sexta-feira, 30 de março de 2012

Monumento a Dom Pedro I completa 150 anos



A Secretaria de Conservação realiza hoje homenagem aos 150 anos do monumento a Dom Pedro I, o mais antigo do Brasil, localizado na Praça Tiradentes, no Centro. 
A cerimônia, que será realizada em parceria com a Subsecretaria de Patrimônio Cultural, prevê toque de silêncio em memória ao monarca e honras militares. 
O monumento recebeu limpeza especial, incluindo as quatro esculturas dispostas ao redor da peça que representam Liberdade, Justiça, Fidelidade e União. 
O serviço foi executado por equipes da Gerência de Monumentos e Chafarizes, que utilizaram mais de 10 mil litros d’água e detergente neutro.

terça-feira, 27 de março de 2012

Três esqueletos humanos são desenterrados no sítio arqueológico de Taichung


Três esqueletos foram descobertos recentemente no sítio arqueológico Chung-ela, em Taichung City. Um arqueólogo local descreveu o acontecimento como "uma grande descoberta aqueológica".

De acordo com o arqueólogo Liu Yi-chang, pesquisador do Instituto Academia Sinica de História e Filologia, um dos esqueletos remota cerca de 10.000 anos na fase tardia da cultura Fanzaiyuan. Acredita-se que o esqueleto seja de uma mulher cuja a altura era de 1,62m e 1,63m de altura e verificou-se a face para baixo com os dois braços atrás das costas, os dois outros esqueletos ainda não foram completamente analisados.

Os três esqueletos foram encontrados em um canteiro de obra na cidade de Taichung.

Liu disse que as obras de construção de uma estrada está acelerado e sua equipe tem que trabalhar mais rápido para terminar de recolher os artefatos.

A equipe de arqueólogos também trabalha desenterrando cerâmicas que pertenciam a uma aldeia.

O sítio arqueológico Chung-ela contém elementos de várias culturas e está espalhado em uma área de 1 milhão de metros quadrados. No entanto, apenas 250 mil metros quadrados foram registrados pelo governo  da cidade como um local histórico.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Canhões na mira


Obras da Zona Portuária do Rio revelam mais um canhão do século XVII e aumenta o mistério sobre o processo de militarização da região. Enquanto isso, outras três armas, encontradas há um mês, foram removidas sem receber o tratamento adequado.


O quarto canhão encontrado sob a Rua Sacadura Cabral, Zona Portuária do Rio. Fotos: Divulgação/SMO 

O mistério dos canhões do século XVII descobertos durante as obras da Zona Portuária do Rio de Janeiro aumentou com uma nova arma na última quinta-feira (dia 8) – a quarta em um mês. Mais intrigante é que o equipamento foi encontrado em um local diferente das demais, onde também não há registros da existência de fortificações. Os achados arqueológicos mobilizaram a comunidade acadêmica e as autoridades cariocas, mas não tanto quando se tratou de oferecer os cuidados necessários para manter o armamento intacto: após um mês da descoberta, as outras três peças passaram apenas por um “trabalho de limpeza” – ação que, no entanto, só deveria acontecer após um processo de estabilização para evitar danos.
O novo canhão foi encontrado na Rua Sacadura Cabral, próximo ao Largo da Prainha – a 18 metros das demais armas localizadas na mesma via. Agora já são quatro equipamentos: as duas primeiras foram achadas em 13 de fevereiro, e a terceira, no dia 24. Os canhões, que têm cerca de 1,50 metro de comprimento e foram identificadas como sendo do século XVII, são os mais antigos já descobertos no Rio de Janeiro – e possivelmente, no Brasil.
Análises preliminares revelaram que eles não se enquadram em nenhuma estrutura de fortificação da cidade. Uma das suspeitas é de que eles faziam parte de uma bateria de canhões ao longo da praia, no pé do Morro da Conceição – como parte de um sistema de defesa que funcionava ao longo da costa para combater invasões às terras cariocas. O curioso, porém, é que esse tipo de armamento costuma seguir o mesmo padrão dos demais fortes e canhões da cidade, o que não acontece neste caso.

