quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Israel: tempestade revela estátua de mármore da época romana


A tempestade que varreu nos últimos dias a costa oriental do Mediterrâneo causou o desmoronamento de uma falésia em Ashkelon, no sul de Israel, revelando uma grande estátua de mármore da época romana, anunciou Yoli Schwartz, a porta-voz da Autoridade israelense encarregada das antiguidades.


Trata-se de uma representação de mulher, uma peça de 200 kg e de 1,2 m. Perdeu a cabeça e os braços, mas isso parece anterior à tempestade. A estátua se apresenta com "sandálias delicadamente esculpidas", segundo Schwartz.

A descoberta é uma das poucas boas notícias após o temporal que caiu na região durante vários dias, com ventos de mais de 100 km/h e ondas de até 12 metros, que destruíram sítios arqueológicos ao longo do litoral.

Nesta terça-feira, as autoridades haviam anunciado que as ondas arruinaram os diques que protegiam o porto israelense de Cesareia, a 50 km ao norte de Tel Aviv, colocando em perigo a célebre localidade da época romana.

Encontrada a cabeça de Henrique IV



Cientistas consideraram autêntica a cabeça do rei Henrique IV, encontrada após vários séculos de peregrinação em casa de um aposentado, em 2008. Está em "muito bom estado de conservação", apresentando cabelos e restos de barba, diz um estudo publicado pelo British Medical Journal (BMJ), que relata a surpreendente descoberta.
Está "ligeiramente escurecida, com os olhos semicerrados e a boca aberta" e apresenta vários sinais distintivos: "uma pequena mancha de 11 mm abaixo da narina direita, um orifício atestando o uso de brinco na orelha direita, como era moda na corte dos Valois, e uma lesão óssea acima do lábio superior esquerdo, marca de uma estocada feita no rei por Jean Châtel, durante tentativa de assassinato em 27 de dezembro de 1594".
O estudo foi realizado por 19 cientistas dirigidos pelo Dr Philippe Charlier, médico legista de Garches, também conhecido como "o Indiana Jones dos cemitérios"; é famoso por ter revelado o envenenamento por mercúrio de Agnès Sorel, favorita de Charles VII, e demonstrado que os restos conservados no castelo de Chinon não são de Joana d'Arc. O Dr Charlier trabalhou em colaboração com um dos historiadores de Henrique IV mais conhecidos, Jean-Pierre Babelon.
O estudo, filmado por dois jornalistas, será divulgado em fevereiro na televisão, segundo a produtora Galaxie Presse. Assassinado por Ravaillac, um fanático católico, em 14 de maio de 1610, Henrique IV foi enterrado na Basílica Saint-Denis, junto com outros reis da França. Mas em 1793, seu caixão foi aberto por revolucionários, explicou à AFP Rodolphe Huguet, presidente do Cendre (Círculo de estudos de necrópoles dinásticas e reais europeias), apaixonado pela história deste rei.
"O corpo foi atirado numa vala comum, junto com outros. Neste momento, a cabeça deve ter se separado. Após a Revolução, partes de restos reais reapareceram em casa de particulares - um osso, um dedo, cabelos, uma omoplata de Hugues Capet", prosseguiu. 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mona Lisa guarda em pupila a chave de sua identidade, diz nova teoria

Italiano diz que 'B' e 'S e iniciais 'CE' estão registradas no olho esquerdo.
Mistério já foi objeto de teorias na ficção, como em 'O Código Da Vinci'.


A Mona Lisa de Leonardo da Vinci guarda em sua pupila esquerda a chave da identidade da modelo em que o pintor se inspirou, segundo o investigador italiano Silvano Vinceti, cujas teorias são divulgas nesta segunda-feira (13) pelo jornal "The Guardian".

De acordo com Vinceti, que é presidente da comissão nacional de patrimônio cultural em seu país, o gênio renascentista, amante dos códigos, pintou uma série de letras pequenas nas duas pupilas de Mona Lisa.


"Invisíveis ao olho humano e pintadas em preto sobre verde e marrom, estão as letras LV em sua pupila direita, obviamente as iniciais de Leonardo, mas o mais interessante está em sua pupila esquerda", afirma o investigador, em declarações recolhidas pelo jornal.

Vinceti sustenta que no olho aparecem as letras "B" e "S", além de, possivelmente, as iniciais "CE", o que considera de vital importância para averiguar a identidade da modelo.


A modelo foi identificada frequentemente como Lisa Gherardini, a esposa de um mercador florentino, mas o investigador italiano não está de acordo, já que mantém que a Mona Lisa foi pintada em Milão.

"Atrás do quadro aparecem os números 149, com um quarto número médio apagado, o que sugere que Da Vinci o pintou quando estava em Milão na década de 1490, usando como modelo uma mulher da corte de Ludovico Sforza, o duque de Milão", declara ao jornal.

"Leonardo gostava de utilizar símbolos e códigos para transmitir mensagens, e queria que descobríssemos a identidade da modelo através de seus olhos", prossegue o italiano, que deve detalhar suas conclusões no próximo mês.

O mistério da Mona Lisa já foi objeto de teorias também na ficção, como no caso do romance "O Código Da Vinci", na qual o autor, Dan Brown, sugere que o nome é um anagrama para Amon l'Isa, em referência a antigas divindades egípcias.

Fonte: G1

Curso ensina jovens a preservar patrimônio histórico

Objetivo é ajudar a evitar o vandalismo dos símbolos de São Paulo

Sábado no Parque da Independência: após as lições, estudantes se
transformarão em monitores culturais

Desde setembro, jovens da Vila Guacuri, na Zona Sul, vêm tendo aulas em meio aos monumentos do Parque da Independência. Com idade entre 15 e 17 anos, eles compõem a primeira turma do projeto Agentes Históricos, cujo objetivo é ajudar a evitar o vandalismo ao ensinar a importância da preservação dos símbolos de São Paulo. “Só preservamos aquilo que conhecemos”, acredita Francisco Zorzete, coordenador-geral da iniciativa, idealizada pelo Museu a Céu Aberto, instituição privada sem fins lucrativos. 

Sumiu: estátua teve a espada roubada



Os estudantes aderiram ao curso por meio da Casa da Cultura e Cidadania de Vila Guacuri, que também ministra outras disciplinas, como a que ensina a ser DJ, por exemplo. Às quartas, o grupo tem aulas expositivas sobre a história da cidade, do estado e do país. Aos sábados, ocorrem as visitas ao parque. São quarenta alunos, mas nem todos comparecem nos fins de semana. No último dia 27, apenas dezessete conseguiram acordar cedo o suficiente para chegar às 9 horas ao Ipiranga. “Acordar cedo é um sacrifício”, diz Stephany de Sousa Gomes, de 17 anos. “Mas vale a pena vir. É bem diferente de como aprendemos na escola.” 

Sujeira: projeto tem como um de seus objetivos evitar novas pichações


Nos últimos três meses, foram repassados detalhes de atrações como a Casa do Grito e os museus de Zoologia e do Ipiranga. “A gente vai ao colégio e muitas vezes não aprende nada. Aqui temos liberdade para fazer perguntas sem vergonha do que vão pensar”, conta Evellyn Ferreira, de 15 anos, após descobrir que a independência do país não ocorreu apenas com o brado do imperador “às margens plácidas” do Ipiranga. “Não foi como mostra o quadro (“Independência ou Morte”, de Pedro Américo). Dom Pedro I nem sequer estava a cavalo, já que só uma mula poderia carregá-lo pelo caminho de Santos até lá”, explica a garota. Sentado ao lado do Monumento à Independência, Sérgio De Simone, arquiteto e historiador que coordena as aulas, pergunta: “É correto utilizar ferro para restaurar essa estátua de bronze?”. O grupo responde “não” e mostra as manchas de ferrugem decorrentes da utilização do elemento.

Museu do Ipiranga: estudantes aderiram ao curso por meio da
Casa da Cultura e Cidadania de Vila Guacuri



A lição mais importante está na ponta da língua de todos: “Educar para não restaurar”, repetem em coro. “O dinheiro dos impostos pagos por nossos pais é usado para consertar essas coisas. E um dia nós vamos pagar”, afirma Stephany. A maior parte da classe assumiu conhecer alguém que já cometeu vandalismo. Alguns, inclusive, foram alvo de indiretas dos colegas. Envergonhados, garantem que aprenderam a lição. A parte teórica termina no próximo dia 20 e, a partir de janeiro, os estudantes passarão mais três meses atuando como monitores culturais, ajudando na preservação e ensinando aos visitantes um pouco de história. Quem quiser participar dessa etapa trabalhará cinco horas por dia, recebendo uma bolsa de 210 reais por mês. No futuro, a tendência é que o projeto seja ampliado. “Queremos expandi-lo para outros locais que são símbolos da história da cidade, como o Parque da Luz”, diz o presidente do Museu a Céu Aberto, Paulo Solano Pereira.

Arqueólogos chineses descobrem sopa de 2,4 mil anos em recipiente

Descoberta foi feita no noroeste da China, em Xian. Informações foram divulgadas pelo jornal 'China Daily'.

Uma equipe de arqueólogos chineses descobriu uma sopa de 2,4 mil anos no interior de um recipiente de bronze encontrado em um túmulo da primeira capital da civilização chinesa, Xian, no noroeste do país.

O jornal oficial "China Daily" divulgou nesta segunda-feira (13) a descoberta do Instituto Arqueológico da província de Shaanxi, cuja equipe descobriu a sopa no interior de um túmulo do período dos Reinos Combatentes (475-221 a.C.), no lugar onde está sendo construída a segunda fase do aeroporto de Xianyang.

O arqueólogo Liu Daiyun com um pedaço de osso presente na sopa. (Foto: Reprodução / China Daily)

"É a primeira vez que os arqueólogos chineses desenterram um recipiente com uma sopa de ossos em seu interior", assinalou o arqueólogo chefe da jazida, Liu Daiyun.

Liu explicou que no total foram encontrados três recipientes. O que continha a sopa de ossos de animal tinha três patas, enquanto o outro continha um líquido sem cheiro que pode ser um tipo de vinho antigo.

Os cientistas examinarão o conteúdo para determinar a que tipo de animal pertencem os ossos e a composição do líquido. Em outro túmulo, a equipe descobriu recipientes similares, mas quebrados e com restos de costelas de vaca.

Segundo o estilo dos túmulos e os artefatos descobertos em seu interior, os arqueólogos acreditam que foram construídos durante o reinado Qin, pertencente ao período dos Reinos Combatentes.

A equipe também chegou a conclusão que o ocupante do túmulo era um alto funcionário ou um parente do rei, já que se encontra localizada a cerca de 300 metros do mausoléu real.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Então é Natal...

Moda pagã na festa cristã

TROCA DE PRESENTES

Existia em Roma na Saturnália, festa para o deus Saturno. Depois, ficou ligada aos Reis Magos e seus presentes dados a Jesus.

ÁRVORE DE NATAL


Tribos celtas e germânicas adoravam as árvores que suportavam o inverno, como o carvalho e o pinheiro, e as enfeitavam com frutas e doces.

COMILANÇA


A esperança da volta da luz, com o fim do inverno, era festejada com orgias, danças, banquetes e muita, mas muita bebida.

Vai rolar a festa?

Igreja relutou em celebrar o Natal

Se o nascimento de Cristo tivesse sido comemorado desde início do cristianismo, não haveria tanta confusão. Mas, naquela época, era comum celebrar a morte de pessoas importantes e não o nascimento. A Igreja sempre fez questão de lembrar o sacrifício do filho de Deus. Solenizar o aniversário de Cristo com festa, “da mesma forma como se honrava um faraó ou Herodes”, nas palavras do teólogo Orígenes de Alexandria (185-253), era indecência para os puritanos. Mesmo depois de aprovada, várias vezes se cogitou terminar com a festa pelo nascimento de Jesus. Algumas reformas protestantes, a partir do século 15, conseguiram fechar igrejas que insistiam na celebração do Natal.

Aniversário de Jesus já foi celebrado em várias datas

Até o século 4, a data era festejada em 6 de janeiro.


Houve um tempo em que a Igreja não comemorava oficialmente o Natal – entre outros motivos, por não saber o dia em que Jesus nasceu. Embora o período tivesse sido mais ou menos calculado (a data seria no ano 6 a.C), em nenhum momento, nos primeiros 200 anos do cristianismo, o dia é mencionado. A especulação só começou por volta dos séculos 3 e 4, em resposta aos festejos promovidos pelos romanos com orgias e banquetes em reverência a divindades pagãs.

Nessa época, pelo menos oito datas diferentes foram propostas para o nascimento de Cristo. Duas datas, entretanto, prevaleceram e são usadas até hoje. Primeiro, veio o 6 de janeiro, uma comemoração feita no Oriente para o suposto dia em que Jesus fora batizado – a Igreja Ortodoxa armênia comemora o “natal” nesse dia.

A partir do ano 336, quando o imperador Constantino já havia declarado o cristianismo como a religião do Império Romano, veio o 25 de dezembro, adotado pela Igreja ocidental. O 6 de janeiro ficou, então, reservado ao dia em que Cristo teria aparecido aos três Reis Magos, herança das lendas epifânicas, nas quais os deuses se manifestam aos seres humanos.

As escolhas das datas não foram aleatórias. Ambas rivalizavam com festas pagãs realizadas no mesmo período, como a da religião persa que celebrava o Natalis Invicti Solis, a do deus Mitra e outras decorrentes do solstício de inverno e dos cultos solares entre os celtas e germânicos. “O 25 de dezembro foi uma conveniência para facilitar a assimilação da fé cristã pela massa de pagãos”, admite Mario Righetti, um dos mais renomados intelectuais católicos, em sua obra História da Liturgia, de 1955.
 
Texto de Bruno Vieira Feijó para a Revista Aventuras na História.

Operador aguarda Iphan para entregar moedas

Moedas foram encontradas por César no quintal de sua residência

Mesmo com a concordância do operador de empilhadeira César Siqueira de Assis em entregar as moedas encontradas em seu terreno ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), há dez dias o trabalhador aguarda o recolhimento do material, mas nenhum servidor público foi a sua casa. “Telefonei para eles e avisei que os objetos estavam à disposição. Eu vi um dia que eles passaram em frente da minha casa, mas não desceram e não disseram nada e foram embora”, afirmou.



A descoberta do “tesouro” aconteceu no início do ano, depois que César decidiu construir uma edícula nos fundos de sua casa e começou a espalhar a terra que estava acumulada próxima do muro. No local foi encontrado um balde contendo cerca de oito mil moedas e cédulas nacionais e estrangeiras.

“Eu não tenho carro e não confio em outras pessoas para levarem. O certo é eles virem até aqui e me entregarem algum documento assinado, confirmando que eu entreguei tudo”, afirmou o trabalhador. Em princípio, ele relutou em autorizar que fosse feita qualquer avaliação nas peças, mas acabou concordando, apesar de considerar injusta a situação.

O Iphan manifestou interesse nas moedas antigas encontradas no terreno da casa, localizada no Jardim Columbia, na região da saída para Cuiabá. Inclusive, ingressou com ação na Justiça federal para obrigar a entrega — liminar que foi concedida no dia 25 de novembro, com prazo de cinco dias para que César Siqueira levasse o material até o instituto.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Destruída a Casa da Rua Alferes

A Casa da Rua Alferes, casarão que remonta ao final do século XIX, situada na rua de mesmo nome, em Cataguases, está nos seus momentos finais.

A imobiliária que cuida dos interesses da família Carneiro contratou uma retroescavaeira e está demolindo a última parede e a base de sustentação (alicerce) do imóvel.



Estivemos no local e fomos informados pelo proprietário da imobiliária que estava demolindo com alvará da prefeitura e autorização judicial.

Quando dissemos que não havia autorização do IPHAN para a demolição, pois o imóvel está localizado dentro da poligonal histórica tombada, ele contra argumentou dizendo que a justiça já definiu que o órgão não tem "poder de polícia" e que dessa forma, não há necessidade da licença federal para por fim à Casa.

Vamos apurar a veracidade das informaçõs da imobiliária, antes de consumar o entendimento de que em Cataguases estamos, literalmente, entregue às baratas!

Foto tirada em Agosto de 2006

Fonte: e-mail enviado pelo vereador Vandeilei Teixeira (Pequeno)

Nota:

Parece que para a população e as "autoridades" locais, patrimônio histórico são somente as obras modernistas que existem em nossa cidade, quanto aos prédios antigos, não passam de "velharia" ocupando espaço de prédios.
É uma vergonha para Cataguases não cuidar de seu Patrimônio Histórico, a Casa da  Rua Alferes era uma maravilhosa residência no centro da cidade, mas infelizmente, pelo descaso público, foi praticamente destruída.
Parabenizo os cidadãos de bem de nossa cidade como o vereador Vanderlei Teixeira que lutou pela preservação desta casa.
Necessitamos fazer algo para que a história de Cataguases não se perca no tempo, para que todos conheçam a Cataguases antes da chegada do Modernismo e saibam que nossa cidade tem muita história para contar e ser redescoberta.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como surgiu o vegetarianismo?

Hábitos de não comer carne foi defendido pelo filósofo Pitágoras



Surgida com as civilizações antigas, a dieta moderna, baseada em animais e plantas domesticados, permitiu ao homem optar e refletir sobre os alimentos que leva à boca. O vegetarianismo apareceu nessa trajetória. No primeiro milênio antes de Cristo, ele estava ligado a questões éticas e filosóficas e era visto, na região do Mediterrâneo e na Índia, como uma atitude de benevolência em relação aos outros seres. A prática era uma dos ensinamentos do grego Pitágoras. Mais tarde, o hábito se tornou mais uma imposição social do que uma escolha. Na Idade Média, a carne era símbolo de status. "Só a pobreza compelia as pessoas a trocar essa comida pelos vegetais", diz Carlos Roberto Antunes dos Santos, que pesquisa a História da alimentação na Universidade Federal do Paraná. Nos séculos seguintes, o movimento ressurgia associado a questões humanitárias e, no século 19, às preocupações nutricionais.


Foi na virada para o século 20 que surgiram criações como as do médico John Harvey Kellogg, inventor de produtos à base de vegetais, como os cereais matinais. Ficou conhecido como o "pai" da nutrição moderna.
Foi nos anos 1960 e 70, porém, que o vegetarianismo ganhou força no mundo ocidental, impulsionado pelo movimento hippie e pela atuação de defensores dos direitos dos animais. Mais recentemente, a culinária vegetariana teve como aliada a propagação de vantagens para a saúde (questionadas por alguns) de uma dieta sem carne. De olho nessa tendência, a indústria alimentícia começou a se dedicar a esse público. "No momento em que o Ocidente percebe que há um mercado consumidor, a culinária vegetariana se desenvolve e se adapta ao gosto do lado de cá do globo", diz o nutricionista George Guimarães.

Fonte: Revista Aventuras na História. Edição 89 - Dezembro de 2010

Tempo bem aproveitado

Universitários trocam estágio por atividades voluntárias; prática começa a ser valorizada em processos seletivos.




Beabá. Carolina ensinou a Maria que escrever exige paciência.

A estudante de Administração da PUC-SP Carolina Rodrigues, de 20 anos, dedicou uma hora de todas as tardes de terças-feiras este ano para alfabetizar uma funcionária da limpeza da universidade. Perda de tempo? Não para Carolina, que desde a escola procura fazer atividades voluntárias.

“É uma experiência gratificante, porque você faz a diferença na vida de alguém”, diz a professora do Projeto Alfabetização, da PUC Junior. “Alfabetizar a Maria, do Almoxarifado, foi como lhe apresentar um mundo novo.”

Prática comum entre os jovens americanos, o trabalho voluntário ainda não tem muito espaço na agenda de universitários brasileiros nem é algo de destaque no currículo, embora as empresas, aos poucos, comecem a prestar atenção nos candidatos a vagas de trainee e estágio que fazem esse tipo de atividade.

Fonte: Projeto Generosidade

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Gaúchos participam de rali histórico no Uruguai

O Brasil foi representado na 3º etapa do Campeonato Uruguaio de Turismo Históricos no último sábado. Os participantes do Clube Porto Alegre de Rallye, o piloto Sérgio Luis Schilling e o navegador Ladislau Ângelo Barsé, largaram às 8h, em Montevidéu, com um Passat GLS modelo 1986. Com 31 duplas participantes, os brasileiros foram os únicos estrangeiros na competição. Passaram por diversas cidades do Uruguai, chegando à praia do Maldonado às 14h30min. A etapa ficou conhecida como "Vuelta del Leste".

O rali foi organizado pelo Club Uruguayo de Rallye (CUR) com a Federación Uruguaia de Automoviles Deportivos (FUAD) e supervisão do Automóvel Clube Uruguaio (ACU). Foram 400 quilômetros, sendo 320 de asfalto e 80 de estrada de terra.

A prova foi um treinamento para o 8º Gran Premio Del Uruguay - 19 Capitales Históricos que ocorrerá no fim de fevereiro de 2011 e é considerado o prêmio mais importante do automobilismo uruguaio. O evento é válido para o Campeonato Sul Americano de Veículos Históricos. Só são permitidos veículos com mais de 20 anos e que tenham participado de outros Gran Premios Históricos. Com isso, a dupla brasileira não entrou na pontuação, participando como convidados.

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Interessante a ideia dos uruguaios, um campeonato que mistura aventura e conhecimento.
O conhecimento ajuda muito no desenvolvimento de um local, neste evento no Uruguai até brasileiros puderam participar, mesmo não sendo os campeões do evento, eles sem dúvida nenhuma conseguiram conquistar o conhecimento da cultura local. Que isto sirva de exemplo para nós, brasileiros e nossos goveranantes.

Coleta seletiva na escola



Os temas ambientais têm ganhado espaço na sociedade diante dos problemas que temos enfrentado, e também daqueles em potencial. Entretanto, nem sempre tais questões são vistas de forma mais clara, e menos onerosa, já que o discurso “eco” tomou conta de muitas empresas, que agora buscam agradar esse tipo de mercado, oferecendo supostas soluções sustentáveis. Carros elétricos nos Estados Unidos, por exemplo, sugerem à primeira vista um grande diferencial ecológico, quando não associamos o fato de que a principal fonte de energia nesta localidade é oriunda de usinas termoelétricas, utilizando carvão vegetal como matéria-prima, liberando, desta forma, CO2 de forma indireta.
Desta forma, o perigo consiste no fato de que certas situações, como a aquisição do carro elétrico, ou a adoção da reciclagem sem pensar, anteriormente, em outras questões, existe a grande possibilidade de criarmos um sentimento de que estamos isentos, cumprindo corretamente o nosso papel de consumidor e cidadão, o que nem sempre é correto. Assim, o ideal é pensarmos, primeiramente, em nossa conduta como consumidores; depois, em reaproveitamento; e, por último, na reciclagem propriamente dita (o texto “Três erres” e mais alguns, do Brasil Escola, exemplifica bem essa questão).
Quanto a este último aspecto, também não é correta a ideia de que a coleta seletiva só pode ser desenvolvida de forma satisfatória se a escola disponibilizar os famosos contêineres coloridos. Reaproveitar recipientes para lixo já existentes e utilizar caixas de papelão para separar o papel reciclável podem promover efeito igual ou melhor do que eles – até porque são exemplos reais de materiais que estarão sendo reaproveitados.
O lixo pode ser dividido em não recicláveis e recicláveis. Como o papel, para ser reciclado, não pode ter tido contato com restos de alimento, é interessante que ele seja separado em caixas de papelão, sob o risco de restos de iogurte, refrigerante e alimentos em geral entrar em contato com ele, inutilizando-o.
Os demais lixos recicláveis, como plásticos, alumínio, embalagens Tetra Pak, vidro, dentre outros, podem ser separados em um único contêiner que, para não confundir os agentes envolvidos no processo, deve ter algo que o distingue do lixo de resíduos não recicláveis:
Outro fator a analisar é a orientação de todas as pessoas da escola quanto à coleta seletiva, e não somente alunos e professores; devendo ser dada uma atenção especial aos funcionários responsáveis pela limpeza da instituição. Em muitas experiências deste tipo, tais pessoas não são devidamente orientadas, e não são raros os casos em que elas acabam por unir o conteúdo desses três tipos de contêiner em um único saco de lixo, desprezando-os de forma convencional.
Finalmente, para implantar ou aperfeiçoar esse tipo de atividade na escola, é importante também ter em mente o que será feito destes materiais. Os resíduos não recicláveis podem e devem ser armazenados para serem recolhidos pelos caminhões da prefeitura. Quanto aos recicláveis, podem ser doados a instituições que utilizam este material como fonte de renda, catadores individuais ou reunidos em cooperativas, etc. 

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Nota:

Acredito que um mundo melhor só se constrói dentro da escola, e é de lá que devemos conscientizar não só os alunos mas também os pais e amigos que visitam as escolas.
A educação e a sustentabilidade devem juntos para melhorar a vida dos cidadãos de determinada cidade.

Barba bem feita há séculos

Não importa se você é homem ou mulher, nem a sua idade, pois se não usou irá usar a invenção do americano King Camp Gillette. O nome já diz tudo sobre o invento de King não é? Se você ainda não sacou a pegadinha, o Sr. King inventou o aparelho de barbear descartável, o qual virou marca e hoje é sinônimo do produto.
Ao se barbear numa manhã o Sr. King teve a percepção de que para se barbear somente a lâmina era necessária e pensou então em criar um aparelho que fosse pequeno e descartável, ou seja, mais prático do que a navalha, instrumento utilizado na época. O segredo não era o aparelho em si, mas a lâmina, pequena, fina e afiada de ambos os lados. De início os industriais não acreditaram ser possível fazer uma lâmina boa, descartável e barata, mas tiveram de dar o braço a torcer quando o Sr. King com ajuda do engenheiro mecânico William Nickerson criaram a lâmina e fundaram no dia dois de dezembro de 1901 a Gillette Safety Razor Company.
Um grande passo para a marca aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial, quando a empresa enviou para cada soldado um aparelho de barbear. Isso rendeu aos soldados o costume de se barbear em casa e não no barbeiro. Outro fato que garantiu credibilidade a marca foi a invenção da embalagem com a assinatura do Sr. King e o patrocínio de eventos esportivos.

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Nota:
Quem não se lembra do bordão "a primeira faz tchan, a segunda faz tchun e tchan, tchan tchan, tchan.
Realmente Gillette fez uma grande transformação na vida do homem, facilitou bastante.
Assustam o vídeo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Demolição da Casa da Rua Alferes

Fui informado pelo Vereador Vanderlei Pequeno que a "Casa da Rua Alferes", uma bela propriedade localizada no centro de Cataguases, embora abandonada, está sendo demolida por pessoas sem a autorização da prefeitura. Segue abaixo o e-mail que me foi passado:


"Há poucos instantes, constatamos que o imóvel já conhecido como Casa da Rua Alferes, na rua de mesmo nome, está sendo demolido.
Fomos à Prefeitura e o Procurador do  município nos informou que não há autorização para a demolição.


A defesa civil está indo ao local, já que um dos responsáveis pelo imóvel nos afirmou que a casa está caindo.
No entanto, constatamos a presença de pessoas no interior da casa e o aspecto organizado uma demolição existente."


"A especulação imobiliária começa a ganhar a batalha contra a Cultura em Cataguases.

A Casa da Rua Alferes, imóvel que remonta ao final do século XIX está sendo demolida...e sem a licença do município."



Essa são as fotos atuais da Casa da Rua Alferes







Foi sugerido que passássemos um e-mail para o Jornal Cataguases exigindo providências para o acontecimento. O e-mail é: jornalcataguases@yahoo.com.br. Eu já fiz minha parte, faça a sua.

Assine a petição contra fome, faça a sua parte




Assista o vídeo, assine a petição e encaminhe para seus amigos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jogo dos pensadores absolutistas

Os pensadores absolutistas, a partir do séc. XVI, acabaram contribuindo para a consolidação do poder total nas mãos dos reis europeus. Suas ideias convenceram o povo sobre a necessidade de obedecer aos monarcas sem questionar, num dos trabalhos de marketing político mais eficientes da História.

  


Este jogo operatório trata destes pensadores, no contexto do Absolutismo e surgimento das Monarquias Nacionais na Europa. Para mandar bem no jogo, é necessário ter algum conhecimento sobre o assunto. Sugiro a leitura de alguns artigos antes de encarar o desafio.

Se você já está fera no assunto, é hora de testar seus conhecimentos. Para jogar, você deve primeiro clicar PLAY. Em seguida, as definições vão aparecer na parte de baixo da tela. Use o mouse para atirar na palavra referente as definições. Tome cuidado com o tempo e com as munições, que são limitados.


Para jogar clique aqui

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Nota:

Não é atoa que "História Digital" é considerado o melhor blog de história. É fantástico os jogos postados aí. Proporcionam aos alunos e apaixonados pela história, momentos maravilhosos para fixação da metéria.
Recomendo, leio e sigo no Twitter o blog HISTÓRIA DIGITAL.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Moeda de prata vai homenagear 300 anos de Ouro Preto

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (25) o lançamento da moeda comemorativa aos 300 anos da fundação da Vila Rica do Pilar do Outro Preto. A cidade mineira foi o primeiro município brasileiro declarado patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A moeda de prata é voltada a colecionadores e tem o valor de R$ 5. Um dos lados tem a ilustração da arquitetura da cidade com casarios antigos, destacando a Igreja de São Francisco de Assis ao centro e a de Nossa Senhora das Mercês e Perdões à esquerda.

A tiragem inicial é de 2 mil unidades, com previsão máxima de 10 mil moedas, que começam a circular em meados de 2011.

Fonte: Agência Brasil

Arquivo Histórico da Comarca do Rio das Mortes / MG

Site do Arquivo Histórico da UFSJ

A Comarca do Rio das Mortes foi uma das três primeiras existentes na capitania das

Minas Gerais, sendo instituída em 1714 e tendo como sede a Vila de São João del Rei.

Estendia-se pelo centro-sul, a sudoeste da capitania compreendendo os termos de São José del Rei, Jacuí, Baependi, Campanha da Princesa, Barbacena, Queluz, Nossa Senhora de Oliveira, São José do Rio das Mortes e Tamanduá. No início do século XIX já se configurava como a mais extensa em área habitada e a mais populosa da capitania. Nessa página encontram-se disponibilizados em bancos de dados e imagens digitalizadas os acervos documentais que vêm sendo preservados, identificados e microfilmados através do Projeto Forum Documenta.
 
Mais informações clique aqui

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

História do Circo


No mundo do entretenimento, o circo ocupa uma posição privilegiada entre todas as formas de diversão existentes. Mesmo em tempos de rádio, TV e internet essa antiga arte ainda atrai a atenção de muitos espectadores. Circulando por espaços da cultura erudita e popular, a arte circense impressiona pela grande variabilidade de atrações e o rico campo de referências culturais utilizado.

De fato, o circo demorou muito tempo até chegar à forma sistematizada por nós hoje conhecida. Somente no século XVIII é que o picadeiro e as mais conhecidas atrações circenses foram se consolidando. Na China, vários contorcionistas e equilibristas apresentavam-se para as autoridades monárquicas chinesas. Em Roma, o chamado “Circo Máximo” era o local onde as massas plebéias reuniam-se para assistir às atrações organizadas pelas autoridades imperiais.

Na Idade Média, vários artistas saltimbancos vagueavam pelas cidades demonstrando suas habilidades ao ar livre em troca de algumas contribuições. O primeiro a sistematizar a idéia do circo como um show de variedades assistido por um público pagante foi o inglês Philip Astley. Em 1768, ele criou um espaço onde, acompanhado por um tocador de tambor, apresentava um número de acrobacia com cavalos. Nesse período, o crescimento das populações urbanas garantiu um bom número de espectadores ao seu espetáculo.

Com a expansão de seu empreendimento, Astley passou a contar com vários outros artistas. Dado o sucesso de suas atrações, sua companhia passou a apresentar-se em Paris. Nessa época, o domador Antoine Franconi ingressou na companhia de Astley. A instabilidade causada com os arroubos da Revolução Francesa, em 1789, forçou Astley a abandonar a França. Com isso, Franconi se tornou um dos maiores circenses da França. Com o passar do tempo, a tradição itinerante dos artistas circenses motivou a expansão das companhias de circo.

No século XIX, o primeiro circo atravessou o oceano Atlântico e chegou aos Estados Unidos. O equilibrista britânico Thomas Taplin Cooke chegava com seu conjunto de artistas na cidade de Nova Iorque. Com o passar dos anos, sua companhia transformou-se em uma grande família circense que, ao longo de gerações, disseminou o circo pelos Estados Unidos.

A grande estrutura envolvendo o espetáculo circense, trouxe o desenvolvimento de novas tecnologias ao mundo do circo. As constantes mudanças de cidade em cidade incentivaram a criação de técnicas logísticas que facilitavam o deslocamento dos espetáculos. Tais técnicas, devido sua grande eficácia, chegaram a despertar o interesse dos altos escalões militares que se preparavam para os conflitos da Primeira Guerra Mundial.

Na Europa, até metade do século XX, o circo sofreu um período de grande retração. As guerras mundiais, ambas protagonizadas em solo europeu, e as crises econômicas da época impuseram uma grande barreira às artes circenses. Ao mesmo tempo, o aparecimento do rádio e da televisão também inseriu uma nova concorrência no campo do entretenimento.

Mesmo com o advento das novas tecnologias, o circo ainda preserva a atenção de multidões. Reinventando antigas tradições e criando novos números, os picadeiros espalhados pelo mundo provam que a criatividade artística do homem nunca estará subordinada ao fascínio exercido pelas máquinas. Talvez por isso, podemos dizer que “o show deve continuar”.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Museu exibe escultura artística de mamute com 35 mil anos de idade

O Museu de Neandertal de Mettmann, cidade a oeste da Alemanha, abriu uma mostra temática sobre mamutes nesta sexta-feira.

Entre os objetos expostos, há uma escultura artística do animal feita em marfim, com data aproximada de 35 mil anos, considerada uma das mais antigas do mundo.

O artefato foi encontrado a sudoeste da Alemanha.
 
Funcionária do Museu de Neandertal, na Alemanha, exibe peça de marfim que reproduz um mamute.

Fonte: Folha de São Paulo

Arqueologia de um pedaço do Brasil

Recôncavo da Baía de Guanabara tem sítios arqueológicos de até 4 mil anos. Escavações encontraram cachimbos que podem ter resíduos de Cannabis


Exagerando um pouco, conhecer o passado da área em torno da Baía de Guanabara é conhecer um pouco de toda a História do Brasil, tamanha a referência a cada período histórico brasileiro. Na Vila Santo Antônio de Sá, hoje Itaboraí, considerada a primeira vila do Recôncavo da Baía de Guanabara, os sítios arqueológicos são tão ricos que é possível encontrar registro de populações até de antes de Cristo.

“Estamos estudando essa área desde o início da ocupação até hoje”, diz a antropóloga Madu Gaspar, que organiza o projeto, e explicou, cuidadosamente, todo o processo. 

“Há registro de populações com 4 mil anos, que construíam sambaquis. Em seguida, essa área foi invadida por tupis, ceramistas, até a chegada dos portugueses. Os tupis, que vieram da Amazônia, expulsaram os sambaqueiros, ou os eliminaram com guerras. Todo o território ficou com os grupos ceramistas. Então, se deu a colonização portuguesa. Nessa área, os primeiros europeus usavam a região como celeiro do Rio, retirando os recursos naturais como lenha e madeira para construção, além fazer plantações de alimentos.”


A antropóloga, de 56 anos, conta que a região foi o seu primeiro trabalho de campo, em 1976. Ela diz que, por conta da construção do pólo petroquímico da região, a região ficou mais segura e ela pôde voltar a estudar a região.

“Esses produtos da época colonial eram transportados pelos rios da região até a Praça XV. Há várias representações de Debret mostrando os escravos desembarcando com lenha, por exemplo.”


Açúcar, mandioca e até maconha

A região, muito por conta das plantações de açúcar e mandioca, era densamente ocupada por africanos e descendentes. Por conta disso, hoje, são encontrados vasilhas, cerâmicas e quase 200 cachimbos com símbolos de tribos da África.



“Já se sabia que era um hábito dos africanos fumar. Os historiadores que estudam o período tinham interesse em saber que tipo de material era carburado. Sabia-se que era um fumo mais forte”, conta a arqueóloga, explicando que, para descobrir o seu conteúdo, foi feito uma pesquisa pioneira. “Em um dos cachimbos há indícios que seria carburado Cannabis [gênero de plantas comumente conhecida como maconha]. Ainda é preciso confirmar, mas é muito provável. Até a dimensão dos cachimbos já sugeria isso.”

Madu Gaspar contou que, para chegar a esses resultados, foram necessários quase dois anos de trabalho de campo. Em um primeiro momento, os arqueólogos investigaram o terreno em uma metodologia de amostragem sistemática, em intervalos de 50 em 50 metros. Foi possível identificar 45 sítios, sobre as diversas ocupações que a região presenciou.

“Os restos africanos tem baixa visibilidade. Só pesquisa sistemática consegue encontrar.”

Mas, afirma ela, o resultado é compensador, como o encontro dos vestígios das primeiras olarias em Itaboraí, região onde até hoje é comum o trabalho.

“Chegamos a encontrar uma porção de barro amassado em que aparece a mão do artesão”, conta empolgada. Ela também cita as fôrmas de pão-de-açúcar, que são vasilhas de cerâmicas onde se purgava o açúcar e que lembram o famoso ponto turístico.


Exposição

Para exibir todos esses achados, a arqueóloga está organizando uma exposição no Museu Nacional, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, chamada “Arqueologia do Recôncavo da Baía de Guanabara”.

“Os arqueólogos trabalham com material brasileiro. Eles têm que dar retorno à sociedade. Faz parte de nossa História.”

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"As Meninas" de Diego Velázquez

Obra-prima do pintor Velázquez provoca admiração e dúvidas mais de 350 anos depois.


Diego Velázquez tinha acabado de fazer 57 anos quando, em 1656, deu por concluída mais uma encomenda dos reis da Espanha. Principal artista da corte de Filipe IV, Velázquez ficou satisfeito com As Meninas, tela que se tornaria a sua obra-prima. Exposto no Museu do Prado, em Madri, o quadro, de 3,18 por 2,76m, foi chamado assim porque "menina" era jeito de se referir às aias, damas de companhia da família real. Na tela, Margarida Teresa, 5 anos, filha de Filipe IV, aparece entre duas delas. Além das três, outros oito personagens estão representados. E a aura de mistério do quadro envolve as explicações sobre que são essas pessoas, a disposição de todos na tela. Mas, afinal, o que Velázquez está pintando?


Duas teorias principais respondem a essa pergunta. A mais difundida delas defende que Vezázquez está retratando os reis, que estariam no mesmo lugar do observador do quadro e aparecem refletidos em um espelho ao fundo. Os demais estariam ali entretendo os dois. Outros dizem que ele está pintando a pequena infanta. Mas como isso seria possível se o artista está atrás dela? A explicação estaria em outro espelho, posicionado na frente de todos e que teria permitido ao pintor ver o reflexo das meninas e o seu próprio. O casal real estaria ali para assistir a filha. Independentemente de qual teoria vale, uma coisa é certa: a obra entrou para a história como um elogio à arte do retrato e ao papel do artista.

Fonte: Revista Aventuras na História. Edição 88 - Nov. 2010