terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Descobrimento das Cataratas de Foz do Iguaçú



Inicialmente a região de Foz do Iguaçu foi habitada por índios kaiagang, da nação tupi-guarani. O primeiro branco a chegar ao local e avistar as Cataratas foi o explorador espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca que vinha da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis). Outros de seus homens se deslocaram pelo rio Paraguai e fundaram Assunção (capital paraguaia). O explorador iria por terra rumo à Assunção seguindo com 250 homens e 26 cavalos pelo Caminho Peabiru (que trazendo o para os dias de hoje, cortaria o Paraná de leste a oeste), utilizado pelos índios que iam ao litoral buscar sal.
.....Na caminhada tomou as terras que hoje referem-se ao Estado do Paraná para o rei Carlos I da Espanha e batizou-as de Província de Vera. As Cataratas, de Salto Santa Maria.
.....Depois dessa "abertura" começaram as missões jesuíticas (reduções) na região. Mais tarde os bandeirantes paulistas chegaram ao local e as reduções e os índios que delas pertenciam foram praticamente exterminados.
.....Em 1916, Alberto Santos Dumont conhece as Cataratas que pertenciam a um argentino e pressiona o governo do Paraná para que ali seja criado uma unidade de conservação e que seja pública e não particular.
.....Em 1939, o então presidente Getúlio Vargas cria o Parque Nacional do Iguaçu.
Em 1986 o parque é declarado pela Unesco, Patrimônio Natural da Humanidade.
Em 1998, conclui-se a licitação para a exploração comercial da parte localizada próxima às Cataratas, por parte de uma empresa não estatal.
.....Em 2001 são inauguradas as primeiras mudanças implementadas pela holding (de 5 empresas) Cataratas S/A.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Marco histórico com mais de 100 anos é destruído pelas águas do Rio Madeira



Um dos mais importantes marcos históricos da delimitação territorial e fincado em meio a selva pelo sertanista Marechal Cândido Rondon, na época em que desbravava regiões inóspitas em tempos primórdios de Rondônia, não existe mais. Tragado em meio a detritos de terra, lama e sedimentos o totem com pouco mais de dois metros ruiu, se perdeu, levado pelas ondas do forte Banzeiro que hoje toma conta do rio.
O triste fim para um “obelisco” histórico já era uma pedra cantada há algum tempo quando o velho Rio Madeira desde a abertura de comportas da Usina de Santo Antônio começou a produzir marolas, o dito Banzeiros, e modificou a rotina das comunidades ribeirinhas e deu início a destruição dos barrancos. As águas batem com força e no ritmo provocam a erosão que vai provocando queda de terra e o desmoronamento acelerado das barrancas, levando arvores, mata e inclusive uma casa de uma antiga moradora
Localizado a quase 40 metros do rio, o Marco Geográfico foi tragado pelas águas em pouco mais de 20 dias da abertura das comportas da UHE Santo Antônio. O marco centenário foi tragado por uma erosão extrema e muito rápida no “barranco adentro”.
Chamado de “Marco Rondon”, ele foi erguido em 1911, quando na época ainda era fronteira entre Amazonas e Mato Grosso, no passado antes do território do Guaporé, que acabou se transformando no Estado de Rondônia.
O Marco era de suma importância, pois delimitava a região e fronteira com entrepostos fiscais e territoriais. Localizado também próximo de Santo Antônio – que na época era município do Mato Grosso (MT) – servia para a divisão correta geopolítica quando o sertanista mapeava toda região.



