terça-feira, 15 de maio de 2012

Educação


Recebi um e-mail de um amigo com este texto. Vale a pena ler e compartilhar!

RESPOSTA À REVISTA VEJA
Abaixo estou enviando uma cópia da carta escrita por uma professora que trabalha  no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Peço por favor que repasse a todos que conhece, vale a pena ler.
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.  É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também,urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus!

Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.

Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!
Mesmo quem  não atua como docente, um dia passou por uma escola e tornou-se o que você é hoje! COLABORE E ENVIE PARA SEUS AMIGOS(AS).

quarta-feira, 9 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estaleiro dos Descobrimentos encontrado no Cais do Sodré

Há "novas" histórias do passado da navegação em Portugal para contar. Um grupo de arqueólogos encontrou, junto ao Cais do Sodré, em Lisboa, restos de um navio de mercadorias, vestígios de importações exóticas e um enorme estaleiro naval.

Com base nestas descobertas recentes, os arqueólogos acreditam que os barcos chegavam até à praia fluvial que passava naquela que agora é a Praça D. Luís, junto ao Mercado da Ribeira, para serem reparados no grande estaleiro de madeira que foi encontrado, a seis metros de profundidade.


Depois de meses de trabalho, as escavações começaram a revelar, em Março, uma estrutura de madeira, com cerca de 300m2. A construção, “composta arquitetonicamente por quatro níveis de barrotes”, estaria implantada sobre uma antiga praia fluvial e manteve-se conservada até hoje num estado de submersão.



“Deparámo-nos com aquilo que pudemos já concluir tratar-se de uma estrutura de estaleiro, de reparação naval, que permitiria proceder a reparações junto da quilha ou em partes do navio que, enquanto estrutura navegante, estariam submersas”, explicou ao Boas Notícias o coordenador do projeto arqueológico Alexandre Sarrazola.



Uma pesquisa pela cartografia de Lisboa permitiu perceber que as gravuras de Georgio Braunio, elaboradas em 1572, ainda não registavam a presença de qualquer empreendimento do tipo junto ao Tejo. 


“Porém, no painel de azulejos do Museu da Cidade, de 1699, constata-se já a presença de algumas estruturas de estaleiro nesta zona”, adianta Alexandre Sarrazola, apontando assim a delimitação do período de construção da descoberta para um intervalo entre os séculos XVI e XVII. Já as camadas mais recentes da estrutura remetem para o século XVIII.

Vestígios de importações exóticas

Às evidências juntam-se materiais vindos de além-fronteiras, característicos das importações exóticas dos Descobrimentos. Entre eles estão um pião, restos de fauna, solas de calçado, cordame, faianças dos sécs. XVI e XVII, mas também cachimbos de caulino “de produção holandesa” e “tradição otomana” e uma série de “elementos de botânica como, por exemplo, restos de frutos tropicais”, enumera o coordenador.

O espaço “está integrado naquilo que era, desde o século XVI, a área de tercenas da época de D. Manuel, no incremento da política de Descobrimentos, e em todas as suas repercussões políticas, económicas e culturais desse contexto da diáspora portuguesa da época moderna”, constata o arqueólogo.

Há registo de outras estruturas do género em Lisboa mas, de acordo com as declarações ao Boas Notícias de José Bettencourt do Centro de História e Além-Mar (CHAM) da Universidade Nova de Lisboa, “esta é sem dúvida a maior de todas e a melhor preservada, e o único estaleiro de construção naval”.

"Um puzzle que está só no início"





O CHAM está a colaborar com a ERA no levantamento da estrutura do estaleiro com dois objetivos: “primeiro estudar como é que essa estrutura foi construída, desde as técnicas de carpintaria utilizadas até à forma como as peças foram ligadas entre si”, depois “estudar as peças reutilizadas de navios que aparecem na terceira camada do estaleiro”.
"Em Lisboa apareceram, em várias escavações que foram efetuadas na zona ribeirinha, peças reutilizadas de navios, e sabe-se também pela própria documentação escrita que isso era uma atividade comum: o desmantelamento e a reutilização de madeiras”, explica José Bettencourt.
“É neste quadro que estas madeiras são aproveitadas, de um navio que estava provavelmente obsoleto, para serem integradas no próprio estaleiro”, acrescenta, assegurando que esta “é uma estrutura muito bem construída”.

O investigador diz que tudo parece indicar que as peças que compõem a camada inferior da construção pertenceriam a um único navio mas, sublinha, “isto é um puzzle que está só no início ainda”.

Estrutura terá de ser retirada para conservação

Perante a deteção da estrutura - que, para além de poder ser um grande contributo para a construção da história de Lisboa, está já a ser material de estudo por parte de inúmeras áreas de investigação, desde a arqueologia terrestre e náutica à iconografia e à botânica – surge um caráter de urgência de conservação da descoberta.