Risco de danos
As peças estão sendo armazenadas no Parque Noronha Santos, no Centro, onde fica a sede da Gerência de Monumentos e Chafarizes da Prefeitura do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Conservação, “os objetos foram colocados sob madeiras, em local coberto e sem umidade”. O órgão ressalta que o trabalho de limpeza contou com a orientação de técnicos do Iphan.
Porém, o historiador e pesquisador do Iphan, Adler Homero Fonseca – especialista em armamento militar e um dos responsáveis pelos pareceres do instituto – afirma que os equipamentos até hoje não passaram pelo procedimento padrão capaz de evitar danos a relíquias históricas desse tipo.
“O pessoal mais adequado para receber o material seria a prefeitura mesmo, mas só depois dos canhões estarem estabilizados – processo que consiste em aquecer os canhões a mais de 800 graus por um período de uma semana, para que o cloreto de sódio (sal marinho) que contamina o objeto seja expelido. A prefeitura não tem condições de fazer esse trabalho de estabilização, só o Museu Naval poderia dar o tratamento necessário”.
O Iphan até hoje não emitiu um parecer prévio – que demoraria, no máximo, dois dias – sobre os canhões, o que seria capaz de dirimir, por exemplo, dúvidas sobre a origem dos equipamentos. O setor de tombamento do Departamento de Patrimônio Material de Fiscalização do Iphan – responsável por emitir tal parecer e por indicar os tratamentos necessários –, que existia há 75 anos, foi extinto no mês passado.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pato Donald Nazista


Esse foi um verdadeiro achado! Em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, os estúdios Disney criaram um curta-metragem de animação que satiriza o regime nazista. Nele, Pato Donald é um trabalhador nazista que é vigiado 24h. O nome do curta é Der Fuehrer’s Face.
Muito bom para discutir as características do nazi-fascismo em sala de aula. O vídeo é um pouco tendencioso, é fato, mas não podemos esquecer que, naquele ano, a guerra já estava em sua metade final, sendo que o grupo dos Aliados – do qual fazia parte os Estados Unidos – estavam obtendo vitórios sucessivas nos campos de batalha.
E pensar que Charles Chaplin, em 1940, foi expulso dos Estados Unidos por causa do filme “O Grande Ditador”. Quanta ironia…

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dez terríveis trabalhos romanos


Dez terríveis trabalhos romanos


1- Nomenclator

Trabalho não é algo fácil de encontrar nos dias de hoje, não importa a área. A situação fica ainda mais complicada com a exigência de trabalho especializado. Este problema, no entanto, não ocorria antigamente, pois alguns trabalhos eram tão repulsivos que ninguém os queria – exceto a escória da sociedade que realmente não tinha nada a perder. Esta lista mostra dez deles. Esta lista foi extraída e adaptada do Listverse.


nomenclator realizou um trabalho de vital importância. Ele era uma espécie de homem-agenda-calendário, que servia para lembrar nomes e eventos importantes. Hoje em dia, temos Iphones e Blackberries, entre outros dispositivos digitais, para armazenar os contatos que fazemos. No entanto, acho que todos já tiveram a experiência de conhecer alguém, anotar em papel o telefone, prometer contato mas, no dia seguinte, esquecer onde colocou o papel. Os romanos tinham um jeito muito melhor de lidar com isso. Eles arrastavam seus escravos para as festas, e forçavam eles a lembrar dos nomes e números.

2- Traficante de Escravos


Traficante de escravos era alguém que vendia escravos – por negócios ou lazer. Geralmente, viajava atrás dos exércitos, com o objetivo de capturar os perdedores e vendê-los como escravos a gregos e romanos ricos. Ele, inclusive, comprava os filhos “indesejados” das famílias, com o objetivo de castrá-los e vendê-los como amantes a gregos e romanos ricos. Desta forma, fornecia uma alternativa de adoção aos pais que não queriam seus filhos. O lado ruim deste emprego (ironia) era que, geralmente, os traficantes de escravos eram assassinados por aqueles que não aprovavam a mercadoria.

3- Ornador


O trabalho de um cabeleireiro (ornador) é muitas vezes desprezado nos dias de hoje. E, antigamente, não era muito diferente. Mas, honestamente, um cabelereiro hoje deve apreciar seu trabalho, pois é muito melhor do que era há muitos séculos atrás. Imagine a cena: sua rainha imperial é loira, mas a moda é cabelos escuros e brilhantes. Se fosse hoje, a melhor solução seria colocar uma peruca decorativa. No entanto, não existia esta opção para o antigo ornador. Para dar ao cabelo da rainha o tom negro-abrilhantado, o ornador deveria usar uma mistura de bílis, sanguessugas podres e tintas de lula. Mas fica pior. Se a tal rainha fosse morena e quisesse uma tonalidade dourada para os cabelos, a mistura passava a ser cocô de pombo, cinzas e até xixi.