Até alguns dias atrás era visítado por andarilhos, ribeirinhos, estudantes e acadêmicos de história. Marco ficava cerca de 40 metros da margem historica do Rio Madeira

EVOLUÇÃO DO DESMORONAMENTO
A chamada erosão fluvial causada pela mudança de comportamento do Rio Madeira, devido a abertura de comportas da Usina de Santo Antônio – negada pela assessoria de comunicação -, causando ondas antes nunca vistas – o chamado Banzeiros – está transformando de forma ameaçadora a vida dos ribeirinhos que moram nas encostas há muito tempo.
Com a agressividade das águas que vão deteriorando os barrancos, observa-se o avanço gradual do rio sobre as margens, devorando o que tem pela frente. O “Marco Rondon” até alguns meses atrás  era visível e aberto para visitações de andarilhos, pessoas comuns, estudantes e até acadêmicos de história que queriam conhecer um dos símbolos significativos da historia local, tombado como patrimônio histórico dentro das delimitações do sítio arqueológico da Madeira Mamoré.
Detritos, pedaços do “Marco Rondon” foram recuperados por uma força tarefa da UHE Santo Antônio em meio à lama provocada pelo rio. Sobre essa questão não houve manifestação do Ipham (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Que providências serão tomadas? Fica a questão à saber.
O rio continua avançando sobre as barrancas e parte da história de Rondônia já começou a ir rio abaixo.
VEJA VÍDEO DO MARCO RONDON DESTRUIDO APÓS SER RESGATADO DO "MADEIRÃO"





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Operários acham peças de porcelanas no IFRN

Operários que trabalhavam na reforma no prédio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) na avenida Rio Branco encontraram, por acaso, o que aparentemente são relíquias da história de Natal. São peças em porcelana e, pelo aspecto, trata-se de xícaras, pratos e pedaços de outras peças em porcelana. Não se sabe ainda de qual época são as peças, mas o IFRN fará uma análise do material a partir do trabalho de dois professores de história da própria instituição.


Lerson Maia acha que as porcelanas têm mais de cem anos
De acordo com o professor Lerson Maia, que encontrou as peças junto dos operários da obra, os professores de História Ênzio de Andrade e Francisco Carlos irão analisar as peças coletadas. "Não temos ainda como dizer a época dessas peças, mas essa análise pode determinar. Pelo visto são antigas, porque a primeira ocupação desse prédio foi em 1906. Pela profundidade encontrada e por essa data, pode-se dizer que elas têm mais de 100 anos", aponta o professor Lerson Maia.

A descoberta dos artefatos se deve à construção de uma nova cisterna no prédio do IFRN. A atual estrutura, duas caixas d´água e uma cisterna, já não chega para a demanda. Os operários foram incumbidos de cavar 5,5 metros para fazer a cisterna. Com 3,5 metros chão adentro, apareceram as peças. Contudo, os operários não perceberam de pronto a importância daqueles cacos de porcelana. Continuaram cavando, até que o professor Lerson viu o "entulho". "Eles não tinham percebido do que se tratava e por isso, infelizmente alguns foram quebrados", diz Lerson. Além da porcelana, pedaços de peças em barro também foram encontradas.

O material provocou de imediato a dúvida sobre a procedência, principalmente porque em uma das peças há uma inscrição em inglês: "Copeland Late". "Imaginamos que seja uma porcelana inglesa ou portuguesa", complementa o professor.

É possível que no mesmo pátio onde foram encontradas essas peças, existam outras. Mas o IFRN não irá, até então, fazer nenhuma outra escavação no local. "Estamos disponíveis para conversar com outras instituições interessadas em fazer algum tipo de pesquisa", encerra Lerson Maia.

O mais antigo registro sobre aquele prédio data de 1906. Naquela época, funcionava ali na avenida Rio Branco o Colégio da Imaculada Conceição. Logo depois, o prédio foi ocupado pelo Batalhão de Segurança Estadual. Só em 1914 o Liceu Industrial - futura Escola Técnica Federal do RN, Centro Federal de Educação Tecnológica e, finalmente, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN - passou a funcionar naquele local.


1º Prêmio Internacional em História


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Encontrado capacete romano datado de mais de 2.000 anos na Grã-Bretanha


Historiadores da Grã-Bretanha tem reunido fragmentos de uma capacete romano datado de mais de 2.000 anos atrás. Esse artefato será útil para desvendar fatos da história da presença do Império Romano na Grã-Bretanha. O objeto foi encontrado em um santuário na Grã-Bretanha.
O capacete foi reconstruído ao longo de três anos por especialistas do Museu Britânico, pois estava em mais de mil fragmentos separados.
O artefato é feito de ferro e decorado de ouro, é o único encontrado na Grã-Bretanha neste estilo e um dos mais antigos capacetes romanos encontrados na região.

