quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Esparta e Atenas

Sólon (Atenas) a direita, e Licurgo (Esparta)

Ao estudarmos a Grécia Antiga, temos uma falsa impressão sobre a organização dessa civilização clássica. Em geral, os livros didáticos falam repetidamente sobre as características da Grécia como se tratasse de um povo dotado de características comuns. No entanto, ao conhecermos sua organização política descentralizada, acabamos tendo fortes indícios de que, dentro do “mundo grego”, existiam povos com diferentes costumes e tradições.

Nesse sentido, a comparação entre as cidades-Estado de Esparta e Atenas nos oferece um quadro de contrastes muito interessante, dessa forma, podemos entender a diversidade cultural encontrada dentro desse território. As formas de concepção do mundo, os papéis desempenhados pelos sujeitos sociais, as instituições políticas, valores e tradições desses dois povos são de grande utilidade para que possamos, assim, apagar a impressão de que existe um povo grego marcado pela mesma cultura.

No que diz respeito às instituições políticas, Atenas conta com uma trajetória onde depois da adoção dos regimes monárquico e aristocrático, criou-se uma forma de governo democrática. Mesmo sendo considerado um “governo do povo”, aqueles que participavam da democracia ateniense correspondiam a menos de 20% da população. Já em Esparta, as questões políticas eram de obrigação de um conjunto de 28 homens, maiores de 60 anos, que formavam a Gerúsia. Além disso, existiam dois reis, que formavam a chamada Diarquia. As funções desses reis eram ligadas às questões religiosas e militares.

O papel desempenhado por homens e mulheres nas sociedades ateniense e espartana, também tinha suas especificidades. Em Esparta, as mulheres recebiam uma rigorosa educação física e psicológica. Além disso, elas participavam das reuniões públicas, disputavam competições esportivas e administravam o patrimônio familiar. Em contrapartida, a cultura ateniense restringia suas mulheres ao mundo doméstico. A docilidade e a submissão ao pai e ao marido eram valores repassados às mulheres atenienses.

A questão educacional nas duas cidades também apresentava diferenças entre si. As instituições atenienses se preocupavam em desenvolver um equilíbrio entre mente e corpo. Dessa forma, a educação buscava conciliar a saúde física e o debate filosófico. Já em Esparta, dada sua intensa tradição militarista, privilegiava-se o treinamento do corpo. Os jovens espartanos aprendiam a escrever aquilo que era estritamente necessário. Dessa forma, o cidadão espartano deveria ser forte e resistente, um indivíduo apto para as batalhas militares.

Com toda certeza, não poderíamos julgar quais dessas duas diferentes culturas do mundo clássico foi mais “desenvolvida” ou “sofisticada”. Nem mesmo poderíamos concluir que os atenienses eram simples antíteses dos espartanos. As diferenças entre as experiências vividas por Atenas e Esparta podem nos explicar tantos contrastes. Dessa forma, as comparações aqui desenvolvidas apenas nos dão uma amostra da riqueza dos costumes, tradições e histórias que envolveram as cidades-Estado do Mundo Grego.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dupla americana simula milagre de Moisés; divisão do mar teria sido no Nilo

Segundo o texto bíblico, "um forte vento leste" soprando sobre o mar teria aberto as águas para Moisés e os israelitas que fugiam do Egito. Agora, dois cientistas dizem que o "milagre" é compatível com as leis da física.


Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, traçam um cenário que eles consideram "relativamente próximo" do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

Em artigo recente na revista científica "PLoS One", eles estimam que um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo por 12 horas, teria sido suficiente para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.

Um detalhe importante para que a análise dê certo é que, de acordo com essa hipótese, a travessia dos fugitivos não teria acontecido no mar Vermelho atual.

MAR DE CANIÇOS

A maioria dos estudiosos do texto bíblico considera que a melhor tradução para o termo original hebraico, "Yam Suph", não é "mar Vermelho", mas sim "mar de Caniços". A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

Acontece que as simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio, o qual se conectava com uma lagoa salobra, o chamado lago de Tânis.

O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

EXEMPLOS MODERNOS

Além das simulações e dos dados geológicos, os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas recentes. O vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, oficiais britânicos viram algo do tipo acontecer no próprio Nilo (leia texto abaixo).