4- Virgem Vestal


“Procura-se fêmea, adolescente e virgem, para trinta anos de serviço. Deve ser romana, sem mutilações e não pode ser filha de escravos”. Aí está a descrição de uma virgem vestal. Estas atraentes e perfeitas garotas passavam trinta anos servindo Vesta, a deusa romana do fogo sagrado, da pira doméstica e da cidade. No templo, elas tinham que manter acesa a chama vestal e estavam em posição de grande honra – eram as únicas sacerdotisas da Roma Antiga. Agora, se alguma delas esquecesse, por distração, de alimentar a chama, seria flagelada (tipo de açoite) até sangrar. Se, neste intervalo de trinta anos, perdesse a virgindade, era enterrada viva. Pior ainda, se alguma virgem vestal preguiçosa deixasse, porventura, o fogo se apagar, não era apenas flagelada: deixar o fogo apagar tinha o significado simbólico de perder a virgindade. Assim, a pobre virgem, além de ser açoitada, era também enterrada viva!

5- Dentista


Hoje, a odontologia é uma profissão respeitada e muito concorrida em vestibulares. Equipamentos modernos permitem cirurgias dentárias com alta precisão e o paciente pode manter uma higiene bucal relativamente decente, com a quantidade de produtos disponíveis no mercado. Agora, imagine a boca dos nossos ancestrais – que não tinham o hábito de escovar os dentes e comiam toda a sorte de alimentos estragados. Agora, imagine um deles com um grande abcesso, baita dor de dente, e ser o dentista que vai tratá-lo. Quem é fã de vinhos iria gostar, pois era usado como anestésico natural. Porém, quando a coisa piorava, eram necessárias medidas drásticas, como colocar ferro em brasa na gengiva e rechear o buraco carbonizado com peixe podre. É difícil dizer quem sofria mais: o dentista ou o paciente!

6- Fabricante de Vinhos


Que trabalho poderia ser melhor do que fabricar vinhos – a colheita da uva nas primeiras horas, enquanto o orvalho ainda escorre das videiras, pisar a fruta com os pés, enquanto entoa lindas canções épicas, e, finalmente, após a fermentação, beber o delicioso néctar? Seria um ótimo trabalho, não fosse o fato do vinho ser, geralmente, contaminado com chumbo. Infelizmente, os romanos não sabiam dos riscos do chumbo, e geralmente adoçavam o vinho com esta substância química extremamente tóxica. Para piorar, ainda serviam o vinho em copos de chumbo.

7- Pregustador


pregustador era, em outras palavras, um provador de alimentos e vinhos. Ora, quem não desejaria ser pago para não fazer nada além de degustar os mais refinados quitutes das mesas imperiais? E a lista era vasta: pães temperados, patês, saladas exóticas e toda a sorte de carnes. Mas antes que a boca começe a salivar, há uma ressalva. Boa parte dos imperadores eram odiados, e muita gente queria vê-los mortos. E, naquela época, a melhor maneira de matar alguém sutilmente era através do envenenamento. Assim, é possível que os imperadores se deparassem com delícias envenenadas ao menos duas vezes durante seus reinados. Aí entrava em cena o pregustador, que abocanhava cada alimento antes do rei. E, se alguém no palácio iria morrer, provavelmente seria o pregustador.

8- Remador



A maioria de nós já passou pela experiência de frequentar uma academia para perder uns quilinhos. E, quem a frequenta regularmente, provavelmente já sentiu a dor que queima os músculos dos ombros e braços ao final de um treino puxado. No entanto, como pagamos a mensalidade, temos a opção de parar quando quisermos. O mesmo não ocorria com os pobres remadores das galés romanas. Primeiramente, porque eram escravos e forçados a remar. Segundo, porque a pausa para descanso não era uma opção inteligente, uma vez que implicava em açoite.

9- Depilador de Axilas


A questão aqui não é discutir se a depilação dos pêlos do suvaco causavam ou não dor ao depilado. A questão é falar de alguém que ganhava a vida fazendo este trabalho. Os antigos romanos adoravam esportes e os atletas treinavam dia após dia sob o sol, atentos à grande capacidade de seus pêlos reterem odores desagradáveis. Dessa forma, os homens – velhos ou novos – se submetiam à rotina de terem seus pêlos do suvaco cortados diariamente por um depilador de axilas. E nem precisa dizer que estes pobres depiladores lidavam com axilas extremamente cabeludas e mau cheirosas.

10- Delator


Delator era o indivíduo que ganhava a vida dedurando outras pessoas. Por incrível que pareça, tinha gente que enriquecia desta forma, apesar de não ser considerado um “trabalho” oficial. Cada pequeno ou grande delito era dedurado. Se havia um pária social, odiado acima de tudo, era o delator. Alguns delatores eram extremamente criativos, pois eles eram pagos, independente da verdade por trás das acusações. O mais famoso deles foi, certamente, Judas Iscariotes.

BÔNUS: Gladiador