sexta-feira, 30 de abril de 2010

Conheça as 10 melhores cidades do mundo para pedalar

Levando em conta as políticas públicas, o planejamento urbano e a própria cultura de cada cidade, site lista as dez cidades do mundo mais bem preparadas para acolher os ciclistaspor

Com o ambientalismo em voga, a bicicleta está rapidamente se tornando um item importante na malha do transporte urbano. Não há dúvidas dos benefícios que ela traz ao meio ambiente e ao próprio trânsito, mas é preciso um planejamento sério da cidade para que seja possível enxergar essas vantagens.
 
O site askmen.com fez uma lista para os apaixonados pelas duas rodas: as dez cidades do mundo mais amigas das bicicletas, ou seja, mais bem preparadas para acolher esse estilo de vida. Confira o ranking a seguir:

1. Amsterdã, Holanda



Só o fato de 40% dos deslocamentos da cidade serem feitos de bicicleta, já vale o posto de 1º lugar. Mas Amsterdã possui muitas ciclovias, bicicletas públicas disponíveis para locação, galpões para bikes, sinais de trânsito e corredores nas vias públicas destinados apenas a bicicletas, o que colabora com a segurança dos ciclistas.

2. Copenhagen, Dinamarca
 

Uma das melhores cidades do mundo para se viver, a capital dinamarquesa também é umas das que tem mais programas urbanos a favor da bicicleta. Cerca de 32% dos empregados vão de bike até o trabalho. As ciclovias são bem extensas, no geral, e muitas vezes separadas das pistas de tráfego principais, com sinalização própria.

Existe ainda um bairro da cidade, chamado Christiania, totalmente livre de carros. A cidade também possui sistema de bicicletas públicas gratuito. A pessoa precisa apenas deixar uma certa quantia de dinheiro, que será devolvido a ela no fim do empréstimo da bike.

3. Bogotá, Colômbia
 
Na cidade sul-americana, os programas públicos pró-bicicleta não são tão vigorosos quanto os europeus, mas Bogotá tem uma vantagem demográfica que a faz entrar nessa lista: apenas 13% da população possui carro.

Assim, a bicicleta passa a ser uma necessidade e, uma vez por semana, mais de 70 km de vias públicas são fechadas para o tráfego de automóveis, para que ciclistas, skatistas e corredores possam transitar pelas ruas com maior segurança.

4. Curitiba, Brasil

Nós também entramos na lista. Conhecida pelo bom planejamento urbano, Curitiba também estimula o uso de bicicletas como transporte há mais de 40 anos. Tanto que a presença de ciclovias na cidade é claramente vista. Além da infraestrutura, existe uma comunidade ativista pró-bicicleta bem atuante, com o intuito de promover o uso da bike como alternativa ao congestionamento de carros.
 
5. Montreal, Canadá
 

A cidade canadense é a primeira da América do Norte a adotar um sistema público de bicicleta de tal porte, o BIXI (junção das palavras bicicleta e táxi). Ele consiste, basicamente, em um programa de aluguel de bikes. Recentemente, Montreal investiu US$ 134 milhões para renovar ciclovias e construir um ambiente ainda mais favorável aos ciclistas.

6. Portland, Estados Unidos

Com mais de 480 km de ciclovias, Portland oferece bicicletas aos cidadãos de renda mais baixa. E as bikes são bem equipadas: capacete, cadeado, bomba para encher pneu, mapas e capas de chuva são os acessórios que as acompanham. Cerca de 9% dos habitantes da cidade norte americana usam bicicleta.

7. Basileia, Suíça
 

Além das ciclovias espalhadas pela cidade, Basileia possui também faixas exclusivas para ciclistas na pista esquerda das vias, com sinalização adequada e mapas com as melhores rotas. O planejamento pró-bicicleta não fica só no perímetro urbano, existem ciclovias que ligam a cidade a outras partes da Suíça. Basileia, como as outras da lista, também tem grandes programas de aluguel de bicicletas, como o Rent-a-Bike.

8. Barcelona, Espanha


O Conselho da Cidade de Barcelona criou, em 2007, o programa Bicing de aluguel de bicicletas. O usuário possui um cartão e pode emprestar uma bike em qualquer um dos 100 postos espalhados pela cidade e devolver em qualquer um outro. A cidade criou ainda o “anel verde”, uma ciclovia que cerca toda a área metropolitana de Barcelona.