Como tudo que cerca o lado histórico dos textos bíblicos, a pesquisa já nasce polêmica. Drews, por exemplo, fez algo pouco comum em outros artigos científicos: declarou, logo no início do estudo, que poderia ter conflitos de interesse sobre o tema, já que é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé.

Nem ele nem Han dizem ter provado a veracidade do Êxodo. Toda a história da fuga dos israelitas do Egito, aliás, é muito contestada por arqueólogos e historiadores.

Gente como o arqueólogo Israel Finkelstein lembra, primeiro, que não há menções ao épico nos registros egípcios nem artefatos ligados à migração de 40 anos de Moisés e hebreus no deserto.

Em segundo lugar, tanto a língua quanto os artefatos dos povos que formariam mais tarde o reino de Israel são praticamente idênticos aos dos povos que já habitavam a antiga terra de Canaã (hoje dividida entre judeus e palestinos), supostamente invadida pelos israelitas.

Por isso, muitos arqueólogos apostam que o povo de Israel teria surgido dentro da própria Canaã, a partir de tribos que já viviam por lá.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dom Pedro I: a volta do imperador

Novas pesquisas revelam um lado fascinante do homem que criou o Brasil e se tornou um estadista liberal após abdicar do trono e retornar a Portugal, onde morreu como Pedro IV.



Desde criança, todo brasileiro está acostumado a ver dom Pedro I de pelo menos duas maneiras. A primeira é aquela dos livros didáticos, com sua pose sisuda, porte imperial e tão (pouco) atraente como uma estátua mal conservada em praça pública. A segunda versão, mais popular, é a do dom Pedro intempestivo, mulherengo, uma espécie de latin lover (se você tem mais de 30 anos, provavelmente lembra do então galã Tarcísio Meira no filme Independência ou Morte, reprisado inúmeras vezes na Sessão da Tarde durante a década de 1980). Enfim, o português temperamental que proclamou a independência em um acesso de fúria à margem do rio Ipiranga, em meio a um forte desarranjo intestinal.

O que pouca gente sabe é que, entre essas duas versões, há outra face de dom Pedro bem menos conhecida no Brasil que só agora começa a ser resgatada. “Ele se tornou um símbolo de liberdade na Europa na década de 1830”, diz Isabel Vargues, professora de História da Universidade de Coimbra, em Portugal. “Em meio a inúmeros monarcas conservadores que estavam de volta ao poder nesse período, Pedro IV foi considerado um estadista moderno que inaugurou um período liberal no país.” (Não estranhe: “Pedro IV” é como nosso dom Pedro I passou a ser chamado pelos portugueses após ser proclamado rei em sua terra natal.)

E não é apenas em Portugal que a trajetória de dom Pedro I está sendo revisitada. Aqui mesmo, no Brasil, novas pesquisas e biografias estão revelando um lado fascinante do homem que conseguiu transformar a América Portuguesa em uma única nação, destino bem diferente do da América Espanhola – que se fragmentou em várias repúblicas.

Isso não significa, é claro, que dom Pedro esteja sendo conduzido ao posto de guia moral da história do Brasil. De fato, ele teve várias amantes e é bastante confiável a possibilidade de que ele tenha tido crises de diarréia em meio à proclamação da independência. Mas o realce que uma parcela da população e de historiadores continua a dar a esses aspectos picarescos parece apenas confirmar o prazer que sentem os brasileiros em reduzir os feitos de nossos vultos históricos. Afinal, é difícil imaginar que um americano ponha em xeque a grandeza de John Kennedy devido às suas escapadas conjugais (como a que teve com a atriz Marilyn Monroe). Tampouco seria fácil encontrar um francês diminuindo a grandeza de Napoleão por causa de algum mal-estar intestinal em meio a uma de suas batalhas – algo bem provável de ter acontecido.

“Não se trata de negar defeitos do caráter de dom Pedro I, mas de reconhecer que ele foi um estadista avançado quando comparado aos seus pares da época”, diz Braz Brancato, professor de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e estudioso da vida de dom Pedro após sua volta para a Europa. “Além disso, ele conseguiu governar em um dos períodos mais turbulentos para os regimes monárquicos, que estavam caindo a todo momento.”
 
