quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Homem do Gelo tinha olhos castanhos, tez branca e intolerância à lactose

A múmia mais completa de sempre, encontrada em 1991, nos Alpes italianos, continua a ser uma fonte de informação. Agora foram reveladas as conclusões da análise genética do seu ADN. Ötzi teria olhos castanhos e pele branca, era intolerante à lactose e tinha disposição genética para ter problemas cardíacos, revela o estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications.



A história deste representante do neolítico, que morreu há 5300 anos, por motivos mais ou menos misteriosos, mas que envolveram certamente uma seta que carrega no ombro esquerdo e um corte na mão direita, é rica em detalhes conhecidos nos últimos 20 anos.

Em 1991, um casal de alpinistas alemão encontrou no Vale Ötzal, a 3120 metros de altura, um corpo mumificado, que estava protegido há milénios da deterioração pelo frio, pela escuridão e pelo gelo. O Homem do Gelo foi encontrado e descrito.

Como múmia, Ötzi é mais completo do que os faraós egípcios, pois continua a ter todos os órgãos, que nos faraós foram retirados. Tinha 1,59 metros, pesava em vida 50 quilos e quando morreu teria cerca de 46 anos. Vestia couro de cabra e tinha se alimentado, recentemente, de carne de veado e cabra.

O cabelo era rico em arsénio e cobre, o que poderá indicar que trabalhava com a fundição de cobre. Com ele viviam uma série de parasitas: piolhos do cabelo, piolhos do corpo, lombrigas. Sofria de artrose. Tratava-se para algumas destas maleitas e, para um homem do neolítico, viveu bastante.

Já a causa da sua morte é mais especulativa. Primeiro julgou-se que tinha sido apanhado numa tempestade de neve. Depois descobriu-se que tinha uma seta enfiada no ombro esquerdo que o terá ferido mortalmente e uma outra ferida profunda na mão direita. Os cortes tê-lo-ão feito perder sangue durante horas, em sofrimento, até morrer e indicam ter havido uma luta. Mas com quem e em que contexto, não se sabe.

Os novos dados caracterizam a genética e fisiologia deste antepassado. A equipa liderada por Albert Zink, do Instituto de Múmias e do Homem do Gelo, ligado ao Museu Arqueológico de Bolzano, na Itália, onde está a múmia, analisou o ADN celular pela primeira vez. 

Até agora, só se tinha sequenciado o ADN das mitocôndrias, as baterias das células. Desta vez, com a ajuda de uma nova tecnologia, sequenciou-se o ADN dos cromossomas de Ötzi.

Os resultados mostram que o Homem do Gelo tinha “provavelmente olhos castanhos, pertencia ao grupo sanguíneo O e era intolerante à lactose [o açúcar do leite]”, revela o artigo. Além disso, tinha pele branca e tendência genética para aterosclerose coronária.

“Andámos a estudar o Homem do Gelo durante 20 anos. Sabemos tantas coisas sobre ele – onde viveu e como morreu – mas sabíamos muito pouco sobre a sua genética e a informação genética que carregava consigo”, disse Zink à BBC News. A equipa também encontrou informação genética da bactéria que causa a doença de Lyme, que é transmitida pela carraça. É a indicação mais antiga desta doença.

Mas esta nova análise de Ötzi também serviu para comparar a sua assinatura genética com as populações humanas que existem hoje na Europa. Os resultados foram surpreendentes. A população geneticamente mais próxima do Homem do Gelo vive hoje na ilha da Sardenha, no Mediterrâneo.

Uma das hipóteses é a população na Sardenha “representar uma relíquia da população genética que existia na Itália durante a pré-história, mas que agora está transformada devido fenómenos de migrações e mistura genética posteriores”, sugeriu Peter Underhill, citado num blogue da Scientific American. O investigador da Universidade de Stanford, na Califórnia, fez parte da extensa equipa de investigadores.

A análise da sequência genética vai continuar. “Gostaríamos de aprender mais com estes dados – estamos apenas no início da sua análise”, disse Zink. Ficamos à espera dos próximos capítulos sobre a história de Ötzi.