Hoje, existem 3.250 vagas de estacionamento para bicicletas no nível da rua, além dos projetos de garagens subterrâneas, para garantir maior segurança aos ciclistas. A cidade espanhola é conhecida também pelos eventos e mobilizações pró-bicicleta, como o Bike Week.

9. Pequim, China

O número de carros em Pequim, assim como em outras cidades em desenvolvimento, está em ascensão. Assim, a bicicleta acaba sendo a melhor maneira de se locomover pela cidade e de fugir dos congestionamentos de veículos. Como a qualidade do ar de Pequim é outro problema urbano, o incentivo ao uso das bikes tem sido parte das políticas públicas proeminentes.

10. Trondheim, Noruega
 

É comum escutar dos não ciclistas que o problema da bike é que ela te deixa na mão na hora mais difícil: nas ladeiras. A cidade norueguesa resolveu esse problema: construiu elevadores para bicicletas, que levam os ciclistas morro acima, segurando um de seus pés. Estima-se que 18% da população de Trondheim use a bicicleta diarimente como meio de transporte.

Fonte: Revista Galileu

Kaifeng, a ex-capital mundial


Cidade localizada às margens do rio Amarelo, na China, Kaifeng é hoje um lugar esquecido. Entre os 659 municípios chineses, é apenas o 352º em renda per capita (960 dólares em 2003). E não é nem a capital da província de Henan – posto ocupado por Zhengzhou. Mas nem sempre foi assim. Há mil anos, Kaifeng era uma espécie de capital não oficial do mundo, a mais importante cultural e economicamente – mais ou menos como é hoje Nova York, nos Estados Unidos.

Kaifeng nasceu sob o nome de Daliang, em 364 a.C. No século 7, transformou-se em um importante centro comercial. À medida que a população se movia para o leste da China em busca de terras mais férteis, a cidade foi ganhando importância. Quando a dinastia Song (960-1279) chegou ao ápice, os 400 mil habitantes de Kaifeng – apesar da epidemia de tifo – viviam em um ambiente bem diferente da Europa, ainda mergulhada na Idade Média. “Na época, a produção de porcelana estava no auge tecnológico, havia escolas particulares e ali nasceu o pensamento neo-confucionista”, afirma Chen Tsung Jye, professor de Língua e Literatura Chinesa da Universidade de São Paulo.

Apesar de a Rota da Seda estar em declínio neste período, a cidade era um importante entreposto comercial graças à grande produção de porcelana e pelo fato de ser cortada pelo rio Amarelo (Huang He, em chinês). Um número enorme de pessoas foi atraído pela pujança de Kaifeng, a ponto de a população chegar a 700 mil pessoas. Entre esses migrantes, estavam muitos judeus: a cidade é conhecida por abrigar a mais antiga comunidade judaica da China.

Depois de alcançar o auge, invasões dos povos ao norte tornaram Kaifeng quase uma cidade fantasma. Sem contar as inundações, que acabaram por destruir a cidade. A primeira foi provocada intencionalmente pelo exército Ming em 1642, para evitar que a cidade caísse em mãos inimigas – depois, vieram outras. Kaifeng foi reconstruída no final do século 19, mas nunca mais foi a mesma.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Itália se prepara para uma possível nova erupção do Vesúvio

A possível erupção do Vesúvio, vulcão próximo a Nápoles, é uma fonte de preocupação para a Defesa Civil italiana, que estuda ampliar a zona considerada de risco e organiza novos planos de evacuação.


Os problemas gerados pela erupção do vulcão islandês Eyjafjallajokull fizeram a Itália lembrar o perigo sempre latente de uma erupção do Vesúvio, no sul do país.


"O Vesúvio é o maior problema da Defesa Civil", explicou o chefe do organismo, Guido Bertolaso, que tem uma ampla experiência em catástrofes naturais, como o terremoto que devastou a região dos Abruzos em abril do ano passado.

O vulcão está agora no que os vulcanólogos chamam "ciclo de repouso", o que não quer dizer que não possa despertar de uma hora para outra.
 
Em março de 1944 o Vesúvio mostrou novamente a sua pior cara, com uma forte erupção que felizmente não causou vítimas, assim como a 1906, as duas únicas erupções registradas no século XX.


Em 1631 a atividade do vulcão causou mais de mil vítimas, embora a pior erupção tenha sido a do ano 79, que deixou dois mil mortos e sepultou as localidades de Pompéia e Ercolano.
 





