terça-feira, 28 de agosto de 2012

Bomba da Segunda Guerra força retirada de 2,5 mil pessoas em Munique



A descoberta de uma bomba da Segunda Guerra Mundial, com peso de 250 quilos, forçou a retirada na madrugada desta terça-feira (28) de 2.500 pessoas na cidade alemã de Munique até sua desativação.

A bomba foi localizada durante uma construção no bairro de Schwabing, onde a Polícia e os bombeiros evacuaram todos os habitantes em um raio de 300 metros.

"A bomba poderia explodir a qualquer momento", disse um porta-voz dos bombeiros, antes de explicar que o detonador se encontra ativo apesar de a guerra ter terminado há mais de 70 anos.

O porta-voz acrescentou que uma eventual detonação destruiria o edifício junto ao local da descoberta e danificaria consideravelmente outras construções próximas.

Os equipes antibombas cobriram parte do explosivo com palha e areia para reduzir os efeitos de uma possível detonação e tentarão desativá-lo ao longo do dia.

Mais de 100 bombeiros e outras forças de resgate estão nas cercanias do local da descoberta, enquanto foram fechadas preventivamente uma estação do metrô e a Leopoldstrasse, uma das ruas mais movimentadas de Munique.





Fonte: Uol

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estudo diz que corpos no Atacama viraram múmias pela ação do tempo


Indivíduos da cultura Chinchorro viveram no Chile e Peru há 5 mil anos.
Aridez do deserto e tecnologias da época podem ter favorecido processo.

Cientistas chilenos dizem que corpos mumificados achados no deserto do Atacama, no norte do país, foram preservados pela ação do tempo.
Os resultados estão publicados na edição desta semana da revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).Desde 1917 foram achados, em bom estado de conservação, vários indivíduos da cultura Chinchorro, formada por pescadores e coletores que também viviam no sul do Peru, há 5 mil anos. Isso significa que essas múmias são 2 mil anos anteriores às egípcias.

Corpo mumificado é descoberto no deserto do Atacama, no norte do Chile (Foto: Bernardo Arriaza)
Os pesquisadores atribuem o fato ao clima árido do Atacama – o deserto mais seco do mundo –, o que teria dificultado o processo de decomposição dos cadáveres.O cientista Pablo Marquet e colegas da Pontifícia Universidade Católica do Chile também não descartam a possibilidade de que o próprio povo Chinchorro tenha mumificado seus mortos. Isso porque, na época em que eles viveram, havia uma maior disponibilidade de água doce e marinha, o que teria resultando em um crescimento populacional e em inovações culturais e tecnológicas suficientemente avançadas para preservar os corpos.

Múmia da cultura Chincorro é de uma mulher com peruca de cabelos humanos (Foto: Bernardo Arriaza)
Segundo os autores, a paisagem cheia de múmias levou a população local a cultuar os mortos.

Fonte: G1