Fonte: Público

Ano Bissexto


Ano bissexto é aquele que possui um dia a mais do que os convencionais 365 dias. No calendário gregoriano, o dia extra é incluído a cada 4 anos, sendo adicionado no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias. O ano bissexto ocorre pelo fato de que o ano-calendário convencional possui uma pequena diferença em relação ao ano solar. Enquanto que no primeiro, o ano dura 365 dias para se completar; no segundo, dura 365,25 dias. 

Esses 0,25 corresponde a um quarto de um dia. Portanto, a cada quatro anos existe a diferença de um dia em relação ao calendário convencional e solar. Esse dia é justamente o que caracteriza o ano bissexto. 

Na verdade, o dia extra que serve como sincronismo não é o dia 29 de fevereiro, como a maioria das pessoas pensa, mas sim, o dia 24 do mesmo mês. 

O ano bissexto passou a ser adotado em 238 a.C. no Egito, por Ptolomeu III (246-222 a.C.). O mesmo surgiu a partir da necessidade de sincronizar os dias do ano, uma vez que qualquer discrepância no calendário poderia afetar a agricultura, a base da economia dos povos antigos. 

Alguns pensam que o nome “bissexto” é dado pelo fato de tal ano possuir 366 dias, o que não é correto. Na verdade, Julio César optou pelo mês de fevereiro e escolheu “fazer um bis” ou “duplicar” o dia 24, chamando-o de “antediem bis-sextum Calendas Martii”. Foi assim que surgiu o nome “bissexto”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Casa de José Bonifácio está à venda na internet por R$ 1,8 mi


A casa em que José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o patriarca da Independência do Brasil, passou os últimos anos de vida está à venda na internet. O terreno de 4.000 m2 e cerca de 200 m2 de área construída na ilha de Paquetá, na baía de Guanabara, no Rio, pode ser comprado por R$ 1,8 milhão.
Segundo a corretora Eliane Machado, entre os interessados estão um grupo francês que quer fazer um hotel bistrô no local e até uma bisneta de José Bonifácio.
Apesar do anúncio no YouTube falar em oportunidade de "construir prédio com apartamentos ou casas", o novo proprietário terá restrições para obras.
O imóvel é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 1938 e não pode sofrer alterações. Edificações que atrapalhem a visualização da casa principal não podem ser erguidas. O restante, porém, pode ser utilizado para outros fins.
José Bonifácio viveu na casa de 1830 até sua morte em 1838. Depois de lutar pela abolição da escravatura, exilou-se voluntariamente na ilha de Paquetá desiludido com a política brasileira.

Casa na ilha de Paquetá, no Rio, onde morou José Bonifácio; imóvel está à venda na internet por R$ 1,8 milhões

Sem saber a quem pertencia, o comerciante Miguel Demétrio Ajuz comprou a casa em 1930, para passar as férias de verão com a família.
Um dos poucos que chegou a residir de fato no local, o primogênito do casal, Demétrio Miguel, não gostava da associação da casa à figura histórica que ali morou.
Em seu blog, Laurentino Gomes, autor dos livros "1808" e "1822", reclamou do desprezo pelos monumentos históricos: "É chocante encontrar na internet anúncios como esse que colocam à venda um pedaço fundamental da nossa história".

Fonte: Folha

Descoberto “passatempo” da era pré-hispânica em território Maia



Uma placa que foi usado nos tempos antigos para jogar, conhecido como Patolli, foi descoberto no sítio arqueológico de Dzibilnocac em Campeche, durante o trabalho de restauração. A descoberta soma a outros eventos semelhantes na área Maya, onde ele pode ter sido usado como um instrumento de adivinhação.

Este é um marcador de grafite cerca de 50 cm de cada lado, que foram descobertos no chão do compartimento no segunda do edifício acima, consiste de uma cruz dividido em quadrados, como a moldura que a rodeia, que em conjunto representam 58 retângulos de vários tamanhos. Dentro de algumas das caixas de cruzes colocadas lá. - disse o arqueólogo Heber Ojeda. 