Capacete datado de cerca de 2.000 anos atrás encontrado em um campo de Leicestershire e restaurado por especialistas.

A especialista em conservação de metais Marilyn Hockey começou a desenterrar fragmentos para o Museu Britânico, ela disse: “Trabalhando o nosso caminho por este pedaço de terra descobrimos coisas surpreendentes ... a peça da bochecha do capacete nos mostrou que era algo especial. Obter algo saído da terra como este objeto é como descobrir ouro”.

O capacete mostra diversas cenas de batalhas romanas, incluindo o busto de uma mulher ladeada por leões e um imperador a cavalo com a deusa da vitória voando atrás. Outra figura mostra um possível nativo britânico sendo esmagado por cavalos.

Especialistas levaram três anos para unir os fragmentos do capacete.

Um artista redesenhou o provável capacete a pedido do Museu Britânico.

Acredita-se que o capacete tenha sido enterrado por volta do ano de 43d.C., após a invasão de Cláudio a Grã-Bretanha.
Especialistas acreditam que este capacete pertencia a um britânico que serviu ao exército romano.
Acredita-se também que o capacete deveria ser enterrado como um presente aos deuses, pois o local onde foi encontrado era um santuário.
O capacete foi encontrado em Hallaton, Leichestershire após ser detectado por um detector de metais.
Ken Wallace, professor aposentado de 71 anos foi o responsável pela descoberta. Assim que foi encontrado, Wallace chamou especialistas para a identificação do artefato.
Mais de 5.000 moedas, lingotes e outros capacetes foram encontrados no local junto com este objeto. Todos datam a Idade do Ferro.


Ken Wallace, no Museu Britânico com o capacete que ele descobriu. Ele disse que é gratificante ver o capacete reconstruído.


O capacete irá ajudar no entendimento do que a Grã-Bretanha era um pouco antes da conquista romana.
Acredita-se também que o capacete pode ser um presente diplomático para a população pró-romana, ou despojos de uma guerra ocorrida por um ataque a um acampamento durante uma batalha.

Fonte: Mail Online


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vende-se uma Pharmacia


Mais antiga do Brasil com rico acervo histórico, Pharmacia Popular está ameaçada de desabamento em meio a impasse entre o poder público e o proprietário, que tenta vende-la



O “PH” ainda mantido no nome é apenas um detalhe que remete a verdadeiras raridades da farmacologia. Entre os mais de 4 mil itens do acervo da Pharmacia Popular, a mais antiga do Brasil, estão desde ânforas de cristal francês, relógios do século passado (ainda em funcionamento!) e até rótulos pintados com pó de ouro. Preciosidades na mira do forro de madeira do teto, que ameaça desabar em meio a um impasse entre o poder público e o herdeiro do imóvel.
Inaugurada em 1830 no município de Bananal, no extremo leste de São Paulo, a Pharmacia Popular funcionou plenamente até 2010. Grande parte da conservação se deve ao zelo de Plínio Graça, que herdou o negócio do seu pai, em 1956. Sem incentivo, fez muitas dívidas tentando preservar o prédio – que em 1997, serviu até de locação para as gravações da minissérie “Dona Flor e seus dois maridos”, da Rede Globo. A última tentativa de manter o espaço foi transformá-lo em museu, há dois anos, cobrando entrada de R$ 3.
A um jornal local, meses antes de morrer, Plínio contou que “o movimento na drogaria era fraco, porém eram constantes as visitas para conhecer o acervo histórico. Para manter as características originais, abrimos mão da modernização e isso influenciou o movimento”. Plínio disse ainda que encaminhara à prefeitura e ao governo estadual diversos pedidos de ajuda para conservar e manter o acervo, mas nunca foi atendido.
Missão assumida agora por seu filho, Roberto Graça, depois da morte de Plínio em junho do ano passado. Devido ao abalo nas estruturas de madeira que mantêm o forro do teto, Roberto decidiu fechar o museu e retomar os pedidos de ajuda junto ao poder público.
“Já procurei o Iphan, o Conselho Federal de Farmácia, o Conselho Estadual de Farmácia, e tantos outros órgãos. Recentemente, tive um encontro com o secretário estadual de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, mas não recebi nenhuma resposta”.