 
Fonte: Revista Aventuras na História

Exército confirma perícia histórica na divisa entre MT e PA



O Exército Brasileiro, através da Diretoria de Serviço Geográfico (DSG), deverá apresentar, na próxima semana (provavelmente na segunda, 20), no SupremoTribunal Federal (STF), um protocolo contendo as exigências para a realização de perícia em todos os documentos e nas coordenadas que definiram os marcos da divisa entre os Estados de Mato Grosso e Pará, que estão em litíigio por uma área equivalente a mais de 2,2 milhões de hectares.

A informação é do procurador geral do Estado, Dorgival Veras, que participou, no final da manhã de hoje, de uma audiência com o general Ronalt, que comanda a DSG, em Brasília. "Vamos dar um passo gigantesco no sentido de dirimir uma dúvida histórica a respeito dos limites exatos da divisa entre os dois Estados, que já perdura por mais de 100 anos", declarou Veras, durante o encontro com o general.

O documento será entregue ao ministro Marco Aurélio, relator da ação ajuizada pelo governo de Mato Grosso, pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), na tentativa de se manter a divisa nos marcos definidos pelo marechal Cândido Rondon. Hoje, a divisa é definida pelos marcos do extinto Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, hoje Instituto Brassileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo apurou a reportagem do Olhar Direto, em Brasília, os custos da perícia histórica pode custar entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, que devem ser bancados pelo Estado de Mato Grosso, autor da ação.

Em abril, o STF deu prazo de 120 dias para a conclusão da perícia, mas os trâmites não são simples como divulgou a mídia nacional. Hoje, caso o Supremo encaminhe o procoloto da DSG de forma ágil, os trabalho de campo podem começar em outubro. Contudo, sem agilidade necessária, os procedimentos só iniciarão em abril de 2011, quando começa o período da seca. Não há como precisar quanto tempo a perícia vai demorar.

Segundo a PGE, as dúvidas sobre a validade de títulos de terra concedidos pelos dois Estados afetam moradores de sete municípios. Por essa razão, o STF, logo após acatar a ação do governo mato-grossense, agiu preventivamente, em 2004, proibindo programas de regularização fundiária nas áreas em disputa.

Histórico

A divisa entre os dois Estados foi definida por meio uma convenção assinada em 1900. O traçado estabeleceu uma linha reta de cerca de 700 km, ligando o norte da ilha do Bananal, no rio Araguaia, até o Salto das Sete Quedas, no rio Teles Pires.

Em 1922, o Clube de Engenharia do Rio produziu cartas atualizadas dos dois Estados. Nelas, segundo o governo de Mato Grosso, os técnicos do atual IBGE fizeram confusão ao definir que o ponto inicial seria uma Cachoeira das Sete Quedas, supostamente localizado cerca de 150 km ao sul do ponto original.

A possibilidade de um equívoco surgiu apenas 30 anos depois, quando o então marechal Rondon chefiou levantamento cartográfico oficial.

Sobre a DSG

O Serviço Geográfico do Exército foi criado em 31 de maio de 1890, inicialmente anexo ao Observatório do Rio de Janeiro e depois transferido para o Ministério do Exército, então Ministério da Guerra. Em 20 de junho de 1903, iniciava a execução do Projeto "A Carta Geral do Brasil", elaborado pelo Estado-Maior do Exército, com a instalação da Comissão da Carta Geral, em Porto Alegre - RS.

A partir de 1917 o Serviço é progressivamente organizado na Fortaleza da Conceição, situada no Morro da Conceição no Rio de Janeiro, sob a denominação de Serviço Geográfico Militar.

Em 1920 chega ao Brasil a Missão Austríaca, contratada pelo Estado-Maior do Exército, com a finalidade de fornecer o embasamento técnico necessário ao mapeamento do Território Nacional. Os austríacos introduziram no país o levantamento topográfico à prancheta, os métodos estereofotogramétricos de emprego de fotografias terrestres e aéreas e a impressão off-set.

Até 1932, o Serviço Geográfico Militar e a Comissão da Carta Geral atuavam de forma independente. O primeiro, executando o mapeamento de áreas no então Distrito Federal e a segunda, realizando levantamentos no Rio Grande do Sul. A partir daquele ano, o Serviço passa a denominar-se Serviço Geográfico do Exército (SGE), e a então Comissão da Carta Geral dá origem à Primeira Divisão de Levantamento.

Finalmente, em 1946, são regulamentadas as atividades da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército, que funcionaria nas instalações históricas do antigo Palácio Episcopal da Conceição, no Rio de Janeiro, desde então, até ser transferida para o Quartel General do Exército, em Brasília em 1972.