É possível que este Patolli ("jogo" em Nahuatl) foi usado para 600-900 a.C., no período clássico tardio, quando Dzibilnocac-cidade que está localizada na parte central da região Chenes, teve o seu apogeu.

O Campeche INAH, pesquisador, disse que Centros como aqueles localizados em outros sítios maias no México, Guatemala e Belize, ele foi localizado no interior do invólucro, onde o acesso teria sido difícil para assistir ao jogo.

Por outro lado, o especialista Judith Gomorra Gallegos, Tabasco INAH Center, é que na época discutiu um Patolli descoberto em Estrutura VII de Calakmul, Campeche, disse que este jogo foi descrito em códices, bem como cronistas espanhóis, entre eles Diego Duran, vendo os fãs que estavam os astecas (no centro do México) para ele. Por isso foi proibido, considerado idólatra e pagã.

No entanto, a Maya Patolli antes da chegada dos conquistadores espanhóis, parece ter conotações além do jogo ou a aposta, porque a forma como o projeto foi comparado com o quincôncio, um símbolo que representa esquematicamente o universo, por um ponto centro é identificado com a Terra, quatro correspondentes aos pontos cardeais, e uma estrutura que limita e representa o cosmos. 


Do final de novembro de 2011 até meados de janeiro deste ano, Edifício A1, o mais conhecido dos Dzibilnocac, foram submetidos a trabalhos de manutenção principal, assim que foi lançado e restaurou a fachada posterior da Torre Central, e consolidada do templo da Torre Oriente, também mudou as tampas das câmaras da mesma construção, após a remoção da alvenaria em mau estado que causou o vazamento de água.

Heber Ojeda O arqueólogo explicou que o Edifício A1 é de 74 m de comprimento e 30 m de largura, e a plataforma grande dez quartos distribuídos em dois compartimentos, que por sua vez, são parcialmente cobertas por três torres.

No andar deste edifício, onde cerca de Patolli também localizado três graffiti (uma delas em um círculo dividido em quatro partes e as linhas não bem definidos), e os restos de pintura de motivos vegetais e animais.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tubarão na Malásia escondia medalhão português do século XIII

A descoberta está a espantar tudo e todos: uma doméstica residente em Klebang, na Malásia, decidiu comprar um tubarão bebé no mercado local para cozinhar um prato para o marido.


No entanto, ao abrir o animal deparou-se com um histórico medalhão, que os especialistas dizem ser português. Tem 7,4 centímetros de diâmetro e dez gramas de peso. 




“Comprei dois tubarões no mercado e descobri o objecto dentro do estômago de um dos peixes”, disse a mulher de 47 anos ao jornal ‘Malaysia Star’.

Suseela Menon ficou surpreendida com o artefacto do século XIII, atribuído ao período em que D. Dinis era rei, dado a peça conter o rosto de uma mulher com uma coroa, que se crê ser da Rainha Santa Isabel, esposa de ‘O Lavrador’.

Na outra face está um crucifixo com a inscrição ‘Antoni’.
A explicação para a presença de relíquias nacionais nas águas asiáticas prende-se com o período dos Descobrimentos e a passagem, no século XVI, de caravelas e naus portuguesas.

Na sequência do achado, a mulher limpou-o e guardou-o numa caixa, ao passo que o marido recusou comer o prato pela conotação religiosa do medalhão. Mais: entendeu o feito como “uma bênção para a família”.
Fonte: CMJornal

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Canhões no meio do caminho


Durante as obras de revitalização do Porto Maravilha, operários encontram dois canhões do século XVII que podem revelar uma nova história da região.