Dono rejeita tombamento
A Secretaria Estadual de Cultura explicou que, por se tratar de um imóvel particular, a recuperação e restauro são de responsabilidade de seus proprietários. Porém, em alguns casos especiais – como obras realizadas em São Luiz de Paraitinga –, “foram disponibilizadas verbas para a reconstrução do núcleo tombado”. A secretaria encaminhou o processo para a consultoria jurídica do órgão a fim de conseguir autorização para restaurar.
O imóvel é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Recentemente, técnicos da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) estiveram no local e sugeriram tombar também o acervo, o que, segundo a secretaria, facilitaria o investimento de recursos públicos. A iniciativa, porém, foi negada por Roberto – que não poderia nem reformar nem vender o imóvel, ideia que agora vem pensando em pôr em prática.
“Se eu deixar tombarem o acervo, não vou poder tirar nada do local, nem vender, nem fazer mais nada. Meu desejo é vender tudo, do jeito como está – prédio e objetos – para alguém que tenha condições de cuidar. Já me ofereceram muito, mas muito dinheiro por alguns itens avulsos. Mas não quero fazer isso, pois meu pai dedicou sua vida a cuidar da Pharmacia com muito carinho. Sou restaurador, e sei que isso iria descaracterizar tudo. Mas ironicamente, e infelizmente, não tenho condições de manter meu próprio acervo”.


Pharmacia também era o ‘senadinho’ da cidade
Na entrada do local, o visitante pisa em raros ladrilhos franceses até o balcão em pinho-de-riga. A máquina registradora norte-americana ainda é do século passado. Há, ainda, diversos aparelhos de manipulação, balanças, móveis, armários e um busto de Hipócrates, pai da medicina.
Sem contar canecas de porcelana chinesa, usadas para medir líquidos, e vidros com tinturas, óleos e pós que serviam para fabricar artesanalmente os medicamentos. No século XIX, como não havia remédios industrializados, os boticários eram responsáveis pela produção. Como também não havia muitos médicos, eles acabavam sendo responsáveis por analisar pacientes, fazer as receitas e, no laboratório – que funcionava nos fundos da loja –, fabricar os medicamentos.
Ao notar essa carência na Bananal de 1830, o francês Tourin Domingos Mosnier foi obrigado a mudar seus planos. Ele chegou à cidade e logo comprou uma fazendo, disposto a se tornar um barão do café, mas acabou voltando às origens de boticário. Assim nascia a Pharmacia Imperial, da qual foi dono durante 30 anos.
Após sua morte, o coronel Valeriano José da Costa assumiu o negócio. Nunca imaginaria que aquele balcão de atendimento movimentaria a cena política da cidade: enquanto aguardavam a confecção dos medicamentos, os fregueses discutiam os rumos da política local sentados nos bancos de madeira próximos à porta de entrada. O espaço acabou sendo chamado de “senadinho”, como é conhecido até hoje.
Acontece que, em 15 de novembro de 1889, o “senadinho” voltou-se contra Valeriano. Nesse dia surgia a República Velha, e republicanos bananenses concluíram que a Pharmacia Imperial deveria mudar de nome –
por bem ou por mal. O popular, então, foi incorporado para anunciar aqueles velhos novos tempos.
Depois disso, o “senadinho” foi definitivamente incluído na história política da cidade. Com a morte de Valeriano, em 1918, a Pharmacia passou para as mãos do coronel Graça, que a doou ao seu filho mais velho, Ernani Graça, recém-formado em ciências farmacêuticas. Ernani tornou-se duas vezes prefeito da cidade, na década de 30, e as história se repetiu: com sua morte, o filho Plínio Graça assumiu a Pharmacia e também foi prefeito duas vezes. Agora está nas mãos de Roberto – e do poder público, afinal – manter a herança não só de duas gerações da família Graça, mas de um patrimônio brasileiro.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012


A vitória da Tríplice Entente nos conflitos da Primeira Guerra (1914 – 1918) estipulou os acordos a serem assinados pelas nações derrotadas. A Alemanha, considerada a principal culpada pelos conflitos, foi obrigada a aceitar as imposições do Tratado de Versalhes, assinado em Paris, no mês junho de 1919. Em linhas gerais, o Estado alemão perdeu parte de seus territórios, zonas de exploração mineral e seus domínios coloniais. Além disso, as outras nações da Tríplice Aliança foram alvos de punição. 

A Alemanha foi obrigada a devolver a região da Alsácia-Lorena para as mãos dos franceses. Os russos tiveram que reconhecer a independência da Polônia, que ainda foi agraciada com o corredor polonês (limite territorial que dava ao país uma saída para o mar). As colônias alemãs no continente africano foram divididas entre Inglaterra, Bélgica e França. Os outros domínios na região do Pacífico foram partilhados pelo Japão e Inglaterra. 

Para evitar uma possível revanche e conter a mesma corrida armamentista que possibilitou a Primeira Guerra, esse mesmo tratado forçou o desarmamento alemão. O exército alemão não mais poderia ser formado através de alistamento obrigatório e suas tropas não poderiam ultrapassar o limite de 100 mil soldados. A força militar alemã não teria nenhum tipo de artilharia pesada e uma comissão seria responsável por impedir a criação de indústrias bélicas na Alemanha. 

Não bastando todas essas restrições, os vencedores impuseram uma indenização astronômica aos cofres alemães. A Alemanha deveria pagar cerca de 270 milhões de marcos-ouro aos países aliados. Além disso, outras multas foram estipuladas para o pagamento de pensões às viúvas, mutilados e órfãos. A maior parte destas indenizações estipuladas foi concedida aos franceses. 

Ao contrário de assegurar a paz, o Tratado de Versalhes foi visto como a grande motivação para uma Segunda Guerra Mundial. Seu caráter visivelmente punitivo alimentou o sentimento revanchista que abriu espaço para a ascensão dos estados nazi-fascistas na Europa. Alemanha e Itália foram tomadas por tais governos que, entre outros pontos, defendiam que a soberania nacional de seus países teria sido desonrada pelas medidas humilhantes do tratado.


Fonte: Brasil Escola

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Personalidades da História: Juan de la Cosa


Nascido em Biscaia, na Espanha, em 1640, Juan de la Cosa era um navegador experiente que tornara parte nas duas primeiras jornadas de Colombo. Na viagem que culminou o descobrimento da América, em 1492, ele havia sido capitão (e, sgundo alguns historiadores, era o proprietário) da nau Santa Maria, na qual o próprio Colombo viajou e que naufragou no Caribe. Nos documentos relativos a expedição seguinte, realizada em 1493, La Cosa é identificado somente como "mestre na arte de fazer cartas de mapear".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AULA DE MATEMÁTICA


NÃO GOSTO DE POSTAR CORRENTES OU COISA PARECIDA, MAS ESSA MENSAGEM QUE RECEBI POR E-MAIL, TIVE QUE POSTAR NO BLOG!


Hoje vamos brincar de professor de matemática.
Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.


Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?

Resposta: 200 alunos dia.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveu pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais diários

Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?

R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.


Problema nº2

O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?

Resposta: aproximadamente 0,27 mensais

(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...

Problema nº3

Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :

Sindicato: R$12,00reais

Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)

Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)

Acesso à internet: R$60,00 reais

Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)

Instituto de previdência: R$150,00 reais

Cesta básica: R$500,00 reais

Transporte: sem dinheiro

Roupas: promocionais

Quanto um professor gasta em um mês?

Total das despesas: R$1202,00

Qual o saldo mensal de um professor?

Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades

E no caso deste professor ter mulher e filhos?

Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??

Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará
, CIRO GOMES disse:

" Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "

Ciro Gomes - Governador(_) do Ceará

SE VOCÊ ACHA QUE NOSSO GOVERNADOR DEVE ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.

