quinta-feira, 25 de julho de 2013

2º Festival de História


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O "misterioso" caixão enterrado perto do rei Ricardo III


Um enigmático caixão de pedra do século 14 foi encontrado próximo ao corpo do rei Ricardo III por arqueólogos da Universidade de Leicester, no Reino Unido. A escavação aconteceu em um estacionamento em Leicester.   O incomum caixão é o único de pedra encontrado completamente intacto. A tampa de chumbo já foi foi levantada, e não há sinais de identificação, dizem os arqueólogos. Suspeita-se que ali esteja enterrado um cavaleiro medieval ou algum poderoso franciscano do mosteiro de Greyfriars, que existia ali há séculos.   O caixão misterioso foi desenterrado na mesma época que o esqueleto de Ricardo III, porém os estudos se concentraram no rei, que teve o corpo exumado em setembro de 2012. O monarca, retratado como um tirano por William Shakespeare, governou a Inglaterra somente por dois anos no século 15 e morreu na Batalha de Bosworth, em 1485. Agora a grande dúvida é: quem foi enterrado ao lado do rei? 


Fonte: Seu History

terça-feira, 23 de julho de 2013

Golpe da Maioridade


Em um dia como este, no ano de 1840, um importante passo era dado na política do Brasil com a "Declaração da Maioridade" de Dom Pedro II, fato que entrou para a história como "Golpe da Maioridade". Desda maneira, o jovem Pedro II ganhou a maioridade legal antes de completar 14 anos, o que o tornava apto a assumir o cargo de imperador do Brasil.

A instabilidade política teve início com a abdicação do trono de Pedro I, em 7 de abril de 1931, quando Pedro II tinha apenas cinco anos. A partir de então, teve início um conturbado período regencial brasileiro e também uma série de rebeliões pelo território, que chegaram ao fim somente com o "Golpe da Maioridade".

Na proclamação da Assembleia Geral ao povo sobre a maturidade naquele 23 de julho de 1840, estas questões são abordadas e também é enfatizado um desejo da população em relação à ascensão de D. Pedro II ao trono: "reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais e presenciando o desejo unânime do povo desta capital; convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil".

No dia 18 de julho de 1841, Pedro II era aclamado, coroado e consagrado imperador do Brasil.

Fonte: Seu History

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Palácio do lendário Rei Davi teria sido descoberto em Israel

 

Pesquisadores acreditam que podem ter encontrado o palácio do lendário Rei Davi, um importante personagem para o cristianismo, judaísmo e islamismo. Ele é bastante conhecido pelo episódio do Antigo Testamento em que derrotou o gigante Golias.


O castelo do Rei Davi seria um dos dois edifícios reais, com cerca de 3 mil anos na antiga cidade fortificada de Khirbet Qeiyafa, descoberta por pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade Hebraica de Jerusalém. A outra edificação seria um tipo de depósito real, acreditam os pesquisadores.
O palácio de Davi teria em torno de mil metros quadrados e está na região mais alta do antigo sítio. O local seria ideal para enviar mensagens de fumaça e também para fazer um controle espacial da área. Durante as escavações arqueológicas, também foram encontrados objetos destinados a práticas religiosas. Estima-se que o palácio foi destruído 1.400 anos após sua construção, no período do Império Bizantino.
O segundo edifício, um depósito, seria o local para guardar produtos agrícolas que eram usados como pagamento dos impostos. Diante desta hipótese, ganha corpo a ideia de que havia ali um uma estrutura de governo montada e, possivelmente, outros centros administrativos.



Fonte: Seu History

Ossos de indígenas encontrados no Tocantins revelam ritual pós-morte

Depois da decomposição, ossos eram lavados para ficarem 'purificados'. Urnas foram achadas em lugar que está inundado por usina hidrelétrica.



O Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA) da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) está analisando oito restos de esqueletos encontrados na Ilha dos Campos, em 2002, próxima ao rio Tocantins, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Os restos, que provavelmente são de índios guaranis, estavam dentro de urnas – com formato oval e feitas de cerâmicas - no sítio abrigo Santa Helena (uma espécie de caverna formada por paredões rochosos, lugar que foi submerso depois da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito).
A antropóloga física Eugênia Cunha, presidente da Sociedade Europeia de Antropologia Forense e coordenadora do Mestrado em Evolução e Biologia Humana da Faculdade de Coimbra, Portugal, esteve em Palmas no mês de junho para ajudar na análise dos esqueletos. Segundo ela, as formas como os corpos foram guardados revelam um ritual pós-morte bastante peculiar. Os enterramentos eram chamados de secundários. Os indígenas, primeiramente faziam o enterro superficial. Depois que a carne havia se decomposto, eles tiravam os ossos, lavavam e depois os colocavam em urnas. “Um prova de que o povo se preocupava com a morte e com seus familiares”, segundo a antropóloga.