Esta segunda-feira (13) foi de muita vibração para arqueólogos e pesquisadores no Rio de Janeiro. Durante as obras de revitalização da Zona Portuária, operários encontraram dois canhões do século XVII que intrigam pesquisadores especializados no assunto.
As armas foram encontradas nesta manhã sob a Rua Sacadura Cabral, próximo ao Largo da Prainha e à Pedra do Sal. Especialista em armamento militar, o historiador Adler Homero Fonseca, pesquisador do Departamento de Patrimônio Material de Fiscalização do Iphan no Rio, esteve no local a convite dos arqueólogos que trabalham na obra. A equipe ainda não sabe a origem dos canhões, mas, segundo Adler, os equipamentos não se enquadram em nenhuma estrutura de fortificação da região – o que aumenta ainda mais o mistério, já que não há notícias de que havia um Forte na região do Porto.
“É uma estrutura muito exótica, muito antiga. Ainda não conseguimos identificar o período exato dos canhões, mas suspeitamos que seja do século XVII. Eles podem revelar que existiu na região uma estrutura de Forte até então desconhecida.
O Iphan ainda será acionado formalmente para estudar os equipamentos. A partir disso, um parecer prévio sobre os canhões fica pronto em até dois dias. A maior preocupação agora, porém, é manter a integridade da descoberta, já que se trata de uma das regiões mais movimentadas da cidade.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Extinção dos Professores


A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES



  
    O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação: 
 
  - Vovô, por que o mundo está acabando?
 
  A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
 
  - Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
 
  - Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
 
  O velho responde, então, que professores início eram homens e mulheres que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Ensinavam também as pessoas a pensar, mas isso nem sempre conseguiam.
 
  - Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
 
  - Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
 
  - E como foi que eles desapareceram, vovô?
 
  - Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. De início o salário foi perdendo valor e depois eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação para órgãos internacionais. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. A escola 
para todos, na realidade era para poucos. Tudo na educação era um jogo de políticas.
 
  Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você" ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares que recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". O professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos.

 
  Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular" era a opinião pública. Nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
 
  Em seguida, os professores foram desmoralizados. Com o salário, década sendo esquecido, ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos, modelos, jogadores de futebol, artistas que já possuíam uma qualidade natural - enfim, pessoas que não necessariamente precisaram da escola como primeiro fator.


Queria poder dizer que qualquer semelhança com a vida seria mera coincidência, mas não é!






quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As mais belas livrarias do mundo



Selexyz é o nome da livraria das fotos acima, diante da qual um lugar-comum como “templo dos livros” ganha uma inesperada força expressiva. Foi montada no interior de uma antiga igreja dominicana em Maastricht, na Holanda, e vem em primeiro lugar entre as 20 livrarias mais belas do mundo, segundo uma das mais inspiradoras listas que o Flavorwire já compilou. O Brasil também comparece (com a Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo).

Se essa lista fosse um documentário, poderia ter a narração em off de Jonathan Franzen, que acaba de recitar (aqui, em inglês) no festival Hay de Cartagena, na Colômbia, a maior defesa dos livros impressos ouvida nos últimos tempos. De forma um tanto surpreendente, o autor de “Liberdade” não se referiu ao aroma inebriante da tinta no papel ou algum outro clichê do gênero. Atacou justamente aquilo que os entusiastas do meio digital mais exaltam: a aura de impermanência – ou seja, a plasticidade, a permeabilidade, a interatividade, o compartilhamento, a coautoria – do texto lido na tela.
“Talvez ninguém ligue para livros impressos daqui a cinquenta anos, mas eu ligo”, disse Franzen, um dos autores confirmados na próxima Festa Literária Internacional de Paraty. “Quando leio um livro, tenho nas mãos um objeto específico, num lugar e numa hora específicos. O fato de que, quando tiro o livro da estante, ele ainda diz a mesma coisa – isso é reconfortante. Alguém trabalhou duro para tornar a linguagem exatamente adequada, bem do jeito que queria. E tinha tanta certeza disso que mandou imprimir o texto em tinta sobre papel. Uma tela sempre dá a impressão de que podemos deletar aquilo, mudar, mover. Para uma pessoa louca por literatura como eu, não é permanente o bastante. Tudo mais na vida é fluido, mas ali está aquele texto que não muda. Ainda haverá leitores daqui a cinquenta anos que pensem assim? Que terão essa fome por algo permanente e inalterável?”
Eu diria que sim, haverá. Como também haverá livrarias que parecem catedrais. Mas isso é só um chute, claro. Em 2062 a gente conversa.
Fonte: Veja