servidão feudal", destaca o professor. O desenvolvimento da indústria no país foi o fator chave que permitiu um acúmulo de capital para investir em frotas marinhas e, com isso, conquistar suas colônias. Suas formas de controle também eram eficazes. "Eles fizeram alianças com elites locais, beneficiando-as, como, por exemplo, os marajás indianos", explica Pedro. O fim pode ser datado a partir da independência da Índia, em 1947. "Foi o primeiro grande golpe contra a coroa, em que sua maior joia foi perdida. As colônias na África também foram conquistando sua independência nos anos 50, e, já em 1970, a Inglaterra já não formava mais um império - embora ainda hoje englobe as comunidades britânicas de suas ex-colônias", diz o professor.

Rússia entrega ao Brasil dossiê sobre Prestes nesta sexta (08/10)


O governo russo vai entregar ao Brasil nesta sexta-feira um conjunto de documentos inéditos sobre o líder comunista brasileiro Luiz Carlos Prestes, morto em 1990. O dossiê inclui cópias de manuscritos de Prestes, de artigos de jornais soviéticos e de fotografias, e será encaminhado ao Arquivo Nacional. O teor dos arquivos não foi detalhado pelas autoridades russas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A maior parte dos documentos é datada da época em que Prestes viveu exilado na então União Soviética, entre 1931 e 1934. O material, que integra o acervo do Arquivo Nacional Social e Político, sediado em Moscou, foi liberado após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dmitri Medvedev, em maio deste ano. A destinação das cópias, entretanto, foi decidida somente na última quarta-feira. A historiadora Anita Leocádia Prestes, 73 anos, filha do comunista com a alemã Olga Benário (1908-1942), reivindicava a entrega dos documentos ao Instituto Luiz Carlos Prestes, que ela preside. Já a viúva Maria do Carmo Ribeiro Prestes, com quem o líder comunista teve nove filhos, apelou para que os arquivos fossem encaminhados a uma instituição pública.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dedicatória aos amigos



  
"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.Hoje já não tenho tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado,
Seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.Vamo-nos perder no tempo...Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.

E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa


NOTA

Esta é, infelizmente, a realidade. Quantos amigos se foram, não por morrerem, mas por não nos encontrarmos mais.
Fica a lição e a mensagem para todos os amigos verdadeiros.