quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cruz furtada de igreja é devolvida após 60 anos em MG

Segundo ministro católico, responsável pelo furto está arrependido.Religiosos não tinham dado conta do sumiço da peça de madeira.



Um furto, cometido há cerca de 60 anos, só foi revelado no mês passado, em uma carta de arrependimento enviada pelo próprio autor do crime. Ele endereçou a correspondência para Antonio Pacheco Filho, ex-presidente da Ordem Terceira de São Francisco, em Mariana (MG). O objeto levado é uma cruz da coroa da imagem de São Luís Rei de França, cuja falta sequer havia sido notada pela diocese local. Junto com o pedido de perdão, o homem afirmou que pretende visitar a imagem com a cruz recolocada no devido lugar.
Pacheco disse ao G1 que o autor do furto, ainda anônimo, relata que se sente arrependido pelo 'vandalismo'. "Ele chegou a visitar a igreja de onde ele furtou a cruz, em julho deste ano, mas não teve coragem para devolver a peça. Na carta, ele pede desculpas aos fiéis e à Igreja pelo ato."
No último inventário feito pela Igreja, em 1989, há uma foto da imagem de São Luís Rei de França, mas não é possível visualizar se a cruz está no local ou não. "Foi uma satisfação termos a cruz de volta. Um bom sinal de arrependimento. Eu só posso dizer que o autor do furto está perdoado, mas não sou eu que vou perdoar. Quem perdoa é Deus", disse Pacheco, que tem 79 anos.
Anonimato

Sobre o fato de ter sido eleito para receber a cruz de volta, Pacheco disse que tem idade para ser conhecido por muita gente em Mariana. "Recebemos muitos visitantes do Brasil e do exterior. Não acho impossível que quem furtou a cruz tenha me conhecido um dia. Por isso sentiu confiança em deixar o envelope na porta de minha casa", explicou o religioso. Pacheco espera que outras pessoas que tenham furtado peças sacras tenham a mesma iniciativa de arrependimento.
O remetente da carta com a cruz indicava um endereço na Rua Barata Ribeiro, no Rio de Janeiro. "Tanto o nome como o endereço são falsos. Não encontramos ninguém no local", disse Pacheco.

Para Nelson Vieira de Souza Filho, ministro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, a sensação pela devolução da cruz foi das melhores. "Corremos para a igreja, seguindo as coordenadas que o autor da carta nos escreveu. Ele nos mostrou de onde havia tirado a cruz. Claro que ele está perdoado."

Souza Filho acredita que o furto tenha sido feito para tentar abastecer o mercado ilegal de colecionadores de arte sacra. "Ele deve ter tentado vender a peça para algum colecionador, mas viu que não se tratava de um trabalho de artista renomado e percebeu que ela tem pouco valor."

Ano da França no Brasil - Colégio Soberano comemora com Feira Cultural





O Colégio Soberano fez nesta segunda-feira dia 5 de Outubro uma homenagem ao Ano da França no Brasil, onde várias equipes apresentaram temas como gastronomia, etiqueta, dança, música, tecnologia, religiosidade, arte, esporte, arquitetura, entre outros temas.
Segue abaixo algumas fotos do evento.













quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Absolutismo Francês

O Absolutismo surge na Europa como um novo sistema de governo onde o rei, que era uma figura quase sem autoridade, agora pudesse governar com o poder absoluto em sua nação, daí vem o nome de Absolutismo.
O Absolutismo francês é considerado como modelo para outras nações como, por exemplo, a Inglaterra.
Com a centralização política da França iniciada pela Dinastia Capetíngia no final da Alta Idade Média, os governantes franceses procuram aprimorar esse sistema que mais tarde chegaria ao Absolutismo.


O monarca Henrique IV, da dinastia Bourbon, assume o poder na França procurando acabar com a intolerância que ocorria no campo religioso entre católicos e protestantes, acaba sendo morto por um católico.
Com a morte de Henrique IV, o seu filho homem mais velho Felipe assumiria a Coroa, mas como este tinha apenas 9 anos de idade, sua mãe Maria de Médici assume o poder como tutora de seu filho até a maioridade do mesmo.





Quando Luis XIII assume o governo, nomeia como seu primeiro-ministro o Cardeal Richelieu, que trabalhou incessantemente para o rei da França Luís XIII. O Cardeal Richelieu “compra” uma batalha com a burguesia local e com a alta nobreza, aumentando os impostos. Unidos, a alta nobreza e a burguesia tentam de diversos modos tirar o Cardeal Richelieu do governo o que não conseguem pois o mesmo tem apoio de Luís XIII e seu exército.


Outro problema enfrentado pelo Cardeal Richelieu, foi a expansão do Sacro Império Romano Germânico liderado pela dinastia de Habsburgo. Interessado em interromper o avanço do Sacro Império Romano Germânico, o Cardeal Richelieu apóia alguns movimentos que se opunham aos Habsburgo e ao Sacro Império Romano Germânico conseguindo fazer com que a França estende-se seu território nos ricos territórios do Sacro Império.

Luís XIV, também conhecido por Rei Sol, sucessor de Luís XIII, traz para a França o verdadeiro Absolutismo. Por ainda ser muito jovem, seu tutor, o Cardeal Mazarino assume o poder na França ajudando a sufocar várias revoltas na nobreza descontente com a perda de poder.



Com a morte do Cardeal Mazarino, Luís XIV é coroado rei e não convoca ninguém para o cargo de primeiro-ministro, sendo ele mesmo o rei absoluto na França. Luís XIV convoca somente Jean Baptiste Colbert para ser seu conselheiro de finanças que acaba investindo muito no mercantilismo.
Seguindo as idéias de Jacques Bossuet, Luís XIV apoiava-se na concepção absolutista de que a França deveria ter um rei, uma lei e uma fé, como o rei era católico, limitou-se a liberdade religiosa na França, revogando o Edito de Nantes, o que fez com que milhares de pessoas mudassem para outros países vizinhos. Este ato fez um rombo nos cofres reais e a crise econômica assolou a França. Luís XIV tentou ainda manter o território que havia sido conquistado pelos seus antecessores, mas foi em vão.
No século XVII, Luís XIV investe na arte e incentiva com pensões os escritores, pintores e artistas a desenvolverem trabalhos sobre a Coroa, mas os artistas em sua maioria só criticavam o governo de Luís XIV. Entre muitos artistas estavam: Molière, Racine, La Fontaine, Pascal, Descartes.


Luís XV assume o governo no lugar de Luís XIV, em sua administração as dificuldades econômicas apenas se acentuaram e gastos em guerras neste mesmo período a perda de territórios foi ainda mais destacado, como a perda do território do Canadá.


Com Luís XVI, sucessor de Luís XV, as dificuldades aumentam cada vez mais chegando a Revolução Francesa em 1789 e o fim da monarquia e início da República.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

21 anos da Constituição Democrática




Em 5 de Outubro de 1988, o então presidente da Câmara dos Deputados Ulysses Guimarães prmulga uma nova Constituição para o Brasil, que ainda está em vigor. A Carta passava a prever eleições diretas para presidente, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Ainda previa o direito de voto a maiores de 16 anos e analfabetos.