Mas a situação mudou desde a última erupção nas bordas do Vesúvio. Em 60 anos a área, chamada de "zona vesuviana" passou de quase desértica para uma das áreas de maior densidade populacional da Europa, devido, sobretudo, à construção em massa de imóveis ilegais.


Bertolaso denunciou que muitas pessoas construíram com o dinheiro público que ganharam para fixar residência em uma área longe da "zona vermelha", mas alugaram sua casa anterior na encosta.

Na atual "zona vermelha" - sinalizada pela Defesa Civil e que tem um raio de 9,12 quilômetros - há 18 municípios com cerca de 700 mil habitantes.

Atualmente, revelou Bertolaso, se estuda ampliar a área de perigo, por isso que um eventual plano de evacuação poderá incluir cerca de um milhão de pessoas.
O chefe do organismo assegurou que não há porque se alarmar, "que se trata apenas de prevenção". No último documento da Defesa Civil, do dia 2 de abril, se afirma que "não se registram fenômenos precursores de início de uma possível atividade eruptiva em breve".


No entanto, a descrição do principal responsável da Defesa Civil da possível erupção do Vesúvio não para por aí: "a explosão do vulcão provocaria uma coluna de fumaça e lixo de 20 quilômetros de altura e a queda das cinzas afetaria uma área que chegaria inclusive ao Lácio", região do centro da Itália pertencente a Roma.

Além disso, acrescentou, a nova erupção seria acompanhada de terremotos "com consequências comparáveis ao que acontece em L'Aquila ano passado".

Para a evacuação das pessoas que vivem nas margens do vulcão dormente "teríamos como máximo de tempo à disposição uma semana, talvez menos, três ou quatro dias", antes que a erupção se transformasse em uma catástrofe.

Há algumas semanas, os cientistas do Observatório Vesuviano e da Universidade Federico II de Nápoles, assim como o pessoal da Comissão de Grandes Riscos, estudam novos planos de emergência.

No documento do dia 2 de abril, a Defesa Civil descreve passo a passo e hora a hora como comportar-se em caso de erupção e como ir evacuando as diferentes zonas: vermelha, amarela e azul.

Também descreve quais serão as localidades dispostas a acolher às centenas de milhares de habitantes que teriam que ser desalojados.

Bertolaso explicou que o órgão também segue prestando atenção à atividade dos 12 vulcões subterrâneos, localizados nos mar Tirreno e no Canal da Sicília.

No entanto, embora o Vesúvio seja o mais conhecido dos vulcões, Bertolaso adverte que o que tem "a escopeta carregada" é o monte Epomeo na ilha de Isquia, no golfo de Nápoles, cuja última erupção foi em 1300, "mas se observou que nestes séculos o cone cresceu 800 metros e está carregando a câmara magmática".

Como Fazíamos Sem... Bússola

Estrelas no céu, fundo do mar e passarinhos orientavam os navegantes

por Tarso Araujo

Desde o século 1, os chineses sabiam que uma agulha magnética livre para girar sobre uma base apontava para os pólos terrestres. No entanto, usavam a bússola apenas para o feng shui, aquela prática de harmonização de ambientes. Seu uso como instrumento indispensável de navegação só se difundiu no século 13, entre os venezianos e, depois, em toda a Europa.

Antes, a referência mais importante eram as estrelas. Os fenícios e os cretenses usavam-nas desde o século 25 a.C. Por volta do século 3 a.C., os egípcios elaboraram um calendário com a posição de 36 constelações e estrelas no céu ao longo do ano. Assim, bastava medir a altura de uma estrela catalogada (eles tinham um instrumento para isso) para estimar a posição na Terra. O norte dos marinheiros era determinado a partir de estrelas como a Polar, que está perto do pólo Norte e não se move no céu conforme a Terra gira em torno de seu eixo.

De dia, o Sol funcionava como referência. Quando o céu estava nublado, nos mares do norte, os escandinavos observavam as aves migratórias para fazer suas rotas. No oceano Índico, as monções serviam como orientação, já que sopram na mesma direção o ano inteiro. Sem esses recursos, ninguém navegava.

O fundo do mar era outra referência. Uma corda marcada com um nó a cada duas braças (cerca de 3,8 metros) e um pedaço de chumbo preso na ponta era lançada ao mar para medir a profundidade. Adicionava-se sebo ao peso para que ele voltasse com uma amostra do solo marinho. Navegadores mais experientes sabiam onde estavam de acordo com a profundidade e o tipo de areia ou vegetação que vinha lá de baixo. Pelo menos até o século 15, a Marinha inglesa continuou confiscando essa corda de embarcações inimigas para proibi-las de navegar.