Há um consenso por parte dos profissionais envolvidos, do Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) e de um conselho académico, na decisão de que a estrutura não poderá permanecer no local, até porque a degradação do madeirame “é iniciada quando exposta a oxigénio”, argumenta Alexandre Sarrazola.

A equipa trabalha em contrarrelógio, prevendo que nas próximas duas semanas esteja concretizado “um trabalho de registo exaustivo, barrote por barrote”. O processo inclui um registo ortofotográfico de cada uma das três camadas de barrotes, assim como uma descrição detalhada de cada barrote e das suas características e marcas.

As peças de madeira indiferenciadas vão ser depositadas “num ambiente de iodo que tem as mesmas características do ambiente de submersão onde as peças foram exumadas”, enquanto os elementos náuticos vão ser “preservados por amostragem em tanques, para que se proceda à sua conservação e restauro e à sua musealização”.

O projeto irá também ser divulgado a público e já há inclusive datas marcadas para as primeiras intervenções: no dia 17 de Maio vão ser comunicados os resultados preliminares da investigação no Museu da Cidade, onde vai ser também, no dia 18, projetado um documentário institucional a cargo da Videoteca de Lisboa. No dia 2 de Junho a ação de divulgação parte para o Padrão dos Descobrimentos.


Fonte: Boas Notícias

quinta-feira, 3 de maio de 2012

De Minas para a web


Museu da Inconfidência agora pode ser visitado pela internet. Espaço cultural é o mais novo investimento do projeto Era Virtual




Morar longe de Ouro Preto não é mais pretexto para deixar de visitar o Museu da Inconfidência. Agora, o espaço fundado nos anos 1930 com a finalidade de preservar a memória da Inconfidência Mineira (1789) está de portas abertas na internet. Para percorrer a área interna do museu é simples: com um clique, o internauta sobe as escadas do prédio, que fica na virtual Praça Tiradentes, e inicia o passeio cultural. Todas as peças da exposição permanente podem ser vistas na tela do computador – assim como suas placas com texto explicativo.

A iniciativa faz parte do projeto Era Virtual, do Ministério da Cultura, que vem financiando visita digital a museus de várias partes do país. Já estão disponíveis no site o Museu da República, no Rio; a Casa de Cora Coralina, em Goiás; e o Memorial Tancredo Neves, de Minas, entre outros.
As visitas podem ser feitas por meio do endereço: www.eravirtual.org

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Encontrado cartão postal escrito por Hitler ferido na Primeira Guerra


Documento inédito foi descoberto durante evento sobre história europeia em Munique.



'Eu achei difícil de acreditar que, em um evento local, para registrar histórias de pessoas comuns, eu estava vendo um documento inédito escrito por Hitler de próprio punho', disse Stuart Lee, da Universidade de Oxford, que trabalhava como consultor para o projeto Europeana 1914-1918, que promove feiras interativas sobre História com o intuito de preservar a memória do período.
No cartão de 1916, Hitler, então com 27 anos, escreve para um companheiro de regimento, Karl Lanzhammer, e conta que está passando por um tratamento dentário. Ele diz que quer voltar ao front, algo, que segundo especialistas, seria extremamente incomum nesse estágio da guerra, mesmo entre os mais patrióticos.
'Calafrios'
Apesar de estar acostumado a se deparar com documentos extremamente raros, Lee diz que estremeceu ao segurar a correspondência.
'Eu estava tocando algo que Hitler tocou. Tudo passa pela sua mente.'
Thomas Weber, especialista da Universidade de Aberdeen sobre Hitler durante a Primeira Guerra, diz que todas as outras cartas conhecidas de Hitler nesta época também foram enviadas a soldados de seu regimento.
Isso indica, segundo ele, que Hitler via seus companheiros de guerra como uma espécie de família adotiva.
'Todos os outros soldados estariam escrevendo para casa.'
'Rede social' da guerra
No cartão recém-descoberto, Hitler diz que irá requisitar sua volta voluntária 'ao campo (de batalha) imediatamente'. Weber diz que isso revela uma necessidade de voltar 'à rede social mais próxima' que ele conheceu desde a morte de sua mãe.
O documento também contém um erro de ortografia na palavra alemã para 'imediatamente', escrita como 'soffort' em vez de 'sofort'.
Os especialistas dizem que é extremamente raro descobrir novas informações sobre o jovem Hitler, porque quando estava no poder ele destruiu sistematicamente muitos documentos sobre outros momentos de sua vida.
O homem que recebeu o cartão postal morreu em 1918, mas a correspondência acabou nas mãos de um colecionador, cujo filho levou o cartão à feira do projeto Europeana, em Munique.
Depois de ser autenticado por especialistas e digitalizado, o cartão foi devolvido aos donos.
Fonte: G1