A atual denominação Diretoria de Serviço Geográfico - DSG é atribuída por Portaria Ministerial de 1953, em conformidade com a nova estrutura de organização do Exército.

Cidade histórica ganha regras rígidas para novas construções


Primeira cidade brasileira a receber o título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), Ouro Preto passou a ter nesta quinta-feira (16) normas mais rígidas de preservação. "Pela primeira vez, as regras foram feitas em conjunto com a prefeitura e após um debate com a população", afirmou o chefe do escritório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Ouro Preto, Rafael Arrelaro.

Pelas novas normas, ninguém poderá erguer um imóvel com altura superior aos de seu entorno, mesmo que não seja no centro histórico. "O tombamento é arquitetônico, urbanístico e paisagístico. Não se pode alterar nem mesmo os morros no entorno da cidade, apesar de alguns já estarem em processo de favelização", diz o arquiteto do Iphan. Fora da área tombada só serão permitidas novas construções nos mesmos padrões das já existentes na área. Isso inclui, por exemplo, limites à altura e à profundidade da construção.

Quem vive em uma casa do século 18 ou 19, por exemplo, não poderá fazer praticamente nada, além de restaurar o imóvel. O Iphan só permitirá adaptações que possam ajudar a preservar instalações, como troca de encanamentos e rede elétrica. O arquiteto Rafael Arrelaro ressalta que, como a nova portaria foi feita em conjunto com a prefeitura da cidade, será o Executivo municipal que definirá o que pode ou não ser feito. "Mas bairros novos terão critérios tão restritivos quanto o centro histórico. Será a prefeitura, com base nos novos conceitos, que definirá a forma de ocupação. Nada que possa descaracterizar", concluiu. (AE)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Enem Interativo



Além de mostrar detalhes sobre o sistema de avaliação, o Enem Interativo disponibiliza link para as universidades que aderiram ao exame. O espaço também apresenta a matriz curricular dividida em áreas, cada qual com as respectivas competências e habilidades, perfazendo um total de 30 competências e 120 habilidades.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Maternidade Árabe

Na primavera  de 1452, Caterina e Piero davam à luz um dos maiores artistas da História. Naquele 15 de abril, nascia Leonardo Da Vinci. Autor de obras como Mona Lisa, Última ceia e Homem Vitruviano, o italiano foi considerado descendente de uma linhagem de camponeses por muito tempo. Seu pai, Piero Da Vinci, era um senhor das terras onde ele e sua mulher, também camponesa, viviam. Mas pesquisas apontam para um dado cada veza mais certo: Caterina não era camponesa, mas uma escrava originária do Oriente Médio.


De acordo com Alessandro Vezzosi, fundador do Museu Ideal de Da Vinci, à época era comum famílias proeminentes trazerem mulheres do Leste Europeu e do Oriente Médio para trabalharem como escravas. Quando chegavam à Itália, as moças eram batizadas e recebiam um novo nome  _ sendo os mais comuns Maria, Marta e Caterina. Estudos mostram que a única Caterina provável na vida de Piero teria sido escrava de um amigo banqueiro. Em seu testamento, o nobre nomeava Piero o novo domo de sua residência em Ghibellina. Para sua mulher, Agnola, deixava apenas a escrava. Acredita-se, no entanto, que Piero teria aceitado deixar a viúva na casa em troca de … Caterina. As suspeitas se reforçam após a abertura do testamento, já que não existem mais vestígios da vida da escrava no dia a dia de Agnola. As pesquisas de Vezzosi afirmam ainda que Da Vinci teria nascido um ano após Caterina ter deixado a casa de Agnola. Análises recentes em suas obras reafirmam que ele teria ascendência árabe.

Fonte: revista Aventuras na História. ed. 86 –Set. 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Protótipo da bandeira do Brasil é roubado

O primeiro desenho da bandeira do Brasil, criado em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes, foi roubado da Igreja Positivista, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. A relíquia sumiu no dia 27 de abril, mas apenas recentemente o fato veio à tona na imprensa.

Após a proclamação da República em 15 de novembro de 1889, Rui Barbosa, baseado na bandeira dos EUA, propôs um novo estandarte à nação. A bandeira foi usada por apenas quatro dias, pois o então presidente da República Deodoro da Fonseca vetou-a.