A volta do pau-brasil

Responsáveis por levar a espécie à beira da extinção, europeus agora lutam pela preservação da árvore. Tudo em prol da música.

Por Bernardo Camara



Desde que as caravelas de Cabral aportaram por aqui, o pau-brasil está na corda bamba das espécies ameaçadas. Mas agora os europeus querem a árvore de pé. Considerada, de longe, a melhor madeira para a fabricação de arcos de violino, violoncelo e afins, a Caesalpinia echinata – como é conhecida cientificamente – tem prestígio de sobra entre os músicos. E são eles que estão fazendo de tudo para que ela volte às nossas matas.

“Na Europa, qualquer gravação de música erudita tem um pedaço do nosso país. Os grandes músicos só aceitam arcos de pau-brasil”, garante o cineasta Otávio Juliano. Diretor do documentário “A árvore da música”, ele rodou o litoral brasileiro e algumas regiões do Velho Continente para conversar com concertistas e archetários, os fabricantes de arcos. E constatou que a escassez da espécie é assunto corriqueiro nas salas de concerto.

“Os melhores músicos da Europa estão a par do problema, e já fizeram até concertos beneficentes com o objetivo de arrecadar dinheiro para o plantio de mudas”. Do lado de cá do Atlântico, os últimos fragmentos da Pernambuco Wood, como é conhecida lá fora, estão espalhados pelo sul da Bahia e pelo norte do Espírito Santo. Mas o corte da madeira nativa está proibido desde 1987. A partir daí, os fabricantes de arcos tiveram que pensar em alternativas para não perder seu ganha-pão.

“Vi que teria problemas se não criasse um sistema para poder usar o pau-brasil”, diz o archetário Marco Raposo, há 13 anos no ramo. Mal enveredou pela profissão e deu um jeito de plantar quase sete mil mudas num sítio em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Enquanto elas não atingem o ponto ideal para o corte – quando estão em torno de seus 25 anos –, ele busca matéria-prima em outros locais. “É comum a gente obter a madeira de pontes, cercas, construções antigas feitas com o pau-brasil”, explica.

Mas a preocupação é que, cedo ou tarde, essas fontes vão se esgotar. Descendente de alemão e produtor de arcos há quase quatro décadas, Floriano Renato Rupf passou quatro anos na Europa para aprender a técnica. Voltou com uma lição: “Os archetários têm de plantar, pois se terminarem os estoques, a profissão acaba. Não há nada que possa substituir o pau-brasil”.

Descoberta pelo luthier francês François Tourte em 1775 como matéria-prima para os arcos, a espécie nunca mais foi abandonada pelos músicos. Para eles, a madeira sai na frente nos quesitos elasticidade, sonoridade e suavidade.

Para que as futuras gerações de músicos possam ter o gosto de tocar com a Pernambuco Wood, os concertistas europeus estão se mobilizando por sua conservação. Há sete anos, reuniram-se com archetários e criaram a International Pernambuco Conservation Initiative (IPCI). O objetivo é enviar recursos para o Brasil, a fim de que sejam plantadas mudas para futuro corte.

“A intenção deles é plantar cerca de 2,3 milhões de mudas”, diz Floriano Rupf. Nada mau para um povo que passou séculos botando a espécie abaixo. Os tempos são outros. “Hoje, os europeus estão entre os grandes responsáveis pelas tentativas de preservar o pau-brasil”, conta Rupf.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 de Abril - Dia da Terra

Dia da Terra


Há 40 anos, pessoas do mundo todo comemoram, em 22 de abril, o Dia da Terra. Mas, a ONU nunca o celebrou oficialmente. No ano passado, o presidente da Bolívia, Evo Morales, sugeriu que o órgão proclamasse a data como o Dia Internacional da Mãe Terra. A proposta foi acatada por unanimidade na Assembléia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, no próprio dia 22.


Na época, Morales elogiou a decisão dizendo que: “Sessenta anos depois da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Mãe Terra está, agora, finalmente tendo seus direitos reconhecidos”.

A nomenclatura é inspirada na própria tradição boliviana de chamar o planeta de Pacha Mama, que na linguagem quíchua quer dizer “Mãe do Mundo”, em referência à divindade máxima dos povos andinos.

O presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, Miguel D’Escoto Brockmann, comentou que “todos nós viemos da Terra e para a Terra retornaremos. Durante nossa vida aqui, a Terra nos sustenta e toma conta de nós, purificando o ar que respiramos e provendo alimentos saudáveis para nossa sobrevivência. É por isso que eu amo ouvir nossa Terra sendo chamada de ‘Mãe Terra’”.

Brockmann ainda acrescentou que a inclusão está no coração do Dia Internacional da Mãe Terra, e que a divisão de responsabilidades para reconstruir nossa complicada relação com a natureza é o que vem unindo as pessoas ao redor do mundo. Especialmente neste momento em que os cientistas temem estarmos nos aproximando de um ponto em que os danos ambientais se tornem irreversíveis.

O presidente boliviano espera agora que seja redigida uma Declaração dos Direitos da Mãe Terra, em que se contemple o direito à vida para todos os seres vivos, à regeneração da biodiversidade do planeta, à vida limpa, livre de contaminação e poluição, e o direito à harmonia e ao equilíbrio entre todas as coisas.

Foto: NASA
 
Fonte: Planeta Sustentável

terça-feira, 20 de abril de 2010

Indígenas amazônicos desenvolvem calendários próprios.

Habitantes da região se guiam pelos ciclos da natureza.
Comemorado nesta segunda (19), Dia do Índio não foi incluído.
 
No noroeste da Amazônia, indígenas nas proximidades do Rio Negro desenvolvem seus próprios calendários obedecendo a questões ligadas aos ciclos da natureza. Nos últimos anos, esses povos transformam sua maneira de medir o tempo em objeto de pesquisa. O investimento em estudo sobre a cultura local não impede as aldeias de estarem habituadas ao calendário gregoriano, que é utilizado na maior parte do mundo e comemora dia 19 de Abril o "Dia do Índio".
 
Comunidades da Acimet apresentam protótipo de calendário em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. (Foto: Gabriel Cortes / ISA / Divulgação)

Apesar de festejarem a data, institucionalizada no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas na década de 1940, os indígenas não a incluem em seus próprios calendários, de acordo com o antropólogo Aloisio Cabalzar, do Instituto Socioambiental (ISA). "Comemorar o Dia do Índio é um fato mais recente se comparado à tradição de cada tribo com seus calendários. A data é mais para a sociedade não indígena mesmo", diz ele, que começou a estudar e desenvolver projetos sobre os calendários indígenas, entre outras atividades, desde 2005.

Sua base de estudos fica em São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, que recebeu na semana passada o seminário Manejo do Mundo, reunindo indígenas de diversas etnias para debater questões relevantes para as comunidades do Rio Negro, como as pesquisas envolvendo calendários próprios. A cultura de dividir os períodos do ano de acordo com as mudanças de constelações é passada de geração a geração, mas apenas nos últimos anos ganhou status de objeto de pesquisa, segundo Cabalzar.

Por meio do trabalho de voluntários, chamados de agentes indígenas de manejo ambiental, os calendários das tribos vão, aos poucos, tomando forma no papel. "Temos feito pesquisas com eles nas escolas, com a ajuda dos mais velhos, para registrar os calendários. São jovens que terminaram o ensino medio e fazem diários anotando sobre dados sobre os calendarios", diz Cabalzar.

A maior parte dos calendários é representado por círculos que consideram ciclos naturais como a agricultura, as cheias dos rios e as chuvas. Mas a variação mais importante é a mudança de constelação. A primeira delas, nas comunidades próximas ao Equador, seria a de Jararaca.


O começo do ano seria correspondente ao período de enchente durante a constelação de Jararaca, que equivale aos meses de novembro e dezembro do calendário gregoriano. Mas as datas não são fixas e o calendário pode ser mudado se a cheia adiantar ou atrasar, por exemplo, o que torna mais complexa a medição do tempo nos sistemas indígenas. "Eles podem variar bastante de acordo com o povos", diz Cabalzar. "Outras tribos na Amazônia também desenvolvem seus próprios calendários. Só no Rio Negro existem 28 comunidades diferentes, considerando a Colômbia, estudando isso."
 