CAMPANHA
:

"Ciro, doe seu SALÁRIO e governe por AMOR !"
Vamos espalhar isso aos 4 ventos e aumentar a campanha:
DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS, MINISTROS, DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Viúva entregará documentos de Luís Carlos Prestes, diz Arquivo Nacional


São 27 pastas que, para Maria Prestes, pertencem ao povo brasileiro. Entre os papéis, há um relatório com nomes de supostos torturadores.


"É aniversário do 'Velho'. Vou lá entregar as coisas dele". Dessa forma simples e direta Maria Prestes, viúva de Luís Carlos Prestes, se prepara para, na tarde desta terça-feira (3), entregar ao Arquivo Nacional 27 pastas com documentos pessoais e cartas do militante comunista com que conviveu por 40 anos e a quem amorosamente ainda chama de "O Velho". Nesta terça, Prestes completaria 114 anos.
A informação foi confirmada pelo Arquivo Nacional, que disse ainda, que haverá uma cerimônia para o recebimento dos documentos e alguns deles ficarão expostos ao público.
Segundo Maria, entre fotos, cartas e documentos está o “Relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil”, de fevereiro de 1976, onde constam os nomes de 233 supostos torturadores.
Aos 81 anos, ela decidiu doar os documentos daquele que, segundo disse, foi perseguido por 60 anos por lutar por seus ideias de um futuro melhor.
"O Velho tinha uma vida pública e esse acervo pertence aaos historiadores e ao povo brasileiro, para que conheçam Prestes melhor", disse a viúva, lembrando que o marido, apesar de sua intensa militância política, era um homem que amava sua família.
"Ele não tinha só o lado político, tinha um lado humano, de bom pai, bom marido, que fazia questão de ter a família reunida no almoço e jantar", contou Maria.
Prestes teve nove filhos com ela, além de Anita Leocádia, filha que teve com Olga Benário, a primeira mulher. Ele teve também 24 netos e nove bisnetos.
Luís Carlos Prestes, conhecido como "O Cavaleiro da Esperança", quando liderou a coluna de rebeldes que por dois anos e cinco meses percorreu 25 mil quilômetros pelo país, nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 3 de janeiro de 1898. Morreu no Rio de Janeiro em 7 de março de 1990, aos 92 anos.
Em 1934, depois de uma temporada na antiga União Soviética, volta ao Brasil como clandestino acompanhado de Olga Benário, e começa sua militância no Partido Comunista.
Em março de 1936, Prestes foi preso e cumpriu pena de nove anos. Sua companheira Olga Benário, grávida, foi deportada e morreu numa câmara de gás num campo de concentração nazista.
Anita Leocádia Prestes nasceu em uma prisão na Alemanha, mas foi resgatada pela mãe de Prestes, após intensa campanha internacional.
Em 1951, Prestes uniu-se a Maria, ela mesma filha de um militante comunista, que passou por prisão e tortura.
Fonte: G1

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Objetivos em 2012



A função do professor de história está cada vez mais difícil, tanto pela falta de interesse dos próprios alunos quanto da sociedade em geral. Não se fala mais da história, dificilmente lembramos de acontecimentos passados, nem quando é feriado. O professor de história passou a ser uma figura quase sem necessidade nas escolas, alguns são aproveitados em bibliotecas, trabalham com outros projetos, mas o amor pelo ensino é “brutalmente assassinado” pela intolerância da sociedade que não vê a necessidade de conhecer seu passado. Podemos sim, em breve, virar uma sociedade sem memória, a não ser que a sociedade dê o devido valor aos profissionais de educação que trabalham com a memória e história.
O professor de história tem como objetivo fazer com que seus alunos pensem, critiquem, e não aceitem meias verdades impostas pela sociedade. É muito bom escutar alunos perguntando sobre determinado acontecimento, questionando os “porquês” da história. Quando um aluno se interessa por tal acontecimento e questiona o professor sobre o determinado acontecimento é como se tivéssemos cumprido uma missão, não importa tanto as notas e conceitos, mas somente o fato de o aluno questionar, procurar entender algo é uma bela vitória para o professor de história.
Quem em 2012 possamos colecionar várias vitórias!