Foram encontradas quatro urnas, em uma delas tinham três esqueletos – um bebê de seis meses, o outro de três anos e o terceiro de sete anos. Segundo a antropóloga física, o fato de ter três restos guardados em uma só urna pode significar o grau de parentesco entre os mortos. Junto a um dos esqueletos foi encontrado um objeto, chamado de tembetá, que era um adorno utilizado nos rituais de passagem, para perfurar o queixo do indígena, que ao fazer 13 anos, passava da infância para a fase adulta, quando ele já poderia constituir família.
A etnia guarani não é originária do Tocantins. Mas, eles são povos semi nômades. De acordo com Ivan Guarani, 43 anos, integrante do movimento indígena no estado e estudante de direito na Universidade Federal do Tocantins, este ritual foi perdido no tempo, pela inserção de outras culturas e pela falta de terra.
A lavagem dos ossos, na verdade, significa purificação, segundo Ivan. “Quando os portugueses, também chamados de paraíbas pelos indígenas, chegaram no Brasil, eles contaminaram a terra. Quando algum indígena era enterrado, ficava contaminado, por isso era necessário que os ossos fossem lavados para que as almas ficassem limpas e fossem em paz”. Ele diz que este ritual faz parte da crença religiosa, um mandamento do Deus Nhãm Jdará.
Hoje os 46 guaranis que vivem no município de Xambioá, norte do Tocantins, dividem a terra com os carajás. O grupo, do qual o indígena Ivan faz parte, veio de Mato Grosso do Sul e fixou moradia no norte do estado. “Os carajás nos acolheram e a cultura deles é muito diferente da nossa. Além disso nós não temos área própria, razões pelas quais não praticamos mais essa forma de ritual”.
A forma como os indígenas – guaranis e carajás, mais especificamente -  enterram os mortos, nos dias de hoje, é bem parecida com a praticada pelos brancos, segundo Ivan. O ritual foi mudando com o tempo. “Quando eu era criança lembro que o índio guarani era enterrado numa esteira feita de madeira”.
Agora resta saber de qual época pertenciam os povos que praticavam o ritual de purificação dos corpos. De acordo com a professora e coordenadora do NUTA, Antônia Custódia, os exames de DNA, que serão feitos posteriormente revelarão a época em que estes povos viveram.


NUTA
O trabalho feito pelo NUTA tem o objetivo de resgatar histórias e fazer um monitoramento histórico e cultural das regiões impactadas. No local, onde hoje só se vê água da Usina Hidrelétrica de Estreito foram identificados, antes da construção da usina, 100 sítios arqueológicos. Além dos corpos, foram catalogadas cerca de três mil peças artesanais. Os resultados das análises dos achados serão entregues ao Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

sexta-feira, 19 de julho de 2013


Em 19 de Julho de 1799, durante uma campanha do exército de Napoleão Bonaparte no Egito, um soldado francês descobriu uma placa de pedra com inscrições antigas, próximo da cidade de Roseta, localizada, aproximadamente, a 56 quilômetros de Alexandria. A pedra, com formato irregular, contém fragmentos de textos escritos em três diferentes idiomas: grego, hieroglifos egípcios e textos coloquiais egípcios. O grego antigo da pedra de Roseta foi escrito por religiosos que estavam fazendo uma homenagem ao rei do Egito, Ptolemeu V, no ano 2 a.C.

O mais surpreendente, contudo, foi que a passagem em grego anunciava que os outros três trechos da pedra tinham o mesmo significado. Desta maneira, o artefato forneceu a chave que faltava para resolver o enigma dos hieróglifos, uma linguagem que era considerada "morta" por aproximadamente dois mil anos. Os hieroglifos usam figuras para representar objetos, sons e grupos de palavras. Desde que as inscrições na Pedra de Roseta foram traduzidas, a linguagem e cultura do Antigo Egito foram, de uma hora para a outra, abertas aos pesquisadores como nunca havia sido  anteriormente.