Reunindo povos tukano, desana, miriti-tapuia, yohopda e hopda, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Tiquié (Acimet) já desenvolve estudos sobre seus calendários há alguns anos e apresentou um exemplo de desenho na semana passada, em São Gabriel da Cachoeira. Já a Cooperação e Aliança no Noroeste Amazônico (Canoa), que abrange povos tukano orientais, aruaki e macu, estuda o assunto há mais tempo. Um dos calendários desenvolvidos por eles é dividido em três círculos principais. O primeiro deles, no centro, considera os rituais de passagem, como benzimentos. O segundo representa o calendário agrícula, e o teceiro inclui períodos de pesca, caça de animais e coleta de insetos.
 
Calendário Indígena considera fenômenos naturais. Círculo central considera rituais, e os outros dois organizam os períodos de acordo com a agricultura, a caça e a pesca. (Foto: Acero / ISA / Divulgação)

Fonte: Globo Amazônia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Você Sabia?

Índio ensinou o homem a tomar banho.


Os índios brasileiros eram muito limpos. Costumavam entrar no rio para se banhar mais de dez vezes por dia. Tanto que os portugueses, quando chegaram aqui a partir de 1500, se assustaram. Pero Vaz de Caminha chegou a escrever: “São tão limpos e tão gordos e tão formosos que não podem ser mais”. Os portugueses acabaram cedendo aos hábitos dos nativos: começaram lavando os pés diariamente. Os membros da corte resistiram bem mais, pois estavam acostumados a passar meses sem nem mudar a camisa. No século 18, algumas cidades já usavam a água de poços e chafarizes mantidos pelo Estado. Quando a família real portuguesa chegou ao Brasil, em 1808, o Rio de Janeiro passou a ser o primeiro município a contar com água encanada no país.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cientistas da África do Sul anunciam descoberta de novo ancestral do homem

Fêmea adulta e macho adolescente caíram em fosso há 2 milhões de anos.
‘Australopithecus sediba’ traz pistas de período pobre em registros fósseis.


Os fósseis de uma fêmea com cerca de 30 anos de idade e um garoto com cerca de 13 que morreram ao cair em um fosso de 50 metros, possivelmente no meio de uma tempestade, revelam um novo ancestral da espécie humana. Batizada de Australopithecus sediba, trata-se de uma espécie de hominídeo que revela dados inéditos de um período da história até hoje carente de vestígios fósseis. Os achados ocorreram no sítio de Malapa, na África do Sul, uma região rica em cavernas que é revirada pela ciência desde 1935.


Os cientistas Lee Berger e Paul Dirks, ambos da Universidade Witwatersrand, em Johannesburgo, descobriram os primeiros esqueletos em agosto de 2008. Contaram com sorte de criança: Matthew, filho de Berger com apenas 9 anos à época, foi o primeiro a achar um pedaço (a clavícula) do antepassado humano. Berger, que fez pós-doutorado só para estudar clavículas, percebeu na hora que estava diante de uma grande descoberta para a paleoantropologia.



Tanto a fêmea quanto o adolescente têm cerca de 1,30 metro. Com os ossos da dupla, os cerca de 60 cientistas envolvidos na escavação localizaram uma grande quantidade de fósseis de animais em um estado de conservação inédito: roedores, coelhos, um antílope e até um felino dente-de-sabre.



Os australopitecos – do latim australis, “do sul”, e do grego pithekos, “macaco”) formam um gênero de diversos hominídeos extintos, bastante próximos aos do gênero Homo. O Australopithecus africanus, datado em 2,5 milhões a 2,9 milhões de anos, tem sido considerado o ancestral direto do gênero Homo (das espécies Homo habilis, Homo rudolfensis e Homo erectus, nessa ordem). Agora, o Au. sediba (sediba significa "fonte"), datado em 1,78 milhão a 1,95 milhão de anos, se candidata a ocupar esse posto.



Em teleconferência na quarta-feira (7), Berger contou que haverá um concurso na África do Sul para que estudantes escolham o nome do "ancestral adolescente". "Será parte de uma campanha de educação científica."


Ele também revelou que o grupo encontrou pelo menos outros dois indivíduos no mesmo sítio. Como as escavações ainda estão sendo realizadas, Berger não quis dar mais detalhes.

Os artigos "Australopithecus sediba: a New Species of Homo-like Australopith from South Africa" e "Geological Setting and Age of Australopithecus sediba from Southern Africa" serão publicados na edição de sexta-feira (9) da revista “Science”.