SÍMBOLOS NACIONAIS

Os símbolos nacionais surgiram com decretos de 19 de novembro de 1889 que os regulamentaram. São eles: a Bandeira do Brasil, o Brasão de Armas, o Hino Nacional Brasileiro e o Selo Nacional.

Bandeira Nacional (Imagem: Divulgação)


A Bandeira do Brasil foi criada em 1889, tendo sido a segunda bandeira republicana. Como foi dito anteriormente, a primeira, usada por apenas quatro dias, era semelhante à dos Estados Unidos.Nossa bandeira foi desenhada por Décio Villares, que se baseou na bandeira do Império do Brasil. O hasteamento deve ser feito diariamente em todos os edifícios-sede dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo federais, estaduais e municipais. Nas escolas o hasteamento da bandeira é obrigatório, pelo menos uma vez por semana, durante todo o ano letivo.


Selo Nacional (Imagem: Divulgação)


O Selo Nacional foi criado a partir do círculo da esfera celeste presente na bandeira nacional, tendo em volta a expressão “República Federativa do Brasil”. É usado para autenticar os atos de governo, os diplomas e certificados expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.

 

Brasão de Armas (Imagem: Divulgação)


O Brasão de Armas também foi criado em 1889 por obra do engenheiro Artur Zauer, sob encomenda do então presidente Deodoro da Fonseca. É utilizado obrigatoriamente pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e pelas Forças Armadas em todas as instâncias, desde a nacional até a municipal, e em documentos e publicações oficiais de nível federal.


O Hino Nacional teve sua melodia composta em 1831 por Francisco Manuel da Silva. Sua primeira letra foi escrita por Ovídio Saraiva de Carvalho, e em 1909 foi substituída pelo poema de Joaquim Osório Duque Estrada, o qual se tornou oficial em 1922. Ele deve ser tocado em solenidades oficiais do governo, no hasteamento da bandeira e é usualmente executado em competições esportivas, formaturas e em outras ocasiões.


Fonte: Educação Adventista

Cripta do século XVII encontrada debaixo da Assembleia da República

Para já são visíveis apenas as arcadas superiores, mas não há dúvidas de que as estruturas subterrâneas encontradas debaixo do edifício da Assembleia da República, no Palácio de São Bento, em Lisboa, pertencem à cripta dos marqueses de Castelo Rodrigo, construída na primeira metade do século XVII.


Fotografia de trabalho da cripta redescoberta sob a Assembleia da República (DR)

Foram trabalhos de cadastro da rede de rega dos jardins junto ao parque de estacionamento interior do palácio que, no dia 14, deixaram a descoberto as arcadas, anunciou a Assembleia da República.

“A cripta foi redescoberta”, corrige, em declarações ao PÚBLICO, o historiador de arte Paulo Varela Gomes, lembrando que já em 1939, durante obras no edifício, ela fora encontrada, acabando por ser novamente enchida com entulho.

“Há uma espécie de maldição da memória ligada aos marqueses de Castelo Rodrigo”, explica Varela Gomes, que tratou o tema na sua tese de doutoramento. D. Cristóvão de Moura, o primeiro marquês, foi o todo-poderoso ministro de Filipe II (I de Portugal), e depois da restauração da independência, em 1640, o país quis esquecer tudo o que tivesse a ver com a família, que foi banida do país e viu todos os seus bens serem confiscados.

Por essa altura, já as obras da cripta estavam a decorrer, sob a capela-mor do então Convento de São Bento e, segundo Varela Gomes, os elementos decorativos, que teriam sido encomendados ao célebre arquitecto barroco italiano Borromini, ficaram retidas num porto de Itália. A cripta nunca foi terminada. Terá sido encerrada logo em 1640, e reaberta apenas em 1939 – momento que foi registado por fotógrafos dos jornais da época.

Do que seria a decoração da cripta existe apenas um frontal de altar, atribuível a Borromini, que se encontra no Museu Nacional de Arte Antiga. Agora que a cripta foi “redescoberta”, a Assembleia da República “reconhecendo o [seu] extremo interesse histórico, cultural e patrimonial” – que não terá tanto a ver com a arquitectura mas sim com a recuperação da história da família amaldiçoada – declarou hoje que está em contacto com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) para se poder, “a curto prazo, desencadear as acções tendentes à recuperação deste espaço”.