Quando Napoleão invadiu o Egito, em 1798, ele levou consigo um grupo de especialistas que deveriam avaliar a importância cultural destes artefatos para a França. Pierre Bouchard, um dos soldados de Napoleão, estava ciente desta "orientação" do imperador quando encontrou a Pedra de Roseta, um objeto de basalto, com quase 4m de comprimento e 2,5m de largura. Quando os britânicos derrotaram Napoleão em 1801, eles tomaram posse da Pedra de Roseta, que, atualmente, está no Museu Britânico de Londres, desde 1802, com exceção de um curto período durante a Primeira Guerra.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Assassinato do Czar Nicolau II e família

Neste dia 17 de julho, é relembrado o assassinato do Czar Nicolau II, da Rússia, e sua família por membros do partido bolchevique em consequência da Revolução Russa.
Durante seu governo, Nicolau II foi considerado um dos czares mais sanguinários da Rússia Imperial por causa das atrocidades cometidas ao seu comando. O mais conhecido foi o Domingo Sangrento.


Nicolau II e família

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Manuscrito mais misterioso do Mundo



O Manuscrito Voynich tem sido apelidado de “O manuscrito mais misterioso do mundo”, o único documento datado da Idade Média cuja escrita ainda nao foi decifrada. O nome do manuscrito é uma homenagem ao seu descobridor, o vendedor de livros antigos e colecionador americano, Wilfrid M. Voynich, que a descobriu em 1912, entre uma coleção de manuscritos antigos mantidos em Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma, que tinha sido até então se transformou em um Colégio dos Jesuítas (encerrada em 1953)

Não é um manuscrito qualquer. É o mais misterioso manuscrito do mundo. Um livro cujo conteúdo é incompreensível até hoje. Estima-se que tenha sido escrito por volta de 1500 por um autor desconhecido através de uma linguagem incompreensível. Descoberto em 1912, o Manuscrito Voynich é também conhecido como o livro que ninguém pode ler.

Muitos pesquisadores tentaram “descriptografar” as 204 páginas do manuscrito, mas até hoje nenhuma palavra sequer foi decifrada. Diversas técnicas foram utilizadas pelos maiores especialistas do mundo, sem sucesso.

Uma das características do livro é que ele foi escrito sem pontuação. Ao todo, existem 170 mil caracteres. São cerca de 35 mil palavras ao todo. O misterioso alfabeto utilizado no manuscrito é único. Foram reconhecidas entre 19 a 28 possíveis letras, que não possuem nenhuma ligação com nenhum alfabeto conhecido. Outra característica marcante é a total ausência de erros ortográficos, como rasuras (palavras riscadas), diferentemente de todos os outros manuscritos antigos já encontrados.

Mas não somente de palavras o manuscrito é composto. Existem inúmeros figuras, um pouco mais fáceis de serem entendidas. O livro foi dividido em 5 seções principais:

I – possui ilustrações de mais de 110 plantas desconhecidas, contudo há uma planta muito semelhante à um girassol, que passou a existir na Europa Ocidental somente a partir de 1492.

II – representa a astronomia e astrologia, cujos 25 diagramas se referem a estrelas e signos do zodíaco.

III – possui muitos desenhos de mulheres, geralmente imersas até os joelhos em estranhos vasos que possuem um escuro fluído.

IV – possui desenhos de frascos semelhantes à antigos recipientes de farmácias. Há ainda alguns desenhos de pequenas raízes e ervas medicinais.

V – Não há imagens, somente texto, e prossegue nas últimas páginas do manuscrito.

Ainda existem muitos debates em torno da data do manuscrito. Uma análise realizada através de radiação infravermelha revela uma assinatura legível bastante apagada: Jacobi a Tepenece. A assinatura faz referência à Jacobus Horcicki, alquimista falecido em 1622. Jacobus recebeu o título de Tepenece somente em 1608, ou seja, o manuscrito só pode ter sido feito após esse ano.

Contudo, análises feitas recentemente sugerem que o manuscrito tenha sido escrito em período relativamente curto entre 1404 e 1438, aumentando ainda mais o mistério.

“É tão próximos do que conhecemos, mas tão distante do que podemos decifrar”, foi a conclusão de um dos especialistas que tentou descriptografá-lo.

Foi exibido um excelente documentário pelo History Channel sobre o tema

O volume pertenceu ao Imperador Rodolfo II do Sacro Império Romano e, desde então, houve muitas tentativas para decifrar o texto, inclusive por especialistas em criptografia da marinha norte-americana, mas não houve sucesso algum.

O livro está hoje guardado na “Biblioteca Beinecke de manuscritos e livros raros” da Universidade de Yale, Estados Unidos, a disposição para quem pretenda decifra-lo

Será que o Manuscrito de Voynich possui segredos ocultos e sombrios? Quem e quando o escreveu? Será que a linguagem empregada possui alguma relação com algum antigo idioma perdido ao longo da história? São muitas as perguntas, e o Manuscrito de Voynich permanece sendo hoje tudo aquilo que foi nos últimos séculos: um verdadeiro enigma. 


Fonte Yale University