Fonte: www.g1.com

Curitiba/PR é eleita a cidade mais sustentável do mundo


Curitiba desbancou outras cidades da Europa, Ásia e Oceania, e conquistou o prêmio Globe Award Sustainable City, que todo ano elege a cidade mais sustentável do mundo. Organizado pelo Globe Fórum, da Suécia, o prêmio será entregue oficialmente no dia 29 de abril, em cerimônia na cidade sueca de Estocolmo. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.

O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).

O juri – que por unanimidade apontou Curitiba como vencedora – avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award, segundo divulgado em nota pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Em nota oficial, o júri elogiou a “abordagem holística” com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade, “numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”.

Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.

O presidente do instituto Ideia Ambiental, Fernando Ramos, espera que o prêmio ajude a ampliar o debate sobre a sustentabilidade em Curitiba. Ele apontou a coleta eficiente de lixo e a arborização urbana como pontos positivos.

Para Ramos, a capital paranaense é uma das cidades mais sustentáveis do país, mas está longe de estar no topo do ranking mundial. “É preciso resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos. Além disso, a preservação dos rios também é um ponto que preocupa”, avaliou.

O presidente da ONG Mater Natura, Paulo Aparecido Pizzi, parabenizou Curitiba pela conquista e ressaltou que a sustentabilidade da capital paranaense é fruto de uma política histórica no município, conquistada pelo trabalho contínuo de décadas. Ele destacou também a eficácia da estratégia da cidade em disseminar as práticas sustentáveis adotadas pelo município.

Pizzi, no entanto, alerta que é preciso melhorar alguns problemas tidos como estruturais, especialmente no que se refere à qualidade da água. Ele aponta que Curitiba ainda apresenta baixa taxa de saneamento e esgotos ambientais, e que é preciso ampliar a fiscalização a empresas e a agricultores.

(Fonte: Felippe Aníbal/Gazeta do Povo/PR

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fotos da Nasa mostram chegada de temporal ao Sudeste do Brasil

Imagens foram obtidas pelos satélites Aqua e Terra. A dupla observa a superfície inteira do planeta a cada 1 ou 2 dias.


Imagens registradas por satélites da Nasa, a agência espacial americana, revelam a chegada das nuvens que causaram fortes chuvas no Rio de Janeiro e na região Sudeste do Brasil no início desta semana.



Os instrumentos dos satélites da Nasa fizeram imagens que mostram as nuvens cobrindo todo o litoral da região na manhã e na tarde da última segunda-feira, dia 5 de abril, quando foi registrada a maior quantidade de chuvas.



Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, o forte temporal dos últimos dias foi um dos maiores que já atingiram a cidade, com 288 milímetros de chuva em menos de 24 horas. As enchentes causaram mais de cem mortes em todo o Estado.
 

As fotos registradas pela Nasa foram feitas pelo Modis (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), um instrumento presente em dois satélites que orbitam a Terra - o Aqua e o Terra.


Os dois satélites observam a superfície inteira do planeta a cada um ou dois dias, para a coleta de dados.

A Nasa afirma que as informações coletadas pelos satélites com a ajuda do Modis podem auxiliar na compreensão dos processos que ocorrem em terra, nos oceanos e na atmosfera.

De acordo com a agência, o Modis tem um papel importante no desenvolvimento de um sistema de modelos capaz de prever mudanças globais de forma mais precisa, para a elaboração de políticas e decisões para a proteção do meio ambiente.

Receitas Pop

BATATAS FRITAS



Levada da América do Sul para a Europa no séulo XVI, a batata teve má reputação por um longo período. Foi o agrônomi e alquimosta francês Antonie Augustin Parmentier (1737-1813) que não só a resgatou do ostracismo, como testou a nova técnica de preparo; antes, as batatas eram apenas cozidas ou assadas. O fim da história, todo mundo conhece: as pommes frites ganharam o mundo.


CACHORRO-QUENTE


O sandúíche de salsicha é romano, "A obra de Marcus Gavius Apicius [um gourmet do século I] está repleta de receitas de preenchimento de tripas animais", afirma Silvio Lancellotti. A expressão hot dog, essa sim, surgiu em 1900, em um estádio de beisebol nos Estados Unidos.

Fonte: O Livro da Cozinha Clássica - A História das Receitas Mais Famosas da História. Silvol Lancellotti.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dia da Mentira - 1º de Abril

Como o 1° de abril se transformou no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos.


Segundo consta, tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro como o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data.

Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram a fazer tal comemoração, na data antiga. Isso virou motivo de chacota e gozação por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data, então passaram a fazer brincadeiras com os radicais, enviando presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o surgimento do dia 1º de abril como dia da mentira.

Aproximadamente duzentos anos mais tarde, essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, conseqüentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril.

No Brasil, o primeiro Estado a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida e desmentida no dia seguinte. “A Mentira”, um periódico de vida efêmera, que começou a circular em 1º de abril de 1848, apresentou como notícia, o falecimento de D. Pedro, fato que não havia acontecido. Segundo informações o periódico saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Para os supersticiosos as peças pregadas no dia 1° de abril têm que ser encerradas à meia-noite. Para eles, se as peças forem pregadas depois desse horário, vão trazer má sorte ao pregador. Contudo, isto não é universalmente aceito, e muitas peças já foram praticadas depois da meia-noite.

Os supersticiosos também acreditam que alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles, dentro do espírito da tolerância e do divertimento, também sofrerá com má sorte. Se diz ainda, que aquele que for enganado por uma menina bonita será recompensado com o matrimônio, ou pelo menos a amizade dela.

Com advento da internet como um meio de comunicação mundial ficou ainda mais fácil para os “traquinas” realizarem o seu “trabalho”. Muitas organizações de mídia propagam, inconscientemente ou deliberadamente, peças no Dia das Mentiras. Mesmo agências de notícias sérias, consideram o Dia da Mentira uma brincadeira normal, e uma tradição anual.

Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano.

Revolta centenária

Marinheiros em revolta, João Cândido ao centro (1910)


A historiadora Sílvia Capanema acaba de concluir seu doutorado na França sobre a Revolta da Chibata, que completa 100 anos em 2010.


A menos de um ano do centenário da Revolta da Chibata, os estudos sobre a maior insurreição da história da Marinha já estão em ebulição. E não só no Brasil. Por tocar diretamente na questão racial, o episódio também ganha destaque em Universidades estrangeiras, como a École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. No início deste mês, a instituição aprovou com avaliação máxima a tese de doutorado da historiadora Sílvia Capanema.


Com o título “Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos: identidades, modernidade e memória na revolta de 1910”, a tese é fruto de um longo estudo de Sílvia Capanema sobre a Revolta da Chibata. Além de apresentar os fatos relacionados ao evento, a tese busca principalmente discutir a identidade dos marinheiros e o lugar do episódio na memória do país.

“Vivi em um contexto no qual as discussões em torno da questão racial ganhavam fôlego no Brasil e no exterior. Esses pontos estão no centro dos debates atuais da sociedade francesa. Por exemplo, organizamos um simpósio na Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, reunindo pesquisadores americanistas, europeus e brasileiros para discutir o conceito de “democracia racial” e o “modelo” brasileiro”, explica Sílvia, acrescentando que o encontro deu origem ao livro De la démocratie raciale au multiculturalisme: Brésil, Amériques, Europe, organizado por ela própria e a historiadora francesa Anaïs Fléchet.

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais em 2002, Sílvia se envolveu com a História ainda na graduação, quando desenvolveu uma pesquisa sobre a iconografia dos livros didáticos de História do Brasil. Parte de uma geração influenciada pela obra ‘Os Bestializados’, de José Murilo de Caravalho, segundo suas próprias palavras, Sílvia Capanema dedicou-se ao estudo da Revolta da Chibata já no mestrado, também realizado na universidade francesa.

Segundo ela, apesar da personificação em torno do almirante João Cândido, o levante só pôde ocorrer graças à contribuição de outros participantes, que acabaram menosprezados pela historiografia. “Alguns processos criminais indicam que a revolta foi organizada por vários líderes que eram oriundos das escolas de aprendizes a marinheiro, tinham viajado pelo exterior e conheciam a cultura letrada. Dentre eles, havia negros, pardos, mestiços e brancos, pessoas com diferentes orientações culturais e mesmo políticas, unidos pela identidade de ‘marinheiro nacional’”, afirma a historiadora.

O rigor e a qualidade do texto da tese de doutorado de Sílvia Capanema renderam diversos elogios da banca, que contou com a presença do pesquisador Marco Morel, autor de artigo sobre a Revolta da Chibata publicado recentemente na Revista de História. Segundo Sílvia, os avaliadores recomendaram “a publicação urgente da tese tanto em terras francesas quanto no Brasil”. Certamente, uma ótima dica para enriquecer ainda mais o centenário no ano que virá.
 
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional